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CAPÍTULO 2: Redução dos níveis de proteína bruta, cálcio e fósforo em

5.3.1 Coeficiente de metabolizabilidade da matéria seca (CMMS) e energia

Encontram-se na Tabela 17, os resultados obtidos para os valores de energia metabolizável aparente corrigida (EMAn) na matéria seca e coeficiente de metabolizabilidade da matéria seca (CMMS) das rações experimentais das fases de 22 a 35 e 36 a 42 dias de idade. Observou-se que as rações com níveis reduzidos de proteína bruta suplementadas com aminoácidos apresentaram valores de EMAn e CMMS superiores àquelas que não tiveram redução de proteína na fase de 22 a 35 dias de idade. Possivelmente, os valores de EMAn variam de acordo com a composição das rações, demonstrando que os diferentes nutrientes não são usados com a mesma eficiência.

TABELA 17 Valores de energia metabolizável aparente corrigida (EMAn) na matéria seca e coeficiente de metabolizabilidade da matéria seca (CMMS), das rações experimentais

Experimento 3 - 28 a 35 dias de idade Tratamentos

EMAn(kcal/kg) CMMS(%)

19% PB – sem fitase (controle) 3358 b 75,50 b

19% PB – com fitase 3391 b 75,00 b

18% PB – com fitase 3455 a 76,85 a

17% PB – com fitase 3475 a 77,93 a

16% PB – com fitase 3507 a 78,53 a

CV(%) 2,09 1,75

Experimento 4 - 36 a 42 dias de idade Tratamentos

EMAn(kcal/kg) CMMS(%)

18% PB – sem fitase (controle) 3252 a 78,08 b

18% PB – com fitase 3251 a 77,45 b

17% PB – com fitase 3230 a 76,14 b

16% PB – com fitase 3292 a 79,50 a

15% PB – com fitase 3367 a 80,93 a

CV(%) 2,76 3,00

Médias seguidas da mesma letra não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott (P<0,05).

Segundo Noblet & Van Milgen (2004), as variações no conteúdo de energia metabolizável são devido às diferenças da eficiência de utilização entre os nutrientes, com valores mais altos para a gordura e carboidratos, aproximadamente 90 e 82% respectivamente, e mais baixos para proteína e fibras, aproximadamente 60%.

Com base nos resultados obtidos, pode-se inferir que rações formuladas com aminoácidos sintéticos são mais eficientes energeticamente. Também Silva et al. (2008) observaram aumento nos valores de EMAn e CDMS das rações com baixa proteína bruta suplementadas com aminoácidos sintéticos.

Além disso, a maior quantidade de farelo de soja e de PNAs nas rações com maior nível protéico, pode ter sido responsável pelo diferencial nos valores de energia metabolizável aparente corrigida e o coeficiente de metabolizabilidade da matéria seca das rações experimentais. O milho contém

8% de PNAs enquanto que o farelo de soja, contém em torno de 27% de PNAs. Os PNAs, aumentam a viscosidade intestinal, dificultando a ação das enzimas endógenas e a absorção dos nutrientes.

Efeito negativo do conteúdo de PNAs do farelo de soja foi observado por Refstie et al. (1999), o qual avaliou o efeito dos polissacarídeos não amiláceos (PNAs) sobre a digestibilidade das dietas. Os autores observaram redução na digestibilidade da matéria seca e aumento da viscosidade no conteúdo intestinal com o aumento da inclusão de farelo de soja nas rações.

Os valores de energia metabolizável corrigida (EMAn) das rações estudadas não apresentaram diferença (P<0,05), no período de 36 a 42 dias de idade (experimento 4). Houve diferença entre os tratamentos para os valores de CMMS. Acredita-se que, além dos fatores citados acima, a maior quantidade de aminoácidos prontamente disponíveis proporcionaram valores mais altos de CMMS para as rações com os menores níveis de PB (16 e 17%).

