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Um contraponto importante encontrado entre as produções dos Estados Unidos da América, Brasil e Portugal, sobretudo no que tange às expectativas próprias aos começos e fins da vida adulta, diz respeito ao papel ocupado pela carreira na definição das trajetórias pessoais de pessoas descritas e que se pretendem leitores e leitoras dos livros classificados como autoajuda.

Os livros escritos por autores estadunidenses reúnem relatos e histórias de vida de jovens adultos saídos da universidade e que se enxergam em crise existencial justamente pelas indefinições relacionadas à perspectiva de construção de uma carreira profissional. Nota-se, portanto, uma clara marca de classe social e de geração em tais produções. Da mesma forma, os livros que tratam da crise da meia-idade, quando a vida adulta, no auge da maturidade, parece se encontrar com as novas perspectivas da velhice, há uma notável insistência a respeito da importância da aposentadoria, das conquistas profissionais e da carreira na significação da trajetória de vida dos personagens. Novamente, um forte resquício das construções de classe e geracionais sobre as construções de diferentes fases da vida das pessoas.

Os livros abordam as múltiplas possibilidades de escolha nas entradas da vida adulta: a continuidade da vida acadêmica, seja com uma pós- graduação ou com a inserção profissional como pesquisador ou professor; a perspectiva do empreendedorismo própria a quem decide estabelecer sua própria empresa; inserir-se no mercado; ou até mesmo a ideia de um período de afastamento, um break de algum tempo dedicando-se à algum trabalho voluntário ou a uma viagem mais longa. De forma geral, é esse o principal tipo de questionamento que parece construir a ideia de uma crise nesta fase da vida.

Nesse sentido, nota-se uma diferença em relação aos livros nacionais que abordam as angústias desse momento da vida. Escritos na

maior parte das vezes para mulheres – e aí se nota uma marca de gênero importante, como se apenas uma parte da população fosse acometida pelas angústias deste momento da vida –, os livros buscam abarcar uma infinidade de temas, entre os quais, a preocupação com a carreira. São menos monotemáticos. E, da mesma forma como os livros destinados à compreensão da crise da meia-idade, o corpo aparece como temática forte.

Em A Bela Adormecida Acordou, de Bela Gasgon, publicado em 2011, por exemplo, a diversidade de temas é apresentada logo no sumário: a questão da busca por um príncipe encantado, sua vida sexual e a possibilidade da preferência homo afetiva; a importância do casamento e a possibilidade de não se desejar a maternidade; sua vida profissional; e as relações com parceiros homens, como compreendê-los e, mais uma vez, como estabelecer relações cuidadosas de diálogo com o parceiro – repetindo, o padrão dos livros destinados à crise da meia-idade das lobas brasileiras. Um padrão mais voltado aos relacionamentos, não necessariamente familiares e tradicionais (onde justamente se encontram as narrativas de origem portuguesa) parece ser a tônica da produção brasileira a respeito das angústias existenciais de jovens adultas.

Nesse sentido, nota-se a diferença da produção portuguesa. Daniel Sá Nogueira, apontado como o principal nome do campo da autoajuda e do

couching em Portugal, em O 11º Mandamento, publicado pela primeira vez em

2011, apresenta um romance épico, como as principais lojas do ramo o definem, sobre uma mulher por volta dos seus quarenta anos às voltas com a busca de sua mãe biológica. Para a heroína do livro, que se desloca por vários países nessa saga, encontrá-la é determinante para que ela possa encontrar- se consigo mesma, descobrir e firmar sua própria identidade. O sofrimento emocional da personagem liga-se à inexistência daquilo que ela entende como laços familiares mais fundamentais. Ao contar a trajetória da personagem Maria, inserindo nela onze mestres exotéricos, que dão inteligibilidade ao título do romance, a narrativa também se remete aos ideais de empobrecimento moral e espiritual da sociedade, da necessidade de retomada de saberes e relacionamentos ditos mais tradicionais. A ideia de indivíduos que sofrem por

conta da falta de guias espirituais e referências familiares parece se constituir como principal tendência nesse cenário de produção editorial.

