Após a investigação sobre alguns recortes do Projeto Político Pedagógico da E.
E. Profa. Carmem Nogueira Nicácio, mostrando os diálogos entre o documento e à legislação que embasou o ensino remoto, a pesquisa recai agora para as mudanças de ações e para as adaptações realizadas na prática diária da Unidade Escolar durante a implementação do ensino remoto. Este estudo permitirá compreender como o diretor, responsável pelo alinhamento das ações, agiu em relação aos pais, professores, alunos e funcionários para que a escola pudesse atender o seu público de maneira eficaz.
Este capítulo vem mostrar como ocorreram as transformações que aconteceram desde a transição do ensino presencial para o ensino remoto, por meio de uma análise das estratégias e das adaptações necessárias à prática gestora e a todos os segmentos da escola, no ambiente escolar e fora dele.
O PPP é um documento ético quando, por meio dos seus enunciados, responde ao seu interlocutor imediato – comunidade em geral – sobre o direcionamento de suas ações e atitudes e quando está em resposta a uma necessidade de gestão democrática e participativa que promove tomadas de decisões coletivas. Este documento não pode visar apenas ao processo ensino-aprendizagem, mas precisa ter foco na formação de cidadãos para uma sociedade melhor e na transformação social.
Dessa forma, ao iniciar um novo formato de ensino – remoto e a distância –, o documento foi reelaborado para atender às novas necessidades da escola, à própria legislação para momento de distanciamento social e para a integração do ensino remoto. Todos os membros da escola, de acordo com suas funções, tiveram que se readequar e se readaptar a uma nova realidade, com novas demandas e, consequentemente, novas posturas para responder à comunidade em momento de pandemia.
A escola é uma instituição socialmente construída, por isso, o seu funcionamento é permeado de interações e interrelações vividas, sejam elas de forma presencial ou remota. Foi possível perceber, a partir dos enunciados expostos no PPP, como, nesse ambiente educacional, o diretor assumiu seu papel de gestor e de que forma ele contribuiu para atingir os objetivos também propostos no PPP, visto que o papel do gestor democrático é gerir diálogos entre sua formação, sua comunidade escolar e a Secretaria de Educação do Estado. Assim, a análise nesta
63 parte da dissertação centra-se no ato responsável do diretor e na participação da comunidade escolar frente os desafios enfrentados durante a implementação de um novo modelo de ensino e de práticas pedagógicas.
As Resoluções do governo estadual tratavam das mudanças no sistema de ensino devido à pandemia: protocolos sanitários, adequação dos espaços da escola, avaliação dos alunos na pandemia, retenção, dentre outras medidas. Tudo era muito incerto e as informações mudavam rapidamente.
Como exposto na parte 3, as instâncias de colegiados fundamentam a ação gestora, pois é importante a postura de um gestor democrático para gerir e motivar toda a equipe num momento de grandes transformações no ambiente escolar. Sua ação participativa mostra para a comunidade escolar que todos fazem parte da escola e que para ela funcionar bem, é preciso o trabalho colaborativo. Assim, todos compreendem o seu papel de sujeito social, o qual, segundo Bakhtin, só se realiza na e pela presença do outro.
O contexto sociocultural promovido pela covid-19 exigiu uma ressignificação da escola, pois as formas de se comunicar, de ensinar e aprender precisou encontrar outros formatos. Coube aos gestores (re)pensar quais caminhos percorrerem para garantir a aprendizagem dos alunos, olhar para o outro e agir motivado por ele. O uso constante das novas tecnologias requer conhecimento de complexos mecanismos de comunicação, organização de novas rotinas e posicionamentos mais críticos frente à realidade, aos conteúdos pedagógicos, às informações trazidas à sala de aula remota por alunos(as) e por professores(as).
Essa postura do gestor, de ordem mais colaborativa e reflexiva, trouxe à tona ações que valorizam a comunicação por meio dos recursos tecnológicos e metodologias de ensino que auxiliam a aprendizagem. Para tanto, foi preciso que ele conhecesse muito bem a realidade da comunidade escolar, para encontrar soluções rápidas que pudessem facilitar o dia a dia dos alunos que não tinham acesso às novas tecnologias. Coube a ele também amparar e oferecer suporte ao professor, não apenas técnico, mas também emocional, para que esse trabalhasse com o socioemocional na comunidade escolar.