A adição de fitase, provavelmente não contribuiu para a diferença apresentada nos valores de EMAn e CMMS das rações experimentais, pois não houve diferença (P>0,05) entre as rações com o mesmo nível protéico, suplementadas ou não com fitase, em ambas as fases.

5.3.2 Consumo, excreção e coeficiente de retenção de nitrogênio

Encontram-se na Tabela 18, o balanço e a retenção de nitrogênio dos frangos de corte de 28 a 35 e 36 a 42 dias de idade.

TABELA 18 Balanço e retenção de nitrogênio de frangos de corte alimentados com rações com níveis de proteína bruta, cálcio e fósforo disponível reduzidos, suplementadas com aminoácidos e fitase

Experimento 3 - 28 a 35 dias de idade

Tratamentos Consumo (mg/ave/dia) Excreção absoluta (mg/ave/dia) Coeficiente retenção (%)

19% PB – sem fitase (controle) 5029 a 1551 a 69,08 b

19% PB – com fitase 4951 a 1578 a 68,00 b

18% PB – com fitase 4794 a 1396 b 70,89 a

17% PB – com fitase 4769 a 1288 b 72,99 a

16% PB – com fitase 4439 b 1250 b 71,84 a

CV(%) 6,44 9,01 2,88

Experimento 4 - 36 a 42 dias de idade

Tratamentos Consumo (mg/ave/dia) Excreção absoluta (mg/ave/dia) Coeficiente retenção (%)

18% PB – sem fitase (controle) 5696 a 1899 a 66,63 b

18% PB – com fitase 5617 a 1827 a 67,46 b

17% PB – com fitase 5364 b 1628 b 69,61 a

16% PB – com fitase 5077 c 1553 b 69,48 a

15% PB – com fitase 4871 c 1343 c 72,26 a

CV(%) 4,34 8,04 3,63

Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott (P<0,05)

Houve diferença (P<0,05) entre os tratamentos para o consumo, excreção e coeficiente de retenção de nitrogênio (N), na fase de 28 a 35 dias de idade. Observou-se redução no consumo de N em 11,7% quando as aves foram alimentadas com ração com nível reduzido de proteína em 3 pontos porcentuais quando comparadas àquelas que receberam a ração controle.

Menor excreção de N foi observada pelas aves alimentadas com rações com níveis reduzidos de PB. Em média, 15% menos nitrogênio foi excretado pelas aves alimentadas com rações com níveis reduzidos de PB.

Ao comparar as aves que receberam rações com níveis reduzidos de PB com aquelas que consumiram a ração controle, observou-se que as primeiras apresentaram maior coeficiente de retenção de nitrogênio.

Kerr & Kidd (1999) avaliaram o efeito de quatro dietas com diferentes níveis de proteína bruta (19,4%, 18,2%, 18,2% + treonina, 16,7% e 16,7% + treonina, isoleucina, triptofano e valina) e encontraram resultados semelhantes. Os autores relataram uma menor eficiência na retenção de nitrogênio dietético (64,27%) pelas aves que consumiram a dieta controle com relação às aves que receberam a dieta com 18,2% de PB (74,69%).

Pelo fato de não haver diferença significativa entre as duas rações com 19% de proteína com e sem fitase, possivelmente, não houve contribuição da enzima fitase para o aumento da retenção e balanço de nitrogênio. Esses resultados corroboram com os de Ibrahim et al. (1999) que não observaram melhoria da utilização de nitrogênio por frangos de corte pela suplementação de fitase.

O aumento da disponibilidade do fósforo fítico de ingredientes de origem vegetal em rações com fitase para aves foi relatado por diversos pesquisadores (Gomide et al., 2006, Santos et al., 2008, Silva et al., 2008). Contudo, há ainda uma necessidade maior de investigação sobre a atividade da fitase sobre a disponibilidade de outros nutrientes.

Houve diferença (P<0,05) entre os tratamentos para o consumo, excreção e retenção de nitrogênio no período de 36 a 42 dias. Observou-se um consumo menor de nitrogênio pelas aves alimentadas com rações com níveis reduzidos de proteína bruta em comparação àquelas que receberam ração controle (18% PB).

