4. RESULTADOS
4.1. CARACTERÍSTICAS ANTROPOMÉTIRCAS E PICO DE TORQUE DE
4.1.1. CATEGORIA SUB-15 NO PERÍODO PREPARATÓRIO E
Nesta categoria Sub-15 foram divididos por posições táticas como Goleiro, Zagueiro, lateral, Volante, Meia e Atacante. Neste estudo não foi descriminado lateral direito ou esquerdo, somente a posição tática que jogava.
Na pré-temporada desta categoria, foram investigados 23 atletas de acordo com as posições, resultando dois Goleiros (8,7%), cinco Zagueiros (21,7%), cinco Laterais (21,7%), quatro Volantes (17,4%), três Meias (13%) e quatro Atacantes (17%).
43 Destes atletas da pré-temporada (Pré-teste), 21 eram destros (91,3%) e dois eram canhotos (8,7%), percebendo uma grande diferença de atletas destros nesta categoria e a necessidade de jogadores com coordenação no membro inferior esquerdo para executar finalizações. No período de competição (Pós-teste) diminuiu o número de atletas desta equipe pois o clube dispensou alguns atletas, totalizando 20 sujeitos, resultando dois Goleiros (10%), quatro Zagueiros (20%), três Laterais (15%), três Volantes (15%), quatro Meias (20%) e quatro Atacantes (20%). Destes atletas, dezoito eram destros o que equivale a 90% do grupo e dois canhotos (10%).
Tabela 1 – Média e Desvio Padrão da Idade, Estatura e Massa Corporal da categoria Sub-15 no Pré e Pós-teste.
Dados
Antropométricos Pré-teste (23) Pós-teste (20) p-value
Idade (ano) 14,65±0,49 14,60±0,50 0,577
Estatura (cm) 168,48±7,60 169,00±8,63 0,885
Massa Corporal (Kg) 58,22±10,52 60,89±10,66 0,658
Fonte: Dados da pesquisa
Na categoria Sub-15 conforme a Tabela 1 demonstrou que as idades são muito homogêneas pois o desvio padrão foi baixo, na estatura a média foi próxima entre os dois períodos, mas o desvio padrão ficou entre 7 a 8 e na massa corporal no período competitivo os atletas ganharam mais massa corporal. Ao aplicar o t-test verificou-se que não houve diferença estatística entre as variáveis em Idade, Estatura e Massa Corporal nesta categoria entre os períodos avaliados, mesmo alterando os atletas no pós-teste pois o clube dispensou alguns atletas por motivos particulares.
Nas próximas tabelas foram verificadas as forças de extensão e flexão de joelho no dinamômetro isocinético em duas velocidades angulares (60°/s e 300°/s) e o déficit muscular entre dominante e não dominante em cada movimento e velocidade no Pré e Pós-teste destes atletas conforme as categorias Sub-15, Sub-17 e Profissional e também de acordo com as posições táticas.
44 Tabela 2 – Média e Desvio Padrão do Pico de Torque e Déficit Muscular da categoria Sub-15 nos movimentos de extensão e flexão de joelho nas velocidades de 60°/s e 300°/s no Pré e Pós-teste.
Mov. /Mbr. /Vel. Pré-teste (23) Pós-teste (20) Variação % p-value Ext.D.60°/s (Nm) 173,43±48,15 191,68±47,91 10,52 0,362 Ext.ND.60°/s (Nm) 182,52±44,99 198,25±42,27 8,62 0,354 Déficit ext.60°/s (%) 10,00±10,44 9,35±6,85 -6,50 0,785 Flex.D.60°/s (Nm) 102,26±26,67 100,77±21,77 -1,46 0,618 Flex.ND.60°/s (Nm) 94,18±26,76 92,18±19,08 -2,12 0,644 Déficit flex.60°/s (%) 7,89±6,51 12,31±9,65 56,02 0,181 Ext.D.300°/s (Nm) 96,61±21,06 104,77±21,11 8,45 0,330 Ext.ND.300°/s (Nm) 96,69±19,16 106,63±21,39 9,87 0,235 Déficit ext. 300°/s (%) 8,61±9,81 6,01±7,31 -30,20 0,384 Flex.D.300°/s (Nm) 66,56±15,54 69,25±13,58 4,04 0,737 Flex.ND.300°/s (Nm) 65,53±14,58 63,49±12,46 -3,11 0,561 Déficit flex.300°/s (%) 7,21±6,35 12,67±8,14 75,73 0,018*
Fonte: Dados da Pesquisa
D (Dominante), ND (Não Dominante) Diferença significativa *p<0,05
Ao analisar a tabela acima percebeu-se que nos movimentos de Extensão D e ND em ambas as velocidades houve uma pequena variação percentual e nos movimentos de Flexão D e ND na sua maioria foi uma variação negativa, porém ao aplicar o teste estatístico (t-test) entre Pré e Pós-teste não houve diferença estatística significativa entre os movimentos. Ao verificar os Déficits todos mantiveram médias abaixo de 15% onde o fator de risco de lesão é menor, porém no déficit do flex.300°/s comparando Pré e Pós-teste houve uma diferença estatística significativa (p=0,018), fato este preocupante, pois aumentou muito o déficit em 75,73%. Fato este que pode ser devido ao período de competição, onde a exigência é mais forte ao treinamento e jogos, ocasionando uma maior fadiga nestes flexores em velocidade.
