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Classificação, Sigilo e Responsabilidades

A classificação da informação referente ao grau de sigilo, deve utilizar-se critérios como a gravidade do risco à segurança da sociedade ou do Estado. Abaixo, um quadro que exemplifica e determina essa classificação:

Tabela 2 – Graus de sigilo e prazos de restrição

Ultrassecreta Prazo de restrição de até 25 anos

Secreta Prazo de restrição de 15 anos

Reservada Prazo de Restrição de 5 anos (não-prorrogável)

Quadro adaptado do site http://www.fazenda.gov.br/sei/publicacoes/procedimentos-para- classificacao-de-informacao-em-grau-de-sigilo

A LAI especifica as autoridades que possuem o direito de classificar as informações em vários graus de sigilo. A medida que o grau de sigilo cresce, maior o poder hierárquico da

36 As 5 razões porque os governos não revelam a verdade sobre os OVNIs, de acordo com Staton Friedman. 2012. Disponível em: <http://ovnihoje.com/2012/04/02/ as-5-razoes-porque-os-governos-nao-revelam-a-verdade-sobre-os-ovnis-de-acordo-com-staton-friedman/>. Acesso em: 26 nov. 2017.

autoridade que poderá classificá-la, assim também menor a quantidade de pessoas que poderão ter acesso a ela, segundo mostra o quadro a seguir:

Tabela 3 – Nível Hierárquico e Graus de Sigilo

Autoridade Graus de Sigilo

Reservado Secreto Ultrassecreto

Presidente da República

Sim Sim Sim

Vice-Presidente Sim Sim Sim

Ministros de Estado com as mesmas

prerrogativas

Sim Sim Sim

Comandantes da Marinha, Exército

ou Aeronáutica

Sim Sim Sim

Chefes de missão diplomáticas

consulares permanentes no

exterior

Sim Sim Sim

Titulares de autarquias, fundações ou empresas e sociedades de economia mista

Sim Sim Não

Autoridades que exerçam funções de Direção, comando ou chefia, de Hierarquia equivalente ou superior ao Nível DAS 101.5

Sim Não Não

Quadro adaptado de Entendendo a Lei Geral de Acesso à Informação (ARTIGO 19, 2011).

A classificação em grau de sigilo precisa ser realizada assim que a informação é criada ou, quando for necessária37, posteriormente, pois a precisão de classificar pode surgir somente depois de um pedido realizado.

A informação deve ser classificada em grau de sigilo somente se atender aos 37 Art. 20 da Portaria MF no 233, de 2012.

requisitos estabelecidos pelo art. 25 do Decreto no 7.724, de 2012, que pode ser combinado com o seu art. 20. No caso das demais hipóteses, não há previsão legal para classificação da informação em grau de sigilo, de acordo com a Lei de Acesso à Informação. Os procedimentos para classificação da informação são apresentados nos próximos tópicos. (BRASIL, p.26, 2017)

A reclassificação e desclassificação, assim como as alterações do prazo de sigilo resultam da reavaliação da informação classificada e essa reavaliação deve ser feita pelo órgão classificador ou a hierarquia superior, através de um pedido ou de um ofício38. Já as informações classificadas como secreta ou ultrassecreta, essa revisão deve ser feita pelos órgãos classificadores no máximo a cada quatro anos, com o objetivo de auxiliar as atividades da Comissão Mista de Reavaliação e Informações39.

Após os procedimentos de reavaliação serem feitos e se assim for concluído que a informação deve ser desclassificada, o Decreto no 7.845, de 2012 nos diz: Art. 51 (...) § 1o A informação classificada em qualquer grau de sigilo ou o documento que a contenha, quando de sua desclassificação, manterá apenas o Número Único de Protocolo(NUP).40

A LAI prevê que o servidor público será responsabilizado caso haja descumprimento da lei, como recusar-se a dar informações pretendidas, alterar ou destruir documentos ou impor sigilo para conseguir proveito pessoal sobre alguma coisa. Tais atitudes são previstas como conduta ilícita, caracterizando infração e até improbidade administrativa (art. 65 do Decreto no 7.724, de 2012).

A Lei de Acesso a Informação 12.527 de 18 de novembro de 2011, tornou mais tangível aos cidadãos exigir seus direitos com relação à transparência, como ela também incentiva isso. Foi um grande passo para a democracia do país e continua sendo uma das principais ferramentas dos ufólogos para pedir a liberação dos documentos com informações sobre UFOS. Muitos desses documentos contêm informações perturbadoras desses objetos interagindo com aeronaves civis, com populações de vilarejos e invadido o espaço aéreo de grandes capitais do país.

38 Art. 35 do Decreto no 7.724, de 2012.

39 Inciso II do parágrafo único do art. 35, combinado com o art. 47 do Decreto no 7.724, de 2012

40 Decreto. Disponível em:<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/decreto/d7845.htm> Acesso em 12/03/2018

Tabela 4 – Temas sobre acesso à informação e onde encontrá-los na lei

Tema Onde encontrar

Abrangência da Lei Arts. 1◦e 2◦

Garantias do direito de acesso / Diretrizes Arts. 3◦, 5◦e 6◦ Definição de termos utilizados na Lei Art. 4◦

Informações garantidas pela Lei Arts. 7◦e 21 Divulgação proativa de informações /

Transparência ativa Arts. 8

e 30

Procedimentos de acesso à informação Art. 9◦a 14 Prazos – recebimento de respostas e

interposição de recursos Arts. 11, 15 e 16 Procedimentos em caso de negativa de

acesso ou descumprimento de obrigações / Recursos

Arts. 11, § 4◦; 14 a 18; 20 Informações sigilosas / Classificação de

informações Arts. 7, § 1

e 2; 22 a 30; 36 e 39

Competências da Controladoria-Geral da

União (CGU) Arts. 16 e 41

Competências da Comissão Mista de

Reavaliação de Informações (CMRI) Arts. 16, § 3

; 17 e 35

Informações pessoais Art. 31

Responsabilização de agentes públicos Arts. 32 a 34

5 O QUE OS DOCUMENTOS UFOLÓGICOS NOS DIZEM?

Os documentos liberados pelas Forças Armadas, em especial, a Aeronáutica, nos revelam situações de diversas magnitudes envolvendo os Objetos Voadores Não Identificados, desde simples avistamentos, a ataques contra pessoas. A maioria desses documentos que se encontram hoje à disposição do público estavam na categoria de “Confidencial”, “Reservado” e “Secreto”. A forma como esse segredo imposto contra o assunto, ainda sem qualquer expli- cação, prejudicaram a pesquisa e a legitimação do Fenômeno UFO, pode nunca ser medida ou recuperada por completo. Muitos desses documentos relatam encontros de aeronaves da Força Aérea com objetos celestes desconhecidos, com dados de radar e transcrição de conversas entre o piloto e o operador de trafego. Todos esses dados, gravações e conversas do evento, poderiam ser analisados e estudados de forma científica, com o objetivo de esclarecer o caráter desconhecido do Fenômeno UFO.