1 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS
1.3 COLETA DE DADOS
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Para a coleta de dados primários, utilizou-se a técnica de questionário. Para Gil (2002,
p. 116), o questionário de pesquisa deve traduzir os seus objetivos específicos. Dentre as regras
para a construção do questionário, merecem relevo: incluir perguntas relacionadas ao problema
proposto; considerar o nível de formação dos respondentes; e considerar as implicações com os
procedimentos relativos à tabulação e análise de dados.
Segundo Marconi e Lakatos (2005, p. 201), o questionário traz, dentre as suas
vantagens: a possibilidade de atingir maior número de pessoas simultaneamente; a obtenção de
respostas mais rápidas e mais precisas; maior liberdade para as respostas em função do
anonimato; e maior tempo para responder e em hora mais favorável. As autoras realçam como
uma das desvantagens a percentagem pequena de devolução que alcança, em média, 25% dos
questionários enviados. Para este estudo, prevaleceram as vantagens identificadas,
utilizando-se uma estratégia de comunicação por e-mail e por telefone para incentivar a adesão voluntária
à pesquisa, visando à obtenção de retorno de questionários respondidos.
O referencial teórico (BARBOSA, 2014; BORGES, 2010; CHAVES, 2015;
GERALDO, 2010; LIMA, 2007; MILANEZ, 2016; POCHMANN, 2006) agregado às
informações obtidas da análise da pesquisa do CFA 2015 e dos indicadores educacionais e de
mercado de trabalho foram fundamentais para nortear o planejamento das dimensões e variáveis
de pesquisa e para a realização das análises dos dados coletados.
Com a análise do Projeto Pedagógico do Curso (PPC), foi possível conhecer o perfil
desejado para o egresso. Ademais, examinar a Pesquisa de Autoavaliação da Instituição de
Ensino
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possibilitou compreender os estudos realizados por ela para atender às diretrizes
acadêmicas e aos aspectos regulatórios do MEC. Especial atenção se deu ao questionário
aplicado para levantar o perfil socioeconômico do ingressante, vislumbrando a identificação de
variáveis passíveis de serem consideradas na elaboração do questionário de pesquisa com os
egressos.
Assim, tendo como referência Regio (2011, p. 52), foram definidas as quatro dimensões
e respectivas variáveis, mostradas no Quadro 1: perfil socioeconômico; perfil profissional –
competências e habilidades; estudo e trabalho; associativismo, interesses culturais e
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Autoavaliação da instituição: volta-se para atender aos requisitos da Lei n° 10.861, de 14 de abril de
2004, que instituiu o Sistema Nacional da Educação Superior (SINAES), a propósito de aspectos
relativos a: estruturas, relações, compromisso social, atividades, finalidades e responsabilidades
sociais da instituição de ensino. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2004-2006/2004/lei/l10.861.htm>. Acesso em: jun. 2018.
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informativos. Para a mensuração, utilizou-se a escala de múltipla escolha com resposta única
ou respostas múltiplas, a depender das variáveis que estivessem sendo analisadas.
Quadro 1 − Variáveis que foram pesquisadas com os egressos: uma síntese
DIMENSÃO VARIÁVEIS
Perfil sócio econômico
Meio de acesso à universidade: recursos próprios, de familiar ou
financiamentos (PROUNI, FIES, bolsa da instituição de ensino e outros)
Faixa de renda atual
Faixa etária; estado civil; turno de estudo
Diversidade: gênero e raça
Capital cultural: nível de escolaridade dos pais
Motivação para cursar o ensino superior e para escolher o curso de
administração de empresas
Perfil Profissional:
competências e habilidades
Solução de problema: pensar estrategicamente; introduzir modificações
no processo produtivo; atuar preventivamente; transferir e generalizar
conhecimentos; tomada de decisão
Comunicação: relacionamento interpessoal; negociação
Técnicas profissionais: buscar e aplicar soluções criativas; utilização de
raciocínio lógico no desenvolvimento de atividades; elaborar e
implementar ações ou projetos; e aprendizado e atualização continuada
Estudo e trabalho
Ocupação antes, durante o curso e atual (momento de resposta do
questionário); natureza jurídica e setor econômico do empregador
Trajetória no Mercado de trabalho: meios de acesso, dificuldades e tempo
para ingresso, motivos do desemprego, percurso profissional
Organização do trabalho: espaço ocupacional ocupado e jornada de
trabalho
Associativismo, interesses
culturais e informativos
Participação política e social; interesses culturais; meios usados para a
informação
Fonte: Adaptado de Regio (2011, p. 51)
A dimensão perfil sócio-econômico é composta por onze variáveis que possibilitam
examinar a contribuição da escolaridade para o posicionamento da renda individual, a formação
do capital cultural e, também, para verificar os motivadores para o ingresso no ensino superior
e a escolha do curso. A análise do meio de acesso à universidade viabilizou a comparação com
estudos específicos a respeito do PROUNI.
