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Classificação das embalagens

No documento GUILHERME CANUTO DA SILVA (páginas 26-29)

Existem embalagens que são apenas para o transporte de determinados bens ou produtos (caixa de madeira), embalagens de apresentação (envoltório para barras de chocolates), embalagens de conservação para alimentos e embalagens para outros produtos perecíveis (caixas térmicas ou produtos acondicionados a vácuo). Moura (1997) classificou as embalagens de acordo com os seguintes critérios: função, finalidade, movimentação e utilidade.

2.1.1 Quanto à função

Quanto a sua função as embalagens podem ser primárias, secundárias, terciárias, quaternárias, e de quinto nível.

As primárias são aquelas que contêm o produto, na medida em que ele será produzido ou consumido.

As secundárias acondicionam a embalagem primária protegendo-a. Por exemplo: uma bandeja ou um filme plástico.

As terciárias são uma combinação entre a primária e a secundária. É o caso das caixas de madeira, papelão, plástico e outros materiais construtivos.

As quaternárias envolvem a embalagem secundária, facilitando a movimentação, o transporte e a armazenagem.

As embalagens de quinto nível são caracterizadas por transportar produtos à longa distância. Por exemplo: containeres de carga para transporte marítimo.

2.1.2 Quanto à finalidade

Quanto a sua finalidade as embalagens podem ser de consumo, expositoras, de distribuição física, de transporte, de exportação, industrial ou de movimentação e de armazenagem.

As de consumo podem ser as primárias ou secundárias, que levam o produto ao consumidor. Neste caso, as embalagens são estudadas e projetadas de forma cuidadosa, de forma a atender as expectativas do cliente final.

As expositoras são aquelas que expõem o produto, possuem a característica de chamar a atenção do consumidor seja através de cores ou de informações escritas. Também conhecidas como embalagens de auto-venda, além desta função principal também acondicionam e transportam o produto.

As de distribuição física são aquelas destinadas à proteção do produto. Estas devem suportar condições de carga, descarga, movimentação, armazenagem e transporte até seu ponto de entrega. Por exemplo: engradados de madeira, caixas de papelão, madeira ou plástico, sacos de papel ou plástico, tambores de aço, plástico ou de material hibrido.

As de transporte ou exportação destinam-se a proteção do produto em diversas condições e situações de transporte. São estudadas e projetadas para suportar condições

climáticas, fenômenos dinâmicos e aleatórios, devendo ainda facilitar na movimentação durante as operações.

As de movimentação ou industriais são aquelas que apresentam uso repetitivo e intenso. São projetadas para suportar a movimentação dentro da indústria, entre plantas da mesma empresa e em determinados casos, entre fornecedores e clientes da cadeia logística como, por exemplo: caçambas metálicas, estruturas especiais metálicas ou comumente chamadas de racks4 , paletes, e outras embalagens similares.

As de armazenagem têm como finalidade principal proteger o material ou produto de agentes nocivos externos. Os agentes podem ser: físicos como a temperatura ou a luminosidade; químicos como vapores ácidos ou ação do ar reagindo com o produto e alterando sua composição e parasitas vegetais ou animais como bolores, bactérias, insetos entre outros.

2.1.3 Quanto à movimentação

As embalagens podem ser movimentadas manualmente ou mecanicamente. As embalagens movimentadas manualmente não são desenvolvidas para serem movimentadas com empilhadeiras ou outro tipo de veículo industrial, e seu peso não deve exceder a 30 kg.

A restrição quanto ao peso pode variar de uma indústria para outra, ou de uma montadora para outra. Nesta filial de montadora, a restrição quanto ao peso de uma embalagem movimentada manualmente não deve exceder a 18 kg (ARAÚJO et al, 2005).

As embalagens movimentadas mecanicamente são aquelas em que se têm grandes números de movimentação, distâncias e alturas de armazenagem. Precisam acondicionar o material em quantidade suficiente para suprir altas demandas de produção. Por isso, geralmente ultrapassam o peso máximo permitido para movimentação manual, sendo necessário recorrer à movimentação mecânica.

2.1.4 Quanto à utilidade

Quanto a sua utilização as embalagens podem ser retornáveis ou descartáveis. As retornáveis são aquelas que retornam a sua origem, geralmente embalagens que transportam peças ou produtos dentro de uma cadeia logística, ou de uma fábrica para outra como, por

4 Racks é uma palavra do idioma inglês que neste caso pode ser entendida como uma estrutura metálica projetada exclusivamente para um determinado tipo de peça.

exemplo: cestos aramados, caixas metálicas, dispositivos especiais, plataformas metálicas, racks, e outras similares.

Também de acordo com Gurgel (2007) existem as gaiolas, que são utilizadas para transportar peças entre as áreas de processo de uma determinada organização. As gaiolas são similares aos racks, porém, diferentemente da definição de Gurgel (2007), os racks transportam as peças entre os processos, entre as fábricas ou plantas de uma organização, além de acondicionar e armazenar o produto de forma específica.

São projetadas para ter uma vida útil longa compatível com o período de produção produto. Necessitam de investimento, manutenção e geralmente são identificadas com o nome do proprietário para segregação e coleta após o consumo do produto transportado.

As não-retornáveis ou descartáveis são aquelas utilizadas em um único ciclo de distribuição. Por exemplo: caixas de papelão, sacos plásticos, papéis e outras. As embalagens descartáveis não necessitam de investimento e por isso são consideradas como despesa.

Acondicionam o produto até o destinatário que pode reaproveitá-la por uma ou mais vezes dependendo do material construtivo.

2.1.5 Classificação das embalagens abordadas neste trabalho

De acordo com a subseção 1.2 somente as peças de superfície serão abordadas neste trabalho. Para o acondicionamento destas peças são necessárias embalagens com características especiais, que podem ser classificadas de acordo com as seguintes definições de Moura (1997):

• embalagens primárias;

• embalagens industriais ou de movimentação;

• embalagens movimentadas mecanicamente;

• embalagens retornáveis.

Uma vez classificadas neste trabalho, estas embalagens serão denominadas apenas de embalagens especiais ou simplesmente embalagens.

No documento GUILHERME CANUTO DA SILVA (páginas 26-29)