8.842.854 10.632.413 Moeda nacional:
19.5 Cláusulas restritivas
Os contratos de financiamentos de longo prazo estão sujeitos a cláusulas restritivas, em linha com as práticas usuais de mercado, que estabelecem controle sobre o grau de alavancagem obtido da relação endividamento líquido/EBITDA (Earnings Before Interest, Taxes, Depreciation and Amortization), bem como limites para a cobertura do serviço da dívida obtido da relação EBITDA/despesa financeira líquida. Incluem também restrições normais sobre criação de novos gravames sobre bens do ativo, mudanças significativas no controle acionário da Companhia, venda de bens do ativo e pagamento de dividendos excedentes ao mínimo obrigatório por lei, em casos de inadimplência nos financiamentos e nas transações com empresas controladas.
Em 30 de junho de 2016, a controladora e as controladas estavam totalmente adimplentes com as cláusulas restritivas.
20 CONTAS A PAGAR
30.06.2016 31.12.2015 30.06.2016 31.12.2015
Obrigações relacionadas com folha de pagamento (i) 374.847 249.853 488.504 379.630
Demais contas a pagar (ii) 90.921 126.739 315.488 369.553
Obrigações contratuais (iii) 41.198 48.728 166.492 278.591
Comissões a pagar 82.811 85.641 82.811 85.641
Programa de participação dos empregados nos lucros 60.393 45.429 77.257 69.359 Incentivo de longo prazo (iv) 29.850 33.929 33.798 38.249
Comando da aeronáutica 11.065 10.241 11.065 10.241
Materiais faltantes (v) 2.939 16.389 2.939 16.389
Seguros 1.557 29.743 1.610 31.483
Opções de não controladores (vi) - - - 8.677
Caução - - 2.773 3.374 695.581 646.692 1.182.737 1.291.187 Circulante 674.283 612.763 1.139.319 1.136.729 Não circulante 21.298 33.929 43.418 154.458 Controladora Consolidado
(i) Referem-se basicamente a obrigações de férias e seus respectivos encargos registrados nas demonstrações financeiras.
(ii) Representam, basicamente, provisão de despesas incorridas na data do balanço patrimonial, cujos pagamentos ocorrem no mês subsequente.
(iii) Representam substancialmente valores registrados para fazer face aos custos de manutenção de aeronaves alugadas por meio de arrendamento operacional e a compromissos assumidos contratualmente na venda de aeronaves novas ou encerramento de garantias financeiras de valor residual.
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(iv) Refere-se ao Incentivo de Longo Prazo (ILP) concedido a empregados da Companhia na forma de ações virtuais, conforme descrito na Nota 29 – Remuneração baseada em ações.
(v) Referem-se aos acessórios ou componentes a serem instalados em aeronaves entregues, consoante termos contratuais.
(vi) Referia-se a opções de não controladores da Bradar Indústria S.A. cujas ações remanescentes foram adquiridas neste ano.
21 ADIANTAMENTOS DE CLIENTES 30.06.2016 31.12.2015 30.06.2016 31.12.2015 Em dólar 1.802.332 2.339.852 2.117.796 2.749.721 Em real 799.593 636.743 951.138 795.385 2.601.925 2.976.595 3.068.934 3.545.106 Circulante 2.033.394 2.335.975 2.500.402 2.904.486 Não circulante 568.531 640.620 568.532 640.620 Controladora Consolidado
Em 30 de junho de 2016 o saldo de adiantamento de clientes relacionados aos contratos de construção que utilizam o método POC da Controladora era de R$ 762.906 e Consolidado R$ 1.387.392 (31 de dezembro de 2015 da Controladora era de R$754.563 e Consolidado de R$ 1.410.299).
