2. Material e Métodos
2.2. Coleta e Identificação
Os espécimes estudados são provenientes de nove coletas realizadas na área entre os anos de 2010 e 2014, relacionadas a saída à campo da disciplina de Ecologia Geral, da terceira etapa do Curso de Ciências Biológicas da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), sendo que os insetos capturados fazem parte da coleção entomológica do Laboratório de Ecologia e Taxonomia Animal. Para a realização desse trabalho, além dos espécimes coletados de 2010 a 2013 e que
fazem parte da coleção, foram realizadas duas coletas no ano de 2014, sendo a primeira nos dias 10 e 11 de abril e a segunda nos dias 18 e 19 de setembro.
Figura 5: Climograma de Campos do Jordão. Fonte: BARBOSA (2006).
Para a captura dos insetos foram utilizadas dois tipos de coletas: ativa e passiva. O primeiro tipo consiste na utilização de aparatos específicos para um dado grupo de inseto, como redes, aspiradores e guarda-chuvas entomológicos; já o segundo tipo é caracterizado pela utilização de armadilhas onde o coletor não interfere diretamente sobre essa coleta (ALMEIDA et al., 1998).
A coleta ativa, também denominada coleta manual, foi feita com o uso de rede entomológica em locais com maior probabilidade de incidência insetos polinizadores, isto é, onde haviam flores e inflorescências. A coleta passiva ocorreu apenas no ano de 2014, por meio de armadilhas com atrativos, no caso, uma modificação da armadilha pega-moscas tendo como material garrafas pet, que foram instaladas em locais com plantas em florescimento (árvores, arvoredos, arbustos), a cerca de um metro (ou mais) acima do nível do solo e distribuídas ao longo das trilhas que rodeiam a mata; porém todos os locais são antropizados sendo localizados perto de construções e ao longo de trilhas.
Nas coletas realizadas em abril de 2014, foram instaladas 5 armadilhas, que ficaram aproximadamente 14 horas no local. Cada armadilha foi preenchida com um atrativo diferente: mel puro; mel diluído (mistura de mel, água e açúcar); refrigerante
de limão (com adição de açúcar); suco de maçã (com adição de açúcar) e água com açúcar. Os insetos capturados nas armadilhas foram conservados em álcool 70%, sendo que os lepidópteros coletados foram acondicionados em envelope entomológico para melhor preservação de suas asas, que são estruturas de interesse taxonômico. Os himenópteros, coleópteros e dípteros coletados foram posteriormente conservados mediante montagem com alfinete entomológico.
Já nas coletas realizadas no mês de setembro, foram instaladas 3 armadilhas, que permaneceram cerca de 14 horas no local, sendo que cada armadilha foi preenchida com um atrativo diferente: mel puro, suco de uva e refrigerante de cola (fig. 6). O modo de conservação dos insetos coletados foi o mesmo utilizado na coleta anterior. A mudança dos substratos atrativos deve-se a disponibilidade dos mesmos bem como a utilização de diferentes tipos a fim de verificar sua eficácia.
Figura 6. Armadilhas instaladas para captura de polinizadores. A. Armadilha com refrigerante de cola. B. Armadilha com mel. C. Armadilha com suco de uva.
Os espécimes das ordens de interesse deste levantamento faunístico fora identificados até o nível taxonômico de família, com o auxílio de chaves de identificação presentes em Costa Lima (1962), Buzzi (2002), Leite e Mendes de Sá (2010) e Rafael et al. (2012), sendo que no processo de identificação foi utilizado estereomicroscópio, estando todos conservados em caixas entomológicas com naftalina.
Para cada ordem, há características morfológicas distintivas para identificação dos insetos. Na ordem Hymenoptera as estruturas taxonomicamente mais usuais são o número de artículos do trocânter (fig. 7A), forma dos artículos tarsais, artículos antenais, forma do pronoto, venação das asas (fig. 7B), entre outras. Em Coleoptera, as principais características utilizadas na identificação são as antenas, escleritos torácicos, pernas, élitros e genitálias (fig. 8). Em Lepidoptera, a venação (fig. 9), formas de acoplamento, estrutura das escamas e formato das asas (fig. 10 A e B) são as características utilizadas na identificação de adultos, bem como as peças bucais, antenas, ocelos, genitálias além de características gerais como tamanho e cor. Já em Diptera os principais caracteres usados na identificação envolvem as antenas, pernas, asas e quetotaxia (fig. 11), que é a organização das cerdas da cabeça e do tórax (TRIPLEHORN; JOHNSON; 2011).
Figura 8: Morfologia externa básica de Scarabaeinae (Coleoptera) em vista dorsal, macho de Dichotomius nisus. Fonte: Silva et al. (2011).
Figura 10: Formato das asas de Lepidoptera. A. Indivíduo da família Sphingidae. B. Foto: OLIVEIRA, B. A.
3. Resultados
Foram analisados 453 espécimes foram identificados como pertencentes às 4 ordens de insetos estudados no presente trabalho, provenientes de coletas ativas realizadas no ano de 2014 e também da coleção entomológica do laboratório. Do total de 453, 59 espécimes não foram identificados devido à falha na montagem dos espécimes bem como a falta de estruturas necessárias para a identificação destes, como patas, asas e antenas. Foram reconhecidos 195 como sendo polinizadores: 128 são da ordem Coleoptera, 38 Lepidoptera, 16 Hymenoptera e 13 Diptera (fig. 12).
