X X Extinção, no Estado do Paraná, dos cargos de Orientador
3. METODOLOGIA DA PESQUISA
3.1. CLASSIFICAÇÃO DA PESQUISA
De acordo com Vergara (2014), existem diversas taxionomias de tipos de pesquisa e a autora propõe dois critérios básicos: quanto aos fins e quanto aos meios.
Para a classificação deste estudo quanto aos fins, a presente pesquisa apresenta as seguintes características:
Pesquisa descritiva: uma vez que visou descrever as características e percepções dos pedagogos quanto ao seu papel e sua auto-imagem e retratar como esse profissional é percebido por gestores, professores e coordenadores de curso nos campi do CEFET/RJ, podendo estabelecer relações entre variáveis.
Pesquisa explicativa: pois teve o objetivo de tornar o papel do pedagogo cognoscível e explicar quais fatores contribuíram para a ocorrência de um determinado fenômeno. Este estudo, pretendeu explicar como se articulam as ações do pedagogo e dos docentes no contexto educativo com vistas à melhoria do processo ensino-aprendizagem e como a identidade profissional do pedagogo pode intervir em suas contribuições no sistema CEFET/RJ. Segundo Turrioni e Mello (2012:81) “a pesquisa explicativa aprofunda o conhecimento da realidade porque explica a razão, o “porquê” das coisas.”
Ainda segundo Turrioni e Mello (2012), quanto à sua natureza da pesquisa pode ser classificada em pesquisa básica ou aplicada.
Nesse sentido, quanto à sua natureza esta pesquisa classifica-se como aplicada devido ao seu interesse prático em que os resultados sejam compartilhados e aplicados na minimização dos problemas encontrados na realidade, com o propósito de atingir os objetivos destacados na pesquisa (TURRIONI e MELLO, 2012).
Quanto aos meios, a pesquisa utilizou-se de:
Pesquisa Bibliográfica e Documental: uma vez que está suportada por um estudo bibliométrico de obras científicas relacionadas ao tema e aos objetivos da pesquisa, tais como: artigos de periódicos científicos (nacionais e internacionais), livros, trabalhos apresentados em congressos, simpósios e encontros, teses e dissertações defendidas em programas de pós-graduação de diversas universidades brasileiras. O estudo sistematizado também contempla documentos nacionais e internacionais tais como: leis, resoluções, decretos, pareceres, entre outros, além de documentos internos ao CEFET-RJ.
Estudo de caso: porque consistiu em uma pesquisa que realizada com servidores do CEFET/RJ, nos campi Maracanã (sede), Maria da Graça, Nova Iguaçu, Nova Friburgo, Itaguaí, Petrópolis, Angra dos Reis e Valença, abarcouestudo profundo admitindo o seu amplo e detalhado conhecimento (VERGARA, 2012; TURRIONI e MELLO, 2012).
Segundo Yin (2015), o estudo de caso pode ser considerado como uma importante estratégia metodológica para a pesquisa em ciências humanas, pois permite ao investigador um aprofundamento em relação ao fenômeno estudado, revelando nuances difíceis de serem percebidas por outros meios. O estudo de caso também favorece uma visão holística sobre os acontecimentos da vida real, tendo como destaque seu caráter de investigação empírica de fenômenos contemporâneos (YIN, 2015). O estudo de caso analisa de forma intensiva situações particulares, possibilitando generalizações empíricas quanto à obtenção de dados. Para realizar esse estudo, foram utilizados questionários e entrevista como instrumentos de coleta de informações.
Gray (2012) esclarece que a metodologia de pesquisa adotada pelo pesquisador é determinada por vários fatores e influenciada pela inclinação da pesquisa a uma perspectiva positivista, interpretativista ou outra. A atitude do pesquisador diante das formas com que entende que a teoria deve ser aplicada, se a pesquisa deve começar com um modelo ou perspectiva teórica (abordagem dedutiva) ou se os modelos deveriam surgir dos próprios dados (abordagem indutiva), também influenciam a metodologia (GRAY, 2012:29).
Ainda conforme Gray (2012:19), por meio do processo indutivo planeja-se a coleta de dados e, em seguida, analisa-se esses dados para verificar se há qualquer padrão que indique relações entre as variáveis. A partir dessa análise, generalizações, relações e até teorias podem ser construídas.
Nesse sentido, quanto à abordagem, a pesquisa partiu de um processo indutivo, em que generalizações e relações puderam ser construídas a partir de observações empíricas com destaque na interação entre os dados e sua análise. Conforme destacam Turrioni e Mello (2012), as descrições e explicações são realizadas com ênfase no processo e no contexto em que se encontram as informações.
Gray (2012:135) também esclarece que a pesquisa qualitativa é uma abordagem naturalista que visa compreender os fenômenos em seus próprios contextos. O papel do pesquisador é alcançar um panorama profundo e “holístico” da situação. Segundo o autor, obter dados sobre a percepção dos atores envolvidos significa prestar atenção, desprender-se dos preconceitos e criar empatia para com os estudados.
No mesmo sentido, Flink (2013:23) aborda que os pesquisadores qualitativos escolhem os participantes propositalmente e integram pequenos números de casos segundo sua relevância. De acordo com o autor, a pesquisa qualitativa lida com as questões utilizando uma das três abordagens a seguir:
a) Visa à captação do significado subjetivo das questões a partir do ponto de vista dos participantes;
b) Frequentemente os significados latentes de uma questão estão em foco; c) Em muitos casos, as práticas sociais, os modos de vida e o ambiente em que
vivem os participantes são descritos.
Ainda segundo Flink (2013:23-24), “[...] o objetivo é menos testar o que é conhecido (p. ex. uma teoria ou hipótese já existente) do que descobrir novos aspectos na situação que está sendo estudada e desenvolver teoria ou hipóteses a partir dessas descobertas.” Por isso a pesquisa qualitativa não é padronizada e sim desenhada para ser o mais aberta possível.
Dessa forma, a presente pesquisa pode ser classificada como qualitativa tendo em vista que não utilizou instrumentos padronizados nem métodos e técnicas estatísticas. Está baseada na obtenção de dados descritivos, interpretação dos fenômenos em seus próprios contextos e atribuição de significados a partir do ponto de vista dos participantes.
A Figura 08 ilustra a classificação da pesquisa quanto à natureza, aos meios, aos fins e a abordagem.
Figura 08 - Classificação da pesquisa Fonte: adaptado de Turrioni e Mello (2012)