Art. 128 - A prova de quitação dos tributos municipais será feita, quando exigível, por Certidão Negativa expedida à vista de requerimento do interessado, que contenha todas as informações necessárias à identificação de sua pessoa, domicílio tributário, ramo de negócio ou atividade, localização e caracterização do imóvel, inscrição do Cadastro de Contribuinte Municipal e o fim a que se destina a certidão.
Parágrafo único. A certidão negativa será sempre expedida nos termos em que tenha sido requerida e será fornecida dentro de 05 (cinco) dias da data da entrada do requerimento na repartição, e o prazo de validade será de 180 (cento e oitenta) dias a partir da data da expedição.
Art. 129 - Terá os mesmos efeitos previstos no artigo anterior a certidão de que conste a existência de créditos não vencidos, em curso de cobrança executiva em que tenha sido efetivada a penhora, ou cuja exigibilidade esteja suspensa.
Art. 130 - Independentemente de disposição legal permissiva, será dispensada a prova de quitação de tributos ou o seu suprimento, quando se tratar de prática de ato indispensável para evitar a caducidade de direito, respondendo, porém, todos os participantes, no ato, pelo tributo se porventura devido, juros de mora e penalidades cabíveis, exceto as relativas a infrações cuja responsabilidade seja pessoal ao infrator.
Art. 131 - A certidão negativa expedida com dolo ou fraude, que contenha erro contra a Fazenda Pública, responsabiliza pessoalmente o funcionário que a expedir, pelo crédito tributário e juros de mora acrescidos.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não exclui a responsabilidade criminal e funcional que no caso couber.
Art. 132 - A certidão negativa fornecida não exclui o direito da Fazenda Municipal exigir, a qualquer tempo, os débitos que venham a ser apurados.
Art. 133 - O Município não celebrará contrato ou aceitará proposta em licitação pública, sem que o contratante ou proponente faça prova por certidão negativa, da quitação de todos os tributos municipais.
(*Artigos com redações adaptadas e coligidas da Lei nº 5.172, de 25 de outubro de 1966).
CAPÍTULO IV
Das Obrigações Tributárias Acessórias
Art. 134 - Os contribuintes ou qualquer responsáveis por tributos, facilitarão, por todos os meios a seu alcance, o lançamento, a fiscalização e a cobrança dos tributos devidos à Fazenda Municipal, ficando especialmente obrigados:
I - apresentar declarações e guias, e a escriturar em livro próprio ou outro meio mecânico ou eletrônico aos fatos geradores da obrigação tributária, segundo as normas deste Código e dos regulamentos fiscais;
II - comunicar a Fazenda Municipal, dentro de 15 (quinze) dias, contados a partir da ocorrência, qualquer alteração que gerar, modificar ou extinguir obrigação Tributária;
III - conservar e apresentar ao fisco, quando solicitado, qualquer documento que, de algum modo, se refira a operações ou situações que constituam fato gerador de obrigação tributária ou que sirva como comprovante de veracidade dos dados consignados em guias e documentos fiscais;
IV - prestar, sempre que solicitadas pelas autoridades competentes, informações e esclarecimentos que, a juízo do Fisco, se refiram a fato gerador de obrigação Tributária.
Parágrafo Único - Mesmo no caso de isenção, ficam os beneficiários sujeitos ao cumprimento do disposto neste artigo.
Art. 135 - O fisco poderá requisitar a terceiros, e estes ficam obrigados a fornecer-lhe todas as informações e dados referentes a fatos geradores de obrigação tributária, para os quais tenham contribuído ou que devam conhecer,
salvo quando, por força da lei, estejam obrigados a guardar sigilo em relação a estes fatos.
§ 1° - As informações obtidas por força deste artigo têm caráter sigiloso e só pode ser utilizado em defesa dos interesses fiscais do Município.
§ 2° - Constitui falta grave, punível nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos Municipal, a divulgação de informações obtidas no exame de contas ou documentos exibidos.
CAPÍTULO V
DAS INFORMAÇÕES ECONÔMICO-FISCAIS
Art. 136 – Os contribuintes dos tributos municipais são obrigados a inscrever-se no Cadastro de Contribuinte Municipal e a prestar as informações exigidas pela Administração Tributária.
Art. 137 – A inscrição será feita pelo órgão competente da Secretaria de Finanças, de acordo com as normas estabelecidas em regulamento.
Art. 138 – O contribuinte deve comunicar à Secretaria de Finanças através do órgão competente, observados os prazos e condições regulamentares, qualquer alteração de dados cadastrais, bem como a paralisação temporária e o encerramento da atividade econômica exercida.
Art. 139 - O contribuinte será identificado, para os efeitos fiscais, pelo número de inscrição do Cadastro de Contribuinte Municipal, que deverá estar impresso em todos os documentos fiscais e contábeis.
