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2. METODOLOGIA

2.1 Coleta das Amostras Micromonolíticas do Solo

2. METODOLOGIA

O material didático de amostras feitas em topossequência foi concebido através da coleta de três diferentes tipos de solos: Argissolo, Planossolo e Gleissolo.

Os solos coletados foram previamente estudados através de levantamento bibliográfico e consultas via internet e teve sua posição topográfica levada em consideração, para que o material didático fosse montado de acordo com a sequência de cada tipo de solo em seu devido lugar de origem na paisagem.

Foi criada uma microrreprodução da morfologia dos perfis, onde as amostras foram coletadas de acordo com a sequência do perfil, tornando assim, cada tijolinho coletado o representante de um horizonte em seu destaque no solo. A diferenciação de cor contribuiu como parâmetro para a execução da coleta.

2.1 Coleta das Amostras Micromonolíticas do Solo

Segundo Marques et al., (2011) os locais de coleta dos monólitos, geralmente, devem ser representativos dos solos da região e não perturbados pela ação antrópica. Deste modo devem ter sido realizados, previamente, estudo e levantamento detalhado do solo da região que se pretende representar. Sempre que possível devem ser consultados mapas de levantamentos de reconhecimento ou mais detalhados para definição de solos representativos de uma área, onde serão coletadas as amostras.

As coletas das amostras foram feitas no Jardim Botânico da UFRRJ. Foram coletadas amostras micromonólitos de três solos representativos de Seropédica (Argissolo, Planossolo e Gleissolo), em diferentes horizontes, do perfil de cada solo. A retirada de amostras será feita em trincheiras seguindo a metodologia estabelecida por Santos (2005).

O material foi coletado em trincheiras já previamente abertas. Fez-se primeiramente a limpeza do perfil do solo, tomando o devido cuidado para que nenhuma amostra fosse mascarada. Deixou-se a parede totalmente reta, tendo sempre o cuidado de não coletar em locais com excesso de cascalhos, estes que poderiam interferir no andamento da coleta (Figura 6).

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Figura 6. Limpeza da parede do perfil Planossolo. UFRRJ. Seropédica, RJ. 2015. Fonte: Acervo pessoal

Foram coletadas pequenas quantidades de terra e colocadas em papel branco para avaliação das diferentes variações de cores e estrutura. Logo após, o perfil foi novamente limpo e em seguida demarcado os locais exatos a serem coletadas as amostras.

As coletas das amostras micromonolíticas foram feitas com auxílios de pequenas peças metálicas (metalon) com faces cortantes, medindo (7 cm altura x 5cm largura x 3 cm profundidade), construídas em oficinas de ferragens, especialmente, para esta finalidade. No fundo da forma é feito um pequeno corte redondo aproximadamente da largura de um lápis, abertura essa que auxilia na expulsão da amostra.

No interior dessas peças metálicas foi colocado um bloco de madeira que nela penetra com folga medindo aproximadamente (4,5 x 2,5 x 1cm) dentro da caixa metálica, deixando uma folga entre as paredes da forma e a madeira. Esta madeira é essencial para que a coleta seja bem sucedida, pois o pequeno bloco de madeira tem a função de empurrar a amostra de solo presente dentro da forma (Figura 7).

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Figura 7. Forma de metalon e madeira utilizada para coleta. UFRRJ. Seropédica, RJ. 2015. Fonte: Acervo pessoal.

Após ter a madeira introduzida no interior da forma de metal, a forma foi colocada com a face cortante virada para a parede do perfil do solo, projetada exatamente no local do perfil e horizonte desejado a ter a amostra coletada. Com o auxílio de um martelo, bate-se até que o espaço vazio, deixado pelo bloco de madeira, este que é 5 mm menor do que a peça metálica, seja preenchida com terra na forma até ela perfurar totalmente o solo coletando assim, a amostra micromonolítica (Figura 8).

Figura 8. Coleta da amostra de um Planossolo. UFRRJ. Seropédica,RJ.2015. Fonte: Acervo Pessoal.

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Com a ajuda de uma faca/espátula, retiramos o solo do entorno da forma, facilitando o manuseio na saída da forma de dentro do perfil, o qual trará consigo um pequeno bloco de terra, tendo sempre o cuidado para não quebrar as amostras e também com o devido cuidado para não mascarar ou prejudicar as próximas coletas. Realizando este procedimento em todas as coletas dos horizontes seguintes (Figuras 9 e 10).

Figura 9. Retirada da forma contento a amostra, executada com a ajuda de uma faca. UFRRJ. Seropédica, RJ. 2015.

Fonte: Acervo pessoal.

Figura 10. Amostras micromonolíticas de um Argissolo. UFRJ. Seropédica, RJ. 2015. Fonte: Acervo pessoal.

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Após cada coleta feita em campo, as amostras foram encaminhadas para o Laboratório de Fundamentos da Ciência de Solo, localizado no Departamento de Solos no Instituto de Agronomia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, para que todas as amostras fossem tratadas e desenformadas de acordo com as suas características e também serem submetidos a tratamento de impermeabilização. Os micromonólitos foram mantidos fechados até chegarem ao laboratório onde procedeu a secagem ao ar para eliminação do excesso de água.

2.1.1 Tratamento e retirada dos micromonólitos

Cada tipo de solo recebeu uma atenção diferente no tratamento e retirada da forma, esta diferenciação se deve ao fato de cada solo possuir a sua característica individual. Alguns solos possuem uma estrutura mais compactada, ou arenosa, estruturas que dificultam no desenformar das amostras. Outros são mais úmidos e escorregadios, características que facilitam a retirada dos tijolinhos das formas metálicas.