Logo, o diretor precisou ter preparo para atuar diante de novos desafios no exercício de sua profissão, partindo da preocupação com relação às identidades de cada sujeito que foram também autoconstruídas, em vezs de somente construídas, tendo como parâmetro para essa autoconstrução falas e atitudes de outrem (BORBA; ARAGÃO, 2009).
Como a realidade escolar foi marcada por novos desafios, o objetivo da gestão escolar foi estabelecer um elo entre a rotina pré-pandemia e a nova realidade que se
reconfigurava diariamente e que exigia respostas rápidas, flexibilidade e muito aprendizado de toda comunidade escolar. As recentes mudanças na educação evidenciaram ainda mais a importância da busca de outras ferramentas para alcançar os objetivos educacionais, que vão além do uso de tecnologias.
O Conselho de Escola, enquanto órgão máximo para a tomadas de decisões, precisou adaptar-se a essa nova realidade para continuar colaborando efetivamente com os objetivos da Escola. Nesse período de distanciamento, a integração entre os membros foi realizada de maneira remota, pelo aplicativo Google Meet. Nessas reuniões, presididas pelo diretor, foram repassadas e discutidas as necessidades da Unidade Escolar como: atendimento aos alunos que não possuíam dispositivos tecnológicos e nem acesso à internet, adequação dos espaços para uma suposta volta dos alunos e indicações de leituras e explicações sobre resoluções publicadas com muita frequência para orientações sobre a atuação da escola naquele momento.
Nessas reuniões, também foram abordados assuntos relacionados às verbas enviadas pelo governo estadual e federal e seu uso. Ao final de cada reunião, após discussões e troca de opiniões, o diretor enviou, para cada membro do conselho, um formulário do Google Forms com a ata da reunião sobre todos os assuntos abordados. Esse documento, assinado virtualmente, também foi espaço para cada membro apontar suas decisões. Nota-se que dar voz ao Conselho de Escola para expor suas opiniões e decisões responde à gestão democrática, pois o diretor age a partir do trabalho colaborativo, com decisões coletivas.
A comunicação entre a escola e a comunidade é uma ferramenta de suma importância para o sucesso da aprendizagem, mas, muitas vezes, essa não ocorre de forma plena na escola E. E. Profa. Carmem Nogueira Nicácio. O contato entre diretor e família, em momento de ensino presencial, acontecia, prioritariamente, na entrada e saída dos alunos, sem a presencialidade, essa comunicação se tornou mais difícil. São vários os fatores que contribuem para essa realidade, destacando, entre eles, a cultura de que a participação dos responsáveis só é necessária para resolver conflitos como a indisciplina. Muitos pais entendem a indisciplina apenas no viés do conflito interpessoal, por isso acham que só acontece no ensino presencial.
Alguns pais não compreendem o seu papel na aprendizagem das crianças, consideram que apenas cumprir a rotina curricular é necessária.
Desse modo, se já era difícil manter um contato direto e assíduo com a família, com o distanciamento, essa comunicação se tornou um grande desafio. Diante dessa realidade, o diretor teve que se reinventar e buscar estratégias para não perder o vínculo com a
65 comunidade. A fim de manter formas de se comunicar, procurou conscientizar os pais sobre a importância da comunicação contínua com a escola. Iniciou-se o contato ativo com pais e alunos por diversos meios, de acordo com a realidade de cada um: ligação telefônica, visita às casas dos alunos, elaboração de vídeos informativos nas redes sociais, áudios explicativos, mensagens via WhatsApp, atendimento presencial agendado e seguindo todos os protocolos, dentre outros que se fizeram necessários.
Coube, portanto, à escola também o papel de incentivar o desenvolvimento de habilidade para trabalhar com novas tecnologias de forma engajada, ou seja, ir além do mero envio de informações e comunicados. Para isso, foi preciso transformar esse momento em aprendizagens que garantissem a comunicação entre família e escola e resultassem em caminhos positivos para a formação do indivíduo do século XXI.
