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1. CONCEPÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO DA HISTÓRIA DA

4.1 ANÁLISE DOS QUESTIONÁRIOS

4.1.3 Categoria 3: HFC como instrumento de aprendizagem

grandes triunfos da dedução na História da Ciência. Segundo Oki e Marillo (2008, p.69 ) quando citam Luffiego et al. (1994) e Hodson (1985), a inclusão da História da Ciência no ensino se fundamentam na filosofia, epistemologia e a própria concepção de ciência que são adotadas, interferindo na seleção e abordagem dos conceitos. A incorporação de conteúdos contendo a História, Filosofia e Sociologia da ciência nos currículos pode contribuir para a humanização do ensino científico, promovendo uma mudança de concepções simplistas sobre ciência para atitudes mais coerentes e contextualizadas sobre este tipo de conhecimento.

4.1.3 Categoria 3: HFC como instrumento de aprendizagem  

Nesta categoria estão as respostas da questão 9. Na questão 9: Santos (2006) diz que: O entrelaçamento da história, juntamente com a filosofia, pode enriquecer (e muito) o assunto DNA, tornando-o mais interessante, e, consequentemente, possibilitando ao estudante entender melhor o que ele está estudando. De que forma este entrelaçamento pode acontecer favorecendo a aprendizagem do estudante?

No questionário prévio, a resposta de PC prevalece sob dois contextos: a respeito ao ensino enquanto atividade social quando ele diz que “apresento e explico os fatos históricos da época que aconteceram” (2C) e quando ele se refere ao ensino enquanto atividade a ser realizada no mundo escolar quando ele diz que “[...] os quais são relevantes para o entendimento do assunto” (2A).

PC em suas respostas demonstram a presença da inserção da História da ciência por meio do uso da História Externalista. Pessoa Jr (1996) diz que pode ocorrer de duas formas: por meio do uso de uma História Internalista, que se preocupa com o processo ocorrido para o desenvolvimento de uma lei, teoria ou modelo, reconstruindo a história por meio de concepção epistemológica, ou por meio da História Externalista que explora o contexto histórico, social e econômico da época em que determinado conhecimento foi desenvolvido.

Entretanto, sua resposta a questão posterior ao estudo, demonstra uma diversidade quanto a opinião, pois trata de aspectos ao ensino enquanto atividade a ser realizada no mundo escolar quando ele coloca que

assim por exemplo no modelo do DNA, para ele entender o modelo do DNA, se o professor explicar como Watson e Crick chegaram ao resultado, o aluno vai entender muito melhor do que ele contar todos os passos, mil novecentos e tanto fez isto, mil novecentos e tanto fez aquilo.

Entretanto, nesta mesma resposta, PC aborda o ensino enquanto atividade social quando ele diz que “quando a gente vai ensinar Biologia, ensinar Ciência como a maioria dos professores ensina a História separada da Ciência, a partir do momento que ele junta estes dois conhecimentos o aluno vai entender melhor” (2C).

Ainda para PC, “o professor não precisa encher os alunos de datas, de nomes de cientista, coisas que talvez só vão confundir, mas, talvez, não seja assim tão necessário para o aluno entender o que o professor está ensinando” (2C).

No final da resposta, PC coloca o ensino enquanto atividade pessoalquando diz que “alguns até acham que é importante, seria melhor se ele explicasse como ele chegou a este resultado, a este modelo, não contando os fatos históricos” (2B).Martins (1990) afirma que para esse tipo de formação, do ponto de vista didático, a História da Ciência pode complementar os aspectos técnicos com uma visão social, cultural e humana.

Ela permite ambientar a sociedade da época em questão, trazer as concepções favoráveis e controversas que surgiram na aceitação de determinada ideia; conhecer a vida dos cientistas e de outros cientistas que contribuíram para o desenvolvimento de uma ideia e que não são mencionados em livros didáticos. No entanto, esses aspectos abordados durante a prática docente devem ser bem fundamentados.