22 IMPOSTOS E ENCARGOS SOCIAIS A RECOLHER
30.06.2016 31.12.2015 30.06.2016 31.12.2015
INSS (i) 342.316 354.697 351.749 362.567
IRRF 29.236 49.922 35.517 58.257
PIS e COFINS (ii) 11.755 21.725 16.598 28.345
FGTS 12.520 18.869 13.467 20.177 IPI 6.537 4.953 6.537 4.953 Parcelamentos de tributos - 81.324 4.078 85.637 Outros 4.402 4.311 40.190 30.992 406.766 535.801 468.136 590.928 Circulante 77.333 225.146 134.968 276.300 Não circulante 329.433 310.655 333.168 314.628 Controladora Consolidado
A Companhia está questionando judicialmente a constitucionalidade da instituição, da base de cálculo e sua expansão, bem como das majorações de alíquotas de alguns impostos, encargos e contribuições sociais, no intuito de assegurar o não recolhimento ou a recuperação de pagamentos efetuados em exercícios anteriores. A Companhia, por meio de processos judiciais, obteve liminares e medidas congêneres para não recolher ou compensar pagamentos de impostos, encargos e contribuições sociais. Os valores de tributos não recolhidos, com base em decisões judiciais preliminares, são provisionados e atualizados com base na variação da SELIC até que se obtenha uma decisão final e definitiva. Ainda, como meio de liberar-se da obrigação e continuar com a discussão a companhia possui em algumas matérias deposito judicial.
(i) Corresponde substancialmente:
• Majoração da alíquota do seguro de acidente do trabalho (SAT). A Companhia questiona a legalidade e ausência de critérios técnicos para fixação das alíquotas das referidas contribuições desde 1995. O montante envolvido nesse processo é de R$ 169.745 em 30 de junho de 2016 (R$ 166.307 em 31 de dezembro de 2015).
• A Companhia também ajuizou ação, buscando o afastamento das normas que regulamentaram
o Fator Acidentário de Prevenção (FAP). Foi concedida tutela antecipada acerca da questão,
suspendendo a exigibilidade do crédito tributário. Em setembro de 2012, a tutela foi revogada e Companhia realizou depósito judicial no valor de R$ 35.189, relativamente aos anos de 2010 e
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2011. Referente aos anos de 2012 e 2013, os valores envolvidos permanecem suspensos por força de interposição de recurso administrativo que discute índices de composição do FAP. O valor envolvido em 30 de junho de 2016 é de R$ 120.498 que permanece provisionado (R$ 106.785 em 31 de dezembro de 2015)
• Adicionalmente, desde fevereiro de 2009, a Companhia ingressou com ações judiciais para questionar a incidência de contribuições sociais sobre o aviso prévio indenizado, entre outras verbas de caráter indenizatório. Em outubro de 2015, a Companhia obteve êxito parcial na discussão relativa a cota patronal do INSS sobre as verbas do aviso prévio indenizado, e desta maneira efetuou baixa da provisão no montante relativo a R$ 8.178. Atualmente, o montante remanescente envolvido na discussão, relativamente ao aviso prévio estabelecido em acordo coletivo, é de R$ 28.571 em 30 de junho de 2016 (R$ 27.101 em 31 de dezembro de 2015) na Controladora, R$ 28.736 em 30 de junho de 2016 (R$ 27.260 em 31 de dezembro de 2015) no Consolidado.
(ii) Referem-se:
• Contribuições ao Programa de Integração Social (PIS)/Programa de Formação ao Patrimônio do Servidor Público (PASEP). A discussão, envolvendo a base de cálculo do sistema não cumulativo, foi incluída nos termos da Lei 11.941/2009, com a consequente desistência da ação onde a Companhia prossegue discutindo critérios de aplicação dos benefícios do parcelamento no âmbito da discussão judicial.
• A outra ação discute a inclusão da variação cambial na base de cálculo do PIS/PASEP, em que se aguarda julgamento de recurso de apelação. O montante envolvido no processo é de R$ 10.619 em 30 de junho de 2016 (R$ 10.462 em 31 de dezembro de 2015).
Com relação às questões em discussão judicial acima mencionadas, as provisões remanescentes serão mantidas até que haja um desfecho final e não seja cabível mais nenhum recurso.
23 IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
Face à base tributária dos ativos e passivos da Controladora ser mantida em Real por seu valor histórico, e a base contábil em Dólar (moeda funcional), as flutuações na taxa de câmbio impactaram a base tributária e as consequentes despesas/receitas de imposto de renda diferido foram registradas no resultado.
A Companhia, fundamentada na expectativa provável de geração de lucros tributáveis, registrou em suas demonstrações financeiras o ativo fiscal diferido representado pelos prejuízos fiscais e base negativa de contribuição social.
Os créditos decorrentes de diferenças temporárias relativas às provisões não dedutíveis, representados principalmente por provisões de contingências trabalhistas, provisões e tributos em discussão judicial, serão realizados à medida que os processos correspondentes forem concluídos.