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Centro de Controle Operacional (CCO)

No documento ANEXO 3.2. Especificações dos Serviços (páginas 24-28)

6. OPERAÇÃO DO VLT

6.2. Centro de Controle Operacional (CCO)

6.2.1. Arquitetura Funcional

O Centro de Controle Operacional (CCO) funcionará 24 horas por dia, sete dias por semana. Fará a gestão da exploração do serviço de transporte, durante a operação comercial e após o seu encerramento atenderá às demandas de manutenção.

Além disso, responderá também pelo controle da movimentação das composições no Pátio de Novo Mundo, onde estará localizado.

6.2.2. Funções do CCO

A. Regulação da Circulação de VLT

Compete ao CCO a regulação das circulações em tempo real, a manutenção da qualidade do serviço através de ações de controle da linha de VLT, também em tempo real, e a coordenação das ações necessárias à manutenção do nível de serviço.

Para garantir o exercício de suas competências o CCO disporá dos seguintes sistemas:

• Sistema de Apoio à Operação (SAO) – permite supervisionar e comandar a regulação dos VLT;

• Sistema de Informação aos Usuários (SIU) – possibilita manter os usuários informados com relação às rotinas da operação (grade horária, normas de comportamento e segurança, etc.) e orientá-los no caso de perturbação no sistema de transporte;

• Sistema Centralizado de Aquisição de Dados (SCADA) - permitirá a supervisão e o comando, em tempo real, do conjunto dos seguintes equipamentos e subsistemas: subestação principal, energia de tração, distribuição em 22 kV, energia de baixa tensão, detecção de incêndio, alarmes de segurança, climatização, CFTV, comunicação, informação de passageiros nas plataformas, cronometria, escadas rolantes, elevadores e iluminação das estações;

• Sistema de Rádio – Possibilita a comunicação entre o CCO e os condutores dos veículos, agentes no solo e veículos de serviço.

Assegura igualmente a transmissão de dados através de um canal dedicado;

• Sistema de Sonorização – sistema de informação sonora aos passageiros nas estações;

• Sistema de Sinalização Ferroviária (SIGFER) – sinalização ferroviária das zonas de manobras e outras onde seja necessário garantir a segurança do sistema;

• Sistema de Telefonia – permite a comunicação entre o CCO e o exterior, a exemplo de usuários, equipes de campo quando em

salas técnicas e estações, órgãos de segurança pública, bombeiros, hospitais, dentre outros;

• Sistema de Circuito Fechado de TV (CFTV) – vídeo vigilância que permite visualizar pontos estratégicos do sistema.

A linha de VLT Anhanguera deve ser monitorada e controlada, em toda a amplitude do serviço, por um controlador, a partir de uma estação de trabalho dedicada. Não obstante, será necessário equipar a sala de controle com uma segunda estação de regulação, que servirá como redundância no caso de impossibilidade de utilizar a primeira estação, ou de estação de reforço ao lidar com situações anômalas.

B. Informação aos Usuários

Este posto tem como principal atividade informar aos clientes, em tempo real, o nível do serviço que está sendo prestado, entretanto, o seu papel é especialmente importante em caso de situações de perturbação no Sistema VLT.

O posto de informação aos usuários tem o papel de coordenar e de centralizar as informações, durante os períodos de operação em modos perturbados de funcionamento (a exemplo o corte do fornecimento de energia elétrica).

É também atribuição desse posto a operação do sistema informatizado de abertura e fechamento de falhas, junto à Manutenção. Essa ferramenta permite a gestão e o controle da condição de funcionamento de todos os equipamentos e demais sistemas, que interfiram na prestação do serviço de transporte.

Para assegurar a sua missão, o posto de serviço dispõe de ferramentas que permitem:

• Para os clientes nas estações: enviar mensagens visual e sonora, através dos terminais de informações aos passageiros e do sistema de sonorização;

• Para os clientes através da internet: atualização do site da organização;

• Para os responsáveis da empresa: enviar SMS ou e-mails para informar sobre incidentes e/ou a evolução da situação;

• Para o pessoal de campo: informar, em tempo real, sobre ocorrências de anormalidades e/ou a evolução da situação.

Para a operação do VLT Anhanguera será necessário um único posto de informação.

C. Supervisão

O controlador supervisionará a circulação através de equipamentos de vídeo.Como mínimo, as zonas supervisionadas serão:

• As estações;

• Os terminais integrados;

• As zonas de manobra;

• As entradas e saídas do pátio;

• As vias de estacionamento.

D. Administração e Gerenciamento do CCO

O Gestor do CCO disporá de ferramentas e de meios de comunicação que lhe permitam acessar aos parâmetros específicos do SAO e SIU.

E. Sala para Visitantes

É importante a previsão de um espaço que possibilite a visitação ao CCO, constituído de uma área exterior que permita ter uma visão completa da sala de controle, sem, no entanto, ter que adentrá-la.

Esse espaço, normalmente, será usado por aqueles com algum interesse ou necessidade específica (autoridades, estudantes e outros interessados), sem provocar interferência no trabalho do pessoal em serviço.

F. Sala de Reuniões ou Sala de Crises

É de prever também uma sala de crise, onde acontecerão reuniões para a tomada de decisões, em tempo real e em ligação com o CCO.

6.2.3. Ergonomia das Salas

A sala de controle operacional, o gabinete do gestor de CCO assim como os locais técnicos serão equipados com ar condicionado. Deverão ter pisos falsos e dutos de cabos.

A disposição do CCO, do ponto de vista ergonômico e estético, deverá proporcionar condições de trabalho confortáveis para os operadores, respeitando as normas de instalação das telas, de acústica, iluminação e luminosidade da sala (especialmente evitar os reflexos e permitir a boa visibilidade das telas).

6.2.4. Sala Técnica

Deverá ser reservado, nas proximidades da sala de controle, um local com área suficiente para a instalação de todos os racks de equipamentos eletrônicos e de informática conectados aos postos de trabalho dos controladores e informações aos passageiros.

Esta sala deverá ser fechada, com acesso controlado, com monitoramento constante de temperatura e de fumaça e dotada de sistema de combate a incêndio tipo gás inerte, em conformidade com a legislação pertinente.

No documento ANEXO 3.2. Especificações dos Serviços (páginas 24-28)

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