Em relação à produção brasileira, bastante focada na ideia da mulher independente que busca estabelecer suas metas e focos de interesse, a produção portuguesa parece buscar um tempo que já não existe mais e retratar uma personagem perdida em um contexto de transformações: ela precisa voltar (à família e às tradições) para se encontrar.

Em Passagens: crises previsíveis da vida adulta, primeiro livro de imenso impacto editorial de Gail Sheehy, publicado em 1974, encontro uma espécie de mito de referência para este trabalho, tanto para a compreensão do próprio gênero analisado – livros classificados como autoajuda e que refletem sobre o curso da vida de homens e mulheres de determinadas classes e gerações. A autora jornalista, que se utilizou de metodologias das ciências sociais, como entrevistas em profundidade e recursos estatísticos, se tornou referência para uma boa parte da produção literária destinada a leigos, que se seguiu nos últimos quarenta anos, sobre o desenvolvimento humano pensado por meio de fases da vida. O modo como Sheehy compartimentou a experiência de vida de homens e mulheres americanos influenciou e continua a influenciar a forma como tratados sobre crises etárias são formulados atualmente. Para Sheehy, os anos que compreendem a vida adulta são os mais importantes da vida e seu livro busca, acima de tudo, ilustrar como as crises existenciais que os perpassam são normais, previsíveis e, portanto, superáveis.

"O período entre os 18 e os 50 anos é o centro da vida, a fase de maiores oportunidades e máxima capacidade. Mas se não dispusermos de um guia para as mudanças interiores que se operam no caminho para a plena vida adulta, estaremos nadando às cegas." (SHEEHY, 1980: 15)

Para a autora, o período compreende cinco momentos diferentes entre si: a destruição das raízes, entre os dezoito e os vinte e dois anos; os penosos vinte anos; os ardil trinta; a década fatal, entre os trinta e cinco e os quarenta e cinco anos, que pode se encerrar com a crise da meia-idade, rumo

à renovação. Cabe destacar que, ainda que carregando uma dimensão de obrigatoriedade, sua reflexão sobre o curso da vida e as crises existenciais que o permeia foi feita a partir de inflexões de gênero. Segundo Sheehy,

“Na década dos vinte anos, quando um homem ganha confiança a galope, uma mulher casada geralmente está perdendo aquela sensação de segurança superior que tinha quando adolescente. Quando um homem passa dos 39 e sente vontade de se aquietar, é frequente a mulher se tornar desassossegada. E em torno dos 40, quando um homem sente-se à beira de um precipício, sentindo fugir sob seus pés a força, o poder, os sonhos e as ilusões, é provável que sua mulher esteja transbordando com a ambição de escalar sua própria montanha" (SHEEHY, 1980:21).

O trabalho de Sheehy fornece uma narrativa mítica sobre o desenvolvimento da vida adulta que contribuiu de maneira significativa para a construção de determinada concepção do curso da vida ainda presente em publicações recentes – se não como o ideal, pelo menos como referencial a ser debatido.

Logo nas primeiras páginas de seu livro, Sheehy antecipa a questão da obrigatoriedade da crise, ainda que seu momento cronológico exato não esteja definido. Trata-se de uma importante estratégia para a reificação da própria ideia de crise:

"Cada um de nós tropeça na questão fundamental da idade madura em algum ponto entre os 35 e os 45 anos. Ainda que essa jornada possa ser uma viagem comum, sem nenhum acontecimento externo que a assinale, por fim todos nós nos confrontamos com a realidade da nossa própria morte. E, de uma forma ou de outra, temos de aprender a aceitá-la. A primeira vez em que percebemos essa mensagem provavelmente é a pior" (SHEEHY, 1980: 9-10)

O mesmo tipo de formulação aparece na produção brasileira, a saber: a ideia de que, motivada por estopins externos ou internos, em algum momento dentro de determinada faixa de idade ou de expectativas para o que se espera para a vida madura, o momento de inflexão virá.

