Revisão de Literatura
MITCHELL 58 em 1967, caracterizou a umidade presente no meio bucal como um dos principais fatores responsáveis pelo insucesso das
colagens diretas propondo uma base de ouro em folha com forma de um chapéu para proteger o cimento do contato com a umidade para, com isso, aumentar a adesão. Para seu experimento utilizou cinco materiais: resina epóxica polimerizada por poliamidos, Leech's all purpose glue, cimento Duco, cimento fosfato de zinco, cimento Black Copper. Foram selecionados 10 grupos de molares, contendo 10 dentes cada, sendo conservados em formalina e lavados em água corrente durante 24 horas. Após essa lavagem, foram conservados em água. Os materiais foram utilizados de acordo com as instruções dos respectivos fabricantes. Com este estudo o autor concluiu que nenhum desses adesivos mantém integridade de adesão tão bem para serem considerados usáveis em ambiente úmido.
MIZRAHI; SMITH 60 , em 1969, realizaram um estudo onde utilizaram cimentos de policarboxilato de zinco e de fosfatos para ligarem
botões linguais de aço inoxidável diretamente sobre a face vestibular de dentes humanos extraídos. A remoção por tração foi executada em máquina de testes Universal e os resultados demonstraram a adesão superior do cimento de policarboxilato de zinco ao esmalte (em torno de 0,78 kgf/mm2). Os autores salientaram ainda que as fraturas ocorreram na interface cimento/esmalte.
RETIEF 78, em 1970, apontou que a falta de adesão dos materiais restauradores aos dentes ocasiona um sério problema, a microinfiltração, e que esta poderia ser eliminada se existisse um material ou uma película intermediária capaz de formar uma forte união adesiva com os tecidos dentários e resistentes às condições bucais. Reforçou, ainda, a importância do conhecimento dos princípios da adesão, definida como atração molecular, física e química, existente entre diferentes superfícies em contato. Explicou que se obtém maior adesão quando existe maior área de contato (superfície plana) e que na prática são encontradas superfícies irregulares como as do dente e da resina composta, e que isto seria conseguido aplicando um líquido adesivo entre ambos os substratos, ficando a união adesiva dependente da capacidade de molhamento deste, do ângulo de contato e da tensão superficial.
Lembrando da dificuldade para se obter a adesão na boca devido à natureza destrutiva do ambiente bucal, RETIEF 79 em 1970, analisou vários
fatores intrabucais que poderiam afetar os processos adesivos como: a superfície heterogênea do esmalte, não só entre um dente e outro, mas também entre áreas adjacentes do mesmo dente; a presença de um ambiente constantemente úmido que necessita de um adesivo capaz de se unir ao dente sem que a umidade afete suas propriedades; as rugosidades superficiais, que pode incorporar bolhas de ar reduzindo o contato entre o adesivo e o aderente representando pontos de concentração de estresse e de pouca resistência; as forças mastigatórias; as variações rápidas e repentinas de pH bucal; as variações térmicas e o potencial tóxico do próprio material.
RETIEF; DREYER; GAVRON 81 , em 1970, estudaram a fixação de bráquetes com resina epóxica, onde concluíram que o ataque ácido sobre a estrutura dentária, preconizado por BUONOCORE 17 , em 1955, aumentava, e
muito, a união dente/resina. Contudo, no que se refere à união resina/bráquete, os autores afirmaram que com o uso de uma tela na base dos bráquetes, obtinha-se uma maior retenção, apesar do inconveniente de se deixar o bráquete com um volume maior.
MIZRAHI; SMITH 61, em 1971, observaram, após 6 meses de uso, uma queda de apenas 7% dos bráquetes colados. Pra esse experimento clínico utilizou bráquetes Edgewise com tela em suas bases, diretamente colados ao esmalte dental com cimento de policarboxilato.
Em 1973, RETIEF 80 , realizou um estudo sobre adesão, onde discorre sobre os princípios, fatores que a afetam, utilização na dentística restauradora e preventiva, e em ortodontia. Utilizou uma tela de menor volume soldada à base do bráquete para conseguir uma melhora na retenção bráquete/resina. Com este estudo, o autor mostra que os dentes podem ser movidos ortodonticamente com bráquetes colados por um longo período de tempo.
