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Educação Inclusiva é um tema relativamente novo, que tem exi- gido das escolas e profissionais da educação uma modificação ampla que abrange não apenas adaptações na estrutura física e de materiais pedagógicos das escolas, mas também mudanças mais profundas. Diante disso, há uma crescente necessidade de profissionais especializados para atuar na educação especial, visto que a inclusão escolar não é mais opcional e sim um direito de todo cidadão. Vindo ao encontro, estão presentes, nos discursos dos professores, as angústias diante da educação inclusiva, a insegurança sobre como atender às necessidades de aprendiza- gem destes alunos, assim como o despreparo para atender tais necessidades. A formação docente, com relação à educação inclusiva exige uma amplitude e flexibilidade na construção de conhecimentos para que possa existir, de fato, uma educação para todos. Considerando as exigências, para o aprimoramento da edu- cação para todos, é necessário o investimento na formação de professores, pois:

O professorado, diante das novas realidades e da complexidade de saberes envolvidos presentemente na sua formação profissional, precisaria de formação teórica mais aprofundada, capacidade operativa nas exigências da profissão, propósitos éticos para lidar com a diversidade cultural e a diferença [...]. (LIBÂNEO, 2006, p. 77).

Portanto, pensar em um sistema de formação de professores remete-se à reavaliação das formas de organização do ensino e princípios educacionais diante da realidade em transformação. Assim, a formação de professores hoje deve considerar a nova realidade da educação inclusiva, apresentando subsí- dios para que os professores ofereçam um ensino de qualidade aos educandos. Nesse contexto, é considerável a necessidade de oferta de uma formação que contemple esta importante área do conhecimento, pois pouco se encontra no país formação específica para a atuação na educação especial. Assim, é crescente e inevitável a busca de formação para professores em atuação como forma de se adequar a nova realidade educacional brasileira. Tendo em vista a significativa demanda dessa formação, uma alternativa que vem crescendo para superar esta lacuna é através da educação a distância, pois esta possibilita uma grande abrangência e flexibilidade para adequar-se às necessidades dos profissionais em atuação. Nesse sentido, a modalidade de educação a distancia vem ganhando espaço e destaque principalmente no que diz respeito à forma- ção de professores que buscam estar em harmonia com seu tempo e espaço

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histórico. Sendo assim, considera-se que a educação a distância torna-se uma solução significativamente viável, por sua possibilidade de formar sujeitos dis- persos geograficamente, alcançando uma maior abrangência territorial, com menores custos (PEREIRA; LARANJO; FIDALGO, 2012).

A formação inicial não é mais suficiente para a atuação na sociedade em que vivemos, na qual o crescimento e as mudanças são extremamente rápidos e cada vez mais exigindo dos profissionais, principalmente quando nos referimos à profissão docente, a qual tem uma grande função social, responsável pela formação de seres humanos, o que lhe atribui uma enorme responsabilidade. De acordo com Pereira, Laranjo e Fidalgo (2012), a formação inicial, nos dias atuais, torna-se rapidamente insuficiente, sendo necessária uma formação que acompanhe o sujeito ao longo de toda a sua vida profissional, integrada a seu local de trabalho, suas expectativas e necessidades.

Nesse viés, a formação para a educação inclusiva é emergente, e em conso- nância com a realidade educacional, a própria política de inclusão traz entre seus objetivos “formação de professores para o atendimento educacional especiali- zado e demais profissionais da educação para a inclusão” (BRASIL, 2008, p.14). A Política Nacional da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (BRASIL, 2008, p.15) define o Atendimento Educacional Especializa- do - AEE como sendo complementar e/ou suplementar à formação dos alunos, especificando que “o atendimento educacional especializado tem como função identificar, elaborar e organizar recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando suas necessidades específicas”.

Sendo assim é necessário que a federação brasileira dê subsídios para tal realidade, a fim de se cumprirem os objetivos da política de inclusão. É nesse contexto que são criados os programas e ações do governo, sendo que para dar suporte à política de inclusão muitos foram implementados.