4.1.2. CATEGORIA SUB-15 NO PERÍODO PREPARATÓRIO E COMPETITIVO DE ACORDO COM AS POSIÇÕES TÁTICAS
Neste estudo foi dividido por posições táticas utilizadas no futebol como Goleiro, Zagueiro, lateral, Volante, Meia e Atacante demonstrando a média e desvio padrão do pico de torque destes atletas na categoria Sub-15 no Pré-teste (tabela 3) e no Pós-teste (tabela 4) em relação ao Pico de Torque na extensão e flexão de joelho dominante e não dominante.
45 Tabela 3 – Média e Desvio Padrão do Pico de Torque e Déficit Muscular no período preparatório (Pré-teste) conforme posições táticas na extensão e flexão do joelho nas velocidades de 60°/s e 300°/s na categoria Sub-15.
Sub-15/Posições Táticas (23 sujeitos)
Mov. /Mbr. /Vel. Goleiro (2) Zagueiro (5) Lateral (5) Volante (4) Meia (3) Atacante (4) p-value
Ext.D.60°/s (Nm) 197,75±4,60 195,02±46,85 182,20±54,15 167,22±62,17 116,60±35,17 172,12±29,83 0,328 Ext.ND.60°/s (Nm) 208,15±8,70 199,60±36,50 192,64±45,36 178,67±44,58 119,57±55,09 186,77±34,41 0,171 Déficit ext.60°/s (%) 5,30±6,79 6,62±4,09 9,00±8,03 18,07±20,90 11,03±9,10 8,97±7,73 0,680 Flex.D.60°/s (Nm) 128,7±1,83 108,3±22,74 103,98±22,77 90,17±9,12 89,97±27,08 100,67±36,19 0,637 Flex.ND.60°/s (Nm) 121,45±5,02 104,92±18,73 105,24±26,21 91,32±9,89 83,43±18,77 64,22±36,23 0,073 Déficit flex.60°/s (%) 5,60±2,54 3,44±2,70 13,84±3,49 6,12±1,17 8,93±3,65 8,15±12,95 0,205 Ext.D.300°/s (Nm) 118,10±1,27 102,58±18,71 101,52±19,57 88,82±29,32 72,23±7,85 98,35±16,95 0,187 Ext.ND.300°/s (Nm) 116,25±1,76 100,88±14,80 101,30±26,28 92,00±15,37 78,07±17,18 94,60±18,33 0,351 Déficit ext. 300°/s (%) 1,85±2,19 4,72±3,61 10,22±11,99 13,70±16,84 11,40±12,64 7,65±1,33 0,712 Flex.D.300°/s (Nm) 76,25±2,45 72,50±18,81 65,86±21,48 61,60±0,59 57,17±9,34 67,17±16,97 0,742 Flex.ND.300°/s (Nm) 72,75±4,59 71,36±17,86 67,24±18,67 60,15±14,22 57,43±11,31 63,97±13,60 0,764 Déficit flex.300°/s (%) 4,65±2,90 7,32±3,85 10,16±11,65 7,50±6,21 4,93±2,90 6,07±4,59 0,889
Fonte: Dados da pesquisa
(D) dominante (ND) Não Dominante
Ao analisar a tabela 3 onde foi dividida a categoria Sub-15 por posições táticas utilizadas no futebol de campo, no período preparatório o objetivo foi classificar o Pico de Torque em cada posição e verificar se houve diferença estatística por meio da análise de variância (ANOVA). Foi realizado a média e o desvio padrão de cada posição, nos movimentos de extensão, flexão (lado dominante e não dominante) e déficit muscular nas duas velocidades testadas, no período preparatório.
