Os riscos do setor no Brasil se baseiam na volatilidade da moeda, no alto custo de capital (linhas de financiamento privadas caras), e no alto grau de influência política de grandes produtores de energia existentes (risco político). Por outro lado, as oportunidades para o desenvolvimento da energia solar no Brasil se sustentam na tendência a regulamentação mais flexível, infraestrutura de distribuição amplamente estabelecida, apelo político subnacional e regional, e na tendência de crescimento do mercado, impulsionado pela injeção de capital no setor através das execuções dos leilões de energia vendidos.
Apesar de o Brasil ter sido, ao lado da Índia, o único país emergente a ainda não ter iniciado o gasto de sua reserva de dólares, as políticas econômicas junto a falta de reforma fiscal tributária levaram a uma desvalorização da moeda. Esta variação cambial negativa se continuar a se desenvolver, pretere as importações sobre as quais o setor é altamente dependente, anulando a vantagem do setor enquanto o aumento dos preços de energia praticados.
O segundo fator de risco, como observado pela GTM em seu estudo sobre o setor na região latino-americana, está no alto custo do capital observado no Brasil. Apesar de existirem alternativas de financiamento no Brasil, uma eventual continuidade dos elevados juros praticados pela maioria dessas alternativas desacelera o ritmo de crescimento do setor, principalmente enquanto as alternativas viáveis para projetos de médio e grande porte existentes ainda são em sua maioria de origem pública. Por fim, o risco político se dá através da reação dos players existentes no setor de energia em face às regulamentações mais flexíveis e
ESTUDO DE VIABILIDADE DA INSTALAÇÃO DE UM SISTEMA DE ENERGIA SOLAR NA
ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE SISAL APAEB, VALENTE, BAHIA
Ano 2016
incentivos subnacionais a energia fotovoltaica. Isto não se torna aparente ainda pois a participação do setor solar na matriz energética brasileira é ainda pouco significativa. Porém, regulamentações que favorecem micro e mini geradores compartilhados e net- metering estão diretamente relacionados a uma reação maior dos grandes produtores via lobby, como observado atualmente no mercado estadunidense.
As oportunidades, por sua vez, eclipsam os riscos ao se basearem em fundamentos sólidos, dada a infraestrutura e regulamentação estabelecidas, aliado ao potencial e histórico crescimento do setor na região. A rede de distribuição brasileira e a constante evolução de normas e regulamentos tornam o país mais competitivo para receber novos investimentos no setor fotovoltaico. Especificamente a Norma da ANEEL 687 (2015) expande as oportunidades para arranjos de geração de energia solar compartilhada até 5 MW, o que se traduz em soluções para Arranjos Produtivos Locais (APLs), cooperativas, Micro e Pequenas Empresas e associações como a APAEB em Valente BA. A oportunidade de descentralização em geração compartilhada da energia, vinda com esta última normativa da ANEEL, tende a basear a maior parte do mercado em curto e médio
prazo. Matrix DAFO Debilidades Custo do Capital Moeda Desvalorizada Ameaças Instabilidade Política Aumento de Juros Pressão de Consessionárias Fortalezas Níveis Solarimétricos Infra-estrutura e Regulamentação Estabelecidas
Encarecimento da Energia Elétrica
Oportunidades
Interesse Político
Economia Resultante
ESTUDO DE VIABILIDADE DA INSTALAÇÃO DE UM SISTEMA DE ENERGIA SOLAR NA
ASSOCIAÇÃO DE PRODUTORES DE SISAL APAEB, VALENTE, BAHIA
Ano 2016
Zunahme von PV Installationen
Neue Kreditlinien
Ansiedlung von PV Firmen
Status der PV Regulierung
Steuerliche Vergünstigungen auf Bundes-, Landes- und Gemeindeebene
COELBA – Monopol
Stromversorger in Bahia
2 Ambiente Atual da Energia Solar no Estado da Bahia
Acompanhando o ambiente nacional, o setor se desenvolve no estado da Bahia, apesar das limitações de acesso ao capital e escala de mercado ainda reduzida. Em termos de regulamentação estadual estão as relacionadas às isenções de ICMS e de parcela do IPTU. A escolha de estabelecer seu escritório no estado feita por empresas internacionais, como a AXITEC Solar do Brasil, fabricante alemã de módulos solares de alta performance, demonstra o potencial do estado e fundamentos econômicos sólidos, como a homogeneidade da rede de distribuição e um ritmo de crescimento econômico acima dos indicadores nacionais como apontado pelo IBGE.
Situação da Regulamentação
A regulamentação sobre geração, consumo e distribuição de energia no Brasil é de responsabilidade do governo federal. Portanto, a regulamentação em nível estadual se limita versarem sobre os incentivos estaduais e municipais para o setor.
A isenção de ICMS sobre a energia gerada por sistemas fotovoltaicos significa uma isenção de 27% em imposto. Já a política do IPTU Verde é uma iniciativa municipal de alguns municípios brasileiros que oferecem um abatimento de 10% a 20% do IPTU do imóvel que possui soluções sustentáveis como a energia solar. Apesar de apenas 4 municípios baianos (Salvador, Camaçari, Ilhéus e Barreiras) praticarem o IPTU Verde atualmente, a tendência é que este número aumente nos anos seguintes.
COELBA
A COELBA, única operadora da rede de distribuição de energia na Bahia, tem todos os processos para a conexão e habilitação de sistemas solares bem estabelecidos. Sua rede é amplamente distribuída e em área relativa superior quando comparado aos estados da região nordeste. O processo de conexão do sistema a
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Besteuerung von
Photovoltaikkompo-nenten
Tendenzen der PV Entwicklung in Bahia PV Groβanlagen Neue Krediangebote Entwicklungsperspektiven von PV in Bahia Steigendes politisches Interesse
rede de distribuição pode variar em áreas mais isoladas, porém na maioria dos casos ocorre em média em 3 meses.
Como observado anteriormente, os preços praticados pela COELBA acompanham a tendência de alta observada nacionalmente.