A dimensão perfil profissional: competências e habilidades foi estruturada utilizando
como referência o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) e o Manual de Estágio Supervisionado
e voltou-se para investigar o nível de concordância dos egressos com relação ao
desenvolvimento de doze competências estabelecidas no PPC, que compõem a base de
formação do perfil do egresso, conforme proposto pela instituição de ensino. Para mensurar,
utilizou-se uma Escala Likert com cinco níveis de afirmativas: concordo plenamente, concordo,
discordo plenamente, discordo, não concordo e nem discordo.
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Para a dimensão estudo e trabalho, analisou-se como se deu a trajetória do egresso no
mercado de trabalho tendo como referência três momentos temporais distintos: durante o curso,
após a conclusão do curso e no momento em que respondeu à pesquisa, 4º trimestre/2018. As
variáveis permitem ampla análise em termos da organização do trabalho, meios para acesso,
percurso profissional e situação de desemprego, viabilizando comparações com indicadores
encontrados em outros estudos.
Por fim, a dimensão associativismo, interesses culturais e informativos foi incluída
buscando viabilizar o exame dos contributos do ensino superior para a formação do capital
cultural, sobretudo com relação a aspectos relacionados a participação política e social,
interesses culturais e acesso à informação.
Finalmente, em atendimento à legislação (Capítulo IV da Resolução n° 510/16), foi
disponibilizado um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), para o participante
dar o aceite antes de responder ao questionário, assegurando, desta forma, a sua liberdade de
escolha em participar ou não da pesquisa (Apêndice A).
O instrumento de coleta foi colocado à disposição via internet, utilizando-se a alternativa
de ferramenta de plataforma Survey Monkey – especificações constantes do Apêndice C, no
idioma português
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− que contempla recursos para análise de variáveis escalonadas, apresenta
características de facilidade para preenchimento, permite a autoadministração e tem baixo custo
de aplicação. Ademais, possibilita a exportação dos dados para a realização de cruzamentos de
análise estatística das variáveis pesquisadas.
Para atender ao requisito de anonimato das respostas, na parametrização para acesso ao
questionário, desativou-se a possibilidade de identificação do Internet Protocol (IP) e também
não se incluiu nenhuma forma de confirmação automática de resposta. Com isto, o
gerenciamento do índice de respostas se deu exclusivamente pelo relatório estatístico gerado
pelo software com este objetivo. A análise do índice de retorno dos questionários possibilitou
lidar com o fator crítico para o êxito da pesquisa e incentivar a adesão à pesquisa mediante a
utilização das estratégias de comunicação mostradas na Figura 2 e descritas a seguir.
Figura 2 – Estratégias de comunicação durante para a realização da coleta de dados
Fonte: Elaboração própria
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Link para acesso: <https://pt.surveymonkey.com/>.
Convite para participaçãoda pesquisa Envio de link para acessar o questionário Confirmação de recebimento do link e reforço da relevância da pesquisa Reenvio de link por mensagem personificada Mensagem de encerramento da coleta de dados e agradecimento pela participação na pesquisa 1 2 3 4 5