crescimento de 5% para o
ano que vem. Reportagem
de Cristián Peters.
Peru vai contribuir com bom resultado no faturamento de 2017 e 2018”, diz ele.
A receita consolidada, de contratos e vendas tanto da construtora como da divisão imobiliária e as empresas relacionadas, vão entrar neste ano na faixa entre US$ 230 milhões – US$ 250 milhões, o que signifi ca um crescimento de mais de 33% em relação a contratos consolidados de 2015, quando a empresa obteve US$ 172 milhões.
O QUE ESPERAM PARA 2017?
Para o ano que vem, estamos projetando um crescimento moderado, próximo de 5%. Achamos que será um ano mais complexo em termos de faturamento do que foi 2016.
QUAL A IMPORTÂNCIA DOS DIFERENTES SETORES EM QUE PARTICIPAM?
Tentamos de maneira permanente manter controlada a exposição da nossa carteira frente a clientes ou a setores da indústria, e por isso poderíamos dizer que mantemos um equilíbrio entre os diferentes setores. Além disso, tentamos manter diversifi cado o risco dos empreendimentos imobiliários, mantendo presença no setor habitacional, escritórios, comércio e centros de distribuição. Claro, hoje no Chile há setores
F
undada em 1983, a construtora chilena Inarco tem hoje em seu portfólio mais de 4,2 milhões de metros quadrados de área construída, nas áreas de imobiliária, comercial, edifi cação, centros de distribuição, industrial e agroindústria. Em sua estratégia de crescimento, destaca- se a opção pela internacionalização, que começou em 2008 com a criação da Inarco Peru e prosseguiu com a recente entrada no Paraguai. Depois, com o objetivo de atender melhor o mercado de seu país, a empresa abriu a fi lial Inarco Sur em 2012, que opera na cidade de Concepción e se dedica ao sul do Chile.Para ela, como para todo o setor de construção chileno, o ano de 2015 foi difícil. Porém, em 2016 ela colheu frutos de uma gestão bem feita e da assinatura de vários contratos por projetos nos quais estava trabalhando desde antes, e isso melhorou seu resultado do ano, contornando as difi culdades do mercado local. Segundo Fernando García-Huidobro, gerente geral corporativo da construtora, “no fi nal de 2015, conseguimos fechar contratos de
construção que vínhamos trabalhando havia tempos, e que nos permitiram aumentar o faturamento entre 2015 e 2016, sobretudo nos projetos imobiliários e de hotelaria. Sem dúvida, é uma mostra de confi ança dos nossos clientes no Chile”.
García-Huidobro destaca também os resultados econômicos de sua fi lial no Peru. “A fi lial nos ajudou no crescimento consolidado de 2016. Acreditamos que o
Crescimento
Fernando García-Huidobro, gerente geral corporativo da Construtora Inarco.
Sede em Valdívia da escola Inacap, que tem três edifícios de concreto armado que totalizam área de 15,5 mil m².
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CONSTRUTORA
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que estão particularmente afetados, como a mineração e os projetos educacionais, e por isso tivemos que fazer remanejamentos, fortalecendo a área de edifi cação comercial.
QUAIS SÃO OS MAIORES PROJETOS DO ANO QUE VEM?
Para a Construtora Inarco todos os projetos são importantes e relevantes, e representam um desafi o de realizar as expectativas dos clientes. Mas podemos nomear alguns, que começamos este ano e vamos terminar no ano que vem: Hotel Talbot de Apoquindo; Centro Comercial Open Plaza Kennedy, que estamos fazendo em associação com a Ingevec; projeto residencial Andes La Dehesa; edifício de escritórios Andes de Córdova; Poder Judicial em Viña del Mar e uma residência idosos em Las Condes, entre outras obras.
QUE IMPORTÂNCIA TEVE A INTERNACIONALIZAÇÃO?
Nossa aposta no Peru já tem mais de oito anos, e recentemente entramos no Paraguai. Ambas refl etem nossa estratégia de diversifi cação regional, sem descartar outros mercados.
Do ponto de vista da construtora, o Peru já
representa cerca de 15% das nossas vendas, e queremos aumentar esse porcentual a pelo menos 20% no ano que vem.
Em matéria de empreendimentos imobiliários, hoje dispomos de uma carteira da ordem de US$ 360 milhões, dos quais 19% estão no Peru, e um pouco mais de 1% no Paraguai. Para o ano que vem, esperamos aumentar nossa carteira a pelo menos US$ 430 milhões, sendo que os investimentos no Peru representarão cerca de 26% e no Paraguai cerca de 2,4%.
Pretendemos também entrar em alguns projetos pontuais na área de energia solar, através da nossa empresa Andes Solar.
BUSCAM NOVOS MERCADOS?
Sempre estivemos observando os mercados e oportunidades na América Latina.
Para decidirmos investir em um país, analisamos muitas variáveis, como a estabilidade política, regras claras no longo prazo, as oportunidades, e que a nossa empresa possa contribuir com conhecimento e crescimento.
COMO AVALIA ESPECIFICAMENTE O PERU?
O Peru tem sido uma experiência enriquecedora desde o início em 2008.
Começamos construindo no mercado de varejo e indústrias, acompanhando nossos
clientes chilenos, e hoje já estamos com presença em áreas para além das originais, como edifícios educacionais e centros de distribuição, para mencionar alguns. E temos ainda o desenvolvimento de nossos próprios projetos imobiliários, no âmbito residencial, de escritórios, comércio e centros de distribuição.
Vemos potencial em outras áreas que logo começaremos a explorar, começando com o setor agrícola e agroindustrial. Temos construído em várias cidades e diversifi cado nossas áreas de atuação.
Devemos ser gratos a este país, que nos acolheu e de quem também aprendemos; vemos o Peru com boas expectativas.
QUE DIFERENÇAS TEM A CONSTRUÇÃO NO PERU EM RELAÇÃO AO CHILE?
Os dois países são altamente competitivos, o que obriga nossas empresas a gerar efi ciências permanentemente e melhorar o nível de serviço.
Obviamente, enquanto o Chile paralisou nestes últimos anos pelos motivos que todos conhecemos, sendo o mais relevante a crise de confi ança, o Peru vai no sentido contrário, liderando o crescimento na região, e com muito espaço para crescer e se desenvolver. No Peru, existe um grande défi cit em matéria de infraestrutura que eles já começaram a enfrentar, assim como um grande défi cit habitacional, pelo que esperamos que logo saiam novos programas para tentar resolvê- los, já que a atividade se ralentou nestes últimos anos. Os espaços existem, há que se buscar as oportunidades. Estamos nessa. ■
o moderado
Arte do novo megaprojeto comercial Mall Open Plaza Kennedy, um complexo de cinco andares (cerca de 31,9 mil m2) que também
exigirá o reforço estrutural de três subterrâneos já existentes (16,2 mil m2 aproximadamente).
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