• Nenhum resultado encontrado

3 PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIOS

3.4 PROJETO PREVENTIVO CONTRA INCÊNDIO

3.4.1 Classificação das edificações

Para a produção do PPCI, é indispensável a classificação da edificação, de acordo com a ocupação, altura, área construída e risco de incêndio.

3.4.1.1 Classificação quanto a ocupação

Para a determinação dos sistemas e medidas de segurança, a IN 01 do CBMSC de 2015 classifica os imóveis em uma das seguintes ocupações:

I. Residencial privativa multifamiliar;

II. Residencial coletiva (pensionatos, asilos, conventos, internatos e congêneres); III. Residencial transitória (hotéis, apart-hotéis, albergues, motéis e congêneres); IV. Comercial (mercantil, comercial em geral, lojas, mercados, escritórios, galerias

comerciais, supermercados e congêneres);

V. Shopping center;

VI. Industrial;

VII. Mista (imóvel com duas ou mais ocupações diferentes);

VIII. Pública (quartéis, secretarias, tribunais, delegacias, consulados e outros); IX. Escolar geral (escolas de ensino fundamental, médio ou superior, creches,

jardins de infância, maternal, curso supletivo, curso pré-vestibular e congêneres);

X. Escolar diferenciada (escolas de artes, artesanatos, profissionalizantes, academias de ginásticas, escolas de idiomas, escolas de músicas e outros); XI. Hospitalar com internação ou com restrição de mobilidade (hospital, laboratório,

unidades de pronto atendimento, clínica médica e congêneres quando houver internação ou ocorrer (mesmo que por breve período) a restrição de mobilidade do paciente);

XII. Hospitalar sem internação e sem restrição de mobilidade (hospital, laboratório, unidades de pronto atendimento, clínica médica e congêneres quando não houver internação ou não ocorrer a restrição de mobilidade do paciente);

XIII. Garagens (edifício garagem, garagens em geral, hangares, marinas e congêneres);

XIV. Reunião de público com concentração (auditórios ou salas de reunião com mais de 100m², boates, clubes noturnos em geral, salões de baile, restaurantes dançantes, bares dançantes, clubes sociais, circos, teatros, cinemas, óperas, templos religiosos sem assentos (cadeira, banco ou poltrona), estádios, ginásios e piscinas cobertas com arquibancadas, arenas em geral);

XV. Reunião de público sem concentração (auditórios ou salas de reunião com até 100m², restaurantes, lanchonetes, bares, cafés, refeitórios, cantinas, templos religiosos com assentos (cadeiras, bancos ou poltrona), museus, cartórios,

piscinas cobertas sem arquibancadas, galerias de arte, bibliotecas, rodoviárias, parques de diversões, aeroportos, aeroclubes);

XVI. Postos para reabastecimentos de combustíveis (líquidos inflamáveis e GNV); XVII. Postos de revenda de GLP (PRGLP);

XVIII. Depósitos (galpões, centros de distribuição, centro atacadista);

XIX. Locais com restrição de liberdade (penitenciarias, presídios, centro de internação de menor infrator, manicômio, congêneres);

XX. Matas nativas e reflorestamentos; XXI. Parques aquáticos;

XXII. Atividades agropastoris, silos e olarias;

XXIII. Túneis, galerias e minas; 29/72 IN 001/DAT/CBMSC – Da Atividade Técnica XXIV. Riscos diferenciados:

a. Estação de rádio ou TV;

b. Centro de computação;

c. Subestação elétrica;

d. Hidroelétrica, termoelétrica ou usina eólica; e. Centrais telefônicas ou de telecomunicações;

f. Estações de serviço (torre de transmissão de rádio, TV ou telefonia);

g. Portos;

XXV. Edificações especiais:

a. Oficinas de consertos de veículos automotores; b. Depósito de combustíveis e/ou inflamáveis;

c. Depósito de explosivos e munições;

d. Caldeiras e vasos de pressão.

3.4.1.2 Classificação quanto a altura

O Corpo de Bombeiros considera a operacionalidade de suas atividades em edificações altas, exigindo complementos às edificações de acordo com a sua altura. Diversas alturas podem ser consideradas para o dimensionamento de alguns sistemas, a altura descendente, ascendente e real, por exemplo, são fatores importantes para a realização do PPCI e serão conceituadas a seguir:

• Altura descendente: É definida como a diferença de nível entre o piso do último pavimento habitável e o nível do piso do pavimento de descarga que dá acesso ao passeio público.

• Altura ascendente: É definida como a diferença de nível entre o piso mais baixo da edificação, no caso o último subsolo, quando houver mais que um, e o nível do pavimento de descarga que dá acesso ao passeio público.

• Altura real ou total: É definida como o desnível entre a saída para a via pública do nível de descarga mais baixo e o nível mais alto de qualquer edificação. Ela é utilizada no dimensionamento do Sistema de Proteção de Descargas Atmosféricas. 3.4.1.3 Classificação quanto a área construída

Conforme Aquino (2015), embora não se tenha nenhuma justificativa técnica, todos os Corpos de Bombeiros utilizam a área construída para determinação dos diversos dispositivos de proteção contra incêndio. A área a ser computada para a determinação das medidas de segurança é a área total construída, que é dividida em dois grandes grupos pela IN-01 do CBMSC de 2015:

• Edificações com área igual ou inferior a 750m²; e • Edificações com área superior a 750m².

3.4.1.4 Classificação quanto ao risco de incêndio (carga de incêndio)

Carga de incêndio na edificação é a soma das energias caloríficas possíveis de serem liberadas pela combustão completa de todos os materiais combustíveis contidos em um ambiente, pavimento ou edificação, inclusive os revestimentos das paredes, divisórias, pisos e tetos. Para quantificar a carga de incêndio, a IN 03 do CBMSC de 2014 utiliza o conceito de carga de incêndio ideal, caracterizada pela massa de madeira equivalente à soma de todo material combustível do espaço considerado, expresso em quilograma de madeira por metro quadrado (kgmadeira/m²). Desta forma, o CBMSC classifica as edificações quanto ao risco de incêndio em:

1. Risco Leve: Carga de incêndio ideal menor que 60kg/m²; 2. Risco Médio: Carga de incêndio ideal entre 60 e 120kg/m²; 3. Risco Elevado: Carga de incêndio ideal maior que 120kg/m²

A IN 03 do CBMSC de 2014 fornece ainda uma classificação de risco de acordo com a ocupação da edificação, conforme adaptado na Tabela 1 a seguir. Se existirem dúvidas quanto a classificação de risco da edificação devido as características do imóvel ou suas atividades, deve ser calculada a carga de incêndio ideal a fim de determinar corretamente a sua classificação.

Tabela 1 – Risco de incêndio em função da ocupação da edificação

Fonte: Adaptado da IN 03, CBMSC (2014)

Quando o imóvel não tiver bem definido a sua ocupação, para efeito de exigência, será o imóvel enquadrado na classificação do maior risco de incêndio. Quando se tratar de uma ocupação mista com compartimentação e sem sobreposição de fluxo nas rotas de fuga, aplicam- se as exigências de cada risco específico.

Documentos relacionados