Segundo Correa (2003, p. 108):
“O coeficiente de correlação linear pode ser apresentado como uma medida de correlação, pois tem como objetivo indicar o nível de intensidade que ocorre na correlação entre as variáveis. O coeficiente de correlação linear pode ser positivo ou negativo.”
A fórmula para calcular o coeficiente de correlação de Pearson (𝑟) e utilizada nesta pesquisa é apresentada na Figura 3.
Figura 3: Cálculo do Coeficiente de Correlação de Pearson.
O resultado dessa fórmula irá variar entre +1 e −1. Quanto mais próximo ao número 1, maior a correlação linear entre as variáveis em questão.
Correa (2003, p. 109) explica que “o valor do coeficiente de correlação r tem a variação entre +1 e – 1, ou seja, está limitado entre os valores do Intervalo [−1, +1]”:
𝑟 = +1 (correlação positiva entre as variáveis);
𝑟 = − 1 (correlação perfeita negativa entre as variáveis);
𝑟 = 0 (não há correlação entre as variáveis ou, ainda, a correlação não é linear, caso exista).
Tabela 3: Correlação entre variáveis conforme valor de 𝑟. Coeficiente de correlação Correlação
𝑟 = 1 Perfeitamente positiva 0,8 < 𝑟 < 1 Forte positiva 0,5 < 𝑟 < 0,8 Moderada positiva 0,1 < 𝑟 < 0,5 Fraca positiva 0 < 𝑟 < 0,1 Ínfima positiva 0 Nula −0,1 < 𝑟 < 0 Ínfima negativa −0,5 < 𝑟 < −0,1 Fraca negativa −0,8 < 𝑟 < −0,5 Moderada negativa −1 < 𝑟 < −0,8 Forte negativa 𝑟 = −1 Perfeita negativa
5 O ESTUDO DE CASO
5.1 Companhia Siderúrgica Nacional
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) é um dos maiores grupos industriais do Brasil com atuação destacada nos setores de siderurgia, mineração, cimento, logística e energia. A companhia foi fundada em 9 de abril de 1941 e iniciou suas operações em 1º de outubro de 1946, em Volta Redonda (RJ), como uma empresa estatal. Foi a primeira produtora integrada de aços planos no Brasil, um marco no processo brasileiro de industrialização. Em 1993, tornou-se um grupo privado e passou a diversificar seus negócios numa estrutura integrada. Em 2001 aconteceu o início do processo de internacionalização, com a aquisição dos ativos da Heartland Steel (que constituíram a CSN LLC), nos Estados Unidos e aquisição em 2006 de 100% da Lusosider Em Portugal– siderúrgica na qual a empresa já tinha participação de 50% desde 2003. Em 2012, a empresa deu outro importante passo ao comprar a siderúrgica alemã Stahlwerk Thüringen GmbH (SWT).
Hoje, multinacional, a empresa tem ações listadas nas Bolsas de Valores de São Paulo (Bovespa) e de Nova York (Nyse) e mesmo após sete décadas de atuação, a CSN continua a fazer história. O grupo emprega mais de 22 mil pessoas nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Rondônia, Piauí, Ceará e Pernambuco desenvolvendo e oferecendo produtos de alto valor agregado para a indústria automobilística, fabricantes de eletrodomésticos, setor de embalagens e construção civil, além de ser uma das maiores exportadoras de minério de ferro do continente.
5.2 Atuação ambiental
No seu canal de comunicação a empresa disponibiliza relatórios aos seus investidores, o que despertou o interesse do autor para a análise proposta neste estudo.