A redução da PB em 2 pontos porcentuais propiciou uma redução de nitrogênio de 16%. Já ao se reduzir 3 pontos porcentuais houve uma excreção de 29% menos N. Desta forma, a redução da proteína bruta da dieta com a adição

de aminoácidos sintéticos demonstra ser uma maneira efetiva em reduzir a excreção de nitrogênio sem afetar o desempenho das aves.

Um maior coeficiente de retenção de nitrogênio foi apresentado pelas aves alimentadas com rações com níveis reduzidos de PB em relação àquelas que consumiram a ração controle. Isso indica que a utilização do nitrogênio é melhorada quando se utilizam dietas com baixos níveis de proteína bruta.

As duas rações com 18% de proteína com e sem fitase não apresentaram diferença significativa. Semelhantemente à fase anterior, a presença da enzima fitase possivelmente não contribuiu para o aumento da retenção de nitrogênio.

5.3.3 Consumo, excreção e coeficiente de retenção de fósforo

Encontram-se na Tabela 19, o balanço e a retenção de fósforo dos frangos de corte de 28 a 35 e 36 a 42 dias de idade.

TABELA 19 Balanço e retenção de fósforo de frangos de corte alimentados com rações com teores de proteína bruta, cálcio e fósforo disponível reduzidos, suplementadas com aminoácidos e fitase

Experimento 3 - 28 a 35 dias de idade

Tratamentos Consumo (mg/ave/dia) Excreção absoluta (mg/ave/dia) Coeficiente retenção (%)

19% PB – sem fitase (controle) 853 a 565 a 33,57 c

19% PB – com fitase 680 b 320 b 52,95 b

18% PB – com fitase 708 b 307 b 56,58 a

17% PB – com fitase 739 b 301 b 59,28 a

16% PB – com fitase 704 b 281 b 60,12 a

CV(%) 6,20 8,31 5,39

Experimento 4 - 36 a 42 dias de idade Tratamentos Consumo (mg/ave/dia) Excreção absoluta (mg/ave/dia) Coeficiente retenção (%)

18% PB – sem fitase (controle) 1276 a 710 a 44,24 b

18% PB – com fitase 867 b 439 b 49,31 a

17% PB – com fitase 896 b 444 b 50,27 a

16% PB – com fitase 880 b 424 b 51,68 a

15% PB – com fitase 833 b 400 b 51,83 a

CV(%) 6,47 9,80 9,83

Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si pelo teste de Scott-Knott (P<0,05)

Houve redução no consumo de fósforo, em ambas as fases, quando as aves foram alimentadas com rações formuladas com níveis reduzidos de fósforo disponível (P<0,05). Levando-se em consideração que as rações foram formuladas com menor nível de Pdisp e menor quantidade de fosfato bicálcico, esse fato já era esperado. Observou-se maior excreção de fósforo quando as aves receberam ração com maior nível desse elemento. Acredita-se que a maior parte do fósforo excretado estava na forma de fósforo fítico, isso é, o fósforo dos ingredientes da ração que pode ser plenamente aproveitado pelas aves.

Silva et al. (2008) e Gomide et al. (2006) encontraram resultados semelhantes aos do presente trabalho, ao observarem que aves alimentadas com rações formuladas com menores níveis de fósforo disponível e suplementadas com fitase, consomem e excretam menos fósforo.

As rações suplementadas com fitase e com nível reduzido de Pdisp propiciou às aves um coeficiente de retenção maior (P<0,05). As aves alimentadas com rações suplementadas com fitase tiveram um aproveitamento maior do fósforo contido nos ingredientes de origem vegetal das rações, quando comparadas às aves que receberam ração sem fitase. Segundo Wu et al. (2006) e Plumstead et al. (2007), as dietas suplementadas com fitase permitem a redução dos níveis de fósforo, aumentam o fósforo retido e reduzem sua excreção para o meio ambiente.

