3 BACHARELADO DE GPP DA UFRN
4.3. COLETA DE DADOS
A coleta de dados começou com a pesquisa documental no mês de março de 2019 e em seguida foi iniciada a pesquisa de campo propriamente dita, realizada durante os meses de abril e maio, quando foram obtidos os dados empíricos coletados simultaneamente com os docentes e discentes do curso. Logo em seguida, na última semana do mês de maio, foi feita a pesquisa com os egressos de GPP. Todas as ações realizadas foram registradas no Diário de Campo que juntamente com o cronograma e o planejamento compuseram os elementos norteadores dessa importante fase da pesquisa.
A coleta de dados com os docentes foi realizada por meio de entrevistas em profundidade com 3 (três) docentes e entrevistas semiestruturadas, ou seja, parte dela será estruturada e a outra parte aberta, com 13 (treze) docentes, totalizando 16 (dezesseis) docentes do DPP que estavam escalados para sala de aula do semestre 2019.1 no curso de GPP.
A entrevista é uma excelente opção de técnica de coleta de dados para o pesquisador obter “respostas mais profundas para que os resultados da sua pesquisa sejam realmente atingidos e de forma fidedigna. E só os sujeitos selecionados e conhecedores do tema em questão serão capazes de emitir opiniões concretas a respeito do assunto” (ROSA; ARNOLDI, 2008, p. 16).
As entrevistas foram previamente agendadas e cada uma delas teve duração média de uma hora. Com o consentimento dos docentes, as entrevistas foram gravadas e, concomitantemente, as principais observações foram anotadas para facilitar as transcrições das gravações. Todas as entrevistas foram transcritas e depois extraída delas os pontos mais relevantes para o objeto da pesquisa e disposto em planilha Excel para facilitar a comparação das respostas entre os docentes e depois entre eles e os discentes e egressos.
As primeiras três entrevistas foram do tipo em profundidade, técnica que tem por finalidade a obtenção de informações e descrição das situações para esclarecer detalhes a partir das próprias palavras dos respondentes (CASSIANI; CALIRI; PELÁ, 1996).
As outras treze entrevistas foram conduzidas pelo autor da pesquisa a partir de roteiro semiestruturado, nas quais os docentes entrevistados foram abordados a fazerem avaliações das suas percepções em relação à eficácia dos seguintes tópicos: Formato do curso; Diretrizes Curriculares Nacional (DCN); Departamento de Políticas Públicas (DPP); Coordenação do curso de GPP; Plenária do Departamento (DPP); Colegiado do curso de GPP; Núcleo Docente Estruturante (NDE); Núcleo Avançado de Políticas Públicas (NAPP); Orientação Acadêmica; Semana de Integração do Curso; Seminário de Avaliação Semestral; Apenas 1 Unidade de Avaliação; Ateliê; Tópicos Especiais; Objetivo do curso; Mudaria algo?; Campo de Públicas/ANEPCP; e Perspectivas futuras.
Após todas as entrevistas serem transcritas na integra, as principais avaliações sobre cada um dos assuntos abordados foram destacadas por entrevistado. Em seguida evidenciou-se as palavras mais citadas e as principais frases afirmadas pelos docentes.
A coleta dos dados empíricos dos discentes de GPP se deu por meio da técnica de aplicação de questionário com questões fechadas (Apêndice D), ou de múltipla escolha, formuladas para submeter o entrevistado a optar por apenas uma das alternativas dentre as disponíveis. Para esse tipo de questão as alternativas são “coletivamente exaustivas e mutuamente exclusivas, ou seja, as questões devem cobrir todas as respostas possíveis e uma alternativa deve ser totalmente incompatível com todas as demais” (SOUZA, 2005, p. 145/146).
Antes de iniciar a coleta de dados, esse instrumento de pesquisa foi submetido a um pré-teste aplicado a cinco discentes convidados pelo pesquisador. Esse procedimento apontou a necessidade de pequenos ajustes que foram feitos no formulário definitivo utilizado na pesquisa.
O questionário foi auto preenchido pelos discentes, sem identificação dos respondentes, na presença do próprio pesquisador, nas salas de aula, e tendo o docente da respectiva disciplina presente no momento da aplicação, após explicação dos objetivos da pesquisa e apresentação por projeção visual do formulário
distribuídos entre os alunos. À medida que o pesquisador discorria sobre a instrução de cada questão, os discentes a respondiam respectivamente no questionário.
Ao final das respostas os questionários eram recolhidos e numa lista a parte, contento os nomes dos discentes, marcava-se quem já havia respondido para evitar a duplicidade de aplicação ao mesmo discente em outra aula. Cada formulário foi denominado com um número sequencial para efeito de controle, mas sem identificar o discente respondente. O questionário foi elaborado com quatro partes denominadas “A”, “B”, “C” e “D”.
A parte “A” se refere aos dados sobre o discente e tem por objetivo a obtenção de nove informações que permitiram traçar o perfil dos respondentes. Para isso, foi perguntado ao discente: Ano/semestre que iniciou o curso de GPP; turno; sexo; faixa etária; se já fez ou está fazendo outra graduação; atividade profissional na qual atua; em qual semestre pretende concluir o curso; se conhece o Projeto Pedagógico do Curso (PPC); como se autodeclara étnica racial; se conta com algum benefício na UFRN, tais como bolsa e assistência estudantil.
A parte “B” tratou da avaliação de eficácia do curso. Nessa parte os discentes avaliaram duas questões sobre os objetivos gerais e cinco sobre os objetivos específicos do curso de GPP.
Na parte “C” se tratou da avaliação da estrutura disponível ao curso. Nessa parte os discentes avaliaram a infraestrutura física; a atuação dos docentes (conhecimento e didática); o Departamento de Políticas Públicas e a Coordenação de GPP.
A parte “D” do questionário foi dedicada a uma autoavaliação do discente respondente. Os discentes puderam se auto avaliar quanto à assiduidade nas aulas; assimilação do conteúdo ministrado pelos docentes; e participação na vida acadêmica.
O parâmetro utilizado para a avaliação foi uma escala Likert, que “estabelece o mesmo procedimento da escala de Thurstone, mas substitui o grupo de especialistas pela comparação entre as respostas de um mesmo grupo” (ASSIS et al., 2005).
A pesquisa com os egressos foi realizada entre a última semana de maio e os primeiros dias do mês de junho de 2019, por meio de questionário (Apêndice E) elaborado pelo autor com o uso da ferramenta google form e enviado para 98 egressos por meio de mensagens eletrônicas (e-mail, whatsapp e message do Facebook), além de contatos por telefone para reforçar a participação na pesquisa. Os contatos dos
egressos foram obtidos com o apoio de docentes e discentes do curso. Dentre os 98 egressos que receberam o questionário, 50 responderam à pesquisa a tempo de suas respostas serem computadas para os resultados.
O questionário submetido aos egressos é praticamente igual ao que foi aplicado aos discentes. No tocante à avaliação da eficácia do curso, as questões são exatamente as mesmas da parte “B” do questionário dos discentes.