Nesses relatórios os quesitos ambientais estão especificados são: custos potenciais para adequação ao cumprimento de exigências ambientais, aspectos relativos a processos legais e ambientais, concessões para exploração de minas, empregados e questões trabalhistas. Nas suas publicações de relatórios anuais, em notas explicativas às demonstrações financeiras, as informações relativas aos quesitos citados, a empresa especificou:
NE 2 – Resumo das políticas contábeis significativas: “A preparação das demonstrações financeiras em conformidade com o IFRS e normas emitidas pelo CPC requer
o uso de certas estimativas contábeis críticas e também o exercício de julgamento por parte da administração da Companhia no processo de aplicação das políticas contábeis da Companhia. Aquelas áreas que requerem maior nível de julgamento e possuem maior complexidade, bem como as áreas nas quais premissas e estimativas são significativas para as demonstrações financeiras consolidadas, estão divulgadas nas notas deste relatório e referem-se a perdas estimadas em créditos de liquidação duvidosa, perdas estimadas em estoques, provisão para passivos trabalhistas, cíveis, fiscais, ambientais e previdenciários, depreciação, amortização, exaustão, provisão para redução do valor recuperável, tributos diferidos, instrumentos financeiros e benefícios a empregados. Os resultados reais podem divergir dessas estimativas.
Ainda, segundo informações contidas no canal de comunicação da empresa, “ética e transparência são valores muito presentes na cultura organizacional, que afetam as decisões e o relacionamento da Companhia Siderúrgica Nacional com seus diversos públicos de interesse”.
A empresa informa, também, em notas explicativas, NE 2.u custos ambientais e restauração de áreas que “constitui provisão para os custos de recuperação e multas, quando uma perda é provável e os valores dos custos relacionados são razoavelmente determinados”. Geralmente, o período de provisionamento do montante a ser empregado na recuperação coincide com o término de um estudo de viabilidade ou do compromisso para um plano formal de ação.Despesas relacionadas com a observância dos regulamentos ambientais são debitadas ao resultado ou capitalizadas, como apropriado.
A capitalização é considerada apropriada quando as despesas se referem a itens que continuarão a beneficiar a Companhia e que sejam basicamente pertinentes à aquisição e instalação de equipamentos para controle da poluição e/ou prevenção.”
5.3 Análise do sistema de gestão
Para análise dos impactos do sistema de gestão ambiental no resultados da empresa, foram utilizados os relatórios anuais publicados no site oficial1 e também dados do jornal Valor Econômico2, analisando os dados dos últimos 05 anos (2010 a 2014) no que se refere à contabilidade ambiental. 1 www.csn.com.br 2 http://www.valor.com.br/valor-ri/empresa?empresa=1170886&nome=csn
Para o desenvolvimento de pesquisa e análise utilizou-se a conta publicada pela empresa e divulgada em seus relatórios anuais de Provisão para Passivos Ambientais e Desativação3, entre os anos citados.
Inicialmente, acreditava-se que tais valores já estariam registrados na contabilidade da Companhia Siderúrgica Nacional sendo a proposta ressaltá-los dos demais para dar destaque a transparência e esforços realizados pela empresa para proteger o meio ambiente.
No Passivo deveria ter menção de forma clara dos valores das provisões necessárias para a execução de investimentos, no entanto as informações sobre os custos de recuperação, indenizações, projetos, multas ambientais e outros investimentos constavam em NE nos relatórios, provavelmente, estavam contabilizados, mas não foram destacados no corpo das demonstrações contábeis4.
Neste cenário, optou-se por utilizar os valores descritos em NE.
A falta de clareza na publicação da variável ambiental pode implicar a real preocupação da empresa em demonstrar o que vem sendo feito na área, o que dificulta a visualização dos seus esforços assim como as consequências ambientais decorrentes de seu sistema de gestão e suas atividades.
Tal observação despertou o interesse da autora a discutir as questões: O provisionamento de passivos ambientais e desativação feitos pela CSN pode alterar o resultado do exercício? Qual a participação dessas provisões percentual nas obrigações da Companhia Siderúrgica Nacional? Qual a expectativa em relação a essas provisões?
