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Classificação das Oportunidades Identificadas

Passo 4: Gestão Estratégica de Carbono

5.3 Classificação das Oportunidades Identificadas

Após a identificação de possíveis medidas de mitigação, da sua avaliação técnica e econômico-financeira, do seu potencial de redução de emissões, recomenda-se classificá-las em categorias para priorização em um plano de ação.

Como ilustrado na Figura 31, o primeiro passo é ordenar os custos-benefícios das medidas sob a ótica econô-mico-financeira (i.e., economias de custos, custos adicionais e investimento requerido). O segundo passo é orde-nar o potencial de redução de emissão das medidas. Finalmente, a análise-cruzada dos aspectos financeiros e do potencial de redução de emissão permite a definição das medidas a serem priorizadas no plano de ação (cate-goria 1) e as medidas secundárias (cate(cate-gorias 2 e 3). Com base nessa avaliação, além da priorização das medidas no plano de ação, as metas e prazos de redução de emissão podem ser definidos.

FIGURA 31 – CLASSIFICAÇÃO DAS MEDIDAS DE MITIGAÇÃO

Identificação de Medidas de Mitigação Oportunidades Secundárias PLANO DE AÇÃO Investimento Custos adicionais Economias de custo Redução de Emissão Categoria 2 Aspectos Financeiros Categoria 3 Categoria 1

Fonte: ICF International

Seleção de Metas de Redução de Emissões

Entendendo o potencial de redução da empresa, os custos associados à redução e as obrigações legais envol-vidas, a empresa terá subsídios para determinar uma meta de redução coerente com os seus objetivos.

Por que definir uma meta?

Determinar uma meta faz parte de uma estratégia séria para se atingir o objetivo da redução, e auxilia no gerenciamento da evolução das emissões (WRI/WBCSD 2004).

Quem deve estar comprometido?

Para o programa de redução de emissões ter sucesso é essencial envolver a alta gerência. A redução normal-mente envolve mudanças de postura e na forma de tomar decisões dentro da empresa, além da necessidade de investimentos (WRI/WBCSD 2004).

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Qual será o tipo de meta?

A Figura 32 apresenta diferentes tipos de metas.

FIGURA 32 – DIFERENÇAS ENTRE METAS DE REDUÇÃO ABSOLUTAS E ESPECÍFICAS

Intensidade

- Reflete melhorias na performance - Não é influenciada pelo crescimento ou declínio orgânico

- Facilita a comparabilidade entre companhias

- Empresas com muitos produtos podem ter dificuldade em definir um indicador - Não garante que haverá uma redução real de emissões

Absoluta

- Garante uma redução de emissões real

O Plano Indústria adotou uma meta de redução de 5% sobre a

projeção do total das emissões da indústria nacional para 2020. - As emissões do ano base da meta

devem ser recalculadas quando houver mudanças estruturais significativas - Não permite comparar a eficiência - A redução da produção é reconhecida como redução de emissões

- Pode ser difícil de ser atingida se a empresa crescer inesperadamente

Fonte: Adaptado de WRI/WBCSD (2004).

Mensurar e utilizar indicadores de intensidade de emissões é importante para a identificação das oportu-nidades de mitigação. Somados a outras informações, tais como níveis de utilização da capacidade instalada e investimentos em Pesquisa & Desenvolvimento (P&D), ajudam a determinar as estratégias de crescimento e as metas de redução de emissão das empresas e de sua indústria.

Outros pontos importantes

Ter claros os limites incluídos na meta – geográficos e escopo das emissões; Definir ano base;

Definir até quando a meta deverá ser cumprida.

Empresas do setor EE estão estabelecendo metas de redução para emissões de escopos 1 e 2 de forma agregada. Algumas empresas já definiram metas de Escopo 3.

Metas estão sendo estabelecidas, em sua maioria, em emissões absolutas

A Tabela 4 lista alguns exemplos de metas já publicadas por empresas EE no mundo23.