Nesse cenário da educação a distância, essas ações foram replanejadas, porém com foco na manutenção de um trabalho colaborativo. Então, a partir dos letramentos apreendidos na pandemia, outros letramentos foram adquiridos tanto em relação às práticas administrativas quanto em relação às práticas pedagógicas.
A primeira medida tomada, em momento de distanciamento social, foi diagnosticar a acessibilidade tecnológica da comunidade como um todo para conseguir interagir e encontrar formas para que as práticas pedagógicas fossem retomadas. Após o diagnóstico, definiu-se, em reunião online com todos os membros da comunidade escolar, usar os aplicativos
“Meet”, “Teams”, “WhatsApp” e “Facebook” para realizar as aulas online, reuniões de pais e de Conselho de Escola, aplicativos “Forms documentos” para questionários e gabarito de avaliações, além de telefone e atendimento presencial, quando necessário, por meio de agendamento e seguindo todos os protocolos de higiene sanitária.
Por meio desses canais, circulam os comunicados oficiais com orientações sobre o calendário das aulas online, dias de avaliações, materiais a serem utilizados pelos alunos e a serem retirados na escola, informações sobre o Centro de Mídias, horário da reunião de pais, da APM e do grêmio estudantil. Os professores utilizam dos aplicativos também para a postagem de vídeos sobre os conteúdos, para ministrar aulas síncronas, onde os alunos têm oportunidade de esclarecer dúvidas em tempo real. Há disponível também aulas gravadas no Centro de Mídias (aplicativo criado pela Secretaria estadual de Educação do Estado de São Paulo para atendimento no ensino remoto), no canal de TV aberto, para alunos. Dessas aulas, os professores fazem resumos do conteúdo gravado e, posteriormente, disponibilizam aos grupos das salas de aula.
O diretor, acompanhando todas as ações nesses canais de comunicação, constatou que a participação dos pais em reuniões se deu mais ou menos entre 40% e 50%. Os fatores que levaram a essa porcentagem são diversos: falta de acesso à internet, trabalho noturno dos pais, falta de interesse ao desenvolvimento do filho etc. Diante desse cenário e de se verificar que muitos alunos não possuíam dispositivos e nem acesso à internet, o gestor organizou a impressão do material didático e convocou o pai/responsável a se dirigir à escola para a retirada e posterior devolução após a realização das atividades pelo aluno. Esse material, após recolhido, foi encaminhado ao professor para avaliação e replanejamento de ações pedagógicas.
A escola, em tempos de distanciamento social,d trouxe muito aprendizado e desafios como já apontados. Diferentes realidades impactaram e ainda impactam diretamente na aprendizagem dos alunos. Além da falta de acesso à internet e da não disponibilidade de dispositivos tecnológicos, observa-se a falta de letramentos para lidar com o novo e desafiador modo de interação: a linguagem e o tempo no ambiente virtual. Para compreender isso e encontrar soluções, o diretor fez, diariamente, o acompanhamento através de um sistema de
“Busca Ativa”. A busca é feita por meio de pesquisas em enquetes, formulários online, comunicação segmentadas por turmas e ligações telefônicas, já que as dúvidas e preocupações dos pais têm especificidades e a realidade das turmas são diferentes. Com essa busca, detectou- se quais eram as dúvidas e os anseios dos responsáveis e foi possível atendê-los de maneira personalizada.
Os resultados dessas pesquisas desafiaram novamente o gestor e a comunidade escolar, pois apontaram que a pandemia não só afetou o processo ensino-aprendizagem, como também o emocional de toda a comunidade. A escola é considerada um lugar seguro e acolhedor para os alunos enquanto os pais estão trabalhando, para muitos alunos, é também o local onde realizam as principais refeições do dia. Sem perspectiva de retorno às aulas presenciais, os pais se angustiaram com o desenvolvimento cognitivo de seus filhos, reconheceram o esforço dos professores, mas constataram que o formato remoto não proporcionava aprendizagem satisfatória.
Diante de um novo problema, é preciso encontrar soluções. A gestão educacional procurou ressignificar letramentos. A ação responsiva a isso aparece no cumprimento do currículo que passou a ser trabalhado para o alcance prioritário das “habilidades essenciais”, visando ao aprofundamento dessas habilidades apenas no retorno das aulas presenciais. Então,
67 sob a supervisão do diretor e orientação do coordenador pedagógico, as aulas foram replanejadas.
