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O COLÉGIO “JACKSON DE FIGUEIREDO” PASSA PARA A REDE ESTADUAL

2 AGENTES DA EDUCAÇÃO: BENEDITO DE OLIVEIRA E JUDITE DE OLIVEIRA FUNDADORES DO COLÉGIO “JACKSON DE FIGUEIREDO”

2.3 O COLÉGIO “JACKSON DE FIGUEIREDO” PASSA PARA A REDE ESTADUAL

Figura 4 - Momento de Transferência do Colégio “Jackson de Figueiredo” para a Rede Estadual

Fonte: Arquivo Pessoal do Professor. Dr. Miguel André Berger.

O colégio passou a ser Patrimônio do Estado de Sergipe, no ano de 1981, através do decreto nº 5.013 de 29 de maio de 1981, na administração do Dr. Augusto do Prado Franco e do Secretario de Estado da Educação e Cultura, Antônio Carlos Valadares.

Devido a ser uma escola central possuía uma clientela plural (com culturas diferentes) advindas de vários lugares de Aracaju e até do interior do Estado. Apesar de ser um colégio aracajuano, recebia alunos provenientes de todo Estado, principalmente filhos de fazendeiros que faziam parte do internato, confirmações efetuadas a partir dos livros de matrícula, pois os endereços que constam nas fichas dos alunos é do próprio colégio.

Como seus proprietários já não tinham mais condições de continuar exercendo a direção do Colégio, por problemas de saúde, e por estarem idosos, bem como, pela falta de condições para ampliação das dependências da escola, a fim de “atender as inovações e

concorrer com outros colégios”, este foi um dos aspectos que motivaram sua venda ao Estado, e como uma das formas de continuar sua missão como casa educativa, por isso deveria ser vendido ao Governo Estadual, este era o desejo de seus diretores. (ROCHA, 2012).

O parecer de nº 129/81, através de decisão do Plenário do Conselho Estadual de Educação (C.E.E.), em sessão de 26 de novembro de 1981, considerou que o imóvel onde funcionava o Colégio “Jackson de Figueiredo” o mesmo da época do reconhecimento como colégio particular, portanto com as instalações já apreciadas por este egrégio colegiado o educandário passou para a Rede Pública Estadual. Considera também que todos os equipamentos continuam em funcionamento na unidade, agora sob a orientação do Estado.

O Relator afirmou:

Somos do parecer que continuam válidos os atos de autorização e o reconhecimento do colégio “Jackson de Figueiredo” e que a unidade apenas mudou de entidade mantenedora, estando hoje sob a tutela da Secretaria de Estado da Educação e Cultura. Este é o nosso parecer, salvo melhor juízo. (NICODEMOS CORREIA FALCÃO – Relator).

Art. 2º - A unidade O Decreto 5.013/81 reza:

O Governador do Estado de Sergipe, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 78, item II, da Constituição Estadual, e de acordo com o dispositivo da Lei, nº 2.203, de 14 de março de 1979, Decreta:

Art. 1º - Fica criada uma unidade escolar para o ensino de 1º e 2º graus, no município de Aracaju.

Art. 2º - A unidade escolar criada na forma do artigo 1º deste Decreto, denominar-se-á Colégio Estadual “JACKSON DE FIGUEIREDO”.

Art. 3º - O acervo documental da extinta Empresa de Benedito Alves de Oliveira – Colégio “JACKSON DE FIGUEIREDO”, passará à responsabilidade da unidade criada pelo presente Decreto.

Art. 4º - As despesas decorrentes da criação da unidade escolar de que trata este Decreto, correrão por conta dos recursos do “Programa Educação”, do Orçamento do Estado para o ano de 1981 e exercícios seguintes.

Art. 5º - Este Decreto entrará em vigor a partir da data de sua publicação. Art. 6º - Revogam-se as disposições em contrário.

Aracaju, 29 de maio de 1981, 160º da Independência e 93º da República. AUGUSTO DE PRADO FRANCO

GOVERNADOR DO ESTADO

Antônio Carlos Valadares

Secretário de Estado da Educação e Cultura52

A primeira diretora do colégio depois que ele passou para a Rede Estadual foi, Elódia Caldas Barros53

. Personalidade importante do Estado, que atuou como presidente da Aliança)

52

Este decreto encontra-se no anexo 2 da Dissertação. 53

Francesa, por várias vezes, por ser uma pessoa que conhecia bastante esta instituição. Por sua vez, atuou como coordenadora do Centro Supletivo “Valnir Chagas,” além de ser fundadora do Ginásio Tiradentes54

. Personalidade que se destacou nessas Instituições, por mostrar sua capacidade administrativa e intelectual.

Atualmente, o Colégio “Jackson de Figueiredo” exerce suas atividades no mesmo endereço do período de sua inauguração. Funciona em três turnos. A gestão escolar é composta por Direção, Secretaria, Coordenação de Ensino, Comitê Pedagógico, Comitê Comunitário, Corpo Docente, Pessoal de Apoio e Administrativo. Oferece do 5º ao 9º ano do ensino fundamental.

Assim, terminava um período da história do Colégio “Jackson de Figueiredo”, como escola particular. Encerrava-se definitivamente o sonho que representou a tentativa de manter uma escola privada para formar a juventude sergipana. Mas, apesar de o colégio ter sido entregue a administração Estadual, o sonho de seus diretores, de manter a escola não se esvaiu, pois este continuou, mesmo em mãos diferentes, com o mesmo objetivo de um projeto educacional inicial, que era o de instruir os jovens aracajuanos.

Iniciou-se assim uma nova fase da história do “Jackson de Figueiredo”, ele deixou de pertencer a Benedito de Oliveira e foi vendido ao Governo do Estado. Fechou-se um ciclo de uma escola que perdeu um pouco de sua identidade, porque antes, destacava-se como um Colégio particular, não confessional, que preparava alunos de Aracaju e era considerado um dos melhores de Sergipe. Status, que manteve no período em que funcionou como escola particular e que perdeu um pouco desse “glamour” ao se tornar uma escola pública, entre muitas outras escolas que existem no Estado.

Apesar de ter encerrado o seu período como escola particular, a sua história não pode deixar de ser contada, pois as representações culturais se fizeram presentes e se mostraram importantes para a vida escolar do “Jackson de Figueiredo”, elementos que serão estudados na seção seguinte.

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3 A REPRESENTAÇÃO DA CULTURA ESCOLAR DO COLÉGIO “JACKSON DE