No livro de Elyseu Mardegan Jr., Homem 40 Graus: A Hora do Lobo, de 1997, encontramos esse raciocínio:

“... considero impossível e até ingênuo tentar relacionar esse momento de explosão com a idade cronológica. A Hora do Lobo é muito mais um acontecimento psicológico que cronológico. Tudo o que se criou ao redor dos 40 anos não passa de um mito. Observei alguns casos em que esse momento de transição ocorreu antecipadamente para alguns homens, podendo até surgir em torno dos 35 anos. Em outros casos, a Idade do Lobo chegou com atraso, ao redor dos 50. Seja qual for a idade em que isso aconteceu, ninguém pode afirmar que, ‘aos 40 anos, dois meses e cinco dias’, a crise vai bater à sua por ta e dizer: ‘cheguei’.” (Mardegan Jr., 1997:20)

Outra ideia de Sheedhy que reverbera na produção nacional diz respeito à uma mudança na própria compreensão da vida adulta. Segundo a autora, um dos principais objetivos de seu trabalho é revelar que concepções antigas de curso da vida não davam conta deste momento como um tempo de mudanças e descobertas mas sim com uma etapa de platitude emocional. Cito:

"Até recentemente, sempre que psiquiatras e cientistas sociais se dignavam falar da vida adulta, era apenas em termos de seus problemas, e raramente da perspectiva de mudanças contínuas e previsíveis." (p. 15)

E:

"Um novo conceito de vida adulta, um conceito que abarca todo o ciclo da vida, está questionando os velhos pressupostos. Se considerarmos a personalidade não como um dispositivo que, em essência, está pronto e acabado na época em que termina a infância, mas como uma coisa cuja essência está em constante desenvolvimento, então a vida aos 25 ou aos 30 anos, no limiar da meia-idade estimulará seu próprio interesse, surpresa e alegria de descoberta." (p. 17)

É interessante notar como, neste primeiro trabalho sobre o assunto, Sheehy coloca o período entre os 25 e 30 anos como limiar da meia-idade. Em

suas seguintes publicações, esse momento se deslocará para uma fase posterior da vida, para outras faixas de idade, como comentarei mais à frente.

Nesse sentido, a ideia da idade da loba de Regina Lemos, em A

Idade da Loba, também pode ser compreendida como uma etapa de fortes

mudanças, uma nova compreensão dos desafios e das inflexões provocadas pela crise.

A ideia de que a mulher, com o passar dos anos, vai deixando cada vez mais de se importar com a plasticidade de seu corpo traz algumas reflexões possíveis. De um lado, a ideia de que não parece existir um olhar para o corpo velho: justamente porque ele incomoda, ele faz sofrer, a loba deixa de encará-lo como uma preocupação, quando ele efetivamente começa a dar sinais de declínio. A loba é poderosa na medida em que não precisa acionar seus dotes físicos para conquistar e o maiô, que esconde mais que o biquíni, é acionado como opção mais sensual, confortável e adequada. O choque com os primeiros sinais estéticos de envelhecimento é substituído por uma autoconfiança que talvez empeça a constituição desse corpo envelhecido como um corpo belo. A mulher da meia-idade, como esse próprio termo evoca, é construída por Quarenta nos interstícios entre a imagem da jovem quase escrava de padrões de beleza e a velha, imune a essas demandas: é na idade da loba que a mulher deve transformar sua escala de valores e de prioridades tendo em vista esses dois momentos. A loba está entre a jovem bela e inexperiente e a velha quase sem corpo. A insistência nos chamados elementos interiores que permeia os depoimentos reunidos por Lemos fala dessa torção valorativa: em prol de si mesma a mulher deve, a partir dos seus 40 anos, construir uma narrativa que positive a experiência de declínio físico através da retórica das outras prioridades, das outras conquistas, da outra vaidade. A materialidade do corpo em declínio é negada a partir de duas principais estratégias diferentes: ou a mulher admite a possibilidade de uma intervenção cirúrgica nas ocasiões mais radicais – justamente para combater o envelhecimento mais flagrante – ou ela adota a posição da não preocupação estética. De toda forma, só se sabe uma coisa sobre o corpo da loba quando idosa: ele não será como o de sua mãe, ou o de sua avó, já que sua vida fora e é completamente diferente daquelas que elas viveram. Por ora, as

possibilidades são pautadas pela negação: via cirúrgica ou através de um desvio de olhar:

