Coexistência de morar
Coexistent Living
E como seria a arquitetura que impacta e influencia nesse coexistir individual e coletivo?
Se você começar a observar as pessoas a sua volta, perceberá uma busca atual direcionada ao autoconhecimento, a compreensão de como o cérebro e nosso corpo reagem aos estímulos externos e internos, com o objetivo de ser feliz, de resgatar aquele estado/sensação de estar em plenitude com o todo, de coexistir.
E se voltarmos na história, nos damos conta claramente, que desde tempos remotos, a insalubridade dos espaços impactava diretamente na saúde, comportamento e sensações.
Na era medieval os espaços eram úmidos, escuros, apertados e compartilhados por muitas pessoas, consequentemente, a saúde era precária; e, sem afirmar se eram felizes ou não, apenas posso supor que tudo isso gerasse tensão, medo, estresse e doenças, certo?
Hoje evoluímos, não é mesmo?
Evoluímos, mas ainda não chegamos “lá”.
A tecnologia e a neurociência vêm nos revelando através de neuro imagens o que acontece em nosso cérebro, quando saímos para o exterior e entramos em contato com a natureza, como a mesma desperta estados de felicidade e criatividade. Por outro lado, nos mostra também, que ambientes e cidades caóticas, geram estímulos, mesmo que imperceptíveis a nível de consciência, que ativam regiões cerebrais, responsáveis pelo processamento do medo, insegurança, gerando hormônios ligados ao estresse. Sob o domínio do estresse significa que parte da energia cerebral está sendo consumida de forma desordenada, limitando outras áreas cerebrais relacionadas à criatividade, memória, concentração, autocontrole, etc.
Minha intenção é despertar, sugerir experimentar a possibilidade do que já está a milhares de anos a nossa disposição: a natureza!
A natureza, assim como nosso corpo, estão aí, construídos, edificados, com suas estruturas, formas, funcionalidades, leveza e beleza. E, em inegável harmonia.
Como seria viver, morar, trabalhar, estudar em locais que mesmo fechado, trouxesse todos os benefícios de estar em meio a natureza? Proporcionasse contato externo? Trouxesse as sensações de estar numa viagem, de chegar em um lugar quente e aconchegante num dia de frio? Um sentir a brisa, o sol, a chuva em um dia de verão? Que purificasse o ar e te curasse?
Estamos no momento de realmente coexistir em nossas vidas, você concorda?
Coexistência é o que convive harmoniosamente, que existe simultaneamente.
Uma existência simultânea!
Como seria existir em toda nossa totalidade, em toda potencialidade do Ser ao mesmo tempo? Isso quer dizer, darmos atenção e foco a todas as áreas/ partes de nós mesmos em busca do equilíbrio entre mente, espaço e corpo? Isso quer dizer ainda, entre os estímulos cerebrais, nossa casa, cidade, trabalho e o corpo físico.
Você consegue sentir essa sinergia? Estar atento a tudo a sua volta e a você ao mesmo tempo?
Então você pode perceber a coexistência de todas as coisas.
Você pode perceber a conexão que existe entre tudo. A energia que os orientais, há milhares de anos, e que os cientistas em seus estudos da neurociência e física quântica já começam a nos comprovar.
Então você vai querer viver, morar dessa forma!
Isso que chamo de “Coexistent Living” – morar coexistente.
Moradias capazes de olhar o ser humano como um todo, capazes de incrementar a saúde, aumentar a imunidade, equilibrar o estresse e proporcionar prazer.
É tão possível, que já existe.
A sinergia entre Arquitetura, Engenharia, Biotecnologia, Biologia, Bioquímica, Neurociências, entre outros, resulta a possibilidade de uma nova maneira de entender o espaço construído, voltado ao ser humano, proporcionando qualidade de vida saudável, sendo a natureza o ponto fundamental desse resultado.
Enquanto esse futuro não permeia toda as nossas cidades e residências, permita em sua casa abrir as janelas de maneira que o vento passe cruzado por elas, reconecte-se com a natureza, compre plantas adequadas, pois isso reduzirá o nível de Co² e a qualidade do ar interno; além de, como comprovado, diminuir o estresse e aumentar a criatividade cerebral.
Receba luz natural, reorganize os móveis/ambiente onde você possa “pegar” sol. E se puder ir um pouco mais além, perceba o que poderia ser implementado no seu condomínio para que esses elementos tornem a arquitetura coletiva.
E no futuro qual será seu desejo de moradia?
Você gostaria de morar numa cidade, em um edifício sustentável que coexista junto com você? Que seja capaz de te ler, de te entender, de gerar experiência, sensações e emoções, de facilitar a rotina, de diminuir o stress, de relembrar os hobbies e prazeres da vida.
Essa é a arquitetura da coexistência!
Imagem: Bia Abreu Paisagismo
A Antonia Handbags nasceu em um momento de transição da minha vida, tinha acabado de ganhar minha filha, Maria Antonia, e descobri que eu não tinha vocação para um ano sabático - achei que conseguiria, pois quando descobri que estava grávida vendi minha empresa anterior -, mas logo descobri que não e entrei em colapso, deixando meu marido louco!
Ele tem uma história bem forte com o varejo e sempre teve o desejo de ter uma fábrica de bolsas. Peguei esse desejo dele e tentei transformar em um business meu, aproveitando uma necessidade que o mercado tinha na época, de ter um produto com preço acessível e informação de moda rápida, ou seja, fazer um produto comercial para substituir aquela parcela acelerada que a China estava ganhando vendendo no nosso mercado nacional. Assim a Antonia Handbags nasceu, destinada 100%
ao atacado, Private Label (PL) e exportação.