Nesta tabela anterior (Tab.3) percebemos uma leve diferença no Pico de Torque nos Goleiros e Zagueiros em relação as outras posições em todas as velocidades, movimentos e dominâncias, porém ao aplicar a ANOVA One-Way entre estas posições táticas não houve diferença estatística significativa neste período de treinamento preparatório da equipe Sub-15. Em relação aos déficits a maioria das posições táticas estão muito equilibradas e não ultrapassaram os limites de 10 a 15%, a não ser nos volantes na extensão em 60°/s, porém também não houve diferença nenhuma significativa em todos os déficits entre as posições.
46 Tabela 4 – Média e Desvio Padrão do Pico de Torque e Déficit Muscular no período de competição (Pós-teste) conforme posições táticas na extensão e flexão do joelho nas velocidades de 60°/s e 300°/s na categoria Sub-15.
Categoria Sub-15 Posições Táticas - Pós-teste (20 sujeitos)
Mov. /Mbr. /Vel. Goleiro (2) Zagueiro (4) Lateral (3) Volante (3) Meia (4) Atacante (4) p-value
Ext.D.60°/s (Nm) 223,95±15,06 240,55±47,59 154,97±36,61 183,37±36,54 156,80±48,23 195,32±33,94 0,080 Ext.ND.60°/s (Nm) 227,5±42,42 240,25±47,54 165,6±34,57 180,83±29,16 177,22±42,84 200,2±19,30 0,120 Déficit ext.60°/s (%) 8,60±1,70 2,95±1,63 13,07±8,04 7,63±5,28 14,52±7,14 9,45±8,57 0,230 Flex.D.60°/s (Nm) 103,4±3,53 112,77±28,61 89,90±20,59 103,43±25,97 91,57±18,67 102,8±25,64 0,790 Flex.ND.60°/s (Nm) 94,15±15,20 104,1±24,24 78,43±8,43 92,83±26,18 81,4±19,63 99,9±11,71 0,440 Déficit flex.60°/s (%) 9,1±11,60 7,175±5,87 11±12,24 18,3±13,67 12,25±7,82 15,6±11,66 0,750 Ext.D.300°/s (Nm) 116,15±19,30 125,40±23,44 89,27±17,40 106,3±18,41 91,47±22,39 102,25±18,76 0,220 Ext.ND.300°/s (Nm) 115,40±21,63 128,65±24,04 89,07±17,38 106,10±18,35 90,02±15,68 110,4±9,89 0,070 Déficit ext. 300°/s (%) 1,55±1,20 4,90±1,81 4,3±2,38 5,17±3,80 5,02±3,88 12,55±15,15 0,550 Flex.D.300°/s (Nm) 72,20±4,10 72,5±18,41 52,53±7,39 60,73±7,11 55,32±9,92 68,6±7,74 0,590 Flex.ND.300°/s (Nm) 78,35±3,61 77,42±19,44 61,47±10,07 70,13±7,23 63,77±14,73 67,2±14,52 0,140 Déficit flex.300°/s (%) 7,8±0,99 17,57±10,77 13,53±13,75 13,43±3,05 12,2±8,94 9,47±5,34 0,780
Fonte: Dados da Pesquisa
D (Dominante), ND (Não Dominante)
Ao observar a tabela 4 correspondentes às avaliações do Sub-15 Pós-teste no período de competição após três meses da primeira avaliação perceberam-se que novamente os goleiros e zagueiros tiveram valores levemente diferentes, porém ao aplicar o teste da ANOVA não houve nenhuma diferença estatística significativa entre as posições analisadas neste período de competição. Ao observar os déficits e aplicar o mesmo teste estatístico não houve nenhuma diferença significativa, porém se observar individualmente ponderar-se-á advertir estas posições que passaram dos 15% que segundo Croiser et al. (2008) podem correr risco de lesão, como os volantes (18,3%) e atacantes (15,6%) no déficit de flexão em 60°/s e os zagueiros no déficit de flexão em 300°/s com (17,57%).