“Fisicamente é impossível não sentir o envelhecimento e também seria hipocrisia dizer que eu não gostaria de me olhar no espelho e ver o corpo de uma modelo. Mas desde cedo comecei a trabalhar a minha cabeça na elaboração de uma escala de valores de acordo com a idade. Hoje eu tenho outras satisfações, procuro viver de outras prevalências o corpo está começando a decair e eu procuro não sofrer com isso, não olhar muito. Eu também já me olhei no espelho e adorei o que via, hoje sinto a chegada do envelhecimento, mas não gasto minha cabeça analisando isso, até porque ganhei muito em outros aspectos, tenho muito mais capacidade em outras áreas da minha vida, então não crio conflito. Os 40 anos têm significado pra mim o inicio de uma plenitude...” (Lemos, 1995:220 – 221).

Também está no trabalho de Sheehy a apresentação de uma diferença drástica entre o curso da vida de homens e de mulheres, tema sobre o qual me debrucei em minha dissertação de mestrado. Para a autora, inclusive, a demonstração destas diferenças constitui um dos grandes objetivos de seu livro.

"O segundo objetivo [do livro] seria comparar os ritmos de desenvolvimento de homens e mulheres. Logo se tornou gritantemente óbvio que o andamento do desenvolvimento não é sincronizado nos dois sexos. As fases fundamentais de expansão que conduzirão uma pessoa, com o tempo, ao pleno florescimento de sua individualidade são as mesmas para os dois sexos. Mas, raramente, homens e mulheres estão lutando com as mesmas perguntas na mesma idade." (p. 21)

Nesse sentido, falando especificamente sobre a crise da meia idade, o chiste que confunde propositalmente os termos lobo e bobo pode ser tomado como uma solidificação destas diferenças. Em Quarenta: A Idade da Loba, a brincadeira está presente na fala da decoradora Meire Gomide:

“Nós mulheres fomos muito mal informadas sobre casamento, nos disseram que o homem sabia tudo, que ele ia nos ensinar as coisas. Ninguém percebeu que o mundo tinha mudado. E o que a nossa geração viu foi que os homens não sabiam nada do que a gente queria aprender, tivemos que ir à luta, aprender sozinhas. Hoje, meu conceito de homem é outro, vejo os homens também frágeis, inseguros, com crises de todo tipo, insônia, precisando da gente. Não tive medo da idade do lobo do meu marido, de ser trocada por duas de 24. Já fui trocada, destrocada, não tenho mais medo disso, não. Já passei por tanta coisa, amarguei tanto, que ninguém me tira mais o que aprendi, essa sabedoria é minha. Acho os homens mais bobos do que lobos nessa idade, eles têm um lado mais infantil que o nosso. Não que a gente não tenha necessidade de testar se ainda é sedutora, mas tem mais consciência do impulso, sabe mais o que está sentindo, e portanto sabe melhor o que faz...” (Lemos, 1996: 124 – grifos meus).

Já Homem 40 Graus faz da associação título de um capítulo: “Sexo: Lobo Bobo”. Trata-se, como o próprio nome anuncia, de uma reflexão pormenorizada sobre o desempenho sexual do homem de meia-idade e aí se encontra, não gratuitamente, uma das mias fortes defesas de Mardegan Jr. ao matrimônio e à família. Tanto em Lemos quanto aqui, a idéia do homem que é mais bobo do que lobo evoca a imagem mítica do senhor quase grisalho desfilando em seu carro esporte do ano, ao lado de uma namorada com vinte anos a menos de idade. Para Mardegan Jr., isso acontece porque o homem, diante dos sinais do envelhecimento, pode reagir de maneira tempestuosa, em busca de novas aventuras, em busca da sua juventude. A resposta à possibilidade de impotência sexual pode ser a busca desenfreada pela atividade sexual sem sentimentos: a parceira mais jovem se lhe aparece como garantia de que ainda é um atleta sexual. Mais uma vez, é o papel da esposa compreensiva que se sobressai: Mardegan Jr. lhe assegura que não há nada além do que sexo nessas aventuras – esperando dessa forma contribuir para a superação dessa fase ruim no matrimônio. A geralmente mal sucedida experiência com a moça mais jovem – que cedo ou tarde lhe evidencia a sua

