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5. Simulação

5.2. Parâmetros

5.2.2. Parâmetros variáveis aplicados ao modelo:

5.2.2.3. Chegada de aliviadores:

Por fim, temos o último parâmetro que irá influenciar diretamente no ponto crítico da simulação estudada, este parâmetro é a distribuição da chegada de navios aliviadores que tem como objetivo realizar a operação, seja no modelo 1, seja no modelo 2. O ponto crítico citado será o tempo de espera que o navio aliviador encontrará ao chegar na área de operação, já que pode implicar na paralisação da produção da Plataforma ou FPSO.

Ao analisar a situação atual do modelo, primeiramente foi necessário aproximar a quantidade de embarcações que chegam na região de operação para uma distribuição de probabilidades. Esta distribuição deverá retratar da melhor maneira a quantidade de aliviadores que chegarão para realizar a transferência do petróleo oriundos de 1 ou mais

clusters (conjunto de plataformas).

Antes mesmo de realizar um estudo mais aprofundado quanto à distribuição de probabilidades que irá retratar a chegada de aliviadores no sistema, é possível perceber que ao simular os modelos com a chegada de um número muito pequeno de embarcações, o modelo de operação 1 já irá apresentar um valor para o tempo de espera do aliviador, em função do mau tempo eventualmente enfrentado, enquanto que no modelo de operação 2, não haverá tempo de espera pois os três berços serão capazes de atender a chegada de todas as embarcações. Enquanto que, pensando numa situação inversa, com uma distribuição contendo um número muito grande de embarcações entrando quase que simultaneamente no sistema, o modelo de operação 2 iria retratar um tempo de espera significativo, enquanto que o modelo de operação 1 continuaria com um valor similar ao encontrado na suposição incial.

Esta análise possibilitou a observação do seguinte fato: dependendo da quantidade de embarcações chegando no sistema, haverá uma operação mais apropriada para a

quantidade de operações estimada. Logo, foi buscado um valor referente à chegada de navios que pudesse limitar a seleção de um dos tipos de operação.

Dado que, como apresentado no início deste relatório, existe um grande otimismo em relação ao crescimento deste mercado, a procura por um cenário com grande fluxo de navios recorrendo a estas modalidades de transferência de petróleo pode ser facilmente fundamentada.

Estas conclusões desconsideram a inviabilização de um empreendimento (terminal) devido ao seu alto custo atrelado a sua baixa taxa de utilização.

Observando o ciclo de offloading (operação de transbordo do petróleo da unidade de produção para o navio aliviador) de um FPSO apresentado no gráfico da figura 24 abaixo, podemos observar que uma unidade de produção demora 10 dias para demandar um aliviador. Este cenário é relativo a uma unidade de produção de porte médio, localizada na região do Pré-Sal, na Bacia de Santos, conforme figura 25.

Figura 25 - Dados do FPSO característico utilizado

A justificativa para esta periodicidade é que, no geral, quando um FPSO está com 81% de sua capacidade de armazenagem, ele deverá sinalizar a necessidade de um aliviador para que haja tempo suficiente, e com folga, para o deslocamento do navio até a zona de ancoragem do FPSO e eventuais contratempos com condições climáticas e ambientais, afim de evitar a paralisação da produção devido ao esgotamento dos tanques de armazenagem da unidade de produção.

Dado que um FPSO aciona um aliviador a cada 10 dias para realizar a operação, é possível estimar a quantidade de demandas por operações de transferência de petróleo

ship-to-ship em função do número de FPSOs atendidos. Esta quantidade não considera o

número de aliviadores, e sim o número de operações demandadas, já que devido à margem de tempo existente entre o ciclo de operações, um aliviador pode realizar uma operação de transferência STS mais de uma vez no período de 10 dias. É importante ressaltar que, como de fato ocorre no litoral brasileiro, um aliviador realiza uma operação de transferência ship-to-ship a cada uma operação de offloading realizada. Em outras localidades isso não é uma regra, pois dependendo do destino do petróleo, o aliviador pode ter que realizar diferentes operações de descarregamento para uma única de carregamento.

Esta análise para a estimativa da distribuição de chegada de um aliviador na região de transbordo, seja no modelo 1 ou no modelo 2, é muito importante na visão do cliente, pois ele poderá identificar se, de acordo com os campos sob sua concessão e consequentemente com a quantidade de unidades de produção que ele possui em operação, qual o tipo de operação possivelmente atenderá suas necessidades minimizando as chances de paralização da produção devido ao tempo de espera do aliviador.

Considerando inicialmente um cliente ou um conjunto de clientes que possuam 10 FPSOs operando continuamente, demandando em média um aliviador a cada 10 dias como foi estimado, tem-se que 10 aliviadores carregados chegarão até a região onde ocorre a transferência STS para realização da operação. Partindo da premissa que este evento é de natureza aleatória, pode-se estimar a partir desses dados que um aliviador chegará no sistema a cada 24 horas obedecendo uma distribuição do tipo exponencial (distribuição mais comumente utilizada para eventos deste tipo).

Este valor será o ponto de partida para a comparação entre o tempo de espera dos aliviadores em cada um dos modelos. A sua variação (aumentando ou diminuindo a frequência da chegada de aliviadores) será capaz de mostrar até quando o cliente optará pela utilização do modelo de operação 2, até que a utilização do modelo de operação 1 seja justificada, ou vice e versa.

Foi assumido neste projeto que um único aliviador irá transferir sua carga para um único petroleiro. Portanto não estão contempladas nos modelos situações onde 2 navios petroleiros são demandados para apenas um aliviador ou vice-versa, como ocorre com um FSU, por exemplo.

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