Pra responder a essas perguntas, diversos métodos poderiam ser utilizados, no entanto, optou-se como recurso para o estudo de análise a análise vertical e horizontal, pois permitem avaliar no primeiro caso o percentual representativo da conta Provisões para Passivos Ambientais e Desativação em relação ao Passivo e no segundo caso proporcionando uma análise da representatividade da conta ao longo do tempo. Em momento conseguinte, foi utilizado novamente a conta Provisão para Passivos Ambientais e Desativação e a conta Lucro Líquido (DRE) ambas publicadas em relatórios anuais disponibilizados pela empresa seu canal de comunicação, para calcular o coeficiente de correlação.
3
NE – Provisões para passivos ambientais e desativação – ANEXO III 4
6 RESULTADOS OBTIDOS
6.1 Análise Vertical
Para realização da análise vertical – Tabela 4, foram utilizados os dados do Anexo I - Balanço Patrimonial, e Anexo III - Notas explicativas, ambos retirados do relatório anual disponibilizados pela empresa, referentes aos anos de 2010 a 2014, disponíveis para consulta pública.
Tabela 4: Análise Vertical.
ANO PROVISÃO PASSIVO ANÁLISE
VERTICAL (%) 2010 R$ 295.527,00 R$ 29.978.526,00 0,99% 2011 R$ 336.939,00 R$ 38.462.532,00 0,88% 2012 R$ 413.440,00 R$ 40.287.715,00 1,03% 2013 R$ 370.454,00 R$ 42.353.480,00 0,87% 2014 R$ 238.539,00 R$ 44.032.125,00 0,54%
Fonte: Elaborada pelo autor.
De acordo com os índices encontrados com a análise vertical, a representatividade da conta de Provisão Para Passivos Ambientais e Desativação comparada ao valor total do Passivo não é expressiva na empresa, visto que estes representam variações entre 0,8 e 1% do total do passivo ao longo dos anos analisados o que não caracteriza as obrigações ambientais como uma das principais preocupações e até mesmo obrigações da empresa.
6.2 Análise Horizontal
Com o intuito de complementar a primeira análise e embasar o posicionamento da autora, foi realizada também a análise horizontal – Tabela 5, onde foram utilizados os dados do Anexo I - Balanço Patrimonial, retirados do relatório anual disponibilizado pela empresa, referentes aos anos de 2010 a 2014, disponíveis para consulta.
Tabela 5: Análise horizontal.
ANO PROVISÃO ANÁLISE
HORIZONTAL 2010 R$ 295.527,00 154,09% 2011 R$ 336.939,00 14,01% 2012 R$ 413.440,00 22,70% 2013 R$ 370.454,00 - 10,40% 2014 R$ 238.539,00 - 35,61%
Fonte: Elaborada pelo autor.
Feita a análise horizontal, tendo como ano base 2010, observa-se oscilação de 36,71% (sendo 14,01% em 2010/2011 e 22,07% em 2011/2012) de investimentos ambientais que conforme notas explicativas “a empresa manteve as estimativas de exercícios anteriores em relação a serviços para investigação e recuperação ambiental de áreas contaminadas nos estados em que atua”. É importante observar que nesse período, apesar de disponibilizar a classificação da contabilidade ambiental em notas explicativas, a empresa não apresenta em seu balanço a conta com essa classificação demonstrando-a em seu balanço como Outras Provisões, tanto no Passivo Circulante quanto no Passivo Não Circulante. Vale ainda ressaltar que o passivo constituído da empresa é atualizado periodicamente, tendo como base o índice de inflação (IGPM) do período.
Ainda dentro deste contexto as obrigações com desativação de ativos (desativação, desmobilização ou restauração de áreas ao encerramento de atividades de exploração e extração de recursos minerais) também apresentou um aumento de capitalização, visto que foram feitos somente ajustes de revisão periódica. Neste caso a empresa também informou em nota que “a mensuração inicial é reconhecida como um passivo descontado a valor presente e, posteriormente, através do acréscimo de despesas ao longo do tempo”.