inadequação117 – deve lhe servir ao homem de incentivo para retomar o casamento, espaço de sociabilidade onde ele não é apenas convocado a exercer o papel de atleta sexual ou de macho, como sua educação machista lhe fizera acreditar ser necessário. É diante da possibilidade de não reversão dessa situação que a imagem do lobo bobo se coloca, mais uma vez, quase como que uma ameaça:

“Ainda que de maneira meio nebulosa, esse processo vai aos poucos leva-lo a descobrir uma nova definição do que significa realmente ser homem e se não se ajustar a ela, vai virar um eterno garotão dos 40 anos – com o perdão da palavra, um Lobo Bobo...” (Mardegan Jr., 1997:53).

Com o fito de desconstrução do que chama de modelo destrutivo – a saber, aquele que compele o sujeito do sexo masculino a comportar-se de acordo com o que parâmetros histórico-sociais julgam adequado para o reconhecimento do Homem – o autor acaba reificando o par da relação conjugal selada pelo matrimônio. E, como essa relação só pode ser heterossexual, reifica-se, portanto, o outro pólo: o papel da esposa, da mãe – da mulher. A infantilização que a alcunha de bobo carrega parece pedir, em contrapartida, justamente a atenção, o cuidado, e a disponibilidade da parte da esposa. Colocam-se, para a mulher, as tarefas de compreensão das fragilidades do marido, de aceitação de suas atitudes tempestuosas e, como se não bastasse, os esforços para o resgate do relacionamento. Parece estar sobre os seus ombros o dever de recuperação do lobo para o seio da família e do casamento – o que é feito através da sua disponibilidade ao diálogo e ao apoio. Os riscos da infantilização do lobo bobo parecem caber quase todos nas mãos da esposa, que deve cuidar para que isso não aconteça.

Em Novas Passagens: Um Roteiro para a Vida Inteira, publicado pela mesma autora em 1995 e com grande sucesso no mercado editorial dos Estados Unidos – chegou a ficar em primeiro lugar na lista de mais vendidos do jornal New York Times –, temos uma espécie de revisão do modelo de

117 Mardegan Jr., 1997:52. É interessante notar que, assim como no livro de Lemos, há aqui também, como estratégia de positivação da experiência da meia-idade, algum grau de desvalorização da mulher jovem.

Passagens, de vinte anos antes, feita pela própria autor. Utilizando-se das

mesmas ferramentas metodológicas, Sheehy encontra mudanças naquilo que tinha previsto em seu primeiro livro e, dessa forma, acaba refletindo sobre transformações geracionais para as classes médias dos Estados Unidos no começo do século XXI.

Em sua primeira edição em inglês, o livro foi lançado com um desenho, em cores, na contracapa que a autora chama de “novo mapa para a vida adulta” e uma das principais inovações diz respeito ao período que ela compreende: o melhor período da vida não se encerra aos cinquenta anos de idade e a plenitude da vida adulta pode ser alcançada após a crise da meia- idade. As novas fases são as seguintes: os penosos vinte; turbulentos trinta, viçosos quarenta; fogosos cinquenta; e serenos sessenta.

É interessante, também, notar como autora propõe um modelo de compreensão da vida adulta que passa por três momentos distintos de maturidade: a maturidade provisória, dos 18 aos 30 anos de idade; a primeira maturidade, dos 30 aos 45 anos de idade; e a segunda maturidade, dos 45 aos 85 (ou mais) anos de idade.

“Cada um apresenta seus próprios conflitos e exige um sonho diferente. A idade com que entramos em cada período e dele saímos irá variar. O que é importante

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