Art. 140 - A inscrição será efetuada pelo contribuinte ou seu representante legal, em formulário próprio, antes do início de sua atividade, mencionando os dados necessários à perfeita identificação dos serviços prestados.
§ 1º. O contribuinte, para efetuar a inscrição, deverá comparecer à repartição pública acompanhado dos seguintes documentos:
II – ficha de cadastro preenchida, com a data e assinatura;
III – identidade, CPF, CNPJ, comprovante de endereço e cópias; IV – contrato de aluguel quando o imóvel não for próprio;
V –contrato social e suas alterações, registrado na JUCESC; VI – autorização para impressão de notas fiscais.
§ 2º. Na hipótese de o contribuinte deixar de promover a inscrição, esta será procedida de ofício, sem prejuízo de aplicação da penalidade.
Art. 141 – O contribuinte deverá atualizar os dados no prazo de 30 (trinta) dias, contados da ocorrências dos fatos como venda do estabelecimento, alteração de endereço, transferência ou mudança de sócios e encerramento das atividades.
Art. 142 – Será suspensa de ofício, sem prejuízo das medidas legais cabíveis, o contribuinte que deixar de cumprir as exigências deste Código.
Parágrafo único. A suspensão de que trata este artigo poderá ser regularizada desde que o contribuinte proceda ao recolhimento da multa exigida e apresente os documentos fiscais para a regularização.
Art. 143 – Para todos os efeitos, é considerado em situação irregular o contribuinte não inscrito no Cadastro de Contribuinte Municipal ou que estiver com sua inscrição cadastral suspensa, ainda que a seu pedido.
Art. 144 - Sem prejuízo da inscrição e respectivas alterações, o Poder Executivo poderá exigir do contribuinte a apresentação de uma declaração de dados para fins estatísticos e de fiscalização na forma regulamentar.
CAPÍTULO VI DA NÃO INCIDÊNCIA
Art. 145 - É constitucionalmente vedado ao Município cobrar imposto sobre o patrimônio e a renda com base em lei posterior à data inicial do exercício financeiro a que corresponda, e estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou mercadorias, por meio de tributos intermunicipais.
Art. 146 – Além do já disposto no artigo 8o deste CTM, em conformidade com o art. 150 da CRFB/88, o imposto não incide sobre:
I - o patrimônio, a renda ou os serviços da União, dos Estados, Distrito Federal e Municípios;
II - templos de qualquer culto;
III - o patrimônio, a renda ou serviços de partidos políticos e de instituições de educação ou de assistência social;
IV - papel destinado exclusivamente à impressão de jornais, periódicos e livros.
§ 1º. O disposto neste artigo não exclui a atribuição, por lei, às entidades nele referidas, da condição de responsáveis pelos tributos que lhes caiba reter na fonte, e não as dispensa da prática de atos previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros.
§ 2º. O disposto no inciso I aplica-se, exclusivamente, aos serviços próprios das pessoas jurídicas de direito público a que se refere este artigo, e inerentes aos seus objetivos;
§ 3º. O disposto no inciso I é extensivo às autarquias no que se refere ao patrimônio e aos serviços vinculados às suas finalidades essenciais ou delas decorrentes, mas não se estende aos serviços públicos concedidos, nem exonera o promitente comprador da obrigação de pagar imposto que inicia sobre imóvel objeto de promessa de compra e venda.
Art. 147 - O disposto no inciso III do artigo anterior é subordinado à observância dos seguintes requisitos pelas entidades nele referidas:
I - não distribuírem qualquer parcela de seu patrimônio ou de suas rendas, a título de lucro ou participação no seu resultado;
II - aplicarem integralmente, no País, os seus recursos na manutenção dos seus objetivos institucionais;
III - manterem escrituração de suas receitas e despesas em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão.
§ 1º. Na falta de cumprimento das obrigações acessórias e do disposto neste artigo, a autoridade competente suspenderá a aplicação do benefício, além da penalidade cabível.
§ 2º - O disposto neste artigo abrange também a prática do ato previsto em lei, assecuratório do cumprimento de obrigações tributárias por terceiros.
Art. 148 - A documentação do primeiro pedido de reconhecimento da não incidência prevista no inciso III do artigo anterior, ou de isenção, que comprove os requisitos para a concessão de benefício poderá servir para os exercícios fiscais subseqüentes, devendo o contribuinte, no requerimento de renovação, indicar o número do processo administrativo anterior e, se for o caso, oferecer as provas relativas ao novo exercício fiscal.
Art. 149 - A concessão de isenções apoiar-se-á sempre em fortes razões de ordem pública ou de interesse do Município, não poderá ter caráter pessoal e dependerá de lei.
Art. 150 - A isenção não desobriga o sujeito passivo do cumprimento das obrigações acessórias.
CAPÍTULO VII