Entre os programas de governo de apoio a inclusão, destaca-se aqui o Programa Formação Continuada de Professores na Educação Especial, o qual tem por objetivo apoiar a formação continuada de professores para atuação nas Salas de Recursos Multifuncionais e também no ensino regular, através de parcerias com as Instituições Públicas de Educação Superior.

Através desse programa, são ofertados cursos em nível de aperfeiçoamento e especialização na modalidade a distância e semipresencial. Esse programa pode ser acessado através do PDE Interativo com apresentação desta demanda.

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É a partir desse contexto que o presente artigo se apoia, pois um dos cursos pertencente ao programa supracitado é oferecido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o qual tomamos como referência para relatar as experiências na atuação como professor e tutor; esse é o Curso de Formação de professores para o Atendimento Educacional Especializado, oferecido no nível de aperfeiçoamento. O Curso de Formação de Professores para o Atendimento Educacional Espe- cializado ocorre na modalidade a distância, possui carga horária de 250 horas, comportando mais de dois mil alunos por edição. Tem como objetivo formar professores, que estejam em atuação docente, para realizar o Atendimento Edu- cacional Especializado nas Salas de Recursos Multifuncionais das escolas comuns das redes públicas de ensino, em diversas cidades de diferentes regiões do país. Com relação ao grande número de vagas que o curso oferece, pode-se considerar que ele colabora com seu papel social de garantir a formação e “criação” de profissionais para atuarem neste espaço relativamente novo: Sala

de Recursos Multifuncional.

Como forma de compreender a organização desse espaço novo no ambiente escolar, destacam-se alguns elementos necessários na sua implementação:

I – espaço físico, mobiliário, materiais didáticos, recursos pedagó- gicos e de acessibilidade e equipamentos específicos; II – matrícula no AEE de alunos matriculados no ensino regular da própria escola ou de outra escola; III – cronograma de atendimento dos alunos; IV – plano do AEE: identificação das necessidades educacionais específicas dos alunos, definição dos recursos necessários e das atividades a serem desenvolvidas; V – professores para o exercício da docência do AEE; VI – profissionais da educação: tradutores e intérprete de Língua Brasileira de Sinais, guia intérprete e outros que atuem no apoio, principalmente às atividades de alimentação, higiene e locomoção; VII – redes de apoio no âmbito da atuação profissional, da formação, do desenvolvimento da pesquisa, do acesso a recursos, serviços e equipamentos, entre outros que maximizem o AEE. (BRASIL, 2010, p. 3).

Essas salas constituem também um dos principais programas do governo de apoio à educação inclusiva e começaram a ser criadas pelo MEC desde o ano de 2005, porém, como já mencionado, não há no país formação suficiente para essa demanda. De acordo com os indicadores do MEC (BRASIL, 2013), de 2005 a 2013, foram criadas 71.801 salas de recurso em todo o país. Assim, a demanda por

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profissionais qualificados para essa função é ampla. Importante salientar que os professores necessitam de uma sólida formação para atuarem nas salas de recur- sos especializadas, afinal esse corpo docente tem função importante – função no âmbito de uma escola inclusiva, conforme explicitado na nota técnica (BRASIL, 2010).

1. Elaborar, executar e avaliar o Plano de AEE do aluno, contem- plando: a identificação das habilidades e necessidades educa- cionais específicas dos alunos; a definição e a organização das estratégias, serviços e recursos pedagógicos e de acessibilidade; o tipo de atendimento conforme as necessidades educacionais específicas dos alunos; o cronograma do atendimento e a carga horária, individual ou em pequenos grupos;

2. Programar, acompanhar e avaliar a funcionalidade e a aplica- bilidade dos recursos pedagógicos e de acessibilidade no AEE, na sala de aula comum e nos demais ambientes da escola; 3. Produzir materiais didáticos e pedagógicos acessíveis, consi- derando as necessidades educacionais específicas dos alunos e os desafios que estes vivenciam no ensino comum, a partir dos objetivos e das atividades propostas no currículo;