Santos et al. (2001); Lan et al. (2002); Gomide et al. (2006) relataram em suas pesquisas o aumento da disponibilidade do fósforo fítico de ingredientes de origem vegetal para aves quando utiliza-se fitase nas rações.

Como a fitase hidrolisa o complexo fitato-mineral, deixando o fósforo livre para absorção diminuindo a sua excreção, espera-se uma melhora na digestibilidade e no aproveitamento do fósforo.

Um grande benefício ao meio ambiente pode-se conseguir com a redução dos níveis de fósforo das excretas e com a melhor utilização do fósforo dos alimentos de origem vegetal, principalmente em regiões com intensa atividade avícola.

5.3.4 Consumo, excreção e coeficiente de retenção de cálcio

Encontram-se na Tabela 20 o balanço e a retenção de cálcio dos frangos de corte, nas fases de 28 a 35 e 36 a 42 dias de idade.

TABELA 20 Balanço e retenção de cálcio de frangos de corte alimentados com rações com teores de proteína bruta, cálcio e fósforo disponível reduzidos, suplementadas com aminoácidos e fitase

Experimento 3 - 28 a 35 dias de idade

Tratamentos Consumo (mg/ave/dia) Excreção absoluta (mg/ave/dia) Coeficiente retenção (%)

19% PB – sem fitase (controle) 11,61 a 708 a 38,96 c

19% PB – com fitase 888 b 426 b 51,96 b

18% PB – com fitase 905 b 427 b 52,70 b

17% PB – com fitase 943 b 433 b 54,08 b

16% PB – com fitase 979 b 398 b 59,41 a

CV(%) 6,14 8,39 5,89

Experimento 4 - 36 a 42 dias de idade

Tratamentos Consumo (mg/ave/dia) Excreção absoluta (mg/ave/dia) Coeficiente retenção (%)

18% PB – sem fitase (controle) 1581 a 731 a 53,95 b

18% PB – com fitase 1012 b 330 b 67,27 a

17% PB – com fitase 1043 b 348 b 66,59 a

16% PB – com fitase 1093 b 348 b 68,16 a

15% PB – com fitase 1030 b 323 b 68,38 a

CV(%) 6,14 14,62 7,52

Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si, pelo teste de Scott-Knott (P<0,05).

Observa-se que, quando as aves foram alimentadas com rações com níveis reduzidos de cálcio, houve redução no consumo desse mineral (P<0,05), tanto na fase de 28 a 35 dias, como na fase de 36 a 42 dias de idade. O que já era de se esperar, pois houve também uma redução no nível de Ca das rações suplementadas com fitase. A excreção de cálcio também foi reduzida (P<0,05) em ambas as fases. As aves alimentadas com rações com o nível reduzido de Ca (na fase de 28 a 35 dias) excretaram em média 40% menos cálcio do que aquelas alimentadas com a ração controle, na fase de 36 a 42 dias de idade, a excreção de cálcio foi em média 53% menor.

Em ambas as fases, houve um aumento no coeficiente de retenção (P<0,05) quando as aves foram alimentadas com rações com nível reduzido de Ca suplementadas com fitase, quando comparadas à ração controle. O coeficiente de retenção foi em média 28% e 20% maior nas fases de 28 a 35 e 36 a 42 dias, respectivamente. Confirmando as afirmações de Um & Paik, (1999) e Ravindran et al. (2000) de que à medida que os níveis de minerais necessários para manter as funções fisiológicas são reduzidos nas dietas, as aves apresentam a capacidade de aumentar a retenção desses minerais.

Esses resultados estão de acordo com os de Viveros et al. (2002), ao registrarem que a suplementação de rações com fitase e níveis de fósforo disponível reduzidos, propiciaram uma maior retenção de cálcio pelas aves.

Como a fitase quebra o complexo fitato-mineral, espera-se uma melhora na digestibilidade dos minerais, o que deixa os minerais livres para absorção, aumenta sua digestibilidade e tem como consequência a diminuição de sua excreção (Sebastiam et al., 1996).