KHOWASSAH et al.50, em 1975, avaliaram materiais ortodônticos de adesão direta sob os efeitos de temperatura e umidade. Foram utilizados 160 dentes humanos, armazenados em solução de formalina a 10% até serem usados. Os bráquetes utilizados foram Rocky Mountain e Unitek. Os testes foram realizados em períodos de 30 minutos (armazenagem à temperatura ambiente - condição I), 15, 22 e 30 dias (armazenagem à 37ºC e 100% de umidade - condições II, III, IV), com o auxílio de uma máquina de testes Universal Instron. Com a análise dos resultados, os autores
observaram que na condição I o adesivo não estava completamente polimerizado e na condição II aumentou somente 50% da resistência adesiva; a análise estatística mostrou que há diferença significante na resistência adesiva entre a condição I e as condições II, III, IV. Entretanto, não houve efeito significante nos períodos de 15, 22 e 30 dias para ambos os adesivos. A diferença não foi significante entre os adesivos em nenhuma das condições testadas. Os autores consideraram necessárias novas investigações, pois a fixação direta deveria ser considerada como um adjunto à bandagem total; e que, no estágio atual da tecnologia, era duvidoso afirmar que a fixação não fosse substituir completamente a bandagem nos tratamentos ortodônticos.
REYNOLDS, VON FRANHOFER 82, em 1976, considerou três fatores básicos para atingir resultados satisfatórios no procedimento de fixação de bráquetes como: o condicionamento da superfície com ácido fosfórico para obter retenções mecânicas facilitando a penetração da resina; o tipo de adesivo utilizado; e a retentividade da base do bráquete. Considerou que os valores de 0,060 - 0,080 kgf/mm2 são razoáveis para se obter uma fixação clínica satisfatória tendo como valor mínimo 0,050 kgf/mm2. Entre outras coisas, determinou que o termo selante é utilizado para indicar a presença de um agente de ligação entre a superfície do esmalte e a resina ou entre a superfície do acessório e a resina; e que o selante ou agente de ligação é utilizado por duas razões: primeiro para facilitar o molhamento da
superfície do esmalte e segundo para atuar como agente duplo, providenciando uma união química.
JOHNSON; HEMBREE; WEBER 45 , em 1976, avaliaram a resistência ao torque de sete diferentes adesivos ortodônticos de adesão direta. Para o experimento utilizaram 210 incisivos inferiores bovinos. Todas as amostras foram armazenadas em solução salina a 30% previamente à fixação. Os dentes foram divididos em sete grupos de trinta elementos cada, referenciados como A, B, C, D, E, F, G, todos de acordo com as instruções dos respectivos fabricantes. Previamente à adesão, os dentes foram limpos com pedra pomes, lavados e condicionados com uma solução de ácido fosfórico, lavados novamente e secos. Após a fixação as amostras foram, novamente, armazenadas em solução salina a 30%. Os testes foram realizados nos períodos de um dia, um mês e três meses em uma máquina de testes Universal Instron. Com a análise dos resultados foi possível concluir que, entre os grupos testados, não houve diferença estatística significante.
KEIZER; TEN CATE; ARENDS 49 , em 1976, avaliaram a adesão da resina composta ao bráquete e ao dente. Com os resultados, observaram que a união resina/esmalte (0,121 kgf/mm2) era maior que a da resina/bráquete (0,053 kgf/mm2), permitindo concluir que o local de fratura ocorria geralmente
na interface resina/bráquete. Observaram, também, que para aumentar a união nesta interface, a superfície da base do bráquete deveria ser rugosa. Sugeriram novas pesquisas para não somente para aumentar a adesão, mas também para diminuir o desvio padrão, que neste estudo apresentou-se elevado.
SHEYKHOLESLAM; BRANDT 91 , em 1977, analisaram os fatores que determinavam a adesão do bráquete ao esmalte. Observaram que, em relação à interface resina/esmalte, a união era mecânica pelas projeções da resina no interior do esmalte. Para os bráquete, a adesão dependeria da natureza do mesmo (plástico ou metal). Os bráquetes de plástico ofereciam uma união química com a resina, tendo como inconveniente o fato destes bráquetes sofrerem deformações quando submetidos a forças elevadas; o que não acontecia com os bráquetes metálicos, que se uniam mecanicamente à resina, tanto com bases perfuradas quanto com forma de tela.
