descumpra, por per’odo superior a 12 (doze) meses, suas obriga•›es peri—dicas
GABARITO: LETRA C
50. CESGRANRIO - TŽcnico Banc‡rio (BAMAN)/2015/
O Banco Central do Brasil tem como miss‹o institucional a estabilidade do poder de compra da moeda e a solidez do sistema financeiro nacional.
Nesse sentido, Ž uma fun•‹o do Banco Central
a) atuar como deposit‡rio das reservas em moeda estrangeira, lastreadas na d’vida externa.
b) emitir papel-moeda e responsabilizar-se pela liquidez. c) supervisionar apenas as institui•›es banc‡rias.
d) definir pol’ticas e diretrizes para propiciar o aperfei•oamento das institui•›es financeiras.
e) conceder liquidez aos bancos de c‰mbio e institui•›es financeiras em dificuldade.
Comentando os itens:
a) Incorreto. A fun•‹o do Bacen de deposit‡rio das reservas internacionais do pa’s est‡ definida no art. 10 da Lei 4.595/64:
Art. 10. Compete privativamente ao Banco Central da Repœblica do Brasil:
(...)
VIII - Ser deposit‡rio das reservas oficiais de ouro e moeda estrangeira e de Direitos Especiais de Saque e fazer com estas œltimas todas e quaisquer opera•›es previstas no Conv•nio Constitutivo do Fundo Monet‡rio Internacional
No entanto, as reservas n‹o est‹o lastreadas na d’vida externa do pa’s.
b) Correto. A emiss‹o do papel-moeda e a responsabilidade pelo seu poder de compra s‹o responsabilidades do Bacen.
Vamos anotar todos os dispositivos legais que fundamentam estas compet•ncias. Constitui•‹o Federal de 1988:
Art. 164. A compet•ncia da Uni‹o para emitir moeda ser‡ exercida exclusivamente pelo banco central.
Lei 4.595.64:
Art. 10. Compete privativamente ao Banco Central da Repœblica do Brasil:
I - Emitir moeda-papel e moeda met‡lica, nas condi•›es e limites autorizados pelo Conselho Monet‡rio Nacional
c) Incorreto. O Bacen supervisiona as institui•›es financeiras e n‹o financeiras que operam nos mercados por ele regulados, dentre elas, mas n‹o somente, as institui•›es banc‡rias.
d) Incorreto. Esta compet•ncia Ž do CMN e est‡ regulamentada no art. 2o, inciso V, da Lei 4.595/64.
e) Incorreto. Vamos analisar o art. 10 da Lei 4.595/64:
Art. 10. Compete privativamente ao Banco Central da Repœblica do Brasil:
V - Realizar opera•›es de redesconto e emprŽstimos a institui•›es financeiras banc‡rias e as referidas no Art. 4¼, inciso XIV, letra " b ", e no ¤ 4¼ do Art. 49 desta lei.
Como Ž poss’vel notar, os emprŽstimos s‹o extens’veis ˆs institui•›es financeiras banc‡rias e ˆs referidas no art. 4o , inciso XIV, letra ÔbÕ (institui•›es financeiras obrigadas a efetuar recolhimentos compuls—rios). O art. 49, ¤ 4¼, da Lei 45.95/64 prev• a possibilidade de financiamento, pelo Bacen, de despesas urgentes e inadi‡veis do Governo Federal, a serem atendidas mediante crŽditos suplementares ou especiais, autorizados ap—s a lei do or•amento. Atualmente esta pr‡tica est‡ vedada pela CF/88 e Lei de Responsabilidade Fiscal.
Portanto, a concess‹o de liquidez (emprŽstimos e redescontos) Ž feita a institui•›es financeiras em geral, n‹o somente aos bancos de c‰mbio e institui•›es financeiras em dificuldade.
GABARITO: LETRA B
51. CESGRANRIO - Analista de Gest‹o Corporativa (EPE)/Finan•as e Or•amento/2014/
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econ™mico e Social (BNDES) Ž uma importante fonte de financiamento a longo prazo no Brasil. Os juros que ele cobra costumam compor-se de um custo financeiro b‡sico, ao qual se adicionam taxas como as de remunera•‹o do BNDES e de risco de crŽdito. O custo financeiro b‡sico, em muitos casos, Ž a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), a qual atualmente Ž
a) fixada periodicamente nas reuni›es do Comit• de Pol’tica Monet‡ria do Banco Central.
b) fixada periodicamente pelo Conselho Monet‡rio Nacional.
c) calculada pela mŽdia do custo do crŽdito ao consumidor no mercado banc‡rio brasileiro.
d) calculada pela mŽdia do custo de crŽdito ˆs empresas no mercado banc‡rio brasileiro.
e) calculada pela mŽdia da infla•‹o (IPCA) do trimestre anterior acrescida de 0,25% ao trimestre.