Durante as aulas online de todas as disciplinas, os professores fizeram o acolhimento inicial com os alunos, por meio de roda de conversas sobre o dia a dia de cada um, promovendo espaço de interação entre o grupo. No Currículo das escolas integrais, há uma disciplina chamada – “socioemocional” –, na qual o professor promove espaços reflexivos.
Nessa disciplina, ministrada uma vez por semana, foram realizadas leituras de textos que levavam os alunos a pensarem e falarem sobre o momento vivido.
Assim, os atos responsáveis do diretor só foram possíveis porque houve integração com pais e professores, o que possibilitou a melhor comunicação entre professores e alunos e proporcionou uma melhor qualidade de vida e de aprendizagem a todos. Vê-se que quando há compromisso e objetivos claros, a comunicação é viabilizada e as trocas de experiências e letramentos fundamentam ações eficazes.
É papel do diretor orientar os pais, auxiliando-os para encontrar mecanismos de ajudar no desenvolvimento das atividades dos alunos. Esse apoio vai além do compartilhamento de técnicas pedagógicas. Cabe a ele orientar os pais sobre a importância da organização de um espaço favorável ao estudo dos filhos, ou seja, as crianças precisam ter em casa um lugar onde possam realizarem as atividades. É preciso também que os pais ajudem seus filhos na organização de materiais para o momento da aula online e tenham sensibilização sobre a importância do acompanhamento das atividades, principalmente no ensino remoto, pois quando o formato era presencial, os professores realizam todas essas orientações.
O diálogo entre diretor e pai deve sempre pautar no protagonismo desse, ou seja, sensibilizá-lo de seu papel de educador. Para isso, letramentos devem ser restaurados, pois muitos pais esqueceram suas responsabilidades e a atribuíram exclusivamente à escola.
Diálogos e condutas aproximam pais e filhos e reforçam a parceria escola-família.
Nesse novo cenário educacional, não só o diretor, mas todos os membros da comunidade escolar tiveram que se comprometer e se reinventar, fazendo uso de novas linguagens para adaptar-se ao formato remoto e se organizar para essa nova trajetória escolar num modelo online. Foram novas aprendizagens e práticas pedagógicas que, por meio de diálogos e interações virtuais, ressignificaram-se.
Em relação à equipe administrativa, conforme exposto anteriormente, composta pelo Gerente de organização escolar e Agente de Organização Escolar, observou-se que o Gerente de Organização Escolar, profissional responsável estritamente pelo administrativo da
escola, adaptou-se ao trabalho online, seguindo o sistema da Diretoria de Ensino de Franca (DE), visto que os funcionários da DE ficaram todos em teletrabalho. Desse modo, todo o serviço burocrático se deu por meio de e-mails, no sistema São Paulo, sem fazer uso de papel impresso, utilizando a SED (Secretaria Escolar Digital).
Em relação ao trabalho do Agente de Organização Escolar, profissional que atua diretamente com os alunos na rotina escolar, houve mudanças significativas, pois sem alunos na escola, esse profissional passou a atuar na busca ativa desses estudantes em relação às realização das atividades, ou seja, durante o período de distanciamento social, o agente continuou na secretaria da escola, atendendo pais de maneira remota e presencial quando necessário, analisando diariamente se os alunos estavam ou não realizando as atividades propostas pela escola e cobrando dos pais a realizações dessas. Coube a esse profissional também o monitoramento das faltas dos alunos, pois, conforme legislação, a caracterização da presença do aluno no ensino remoto estava condicionada à realização das atividades.
No que se refere aos Órgãos Complementares, compostos pela Associação de Pais e Mestres e Grêmio estudantil, também houve adaptações nas atuações de seus membros.
APM fez reuniões online pelo aplicativo Google Meet para discutir todas as formas de aplicações de verbas recebidas pelo governo estadual e federal, de forma a suprir a necessidade da Unidade Escolar. Algumas verbas recebidas estavam relacionadas à readequação dos espaços da escola para a preparação da volta às aulas presencial dos alunos.
