• Nenhum resultado encontrado

196  Quadro 41 ‐ Actividade dos parques empresariais de exposição/feiras e negócios 

  IFEBA ‐ Badajoz NERPOR –AE ‐

Portalegre  C. Neg. Transfront  de Elvas  Área total de  Exposição  10 000m²  (interior)  20 000m²  (Exterior)  3 977m² (interior) 1 665m² (interior)  Eventos no parque de feiras e exposições   IFEBA ‐ Badajoz NERPOR –AE ‐ Portalegre  C. Neg. Transfront  de Elvas  2012  7 Feiras 7 Congressos/1  Fórum  2 Feiras  4 Feiras  

2013  7 Feiras 2 Feiras  Obras de 

Remodelação 

Elaboração própria 

A utilização destas estruturas não se limita às exposições e feiras. Dispõe também de várias salas e auditórios, utilizados essencialmente para formação, workshops e encontros de empresários. A dimensão dos eventos é proporcional à dimensão demográfica e económica de cada cidade, principalmente nas infra-estruturas portuguesas. No caso da IFEBA, as feiras e exposições são de carácter regional transfronteiriço e também nacional e ibérico.

A vertente formativa e de informação ocupa, de forma quase permanente, as várias salas destas instalações, tendo como utentes empregados das empresas associadas.

A região de fronteira está mais integrada nas suas instituições políticas e regionais, apontando para uma articulação forte, enquanto por parte dos actores da sociedade civil, a cooperação e articulação encontra-se ainda num estádio inicial.

Desta forma, face a esta realidade, de falta de capacidade de integração e interacção das associações civís, caberá ao poder local e regional criar incentivos e condições para o envolvimento destes actores de base. Uma região transfronteiriça, para além da sua “superestrutura” local e regional, necessita de ser vivida pelas populações e pelo seu tecido económico.

A maior parte dos projectos transfronteiriços em curso não inclui parceiros não institucionais. Por parte das institituições políticas locais e regionais deveria existir uma política sistemática de convidar e aliciar os actores no terreno a elaborar projectos participados, onde as suas actividades fossem partilhadas com parceiros dos dois lados. Para além desta prática, será necessário proporcionar (e forçar) condições e benefícios (que podem não implicar apoio financeiro directo) para projectos transfronteiriços que

197 

envolvam associações de desenvolvimento local e regional, associações ambientalistas, desportivas, recreativas e culturais, e também o tecido económico e empresarial.

As acções mais visíveis que os instituições políticas locais e regionais têm desenvolvido para ir de encontro às populações e proporcionar o seu conhecimento e interacção são essencialmente feiras e exposições, divulgadas nos núcleos urbanos fronteiriços, mas, na maior parte das vezes, levadas a cabo pelas autarquia isoladamente e não em conjunto ou parceria. Sem menosprezar o impacto e sucesso que estes eventos têm, visíveis na quantidade de espanhóis e portugueses que frequentam estas manifestações, são realizadas numa localidade fixa e não de forma rotativa em diversas localidades portuguesas e espanholas. Quando se fazem organizações comuns, realizam-se uma em Espanha e outra em Portugal embora em dias diferentes. Duplicam-se estruturas, eventos e custos que promovem a fixação das populações ao local e não a deslocação, integração e interacção.

Instituições e outros actores, de um e de outro lado da fronteira, ainda persistem, essencialmente, numa lógica regional interna, virada para o interior do respectivo país. Tentam afirmar-se internamente face a um poder central, que organiza o território de uma forma macrocéfala, e não agem de forma a constituir unidades regionais fortes e capazes de estabelecer estratégias de desenvolvimento endógeno, passando por cima de fronteiras políticas e culturais.

198  6.3 - Conectividade transfronteiriça entre os municípios da fronteira Alto Alentejo/Extremadura

A aproximação das populações, no século dos transportes e da velocidade de comunicações, depende principalmente da maior ou menor facilidade de alcançarmos uma realidade, independentemente do meio que utilizamos. Se é verdade que, em termos de comunicações, a distância física parece ter desaparecido, em termos de contacto humano os meios de transporte, a facilidade de acesso e disponibilidade dos mesmos, são factores condicionantes. Independentemente das formas de comunicar, rápidas, que as tecnologias nos permitem, o contacto com o próximo ou o conhecimento de uma realidade que não é a nossa, ainda depende dos meios de transporte. É diferente conhecer o Louvre, de forma virtual, ou passear por Paris, entrar no museu, sentir odores, escutar conversas, falar, ver, sentir… O ser humano é um animal social.

Desta forma, para que uma área se torne uma região integrada é necessário que as populações possam ter conhecimento umas das outras, que possam sentir e viver costumes e a forma de ser e estar.

Para verificar a conectividade desta área aferirmos as ligações rodoviárias e ferroviárias e a sua frequência e eficácia. A mobilidade na região está essencialmente dependente da rodovia. O transporte ferroviário, após o encerramento da linha do Este, ficou limitado a uma ligação internacional diária que não serve as populações.

Ao longo da fronteira entre os dois países ibéricos podemos encontrar núcleos urbanos que formam sistemas pelas suas múltiplas inter-relações a nível social e económico. São identificados em vários documentos nacionais de planeamento e ordenamento do território, como são os casos dos PNPOT, os diversos PROT regionais, ou em estudos

como é o caso de Medeiros (2009)222; no entanto, nenhum destes documentos apresenta,

na fronteira não litoral de Portugal com Espanha, sistemas urbanos transfronteiriços. À excepção do caso de Elvas/Badajoz.

Os mapas relativos à rede de transportes revelam uma forte diminuição da conectividade da região de fronteira entre os dois países, face às outras áreas do país, reforçando a situação marginal e periférica desta extensa área peninsular.

      

222

199  Fonte: JAE/IEP Fonte: PNPOT (2007) Fig.: 35 ‐ Rede Principal Rodoviária e Ferroviária Ibérica Fig.: 36 ‐ Rede Rodoviária fundamental ‐ Portugal  Continental

200 

Fonte: Minist. do Fomento. PEIT

Fonte: Observatório Transfronteiriço Espanha –  Portugal. Terceiro Relatório (2004)

Fig.: 37 ‐ Ligações de fronteira Port. /Esp.