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7. AMBULATÓRIO

7.1. MEDICAMENTOS SUJEITOS A CONTROLO ESPECIAL/CIRCUITOS ESPECIAIS

7.1.2. Circuito de estupefacientes e psicotrópicos

Os EP são substâncias extremamente importantes para a medicina e as suas propriedades, desde que usadas de forma correta, podem trazer benefícios terapêuticos a um número alargado de situações de doença [13].

Todos os movimentos de medicamentos EP entre os SF e os serviços clínicos têm de ser efetuados num livro de registo/requisições (Anexo D) [14]. As folhas do livro de requisição são autocopiativas, constituídas por original e duplicado.

A cedência de medicamentos EP é exclusivamente efetuada mediante a apresentação do livro de registo/requisições que tem que estar devidamente preenchido pelos enfermeiros, e assinada pelo diretor do serviço ou legal substituto, para o qual o medicamento se destina [6].

Existe um stock de medicamentos EP nos serviços clínicos, este stock é acordado/definido entre os SF e os respetivos serviços clínicos consoante a necessidade destes, encontrando-se devidamente armazenados em cofres de fechadura dupla.

Cada requisição apenas pode conter uma substância ativa, no qual o enfermeiro deve preencher a identificação do doente e respetivo nº do processo clínico, dosagem do medicamento administrado, data de administração e assinatura de quem administrou [6].

Aquando da reposição de medicamentos EP, o farmacêutico valida os registos efetuados no livro de registo/requisições, e em caso de dúvida ou qualquer não conformidade contacta o pessoal de enfermagem. Após validação, a requisição é assinada em local próprio por quem cede e recebe os medicamentos EP, o original fica nos SF, e o duplicado acompanha os EP para o serviço [6].

O farmacêutico dá saída informaticamente dos medicamentos EP, registando os respetivos lotes cedidos, permitindo saber quais os lotes existentes nos diferentes serviços em qualquer momento.

Guarda, Julho de 2014 Página 51 No dia seguinte à dispensa todas as prescrições são conferidas por um farmacêutico, sendo posteriormente entregues à AT para que proceda aos registos necessários e recolha a assinatura da diretora dos SF [6].

A AT dos SF envia ao INFARMED, trimestralmente, uma relação dos EP em tratamento médico e todos os movimentos dos medicamentos EP devidamente aprovado pela autoridade competente, em suporte informático [6].

Os SF possuem dois armazéns onde se encontram armazenados EP (armazém 10 e 20). Em cada um destes os EP encontram-se devidamente armazenados em armários metálicos especificamente destinados para o efeito (com fechadura dupla).

Semanalmente, é efetuada a conferência dos stocks dos medicamentos EP existentes nestes dois armazéns. Sempre que é detetada uma não conformidade é feita uma nova contagem do medicamento em causa, tendo em vista o despiste de um erro de contagem. No caso da não conformidade persistir, procede-se a uma análise detalhada para o medicamento em causa, de todos os fornecimentos efetuados e respetivos registos de fornecimento, tendo em vista a deteção da causa e posterior correção [6].

No final da conferência é elaborado um mapa de controlo, que é devidamente assinado pelos responsáveis da conferência (farmacêutico e AT), sendo posteriormente arquivado [6].

Mensalmente, os farmacêuticos afetos à área do ambulatório, deslocam-se aos serviços para proceder às contagens dos medicamentos EP, verificando as validades, e procedendo a correções que achem necessárias nomeadamente trocar os medicamentos EP com validade curta por outros com validade mais longa. Sendo que depois aqueles que têm uma validade mas reduzida são reencaminhados para os serviços clínicos cujo consumo dos medicamentos em questão seja maior, evitando assim desperdícios. O registo de contagem e validade é efetuado em modelo próprio (controlo de stocks de EP nos serviços clínicos) [6].

Guarda, Julho de 2014 Página 52

CONCLUSÃO

O período de estágio realizado nos SF do CHCB, revelou-se um desafio muito enriquecedor e gratificante para mim, uma vez que tive oportunidade de contactar com um serviço que prima pela qualidade, rigor e eficiência.

Como última etapa do meu percurso académico não poderia estar mais feliz da opção que tomei ao escolher os SF do CHCB para realizar o meu estágio. Tive a oportunidade de trabalhar com uma excelente equipa de profissionais muito competentes e dinâmicos, que sempre se mostraram recetivos no esclarecimento das minhas dúvidas e na própria transmissão de conhecimentos. Foi um tempo de aprendizagem, de consolidação de conhecimentos, e de vivenciar novas experiências.

Tive oportunidade de participar nas várias atividades desenvolvidas nos SF. Iniciei no setor da dose unitária, passei pela farmacotecnia, ambulatório e armazém central (onde participei nos processos de receção e conferência de encomendas, armazenamento, distribuição tradicional, reposição de stocks nivelados, e reposição do Pyxix®).

Fiquei especialmente satisfeita por ter passado pelo setor do ambulatório e farmacotecnia, uma vez que ainda não tinha tido oportunidade de lidar de forma tão direta com estes setores. Ainda que não sejam, no caso particular do ambulatório um setor cujas atividades sejam da exclusiva responsabilidade dos TF, é sempre importante contactar com todas as atividades relativas ao circuito medicamento e perceber a seu funcionamento e importância no contexto hospitalar.