THANOS; MUNHOLLAND; CAPUTO 95 , em 1979, comparam as bases perfuradas e as em forma de tela quanto a adesão. Para o experimento, utilizaram dentes humanos anteriores, recém extraídos, que foram conservados em solução salina e depois incluídos em blocos de gesso pedra. Foi realizada profilaxia com pedra pomes e água na face vestibular dos
dentes, sendo posteriormente lavados e secos. Os dentes foram condicionados com ácido fosfórico que acompanhava o sistema adesivo, durante 1 minuto, sendo lavados e secos logo após o ataque ácido. Os sistemas adesivos utilizados foram: Bond-Eze Chem-Cure, Orthomite IIS, Solo-Tach, Genie e Adaptic, todos usados de acordo com as instruções dos respectivos fabricantes. Os testes foram realizados 30 minutos após a fixação, através de uma máquina de teste Universal Instron, nos sentidos de tração, cisalhamento e torque. Os autores puderam concluir que o sistema adesivo não pôde ser avaliado apenas em um único sentido de teste, pois os sistemas de retenção dos bráquetes comportaram-se diferentemente. As bases em forma de tela apresentaram melhor desempenho nos testes de tração, enquanto que as bases perfuradas mostraram-se melhor nos testes de cisalhamento. Para as bases perfuradas, Bond-Eze foi o material mais retentivo, Adaptic e Orthomite depois, e Genie retenção mínima. Para as bases em forma de tela, Bond-Eze, Adaptic e Solo-Tach foram os materiais mais resistentes e Genie mostrou retenção mínima. Os testes de torque não foram usados por causa do grande número de fraturas ocorridas nas aletas dos bráquetes.
OKAZAKI; ALMEIDA; MARTINS 70 , em 1980, compararam sete cimentos usados para fixação direta ortodôntica. Para o estudo utilizaram pré- molares superiores e inferiores recém extraídos, armazenados em frascos e
mantidos à temperatura de 5ºC. Os bráquetes utilizados foram Unitek e os cimentos foram: Adaptic restaurador associado com o Adaptic Glase, Concise restaurador, Concise ortodôntico, Endur, Directon II, Dyna Bond e Orthomite IIs. Para os testes foi utilizada uma máquina de ensaios Universal. Os autores puderam concluir, após a análise estatística dos resultados que: para todos os cimentos pesquisados, a resistência à tração da interface esmalte/adesivo foi maior do que a da interface base metálica/adesivo; quanto maior a adesão entre esmalte/adesivo é de se esperar que maiores sejam os danos às superfícies de esmalte durante a remoção do adesivo; o Orthomite IIs foi o cimento que obteve maiores vantagens sobre os demais em vista do seu tempo de vida útil, tempo de trabalho, resistência à tração e capacidade de adesão tanto a bráquetes metálicos quanto nos plásticos, seguido do Concise ortodôntico e do Dyna Bond.
WERTZ 102 , em 1980, descreve algumas vantagens sobre a fixação
direta ao discorrer sobre esta técnica. Descreve sobre a maior comodidade na instalação do aparelho; a não necessidade da separação dental, com conseqüente redução do tempo de tratamento, beneficiando tanto o paciente quanto o profissional. Isso porque, dispensada a separação dental, evitava-se o aumento do comprimento do arco e eliminava-se a fase de redução de diastemas no final do tratamento. O autor ressalta também, que sua primeira experiência com fixação direta se deu em 1950, quando usou "cimento negro
de cobre" em um canino impactado, que não podia ser bandado, e obteve resultado satisfatório.
MAIJER; SMITH 56 , em 1981, avaliaram sete bases de bráquetes metálicos quanto suas variações de retenção. As bases foram coladas em pré-molares humanos com Dynabond e os corpos de prova foram armazenados por 24 horas em água à 37ºC e 100% de umidade. Uma máquina de testes Universal Instron foi utilizada e, posteriormente às amostras foram examinadas em um microscópio eletrônico de varredura. Os autores concluíram que: os pontos de solda na base reduz a área retentiva e podem ser responsáveis pela baixa adesão nas bases estudadas, além de promover um baixo selamento marginal na interface base/resina, quando realizados nas bordas da mesma; as bases deveriam ser confeccionadas de forma que evitassem a presença de bolhas de ar; uma melhor penetração da resina e conseqüente aumento da adesão é conseguido com uma tela com filamentos mais finos.