A Taxa de Juros de Longo Prazo Ð TJLP, institu’da pela Medida Provis—ria n¼ 684, de 31.10.94, Ž definida como o custo b‡sico dos financiamentos concedidos pelo BNDES.
A Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP tem per’odo de vig•ncia de um trimestre-calend‡rio e Ž calculada a partir dos seguintes par‰metros:
¥ meta de infla•‹o calculada pro rata para os doze meses seguintes ao
primeiro m•s de vig•ncia da taxa, inclusive, baseada nas metas anuais fixadas pelo Conselho Monet‡rio Nacional;
¥ pr•mio de risco.
A TJLP Ž fixada pelo Conselho Monet‡rio Nacional e divulgada atŽ o œltimo dia œtil do trimestre imediatamente anterior ao de sua vig•ncia.
GABARITO: LETRA B
52. CESGRANRIO - Escritur‡rio (BB)/"Sem çrea"/2015/2
Periodicamente, o Banco Central do Brasil determina, nas reuni›es de seu Comit• de Pol’tica Monet‡ria (Copom), o(a)
a) valor m‡ximo do volume de opera•›es de compra e venda de t’tulos pœblicos pelo sistema banc‡rio brasileiro.
b) quantidade de papel moeda e moeda met‡lica em circula•‹o, dentro dos limites autorizados pelo Conselho Monet‡rio Nacional.
c) valor m‡ximo de todas as formas de crŽdito no pa’s.
d) valor m‡ximo do fluxo de entrada no pa’s de capitais financeiros vindo do exterior.
e) taxa de juros de refer•ncia para as opera•›es de um dia com t’tulos pœblicos. 52. Quest‹o merece coment‡rios importantes com as devidas ressalvas.
O Conselho de Pol’tica Monet‡ria (COPOM) foi institu’do em 20 de junho de 1996, com o objetivo de implementar a pol’tica monet‡ria, definir a meta da Taxa Selic e analisar o Relat—rio de Infla•‹o.
As fun•›es do COPOM est‹o quase que diariamente na m’dia comum e especializada.
Afinal, todos j‡ nos deparamos com a legenda Selic. Mas, afinal, qual o seu significado.
A SELIC Ž a taxa de juros mŽdia apurada diariamente pelo Sistema Especial de Liquida•‹o e Cust—dia (Selic). Portanto, antes de saber seu significado, j‡ sabemos que a taxa tem este nome devido ao sistema em que Ž apurado. Ok?
A taxa SELIC Ž determinada nas opera•›es de financiamento, lastreadas por t’tulos pœblicos federais, realizadas diariamente no mercado.
Vamos entender por meio de um exemplo hipotŽtico.
Os Bancos Comerciais emprestam recursos a outros Bancos Comerciais diariamente, pois todos eles devem fechar o dia com entradas e sa’das de recursos equilibradas. Caso, por exemplo, o Banco do Brasil (BB) encerre o dia com retiradas maiores que dep—sitos, ele precisa captar recursos no mercado para equilibrar o saldo destas opera•›es.
Ent‹o, o BB recorre a um financiamento de liquidez do Banco Central (redesconto), que empresta estes recursos, cobrando, evidentemente, uma taxa de juros para realizar esta opera•‹o.
Digamos que a taxa de juros mŽdia cobrada neste tipo de opera•‹o Ž igual a 20% a.a. Ou seja, a Taxa Selic Ž de 20% a.a., pois esta opera•‹o Ž lastreada em t’tulos pœblicos (o Bacen empresta os recursos, mas exige como garantia Ð lastro Ð t’tulos pœblicos detidos pelo BB).
O COPOM entende que esta taxa Ž muito alta e, em suas reuni›es, estabelece que o objetivo da Taxa Selic Ž de 10% a.a.
O Banco Central, cumprindo sua fun•‹o de respons‡vel pela pol’tica monet‡ria, come•a a conceder crŽdito aos bancos no mercado com esta taxa de juros (10%
a.a.). Pela lei da oferta e da procura, esta taxa inferior ocasiona maior demanda por recursos conferidos pelo BACEN a esta taxa.
O que acontece com a Taxa Selic?
Como a Taxa SELIC Ž uma mŽdia estabelecida nas opera•›es de mercado, ela passa a ter o valor reduzido, atŽ se aproximar da meta definida pelo COPOM. Portanto, a defini•‹o da Taxa Selic pelo COPOM influ•ncia em seu valor real, que Ž determinado pelo mercado.
Desta forma que fique gravado: o COPOM estabelece a meta da Taxa Selic; o valor real Ž determinado nas opera•›es de mercado, nas quais o Bacen intervŽm. E aqui reside o problema da quest‹o. O item ÔeÕ, considerado correto, informa que o COPOM estabelece a taxa de juros de refer•ncia para as opera•›es de um dia com t’tulos pœblicos. No entanto, o COPOM estabelece a META da taxa de juros de refer•ncia para as opera•›es de um dia com t’tulos pœblicos.