Penso que consegui atingir com sucesso os objetivos que me foram propostos ao longo da realização do estágio, mostrando-me sempre disponível na execução de todas as tarefas propostas. Sempre me mostrei bastante motivada na execução de todas as tarefas e na apreensão de novos conhecimentos, e acho importante o facto de sempre me ter mostrado uma pessoa com iniciativa própria e dinâmica.

Concluo que, a minha experiência enquanto estagiária nos SF do CHCB não poderia ter sido mais compensadora, uma vez que me permitiu adquirir novas competências, ganhar experiência e aperfeiçoar os meus conhecimentos. Termino esta etapa com a noção do que é trabalhar em equipa, trabalhar com segurança, qualidade e eficiência

Guarda, Julho de 2014 Página 53

BIBLIOGRAFIA

1. ESCOLA SUPERIOR DE SAÚDE DO INSTITUTO POLITÉCNICO DA GUARDA – Regulamento Especifico Estágio Profissional II. Guarda, 2013/2014

2. Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E. Política da Qualidade. Acedido em 23 de Março de 2014, em Centro Hospitalar Cova da Beira, E.P.E: http://www.chcbeira.pt

3. ISO 9001:2008 – Norma Portuguesa, Sistemas de Gestão da Qualidade. Novembro 2008.

4. Manual da Farmácia Hospitalar, Conselho Executivo da Farmácia Hospitalar, Ministério da Saúde, Março 2005.

5. Infopédia (2014). Aprovisionamento. Acedido a 24 de Abril de 2014, em Infopédia: www.infopedia.pt

6. Procedimentos internos e procedimentos operativos. Serviços Farmacêuticos do CHCB, E.P.E.

7. Wikipédia (2013). Personal digital assistant. Acedido a 26 de Abril de 2014, em Wikipédia: http://pt.wikipedia.org

8. INFARMED, (15 de Março de 2014). Nutrição Parentérica. Acedido em 15 de Março de 2014, em INFARMED: https://www.infarmed.pt

9. Fresenius Kabi. Nutrição Parentérica. Acedido em 15 de Março de 2014, em Fresenius Kabi: www.fresenius-kabi.pt

10. Manual de Preparação de Citotóxicos. Conselho do Colégio de Especialidade de Farmácia Hospitalar. Ordem dos Farmacêuticos. Novembro de 2013.

Guarda, Julho de 2014 Página 54 12. Despacho conjunto n.º 1051/2000, de 14 de Setembro - (DR, 2.ª Série, n.º 251, de 30

de Outubro de 2000)

13. INFARMED, (2010). Psicotrópicos e Estupefacientes. Acedido em 07 de Abril de 2014, em INFARMED: http://www.infarmed.pt

14. Portaria n.º 981/98, de 8 de Junho - (DR, 2.ª Série, n.º 216, de 18 de Setembro de 1998)

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Guarda, Julho de 2014 Página 56 ANEXO A- Lista de medicamentos legislados para dispensa em ambulatório

Patologia Especial Comparticipação Legislação

ARTRITE REUMATÓIDE, ESPONDILITE ANQUILOSANTE, ARTRITE PSORIÁTICA, ARTRITE IDIOPÁTICA JUVENIL POLIARTICULAR E PSORÍASE EM PLACAS 100%

Despacho nº 18419/2010, de 2/12, alterado pelo Despacho nº 1845/2011, de 12/01, Declaração de Retificação nº 286/2011, de 31/01 e Despacho nº 17503-A/2011, de 29/12 DOENTES INSUFICIENTES CRÓNICOS E TRANSPLANTADOS RENAIS 100%

Despacho nº 3/91, de 08/02, alterado pelo Despacho nº 11619/2003, de 22/05

DOENTES INSUFICIENTES RENAIS CRÓNICOS

100%

Despacho nº 10/96, de 16/05; Despacho nº 9825/98, 13/05, alterado pelo Despacho nº 6370/2002, de 07/03, Despacho nº 5821/2011, de 25/03

INDIVÍDUOS AFECTADOS PELO VIH

100%

Desp. 14/91, de 3/7; Desp. 8/93, de 26/2; Desp. 6/94, de 6/6; Desp. 1/96, de 4/1; Desp. 280/96, de 6/9, alterado pelo Desp. 6 778/97, de 7/8 e Despacho nº 5772/2005, de 27/12/2004

ESCLEROSE LATERAL

AMIOTRÓFICA (ELA) 100%

Despacho nº 8599/2009, de 19/03

DOENTES COM HEPATITE C 100% Portaria nº 194/2012, de 18/04;

ESCLEROSE MÚLTIPLA

(EM) 100%

Despacho nº 11728/2004, de 17/05; alterado pelo Despacho nº 5775/2005, de 18/02, Retificação nº653/2005, de 08/04

DOENÇA DE CROHN ACTIVA GRAVE OU COM FORMAÇÂO DE FÍSTULAS

100%

Desp. nº 4466/2005, de 10/02, alterado pelo Despacho nº 0994/2008, de 21/11.

DOENTES

ACROMEGÁLICOS 100%

Desp. nº 3837/2005, (2ª série) de 27/01; Retificação nº 652/2005, de 06/04

Guarda, Julho de 2014 Página 57 ANEXO B- Requisição/Distribuição/Administração de Medicamentos Hemoderivados- VIA FARMÁCIA

Guarda, Julho de 2014 Página 58 ANEXO C- Requisição/Distribuição/Administração de Medicamentos Hemoderivados- VIA SERVIÇO

Guarda, Julho de 2014 Página 59 ANEXO D- Requisição de Estupefacientes e Psicotrópicos