É no processo histórico e epistemológico da ciência que o homem reorganiza suas inquietudes para interagir com sua própria realidade e é sob este aspecto que PC coloca na última parte da sua fala, no pós-questionário quando diz respeito à aprendizagem enquanto atividade pessoal: “acho que o entrelaçamento desta história e filosofia seria isto, contar como que é este resultado e como eles chegaram a este resultado, seria neste sentindo” (3B).

Entretanto, nesta mesma resposta, PC aborda o ensino enquanto atividade social quando ele diz que “quando a gente vai ensinar Biologia, ensinar Ciência como a maioria dos professores ensina a História separada da Ciência, a partir do momento que ele junta estes dois conhecimentos o aluno vai entender melhor” (2C).

Ainda para PC, “o professor não precisa encher os alunos de datas, de nomes de cientista, coisas que talvez só vão confundir, mas, talvez, não seja assim tão necessário para o aluno entender o que o professor está ensinando” (2C). Entretanto, no final da resposta, PC coloca o ensino enquanto atividade pessoal quando diz que “alguns até acham que é importante, seria melhor se ele explicasse como ele chegou a este resultado, a este modelo, não contando os fatos históricos” (2B).

Martins (1990) afirma que para esse tipo de formação, do ponto de vista didático, a História da Ciência pode complementar os aspectos técnicos com uma visão social, cultural e humana. Ela permite ambientar a sociedade da época em questão, trazer as concepções favoráveis e controversas que surgiram na aceitação de determinada ideia; conhecer a vida dos cientistas e de outros cientistas que contribuíram para o desenvolvimento de uma ideia e que não são mencionados em livros didáticos. No entanto, esses aspectos abordados durante a prática docente devem ser bem fundamentados.

As narrativas históricas deveriam possibilitar a compreensão de como a ciência é produzida, quais são os processos envolvidos, como os cientistas trabalham, permitindo, assim, uma reflexão sobre a ciência (RIBEIRO; MARTINS, 2007, p. 305). Segundo Santos (2006, p.101), a inserção da história e da epistemologia no ensino pode enobrecer o assunto, tornando-o mais atrativo e melhor entendido.

É no processo histórico e epistemológico da ciência que o homem reorganiza suas inquietudes para interagir com sua própria realidade e é sob este aspecto que PC coloca na última parte da sua fala, no pós-questionário quando diz respeito à aprendizagem enquanto atividade pessoal: “acho que o entrelaçamento desta história e filosofia seria isto, contar como que é este resultado e como eles chegaram a este resultado, seria neste sentindo” (3B).

4.1.4 Categoria 4: Concepção de Ciência  

Questão 10: Na sua visão, o que é ciência? O professor se refere ao conteúdo enquanto objeto pessoal quando se posiciona ao dizer que “é o desenvolvimento contínuo dos processos científicos de fatos e fenômenos independentes ou não de aplicação técnica.” (1B). PC salienta que a ciência possui um desenvolvimento e que pode ou não ter aplicabilidade prática.

Ainda relata a ciência como sendo construção do conhecimento. Vale ressaltar que a ciência é um conjunto de conhecimentos empíricos, teóricos, históricos e práticos, produzido por uma comunidade global de pesquisadores que fazem o uso do método científico, que dá ênfase à observação, explicação, compreensão e predição de fenômenos reais, sendo uma construção humana e coletiva.

Após a pesquisa, PC se posiciona conteúdo enquanto objeto pessoal e social quando diz que “a ciência é o desenvolvimento do conhecimento, é uma questão bastante complexa. É difícil dar uma resposta exata porque ela tem várias definições”. (1C) e “não só dos seres humanos, mas, para todos os seres vivos, o que seria este desenvolvimento, esta busca” e se posiciona quanto relata que “para mim, a ciência é o desenvolvimento do que está acontecendo para o bem da humanidade” (1B).

Conforme Maturana (2001, p.134), a ciência é, então, uma atividade humana, cotidiana, sendo definida como domínio explicativo particular com critérios de validação. Para Oki e Moradillo (2008, p.78), a ciência é uma das formas de conhecimento produzida pelo homem no decorrer da sua história e seu caráter histórico se manifesta nas representações que o homem faz,inclusive para o próprio conhecimento.