Em uma das reuniões ordinárias de Assembleia Geral, realizou-se a eleição de novos membros para 2020 com muitos pais de alunos participantes e outra para aprovação de balancete anual de prestação de contas. Na Diretoria Executiva, foram realizadas 12 reuniões, uma por mês, nas quais foram discutidos assuntos relacionados a promoções a serem realizadas durante o ano para arrecadação de recursos para a escola e a realização de plano de aplicação financeira para compra de dispositivos tecnológicos para um posterior ensino híbrido.
O Conselho Deliberativo realizou 4 reuniões ordinárias para aprovação de balancetes semestrais, aprovação do uso de verbas e recursos e aprovação de plano de aplicação financeira e o Conselho fiscal fez 2 reuniões ordinárias para fiscalização e aprovação de documentação relacionadas ao processo de prestação de contas anual de 2020.
Como visto, foram ações coletivas que fizeram a escola continuar sua missão de educar e atender a comunidade escolar. Como a Unidade Escolar é uma instituição dependente das ações e determinações estatais, ela precisa dirigir os recursos de forma responsiva ao Estado
69 e à comunidade, portanto, as decisões não são resultantes apenas das escolhas dos membros dos conselhos, mas do estudo do Estatuto e das necessidades da Unidade Escolar.
O grêmio da E. E. Profa. Carmem Nogueira Nicácio foi um órgão de importância para o ensino remoto, pois atuou junto à escola na elaboração e divulgação de vídeos de incentivos para os alunos que não estavam realizando as atividades, ajudando, dessa forma, na busca ativa desses alunos e se dispondo a ajudá-los no que fosse necessário. Ainda atuou com os outros alunos com ênfase no aspecto socioemocional. Foi feito um trabalho junto com a coordenação da escola, em que os alunos representantes do Grêmio fizeram ações por meio da tecnologia para ajudar os colegas que estavam desmotivados, a partir de roda de conversa virtual por meio do Google Meet. Nas aulas online, atuaram no assessoramento junto ao professor da sala.
A atuação da Equipe Pedagógica – coordenador pedagógico, professores e Conselho de Classe – passou por grande reestruturação. O trabalho do coordenador pedagógico foi de grande importância para o alinhamento das ações no ensino remoto. Ele precisou, primeiramente, de formação tecnológica para mediar os professores. Nas reuniões de A.T.P.C., fez-se formação coletiva dos professores de forma presencial, uma vez por semana, depois no formato remoto por meio do aplicativo Google Meet. Traçou-se com os professores metodologias, conteúdo e objetivos para o ensino remoto, acompanhando as aulas e observando o trabalho docente bem com a participação dos alunos. Percebe-se que houve uma aproximação maior do coordenador pedagógico com o professor e com os alunos, o que contribui com a ressignificação e reorganização semanal das atividades de aprendizagem. Portanto, destaca-se o ato responsivo do coordenador pedagógico em prol da educação de qualidade em tempos de pandemia.
Como toda mudança gera insegurança, o professor foi quem mais sentiu o distanciamento social. Ele precisou pensar sobre sua prática educativa, sobre o conceito de aula e de interação social. Por mais que já se ouvia falar no ensino a distância, jamais se pensava nele na Educação Básica, principalmente nos anos iniciais do ensino fundamental. Vários fatores influenciaram para gerar insegurança nesse profissional da educação. Um deles foi a falta de equipamentos tecnológicos, tanto por parte do professor, quanto por parte dos alunos, também a falta de habilidade com as ferramentas digitais. Os desafios foram muitos e vários
Como toda mudança gera insegurança, o professor foi quem mais sentiu o distanciamento social. Ele precisou pensar sobre sua prática educativa, sobre o conceito de aula e de interação social. Por mais que já se ouvia falar no ensino a distância, jamais se pensava nele na Educação Básica, principalmente nos anos iniciais do ensino fundamental. Vários fatores influenciaram para gerar insegurança nesse profissional da educação. Um deles foi a falta de equipamentos tecnológicos, tanto por parte do professor, quanto por parte dos alunos, também a falta de habilidade com as ferramentas digitais. Os desafios foram muitos e vários