Pelo fato da redução do cálcio das rações não ter prejudicado o desempenho das aves, pode-se inferir que a fitase foi eficiente em hidrolisar prováveis quelatos formados entre o ácido fítico e o cálcio, o que disponibilizou o cálcio dos alimentos de origem vegetal para o metabolismo dos frangos.

5.3.5 Porcentagem de cinzas na tíbia

As porcentagens de cinzas na tíbia dos corte com 35 e 42 dias de idade encontram-se Tabela 21.

TABELA 21 Porcentagem de cinzas na tíbia de frangos com 35 e 42 dias de idade alimentados com ração com níveis reduzidos de cálcio, fósforo e proteína bruta, suplementada com fitase e aminoácidos1

Experimento 1 - 22-35 dias Tratamentos

Cinzas na tíbia (%)

19% PB - sem fitase (controle) 50,92 a

19% PB - com fitase 50,74 a 18% PB - com fitase 50,24 a 17% PB - com fitase 49,00 a 16% PB - com fitase 49,31 a CV(%) 2,81 Experimento 2 - 36-42 dias Tratamentos Cinzas na tíbia (%)

18% PB - sem fitase (controle) 43,97 a

18% PB - com fitase 43,46 a 17% PB - com fitase 43,80 a 16% PB - com fitase 43,84 a 15% PB - com fitase 43,41 a CV(%) 6,49 1

Não houve diferença (P>0,05) pelo teste F.

Aos 35 dias bem como aos 42 dias de idade não houve influência dos tratamentos na porcentagem de cinzas na tíbia (P>0,05). Como os tratamentos não influenciaram a deposição de cinzas na tíbia, possivelmente, não houve prejuízo na mineralização óssea das aves pela redução de fósforo e de cálcio das rações. Infere-se, então, a efetiva disponibilização da quantidade de P e Ca dos alimentos pela enzima fitase, suprindo as necessidades das aves para esses minerais, sem prejudicar a mineralização óssea.

Cardoso Júnior et al., (2008b) demonstraram a possibilidade da redução do nível de fósforo disponível em 0,15 e o de cálcio em 0,30 ponto porcentual, em relação a ração controle, mantendo a relação Ca:Pdisp em 2:1 em rações suplementadas com fitase, sem alterar a porcentagem de cinzas na tíbia.

Um aumento significativo das cinzas na tíbia em 5,1% pela suplementação de fitase em dietas com baixo fósforo disponível foi constatado por Viveros et al. (2002). Vários autores observaram esse aumento e o consideram uma boa indicação de mineralização óssea (Sebastian et al., 1996; Ahmad et al., 2000; Leeson et al., 2000). Relaciona-se o melhoramento na porcentagem de cinzas na tíbia ao aumento da retenção de Ca, P, Mg e Zn do complexo fítico-mineral pela adição de fitase.

Assim, considerando a porcentagem de cinzas na tíbia como um bom indicador de mineralização óssea, os resultados do presente estudo indicam que a formulação de rações com níveis reduzidos de Pdisp e Ca não prejudica essa variável quando as rações são suplementadas com fitase. A hidrólise do ácido fítico possivelmente foi propiciada pela adição de fitase nas rações, o que disponibilizou o fósforo e o cálcio dos alimentos para a mineralização óssea.

6 CONCLUSÃO

É possível reduzir o nível protéico das rações em até 3 pontos porcentuais e o nível de fósforo disponível e cálcio em 0,15 e 0,30 ponto porcentual, respectivamente, sem causar prejuízos ao desempenho e mineralização óssea dos frangos de corte nas fases de 22 a 35 dias e 36 a 42 dias de idade, desde que as rações sejam suplementadas com aminoácidos e fitase. Entretanto, a redução de 3 pontos porcentuais no nível protéico das rações promove aumento de gordura na cavidade abdominal dos frangos aos 35 e 42 dias de idade.

Rações formuladas com níveis reduzidos de proteína bruta, cálcio e fósforo disponível são eficientes em reduzir a excreção de nitrogênio, cálcio e fósforo.

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