CATEGORIA
Ativação da consciência
reflexiva
Atividade reflexiva sobre intelecto Atividade reflexiva sobre conceito científico SUB CATEGORIA Forma de ativação da consciência reflexiva Generalização do conceito de atividade intelectual Consciência da própria atividade mental Natureza do conceito de intelecto Abstração conceituai INDICADORES Providência de resposta às perguntas; Prontidão ou hesitação para providenciar respostas Presença de termos gerais ou relativos a experiências particulares na formulação dos conceitos Referência a procedimentos psicológicos (internos) e/ou técnicos (externos) Presença de características de variabilidade e possibilidade de controle da inteligência, do processo de aprendizagem e de seus resultados Presença e natureza de critérios de distinção conceituai das diferentes áreas de conhecimento
A U T O -R E G U L A Ç Ã O
CATEGORIA Função reguladora da fala Regulação da conduta SUB CATEGORIA N ível de regulação da fa la Antecipação verbal de ações estratégicas Consciência da própria atividade mental na previsão da atividade Consciência da própria atividade mental na descrição da atividade Consciência e/ou tomada de consciência do processo de resolução da atividade INDICADORES
Primeiro nível: a criança necessita que as instruções do adulto acompanhem sua tarefa Segundo nível: a fala da própria criança acompanha, ou precede
suas ações durante a tarefa Terceiro nível: a criança realiza
a tarefa sem necessitar do acompanhamento instrucional do adulto nem da fala para guiar
suas ações durante a tarefa.
Presença de estratégias orientadas para um fim Referência a procedimentos psicológicos (internos) e/ou técnicos (externos) Referência ao produto, a procedimentos psicológicos (internos) e/ ou técnicos (externos) Presença de ações de avaliação e correção incluídas na descrição das atividades ou realizadas durante a descrição
Além dos dados mencionados anteriormente foram considerados os protocolos de resolução da tarefa pedagógica e os registros transcritos das falas durante as tarefas do problema lógico e do quebra-cabeca para efetuar análise quantitativa de duas categorias de apoio à análise dos fenômenos em foco. São elas:
• Relação entre a quantidade de fala durante a resolução e o tempo de execução;
• Dificuldades mais evidentes observadas no protocolo da tarefa pedagógica
Dados de natureza quantitativa foram utilizados para efetuar o cálculo de médias e de totais de freqüência de ocorrência de determinadas condutas. No caso da relação entre quantidade de fala e tempo de execução foram considerados o número de páginas, contendo as falas transcritas, e o tempo de duração da atividade, em minutos.
5. OS RESULTADOS
Tendo em vista o favorecimento da visão processual e particular de cada sujeito do grupo de baixo rendimento escolar, os dados individuais acompanham os resultados do primeiro nível de análise destes estudantes. Na seqüência foram apresentados os resultados da primeira fase de análise dos sujeitos com alto rendimento escolar e, finalmente, foram reunidos os resultados dos sujeitos de ambos os grupos, em um segundo nível de análise. As categorias utilizadas nos resultados do primeiro nível de análise foram, posteriormente, renomeadas com termos considerados mais apropriados. Estes novos termos constituem as categorias do II nível de análise e constam no quadro CATEGORIAS E INDICADORES DE ANÁLISE (pp. 64 e 65).
Os dados individuais do grupo de baixo rendimento, inseridos neste capítulo, são os quadros com a edição das respostas da entrevista e as transcrições integrais das falas durante as tarefas do problema lógico e do quebra-cabeca. A edição das entrevistas foi realizada a partir dos registros integrais do interrogatório, tendo sido selecionados os trechos mais representativos das respostas de cada sujeito. O registro integral das falas durante as tarefas foi dividido em segmentos (apresentação da tarefa, plano, resolução, apresentação dos resultados), para facilitar o exame dos dados. Nestes registros as falas dos sujeitos foram apresentadas em estilo itálico. Os sujeitos do grupo de baixo rendimento escolar foram identificados pelos algarismos de 1 a 6, enquanto os sujeitos com alto rendimento escolar foram identificados pelos algarismos 7, 8, 9,10,11 e 12.
Foram, ainda, acrescentados os quadros da análise quantitativa de categorias particulares, cujos resultados complementaram as discussões posteriores.
SUJEITOS COM BAIXO RENDIMENTO ESCOLAR DADOS E RESULTADOS INDIVIDUAIS
SUJEITO 1 (menino de 11 anos com escolaridade de 3a série) RESPOSTAS DA ENTREVISTA
O que é inteligência?
Você acha que é inteligente? Por quê?
Alguém pode ser mais inteligente do que já é? Por
quê ou Como? E coisa que a gente pensa e
quando demora um pouquinho a gente
descobre...
M ais ou menos (...) E je ito de ser. (..) (E na escola?) Português eu sou ruim. Agora matemática eu sou bem melhor.
Pode(...) Estudando mais. Estudando, descobrindo as coisa. Tipo assim, a gente estudar no fim do ano... o ano inteiro, tá certo que a gente vai descobrindo mais um pouco. Sempre um ano a gente descobre mais. D a í vai indo até...
O que é aprender? Como você faz para aprender alguma coisa?
Como você sabe se aprendeu alguma coisa ou
não? (...) é quando a gente
batalha naquela coisa e consegue achar ela. D aí a gente vai indo assim p ra frente. A gente vai
aprendendo mais e vai...
Ah, eu vou estudando. Tipo, eu quero fa zer um carrinho p ro meu irmão. Eu vou
tentando ir fa zer até a hora que eu conseguir.
Quando, ué, a gente vai fazendo alguma coisa e vai
vendo, tô melhorando, tá aprendendo.(...) Tipo, eu vou fa zer meu carrinho, né? D aí
quando eu termino eu sei que eu aprendi já . D aí quando eu quiser fa ze r de novo é só fa zer do mesmo jeito.
Por que você acha que as matérias estão divididas
assim?
Se você fosse explicar para alguém que nunca estudou, como você explicaria o que é:
Português (P) / Matemática (M) ?
Ciências (C) / História (H) / Geografia (G)?
Ah, que d a í se fa zer no caderno de matemática, de quadrinho, daí
fica...Português no quadrinho de matemática fica tudo esquisito. Eu não
tenho como fa zer as continha(...) a í embaralha tudo. Não tem como achar o lugar de novo.
P.: Eu ia fa la r bem assim, que a gente aprende mais a língua portuguesa e vai aprendendo porque quando a gente estuda vai
aprendendo.
M.: (...) eu fa lo que é só ir fazendo umas conta. Quando
a gente escreve, quando a gente termina assim a professora corrige e vê se
está tudo certo. Se estiver errado ela pega e manda fa zer de novo. Ela ped e e, quando a gente termina, se estiver certo ela manda a gente sentar e fica r com a cabeça baixa.
NÃO FOI SOLICITADO A