4. Estabelecer a articulação com os professores da sala de aula comum e com demais profissionais da escola, visando à disponibi- lização dos serviços e recursos e ao desenvolvimento de atividades para a participação e aprendizagem dos alunos nas atividades escolares; bem como as parcerias com as áreas intersetoriais; 5. Orientar os demais professores e as famílias sobre os recursos pedagógicos e de acessibilidade utilizados pelo aluno de forma a ampliar suas habilidades, promovendo sua autonomia e participação; 6. Desenvolver atividades próprias do AEE, de acordo com as ne- cessidades educacionais específicas dos alunos: ensino da Língua Brasileira de Sinais – Libras para alunos com surdez; ensino da Língua Portuguesa escrita para alunos com surdez; ensino da Comu- nicação Aumentativa e Alternativa – CAA; ensino do sistema Braille, do uso do soroban e das técnicas para a orientação e mobilidade para alunos cegos; ensino da informática acessível e do uso dos recursos de Tecnologia Assistiva – TA; ensino de atividades de vida autônoma e social; orientação de atividades de enriquecimento curricular para as altas habilidades/superdotação; e promoção de atividades para o desenvolvimento das funções mentais superiores.

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Acredita-se que a UFSM com esta ação está cumprindo o seu papel social, pois de acordo com Libâneo a universidade “transmite o saber historicamente acumulado, é uma instância questionadora desse saber, é criadora de novos saberes. Ela também precisa saber responder à realidade histórica, social, po- lítica, cultural, científica” (2005, p. 8). Somando-se a isso, outro aspecto deve ser considerado, a UFSM é uma das poucas universidades que oferece cursos de graduação em educação especial - dois presenciais e um a distância. Sendo assim, tem a responsabilidade de contribuir com os avanços e demanda na área da educação inclusiva, sem deixar de considerar os novos tempos sociais, culturais e científicos, de maneira que, no decorrer desta discussão, apontamos a educação a distância como uma das alternativas de acompanhar esses avanços.

Desse modo, concorda-se que:

A educação a distância não é um modismo: é parte de um am- plo e contínuo processo de mudança, que inclui não só a de- mocratização do acesso a níveis crescentes de escolaridade e atualização permanente como também a adoção de novos paradigmas educacionais, em cuja base estão os conceitos de totalidade, de aprendizagem como fenômeno pessoal e social, de formação de sujeitos autônomos, capazes de buscar, criar e aprender ao longo de toda a vida e de intervir no mundo em que vivem. (NEVES, 2005, p. 137).

A partir do excerto acima e aproximando o lugar do qual falamos, o Curso de Formação de Professores para o Atendimento Educacional Especializado, por meio de experiências construídas neste, percebe-se que além de permitir que um grande número de professores possa aprimorar suas formações, estes estão buscando uma formação autônoma que, apesar de abordar novas pers- pectivas educacionais, provê um ensino qualificado. Nesse contexto, permite uma aprendizagem que vai muito além dos aspectos puramente profissionais, abordando um conhecimento global, o qual lhes permite conhecer e intervir em uma nova realidade social: a Inclusão.

No decorrer da atuação no curso a distância, mencionado aqui, evidenciam- -se vários aspectos positivos. Corroborando as ideias de Arruda e Gonçalves (2005), a educação a distância estimula uma nova forma de relação com o conhecimento, inserindo uma comunicação bidirecional, na qual o aluno não é apenas um receptor de mensagens e informações, mas o centro do processo de ensino-aprendizagem.

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Por meio da educação a distância, renovam-se os paradigmas de comu- nicação, de forma que se permitem o contato e a interação entre sujeitos geograficamente dispersos, a fim de tornar possível a troca de experiências e conhecimentos, trocas culturais e aprendizagens que seriam improváveis de outra maneira. Como afirma Machado (1997), só há educação no contexto da proximidade, seja ela ideológica, afetiva, conceitual, não precisando ser necessariamente geográfica.

