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CHAMANDO A PRESENÇA DA DEUSA E DO DEUS PARA SUA VIDA

 

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Treinar nossa mente, alma e coração para ouvir a voz dos Deuses é uma das experiências mais enriquecedoras.

Nossa mente foi treinada para acreditar que o Divino está separado de nós e por isso é preciso desprogramá-la deste pensamento separatista. Na Wicca percebemos a presença da Deusa e do Deus em todas as coisas, naquilo que está dentro e fora de nós.

Invocar significa fazer algo se tornar presente.

Sendo assim, acostume-se a chamar o Sagrado a fazer parte de sua vida e de suas ações tornando-as mágicas.

Aqui encontra-se uma invocação que pode ser feita diariamente à Deusa e ao Deus. Você pode proferi-la olhando para o sol, lua, céus e estrela enquanto contempla a criação da Deusa ou simplesmente acendendo uma vela e um incenso sobre o seu altar como uma oferenda aos Deuses:

 

Deusa e Deus,

Eu peço por suas bênçãos neste dia para que eu possa conhecer o seu amor. Conforme as folhas mudam e caem, ajudem-me a transformar e libertar tudo aquilo que não me serve mais.

Eu peço que estejam em minha mente para que meu pensamento seja claro e liberto de julgamentos

Estejam em meus olhos, para que eu possa reconhecê-los em todas as coisas Estejam em minha boca, para que eu fale somente a verdade

Estejam em minhas mãos, para que eu construa um mundo de altos propósitos Estejam em meus pés, para que possa caminhar gentilmente em seu solo sagrado. Eu peço sua orientação.

Despertem meus conhecimentos para que eu me mova profundamente no silêncio de minha alma para honrar os dons e bênçãos que me concedem.

Que sua presença me envolva e que eu nunca esteja sozinho Que assim seja!

Capítulo 3

Os Sabbats

 

"Sempre buscando a Grande Deusa, o apaixonado Deus Cornífero muda de forma e rosto a cada Estação. E desta eterna busca surge a Roda do Ano

 

Em Samhain, o Festival do retornO da Morte, os portões dos mundos se abrem e a Deusa transforma-se na Velha Sábia, a Senhora do Caldeirão e o Deus é o Rei da Morte que guia as almas perdidas através dos dias escuros de Inverno.

 

Em Yule a escuridão reina como se estivéssemos no caldeirão da Deusa. Assim, O Rei das Sombras transforma-se na Criança da Promessa, o Filho do Sol, que deverá nascer para restaurar a natureza.

 

Em Imbolc a luz cresce. o Deus nascido em Yule se manifesta com todo o seu vigor e a Criança da Promessa cresce com a vitalidade e é festejada. Assim, os dias tornam-se visivelmente mais longos e renova-se e esperança.

 

Em Ostara luz e sombras são equilibradas. A luz da vida se eleva e o Deus quebra as correntes do Inverno. A Deusa é a Virgem e o Deus renascido é jovem e vigoroso. O amor sagrado da Deusa e do Deus traz a promessa do crescimento e fertilidade.

 

Em Beltane, a Deusa se transforma em um lindo Cervo Branco e o jovem Deus é o Caçador Astado. Ao ser perseguido pela floresta, o Cervo Branco se transforma em uma linda mulher. E assim Eles se unem e a sua paixão sustenta o mundo e toda vida.

 

Chega então Litha. A Deusa é a Rainha do Verão e o Deus um homem de extrema força e virilidade. O Sol começa a minguar e o Deus começa a caminhar rumo ao País de Verão. A Deusa é pura satisfação e demonstra isso através das folhas verdes e das lindas flores do verão.

 

Em Lammas a Deusa dá luz e o Deus prepara-se para morrer em amor à Ela. A Deusa precisa de sua energia de vida para que a vida possa crescer e prosseguir. O Deus se sacrificará para que os filhos da Deusa sejam nutridos. Mas através do grão Ele renasce. No ápice de sua abundância Ele retorna através Dela.

 

Em Mabon as luzes e as trevas se equilibram novamente. Porém, o Sol começa à minguar mais rapidamente e o Deus torna-se então o Ancião, o Senhor das Sombras, cruzando os Portais os portais da morte.

 

Chega novamente Samhain e então o ciclo recomeça e tudo retorna à Deusa. Assim sempre foi e assim sempre será!”

Os principais rituais Wiccanianos são os Sabbats que celebram as mudanças das estações do ano e percurso do Deus, simbolizado pelo Sol, através dos ciclos sazonais.

Para nós, o ano é uma grande Roda sem começo nem fim e por isso os oito Sabbats são chamados conjuntamente de Roda do Ano. Eles possuem grande significado para os Wiccanianos e é uma das chaves principais para o entendimento de nossa religião.

A Wicca vê uma relação profunda entre o ser humano e o ambiente onde ele vive. Acreditamos que a natureza é a própria manifestação da Deusa e dessa forma celebramos as mudanças das estações.

A Roda do Ano é vista como um ciclo ininterrupto de vida, morte e renascimento. Assim, reflete a passagem das estações do ano, bem como as mudanças interiores e exteriores provocadas por elas e a nossa própria ligação com o mundo. Para nós, tudo que vive e respira é divino e celebrando a vida através das mudanças das estações estabelecemos contato com o mundo dos Deuses, atraindo as energias do mundo natural para dentro de nós, alcançando assim a unidade com o mundo divino.

Um Bruxo procura sempre se conectar com a Natureza em todas as suas manifestações, não só observando, mas também sentindo o fluxo dela em nós e as mudanças provocadas na vida cotidiana através dela. Os Mistérios da Deusa e do Deus e seus diferentes aspectos estão contidos em cada estação. A Roda do Ano simboliza a história ancestral da Deusa e o ciclo de morte e renascimento do Deus, seu Filho e Consorte.

A Roda do Ano Wiccaniano possui dois significados:  

1) Roda de Celebração da Natureza: todos os Covens e Wiccanianos se reúnem nos dias de Sabbats para celebrar a Deusa e bênçãos que Ela concede à Terra através das mudanças de estações.

2) Roda da Iniciação: expressando os ensinamentos dos Antigos através das estações, pois os Deuses e a Natureza são um só.

 

Os Sabbats são celebrados com fogueiras, velas, cânticos e comidas sagradas onde nós Wiccanianos agradecemos pelas bênçãos de fartura e abundância em nossas vidas.

Alguns sítios arqueológicos que pré-datam o Neolítico, como Stonehenge, eram utilizados como calendários naturais para marcar a mudança e os ciclos das estações, o que nos indica que tais datas eram consideradas momentos importantes para as civilizações antigas.