O Argissolo e o Planossolo, por exemplo, apresentaram maior compactação, e arenosidade, necessitando assim, do aumento no teor de sua umidade para ser retirado da forma. No auxilio desse processo, foi utilizada conta gotas contendo H2O (água) para umedecer o solo ainda dentro das formas. A quantidade de água utilizada varia de acordo com a característica de cada solo.

2.1.2 Desenforme das amostras

Todos os procedimentos para o desenforme das amostras foram feitos em cima de uma bancada limpa e reta, onde previamente foi adaptada uma tábua coberta com um plástico liso para que cada amostra fosse depositada nela em descanso e preparação. A forma contendo a amostra foi apoiada em cima da tábua e com a ajuda de uma haste de madeira/ferro com tamanho circunferencial que encaixe no corte circular encontrado no fundo da forma para empurrar a amostra em direção a sua face. A haste ao ser introduzida entrou em contato com o pequeno pedaço de madeira, a mesma madeira colocada no interior da forma metálica, nos procedimentos iniciais de coleta, ainda em campo.

Para esta etapa foi necessário um maior cuidado e um pouco de força para impulsionarmos a madeira do fundo da forma. No momento de introdução da haste, pudemos

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perceber que a madeira se deslocando levando com ela à pequena e frágil amostra que antes era contida no interior da forma de metal.

O pedaço de tijolo ficara no formato da forma. A amostra deve ser mantida na tábua em descanso, esperando assim, os procedimentos futuros de impregnação.

Ao contrário dos solos Argissolo (alto teor de compactação) e Planossolo (alta arenosidade) o Gleissolo, por se tratar de um solo com maior teor em umidade, não apresentou dificuldades e nem foi necessária a umidificação do mesmo para que as amostras fossem retiradas da forma, foram apenas impulsionados via haste, assim como os demais solos coletados.

É necessário demasiado cuidado no desinforme das amostras, pois, devido a fragilidade do solo riscos de quebras podem vir a ocorrer. Para a garantia do sucesso da coleta do material, todas as amostras foram recolhidas em duplicata.

2.1.3 Impermeabilização dos micromonólitos de solos

As amostras foram feitas com o principal intuito de se tornar um material didático, portanto a longevidade da mesma é um fator crucial. Para a preservação da durabilidade, foi necessária ser feita uma impermeabilização das amostras de solos coletada para que os micromonólitos não se quebrassem ao longo do tempo (Figura11).

Figura 11. Secagem de amostra impermeabilizada. UFRRJ. Seropédica, RJ. 2015. Fonte: Acervo pessoal.

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Esta fase consistiu na aplicação de cola diluída em água e laca seladora diluída em thinner sobre o micromonólito. A diluição da cola dependeu de cada textura do solo e da capacidade de absorção da mistura cola e água. O primeiro banho foi aplicado com conta-gotas, gotejando sobre o micromonolito, de forma abundante. O processo foi repetido até a saturação do micromonolito, sempre observando a infiltração da solução. Foi realizado um banho por dia, esperando-se a secagem do micromonolito para a próxima aplicação da solução adesiva. A partir do segundo banho, o conta-gotas foi substituído por um borrifador considerando que o solo já não absorve a solução tão rapidamente e superfícies esbranquiçadas podem se formar no micromonolito. O tempo necessário para finalização de um micromonolito depende das características do solo, das condições ambientais durante o preparo e das diluições efetuadas nas soluções de banho. Esta fase do processo pode demorar de 5 a 20 dias. Para finalização foi feita uma última aplicação, por um borrifador, de laca seladora incolor de nitrocelulose diluída em thinner autolack 1010 (relação 20:80). O micromonolito foi considerado pronto quando apresentar uma boa impermeabilização, que pode ser visualizada pela dificuldade de infiltração de água na sua superfície, ou, quando iniciar a formação de crostas brancas na superfície.

Primeiramente foi utilizado a diluição de 1:5 (1 de cola e 4 de água) e quando a solução encontrou maior dificuldade em penetrar na amostra foi utilizado uma solução diluída em 1:15 (1 de cola e 14 de água).

Este procedimento foi realizado com cautela, para que a amostra não fosse impermeabilizada em excesso mascarando as características do solo.

2.1.4 Organização e apresentação dos micromonólitos

Após o tratamento de impregnação e secagem das amostras de micromonólitos, a microrreprodução da morfologia dos perfis, foram fixadas no pôster plotado, onde se faz impresso o desenho representativo da paisagem do relevo local. Com isto foi-se obtido uma microrreprodução da morfologia do perfil de cada solo. O pôster confeccionado expõe algumas características dos solos coletados e a sua localização geográfica. Como foram feitas amostragens em solos localizados em várias posições no relevo, para isso foi feita uma topossequência dos solos da região amostrada e com a ajuda de um aparelho GPS identificou-se as coordenadas para saber a localização exata do local de coleta.

33  Argissolo : Latitude - 22, 766051º Longetude: - 43, 692976º  Planossolo: Latitude: - 22, 766621º Longetude: - 43, 693781º  Gleissolo : Latitude: - 22, 760594º Longetude: - 43, 70009º

O pôster didático foi plotado em lona no tamanho de 90x120, contendo nele as fotos da paisagem original, fotos dos perfis coletados e principalmente a microrreprodução do perfil através dos micromonólitos coletados. Sabendo-se que no dado momento da coleta foram feitos os registros fotográficos das paisagens que compõem o pôster exposto.

Fez-se também o uso do programa Adobe Reader Photoshop, para a elaboração do pôster e suas estruturas de imagens, como por exemplo, a paisagem para espelhar a microrreprodução.

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