Ingressar em um mundo diferenciado de ensinar e aprender, entendendo que, especialmente na educação a distância, os dois termos estão muito interligados. O que ocorre, fundamentalmente, porque professor e alunos aprendem muito nesse processo que é uma modalidade de ensino muito particular e inovadora, exigindo de seus partícipes grande criatividade, dedicação e conhecimento.

Na educação a distância, a mediação entre conhecimento se dá de forma diferenciada da modalidade presencial e exige coragem e curiosidade, logo, a dúvida, nesse caso, é a mola propulsora da construção do conhecimento no espaço virtual, visto que ela gera a construção efetiva de elementos que compõem possibilidades de ensinar e aprender. Possibilidades permeadas por espaços e tempos diferenciados dos espaços de aulas presenciais.

Isso significa, de modo essencial, substituir a proposta de as- sistência regular à aula por uma proposta, na qual os docentes ensinam e os alunos aprendem mediante situações não conven- cionais, ou seja, em espaços e tempos que não compartilham. (LITWIN, 2001, p. 13).

Possibilidades de tempo e espaço estão vinculadas à flexibilização, sendo o grande diferencial da educação a distância, pois o aluno pode adequar o tempo de dedicação ao curso conforme suas necessidades, organizando uma agenda pessoal para adentrar ao percurso com mais autonomia e comprometimento. Entretanto, a dimensão de autonomia não está vinculada à desapropriação de interesses e aprofundamento dos estudos. Ao contrário, a interatividade proporcionada pela educação a distância tenta consolidar uma educação com- partilhada e “viva” (ativa), em que o professor e tutor têm função de alimentar essa interatividade, ou seja, devem propor uma didática adequada ao perfil da turma de alunos, de forma que garante a participação qualitativa dos discentes. Com possibilidades de rever o procedimento metodológico durante o processo, possibilidades de resolver problemas, relacionar hipóteses, re/formular e re/

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adequar. A interatividade aciona a dinâmica da modalidade de a distância, a partir de várias ferramentas, que dentre as mais utilizadas, especialmente no curso de formação de professores, para o atendimento educacional especiali- zado oferecido pela UFSM, estão:

Fórum: utilizado em ambientes virtuais de aprendizagem, ele permite a dis- cussão, simulando uma conversa presencial, de maneira que cada comentário vai se juntando aos demais, possibilitando uma conversa coletiva, um elo de pensamento, em que cada fio da rede é construído por muitos, senão todos os participantes. Os fóruns oferecem possibilidades de discussões assíncronas (quando a interação pode se dar independente da presença dos participantes, podendo ser realizada em momentos distintos) com relação aos diversos assun- tos e temas, sobre os quais o usuário pode emitir sua opinião, sendo possível estabelecer uma cadeia dinâmica de debates.

Chat: mais conhecido no Brasil como bate-papo, é outra ferramenta que pode ser aplicada a EaD, tendo como objetivo constituir de discussões síncronas (aquelas em que professor e aluno utilizam o meio no mesmo instante) de forma textual. Os participantes podem enviar e ler mensagens, estabelecendo uma discussão em grupo e, ainda, trocando ideias acerca do tema a ser estudado. Pode ser organizado para discutir um tema referente ao conteúdo da disciplina, pode também ser um tira-dúvidas, debate sobre uma aula ao vivo ou ainda sobre alguma leitura específica solicitada pelo professor. O chat deve ser agendado previamente pelo professor ou tutor do curso.

E-mail: também chamado de correio eletrônico, é uma das ferramentas mais utilizadas na educação a distância. Com ele, é possível enviar correspondências em texto, ou com arquivos de quaisquer tipos anexados, para qualquer pessoa de forma assíncrona.

Wiki: é uma ferramenta de atividade com o objetivo central de fomen- tar produção colaborativa. O wiki não apresenta respostas prontas, ao contrário, a partir de um tema, as ideias são constituídas em conjunto, de forma participativa.