Em 1982, BUZZITTA; HALLGREN; POWERS 19 , avaliaram a
resistência adesiva e o local da fratura de cimentos para fixação direta (sem carga, carga baixa e carga alta) com vários bráquetes (policarbonato, aço inoxidável e cerâmicos). Os cimentos utilizados foram o Bond-Eze (sem
carga), Endur (carga baixa) e o Solo-Tach (carga alta); os bráquetes foram: DBS, MRPB (plásticos), UTL , MM (metálicos) e CB (cerâmico). Os cimentos foram usados de acordo com as instruções dos respectivos fabricantes. Os bráquetes cerâmicos foram testados com e sem adesivo. Foram utilizados incisivos centrais humanos, recém extraídos e dentes de plástico, que foram devidamente incluídos e preparados. As amostras foram armazenadas em água destilada a 37ºC por 24 horas. Os testes foram realizados em máquina de testes Unitek e as falhas foram examinadas, sendo identificadas como dentro do cimento, na interface bráquete/cimento e no bráquete. Os resultados concluiram que: o Bond-Eze mostrou-se mais resistente tanto com bráquete de plástico quanto com bráquetes cerâmicos, enquanto que o Solo- Tach mostrou maior adesão com bráquete metálico. A fratura ocorreu na interface bráquete/cimento com os bráquetes metálicos para todos os cimentos, enquanto que o local de fratura dos demais bráquetes variou. Não houve diferença estatística na adesão, nem no local de fratura entre os substratos usados.
PULIDO; POWERS 77 , em 1983, avaliaram a resistência adesiva, utilizando bráquetes de policarbonato colados a um substrato de plástico com resina composta para fixação direta. Foram utilizados 7 cimentos: Solo-Tach, Concise, Endur, Bond-Eze, Lee Insta Bond, Mono-Lock e Righton, testados com ou sem adesivo. As amostras foram armazenadas em água a 37ºC por
24 horas. Os testes foram realizados em máquina de testes Instron. As fraturas adesivas foram observadas sob magnificação de baixa potência, e foram identificadas como dentro do cimento, na interface cimento/base ou no bráquete. Os resultados foram analisados estatisticamente onde permitiu concluir que: os melhores resultados foram conseguidos com o adesivo que apresentou médias variando de 0,51 a 0,85 kgf/mm2, enquanto que sem o adesivo esta média variou de 0,30 a 0,34 kgf/mm2; 83% das fraturas ocorreu no bráquete quando o primer foi utilizado; e, quando o primer não foi utilizado 97% das fraturas ocorreram na interface cimento/bráquete.
SMITH; MAIJER 92 , em 1983, sintetizaram uma camada de partículas esféricas ou irregulares, de tamanho variado, de aço inoxidável ou de cobalto-cromo sobre as bases de dispositivos (botões ortodônticos) , com o objetivo de melhorar a retenção dos bráquetes para fixação direta, ortodônticos metálicos. O processo de sinterização deu-se à temperatura de 1100ºC, durante 4 horas em atmosfera de gás inerte. Os botões linguais assim preparados e colados em dentes humanos e bovinos sofreram tração, após 24 horas de armazenamento em água a 37ºC. Os resultados mostraram que a resina penetrava nos espaços entre as partículas e, como conseqüência, obtiveram valores de retenção 30% a 100% maiores do que nas telas soldadas. Afirmaram ainda que, com a adesão melhorada, o
rendimento clínico aumentava, especialmente se o sistema de resina e a técnica do ataque ácido não fossem negligenciadas.
Em 1984, BENNETT; SHEN; WALDRON 10 , avaliaram os efeitos da descolagem de bráquetes na superfície do esmalte. Neste estudo, os autores observaram que, em toda a amostra, uma grande quantidade de adesivo permaneceu aderida ao dente após a remoção do acessório. E, analisando microscopicamente o esmalte, puderam perceber, claramente, o desenho da tela da base do bráquete.
EVANS; POWERS 31 , em 1985, testaram quatro cimentos: Mono- Loc, System 1+, Unite (ML, SY e UN) e Concise. Avaliando a importância da espessura dos cimentos na resistência adesiva à remoção de bráquetes. Foram utilizados incisivos centrais superiores humanos, recém extraídos. Após a fixação, as espessuras de cimento encontradas eram de 0.25mm, 0.30mm, 0.33mm, 0.38mm e 0.51mm. Os testes foram realizados em uma máquina de ensaios Instron. Os autores concluíram, que houve diminuição gradual da adesão com o aumento da espessura do cimento.