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Setor Elétrico e Eletrônico

TABELA 4 – METAS DE REDUÇÃO DE EMISSÃO DIVULGADAS POR EMPRESAS EE

EMPRESA TIPO ESCOPO EM RELAÇÃO % REDUÇÃO

AO ANO BASE ANO BASE UNIDADE (APENAS PARA INTENSIVAS) ANO PARA ALCANCE DA META

ELECTROLUX Absoluta 1+2 28% 2005 N/A 2012

GE Absoluta 1+2 25% 2004 N/A 2015

PANASONIC Absoluta 1+2+3 0% 2005 N/A 2018

SCHNEIDER Absoluta 1+2 14% 2008 N/A 2011

Absoluta 3 12% 2008 N/A 2011

WEG Absoluta 1+2 N/A 2010 N/A 2012

ERICSSON Intensidade 1+2+3 40% 2008 Kg CO2e/capacidade 2013

Intensidade 3: uso de produto 40% 2008 Kg CO2e/capacidade 2013

NOKIA

Absoluta 1+2 30% 2006 N/A 2020

Intensidade 1+2 15% 2006 centros de P&D/ pessoatCO2 nos escritórios e 2011

SAMSUNG Intensidade 1+2 50% 2008 tCO2e/ receita unitária 2013

SIEMENS

Absoluta 3: uso de produto 100% 2012 N/A 2011

Intensidade 1+2 20% 2006 t/custo de produção unitária 2011

Intensidade 1 33% 2008 gCO2e/quilômetro 2015

WHRILPOOL Absoluta 1+2+3 7% 2003 N/A 2012

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“Com base nas expectativas levantadas pelos stakeholders da Schneider Electric, foi possível elaborar o planejamento da empresa para os próximos anos, considerando não apenas uma Matriz de Materialidade, mas também o chamado “Barômetro Planeta e Sociedade Brasil”, lançado em 2013 e que aponta metas a serem atingidas pela companhia até 2014. Entre essas metas, temos:

Campo ambiental

Reduzir em 10% as emissões de CO2 geradas no transporte; Reduzir em 8% o consumo de energia;

70% da nossa produção vem de plantas certificadas ISO50001; 100% dos funcionários trabalhando em sites certificados ISO140001. Campo social

100% das plantas produtivas tem certificação OHSAS 18000;

Crescer em 20% a nota obtida nos Indicadores Ethos de Valores, Transparência e Governança; Superar a marca de 70% de índice de engajamento do funcionário;

Alcançar 32% de participação das mulheres no total do efetivo; Aumentar em 15% o número de pessoas com deficiência no quadro; 20.000 pessoas treinadas no gerenciamento de energia pelo BipBop; 20% de aumento nas horas remuneradas dedicadas ao voluntariado. Campo econômico

2 mil lares da Base da Pirâmide com acesso à energia;

7 pt de crescimento em EcoXperts acima das vendas transacionais; 10 clientes intensivos utilizam nossos serviços de sustentabilidade; 60% dos fornecedores fazem inventário de emissões.

Todas as metas do Barômetro têm em comum a necessidade de engajar os stakeholders na direção apontada pela matriz de materialidade e, para que os objetivos estabelecidos no Barômetro sejam alcançados, é fundamental a participação de diferentes atores.”

Fonte: Schneider Electric (2013).

Ainda que o setor EE não esteja abarcado na Resolução INEA 65, de 14 de dezembro de 2012, do Instituto Esta-dual do Ambiente (INEA), entende-se ser importante destacar os avanços institucionais referentes à mitigação de emissões no setor industrial. Essa resolução obriga empresas a submeter um plano de mitigação, apontando as metas de redução de emissão para fins de licenciamento ambiental no Estado do Rio de Janeiro. O descum-primento dos compromissos assumidos no plano implicará na aplicação das sanções administrativas. Essa reso-lução também lista informações mínimas que devem estar incluídas no plano:

Plano anual de reduções de emissões por tipos de GEE, desagregadas por fontes de emissões nos esco-pos 1 e 2;

Plano anual de redução de emissão por unidade operacional; e

Resumo do plano de mitigação, que inclui o ano base, o total das emissões, quantidade de emissões reduzi-da e o percentual de redução de emissão em relação ao ano base.

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Setor Elétrico e Eletrônico

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