No que tange a Educação Inclusiva, mais especificamente o curso de For- mação de professores para o Atendimento Educacional Especializado -UFSM, as trocas de experiências, crenças e conhecimentos são muito enriquecedoras para o crescimento profissional dos cursistas, assim como para o crescimento dessa área do conhecimento. O fato de compartilharem das experiências, das formas de organização de conceitos, espaços e políticas, em torno da educação

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inclusiva de diferentes contextos, propicia novas formas de ver e agir no con- texto educacional e social, trazendo contribuições significativas às estruturas escolares, assim como a educação inclusiva como um todo.

Em relação ao momento em que os professores compartilham o conheci- mento construído na prática, Prado e Valente afirmam que

[...] a formação começa assumir uma outra característica, ou seja, a descontextualização. Neste processo, a compreensão localizada de uma prática pedagógica se integra a outras, formando uma complexa rede de aprendizagem, que demanda do professor estabelecer novas relações e compreensões. Assim, a formação deve propiciar ao professor a vivência da contextualização e da descontextualização da prática pedagógica, para que os diferentes níveis de reflexão possam ocorrer. (2002, p. 28).

Em face aos benefícios que um curso a distância para o Atendimento Edu- cacional Especializado pode acrescentar a professores de diferentes regiões, destacam-se aqui algumas observações dos relatos de alunos docentes do curso em discussão no presente estudo. Assim sendo, evidencia-se que a busca de formação para a atuação no AEE não é o único motivo que levam aos docentes cursistas a procurarem essa formação. Tem de se considerar que uma parcela destes já está atuando no AEE, porém não tinham formação específica na área. No entanto, a grande maioria dos professores busca nesse curso uma formação complementar para dar subsídios para a inclusão, ou seja, para a atuação do professor regular em sala de aula com aluno incluído.

Este último vem confirmar, de certa forma, o reflexo da falta de formação inicial que contemple os princípios da educação inclusiva, assim como da necessidade e da demanda que existe para formação na área da educação especial. No entanto, com uma política de inclusão que garante a escolariza- ção de todos os sujeitos no ensino regular, a formação continuada não é uma opção pessoal, e sim uma obrigação. Logo, a formação de professores “está muito além do aperfeiçoamento individual, sua importância social torna-a merecedora de ser política de Estado, de importância para todos os cidadãos brasileiros” (PEREIRA; LARANJO; FIDALGO, 2012, p. 9).

Nesse contexto, pode-se afirmar que a aproximação, educação a dis- tância e formação para contemplar a demanda de uma política de inclusão é considerada uma das alternativas que traz oportunidades e contribuições

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aos profissionais da educação. Verifica-se que um dos principais motivos, que levam os professores a procurarem este curso a distância, é a flexibilidade e oportunidade de autonomia em seus estudos. Em consonância com Arruda e Gonçalves, concorda-se que

a EaD é um tipo de aprendizagem independente e flexível. Inde- pendência e flexibilidade se inter-relacionam na autonomia que a EaD confere ao aluno, ao proporcionar-lhe o poder de trabalhar de acordo com sua autonomia, sua disponibilidade de tempo, sua organização e seu ritmo de aprendizagem. Proporciona-lhe ainda o poder de escolher o momento para estudar, o tempo que dispensará aos estudos e o local onde o fará. (2005, p.184).

Portanto, muitos são os benefícios apontados pelos professores cursistas no que diz respeito a sua formação a distância, assim se concorda com Oli- veira (2002) quando disserta que “ansiamos pela manutenção de uma opção política pela busca da qualidade na formação de educadores, de modo a continuar investindo em projetos de EaD que persigam novas perspectivas para esta formação” (p. 96), pois o que se almeja é um real acréscimo no aprimoramento docente.

A partir deste cenário, pode-se afirmar que a experiência em formar profissionais para o atendimento educacional especializado na modalidade a distância tem sido rica a cada módulo cursado, visto que se verifica o crescimento pessoal e profissional dos envolvidos. Essa afirmação tem como base a forma como os alunos se relacionam com a proposta do curso, bem como quanto à produção acadêmica ao longo da edição e, por último, quanto às manifestações dos cursistas sobre a relevância do curso perante a formação profissional de cada um. Trata-se do compromisso efetivo de uma universidade pública diante da