A diferença do saldo da conta de Provisões para passivos ambientais e desativação apresenta índices negativos em 10,40% e de 35,61% no período 2013/2014, mostrando que houve uma revisão e redução das estimativas de gastos contabilizados anteriormente pela CSN devido à conclusão de um novo estudo (também informado em notas explicativas) que contemplou uma nova tecnologia de remediação de algumas áreas em Volta Redonda as quais no passado foram utilizadas como aterro pela siderúrgica, substituindo a remoção do material pelo confinamento geotécnico conforme permitido pela legislação, caracterizando assim uma
redução nos investimentos em recuperação ambiental nesse período, concomitantemente, a empresa apresentou em seus relatórios um prejuízo considerável.
6.3 Coeficiente de correlação linear de Pearson
Ainda com o intuito de embasar o desenvolvimento deste estudo realizou-se o cálculo do coeficiente de correlação linear e foram utilizados os dados das contas Provisão para Passivos Ambientais e Desativação e a conta Lucro Líquido (DRE)5, disponíveis para consulta pública nos canais de comunicação da empresa. Consideramos como 𝑥 a conta provisão para passivos ambientais e desativação de ativos e, como 𝑦, a conta de lucro ou prejuízo. Veja na Tabela 6.
Tabela 6: Parcelas para aplicação à equação do Coeficiente de Correlação de Pearson.
Ano 𝑿 (𝑹$) 𝒀 (𝑹$) 𝑿 ∙ 𝒀 𝑿² 𝒀²
- Provisão, 𝑷 Lucro, 𝑳 𝑷 ∙ 𝑳 𝑷² 𝑳²
2010 295.527,00 2.515.191,00 7,4331E+11 8,7336E+10 6,3262E+12
2011 336.939,00 3.667.234,00 1,2356E+12 1,1353E+11 1,3449E+13
2012 413.440,00 - 480.574,00 - 1,9869E+11 1,7093E+11 2,3095E+11
2013 370.454,00 533.994,00 1,9782E+11 1,3724E+11 2,8515E+11
2014 238.539,00 - 112.267,00 - 2,6780E+10 5,6901E+10 1,2604E+10 Fonte: Elaborada pelo autor.
Portanto, o Coeficiente de Correlação de Pearson resultante é 𝑟 = −0,16
Como já dito anteriormente o coeficiente de correlação linear de Pearson (𝑟) expressa a intensidade e o sentido da relação linear que existe entre duas variáveis, neste caso se tratando da correlação entre a conta de Provisões para passivos ambientais e desativação e Lucro Líquido, obteve-se o resultado aproximado de 𝑟 = −0,16, conforme tabela, apresentando uma correlação negativamente fraca entre os anos de 2010 e 2014 , ou seja, as contas analisadas são inversamente proporcionais, o que significa que enquanto uma conta aumenta a outra reduz.
A CSN retrata em seu relatório os altos custos com a regulamentação ambiental de suas atividades, porém não deixa claro valores investidos para tal, e afirmam que esses custos
5
impactam nos resultados de suas operações, fato confirmado através do resultado encontrado na análise de correlação aplicada nesta pesquisa.
A empresa apesar de classificar e publicar em notas explicativas ao longo dos anos a conta ambiental “Provisões Para Passivos Ambientais e Desativação” não disponibilizam claramente estas provisões durante os anos de 2010 a 2012, apresentando os valores destes investimentos nas contas de Passivo Circulante e Passivo Não Circulante com o nome de Outras Provisões.
Conforme descrito nas notas explicativas da empresa, nota-se que há locação de recursos voltados para o meio ambiente, contudo não há evidências claras de custos ambientais nas demonstrações de resultado do exercício, desta forma não se consegue mensurar contabilmente através das demonstrações publicadas o capital investido em estudos, licenciamento, recuperação, implantação de sistemas voltados para meio ambiente descritos no relatório anual da CSN. Se há investimentos voltados para esta área esses podem ter sido apropriados em outras contas, dificultando a análise clara dos dados contidos no relatório publicado.
Com isso, podemos ressaltar que os investimentos divulgados no período analisado sejam em estudos ou ações praticadas pela CSN no seu relatório anual, não apresentam representativamente nos resultados da empresa, o que descaracteriza as informações e políticas publicadas e adotadas em seu canal de comunicação, deixando implícita a incorporação desses investimentos em outras contas patrimoniais ou de resultado, não sendo classificados como ativos, passivos, custos e receitas ambientais conforme sugere a contabilidade ambiental.