SCHULZ et al. 90 , em 1985, avaliaram a resistência adesiva de três sistemas adesivos usados na fixação de bráquetes. Os materiais utilizados
foram Concise, Miradapt e Endur. Os corpos de prova foram submetidos a testes de tração, em tempos determinados de 30 minutos e 48 horas após a fixação dos bráquetes, com auxílio de uma máquina de teste Instron. Após os testes, foi realizada inspeção visual dos dentes e bráquetes para determinar o local da fratura. Os resultados foram submetidos a análise estatística, o que permitiu concluir que: a resina composta Concise foi significantemente mais resistente que Miradapt e Endur, quando testados com ambas as forças de tração, após 30 minutos; não houve diferença estatística significante entre as três resinas quando testadas com ambas as forças após 48 horas; a maioria das falhas ocorreu na interface adesivo/bráquete.
LEE; FREER; BASFORD 55 , em 1986, avaliaram a infiltração na interface resina/esmalte de bráquetes ortodônticos. Para o estudo utilizaram uma solução aquosa fluorescente e uma amostra com 90 pré-molares humanos extraídos, divididos em três grupos, onde os bráquetes plásticos eram colados com Right-On No Mix. O grupo 1, após a fixação, foi armazenado por 24 horas a 37ºC. O grupo 2, após fixação, foi exposto a um ciclo térmico variando de 4 a 60ºC por 200 ciclos. E, o grupo 3, permaneceu durante 3 meses a uma temperatura de 37ºC. Foi utilizado um microscópio Olympus BHA. Os resultados mostraram que o primeiro grupo apresentou infiltração em 93,3% dos dentes, o segundo grupo em 100%, e o terceiro grupo em 91,6% dos dentes.
BRYANT, et al. 16 , em 1987, realizaram um estudo para determinar
a força de resistência adesiva de vários sistemas adesivos. Para o estudo foram colados bráquetes ortodônticos às superfícies de esmalte de caninos superiores humanos. Foram utilizados cinco materiais: Concise ortodôntico, Lee Cleanse and Bond I, Lee Cleanse and Bond II, Insta-Bond no-mix orthodontic adhesive e Protecto orthodontic enamel coating. Os testes de tração foram realizados em uma máquina de ensaios Universal após 15 minutos e 24 horas da fixação. Os resultados foram submetidos a analise estatística e não mostraram diferenças estatisticamente significantes.
KING et al. 52 , em 1987, para avaliar a resistência de cinco resinas de auto ou fotopolimerização, utilizaram 80 dentes bovinos, onde foram colados bráquetes com telas metálicas. Os materiais testados foram: Right- On, Concise Ortodôntico, Silux, Heliosit e Heliosit Ortodôntico, todos utilizados de acordo com as instruções dos respectivos fabricantes. Os dentes foram estocados em solução de formalina a 10% durante 3 dias após a extração, sendo posteriormente limpos e armazenados em água. Após a fixação, os corpos de prova, devidamente identificados, foram estocados em água em estufa a 37ºC por 24 horas, sendo posteriormente submetidos a ciclagem térmica de 100 ciclos de 1 minuto cada em banhos a 4º e 58ºC. Os corpos de
prova foram, novamente estocados em água e levados a uma estufa a 37ºC por 6 dias. Passado este período 40 corpos de prova foram submetidos ao teste de tração e os outros 40 corpos de prova a teste de tração, ambos em uma máquina de ensaios Universal Instron. Os resultados permitiram concluir que: a resina Right-On mostrou-se a mais resistente, seguida do Concise Ortodôntico, sendo significantemente maiores que as resinas fotopolimerizáveis, em ambos os testes; as fraturas ocorreram na interface bráquete/resina.
ATTA 6 , em 1988, analisou comparativamente a união acessório- resina-dente na fixação direta dos bráquetes ortodônticos. Para o estudo utilizou 240, 3os molares humanos, recém extraídos, conservados em solução de formalina a 10%. Os espécimes foram incluídos em resina acrílica e, após a polimerização, foi realizada profilaxia com taças de borracha e pedra pomes em baixa rotação. Realizou-se, então, o ataque ácido na superfície, com ácido fosfórico a 37%, por um minuto, e posteriormente foram lavados com "spray" de água/ar por 15 segundos e secos com jato de ar comprimido. Foram utilizados Concise Ortodôntico e o Panávia Ex, de acordo com as instruções do fabricante. Após a fixação, os corpos de prova eram armazenados em estufa Fanen a 37ºC e 100% de umidade relativa. Foram realizados testes no