7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O presente estudo se deparou com algumas limitações. Inicialmente um dos objetivos de pesquisa que era demonstrar como a empresa trata os custos relacionados com o meio ambiente e quais os impactos a prática da contabilidade ambiental traria para esta, todavia não foi possível realizar a avaliação dessa maneira, pois a mesma não faz o uso de contas específicas para a contabilização de gastos com o meio ambiente em suas demonstrações publicadas até o ano de 2013, contabilizando os valores de provisões para passivos ambientais e desativação (especificados em nota explicativa) na conta patrimonial denominada Outras Provisões, demonstrada no passivo circulante e não circulante nas devidas proporções.
A preocupação com o meio ambiente é um tema cada vez mais importante e atual, pois trata da administração, preservação e reparação do mesmo para não somente esta mas as gerações futuras, contudo no desenvolver da pesquisa ficou claro que mesmo hoje tendo a contabilidade ambiental como ferramenta para gestão a Companhia Siderúrgica Nacional ainda não se utiliza desta. A dificuldade de encontrar demonstrações contábeis que trouxessem de fato a classificação da contabilidade ambiental da conta Provisões para Passivos Ambientais e Desativação, de fato, foi ponto limitador desta pesquisa. A falta de clareza das demonstrações publicadas pela empresa em relação aos investimentos ambientais, até o ano de 2013, caracteriza uma questão que abrange além da área financeira a questão social, pois muito se fala em preservação e restauração do meio ambiente, no entanto, quando confrontadas e analisadas as informações publicadas pouco se vê.
Em relação ao objetivo geral deste trabalho, que foi o de analisar os impactos do sistema de gestão ambiental no resultado da Companhia Siderúrgica Nacional conclui-se que mesmo com todas as dificuldades encontradas, a pesquisa realizada teve o intuito de demonstrar como a empresa classifica seus custos ambientais e como estes impactam nos resultados da organização. O caso desenvolvido, não capta a influência da conta de Provisão para Passivos Ambientais e Desativação no sistema de gestão ambiental, que este provisionamento não possui relação no resultado da empresa.
Como foi observado na análise, o gasto e/ou investimento na investigação ou reparação de danos ou impactos ambientais e desativação, desmobilização ou restauração de áreas ao encerramento de atividades de exploração ou extração de recursos minerais não tem representatividade nas demonstrações contábeis da empresa, nem correlação com o lucro líquido do exercício.
Os benefícios da contabilidade ambiental não podem ser negados. A preocupação ambiental deve nortear as atividades das empresas independente de auferir ou não lucro.
Diante do exposto ao longo deste trabalho, compreende-se que essa ferramenta é precisa fonte de informação usada como subsídio para tomada de decisões. A empresa mediante dados obtidos através das contas de natureza ambiental junto aos balanços e demonstrações contábeis poderá adotar práticas ambientais corretivas e preventivas, além de evitar problemas judiciais e multas ganhando prestígio perante seus investidores e acionistas.
Vale ressaltar que não foi feita uma análise econômico-financeira e sim uma análise para verificar a participação percentual dessas provisões no total do passivo. Outro fator importante a ser ressaltado é que não se pode afirmar que todos os impactos causados pela empresa estão devidamente reconhecidos e contabilizados visto que não são divulgados publicamente elementos do sistema de gestão.
Como sugestão de novos trabalhos apresenta-se a oportunidade de aproveitar o caso desenvolvido para elaboração de um novo estudo aplicado a outras empresas do mesmo setor e até mesmo a empresa em questão com as devidas atualizações.
Apresenta-se, ainda, como oportunidade de trabalhos complementares, pesquisas envolvendo professores e alunos dos cursos de administração e ciências contábeis quanto à percepção da contabilidade ambiental como ferramenta de gestão empresarial.
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