Figura 12. Número de indivíduos polinizadores por ordem.
Os 128 indivíduos da ordem Coleoptera que são polinizadores pertencem as famílias Chrysomelidae, Curculionidae, Scarabidae, Cerambycidae, Staphylinidae e Lycidae (fig. 13), sendo que Chrysomelidae e Curculionidae são as que mais apresentaram espécimes na coleção, 50 e 41 respectivamente, enquanto que Cerambycidae, Staphylinidae e Lycidae foram as famílias menos numerosas, 5, 4 e 2 indivíduos respectivamente; Scarabidae apresentou o total de 26 indivíduos polinizadores (figs. 14 e 15).
Figura 13.Indivíduos polinizadores da ordem Coleoptera por família.
Figura 14: Espécimes de coleópteras polinizadores. Da esquerda para direita, em cima,
Chrysolina graminis (Chrysomelidae), Chlorophanus viridis (Curculionidae). Embaixo, esquerda para
direita, Protaetia cuprea (Scarabaeidae) e Callidium violaceum (Cerambycidae). FONTE: Kerbtier (2014).
Figura 15: Espécimes de coleóptera polinizadores. Esquerda, Cilea silphoides Staphylinidae). Direita, Metriorrhynchus rhipidius (Lycidae). FONTE: Kerbtier (2014); Brisbane Insects (2014).
Já como polinizadores da ordem Hymenoptera as famílias Apidae, Haliictidae, Megachilidae e Vespidae apresentaram 12, 2, 1 e 1 espécimes respectivamente, totalizando 16 insetos (fig. 16).
Figura 16. Indivíduos polinizadores da ordem Hymenoptera por família.
Relativo a ordem Lepidoptera, as famílias Hesperiidae, Pieridae, Nymphalidae, Sphingidae e Saturniidae apresentaram 17, 8, 6, 2 e 2 indivíduos, totalizando 38 espécimes na coleção (fig. 17).
Figura 17. Indivíduos polinizadores da ordem Lepidoptera por família.
Por fim, a ordem Diptera teve como representantes polinizadores as famílias Bombyliidae, Muscidae e Syrphidae, com 13 indivíduos ao todo, sendo 7 Bombyliidae, 4 Muscidae e 2 Syrphidae (fig. 18).
Figura 18. Indivíduos polinizadores da ordem Diptera por família.
Nas coletas realizadas em 2014, as que foram ativas tiveram maior número de indivíduos coletados do que as passivas, realizadas por meio de armadilhas; assim, coletas diurnas obtiveram maior número de insetos. No que refere-se a captura de membros de Saturniidae e Sphingidae, a coleta ativa noturna se mostrou mais eficaz visto o número de espécimes coletados.
4. Discussão
O número de indivíduos polinizadores da ordem Coleoptera existentes na coleção, 128 espécimes, é maior se comparado ao número de espécimes das outras ordens estudadas, sendo que esse total é decorrente de outros estudos concomitantes.
Dos indivíduos de Coleoptera, a família Chrysomelidae foi a mais abundante da coleção, apresentando 50 espécimes tidos como polinizadores. Os besouros dessa família que é considerada diversa e possui cerca de 35.000 espécies descritas, são popularmente conhecidos como vaquinhas, sendo majoritariamente fitófagos. Segundo Triplehorn e Johnson (2011) os adultos se alimentam principalmente de flores e folhagens enquanto as larvas têm alimentação livre, pois algumas podem ser minadoras de folhas ou das brocas dos caules e por isso podem ser consideradas pragas agrícolas. Como são prevalentes na vegetação, os besouros crisomelídeos acabam sendo agentes polinizadores, mesmo que acidentalmente. A presença de indivíduos adultos sobre as folhas pode facilitar a coleta já que as larvas não são consideradas polinizadores, o que pode explicar o alto número desses indivíduos na coleção visto que a coloração desses besouros comumente é chamativa.
Em relação à Curculionidae, a segunda família da ordem Coleoptera mais numerosa da coleção com 41 indivíduos, pode-se dizer que se assemelha com Chrysomelidae quanto aos hábitos alimentares, pois os membros de ambas as ordens são fitófagos, porém, os curculionídeos também podem ser xilófagos, sendo que adultos podem ser polinizadores e as formas larvais podem ser pragas agrícolas. Conforme Maia et al. (2012), a família Curculionidae possui cerca de 50.000 espécies descritas, sendo que há um grande número de espécies que atuam como polinizadores altamente especializados, associando-se principalmente a espécies das famílias Arecaceae e Cyclanthacea.
A família Lycidae está representada na coleção por 2 espécimes, sendo que possui aproximadamente 3.500 espécies descritas. Os licídeos são um pouco semelhantes aos besouros da família Cantharidae e de acordo com Triplehorn e
Johnson (2011), os indivíduos adultos são ativos durante o dia e vivem em folhagem e troncos de árvores de áreas arborizadas alimentando-se de sucos de materiais vegetais em decomposição, ao passo que as larvas são predadoras. Assim sendo, como os hábitos alimentares divergem de acordo com a maturidade do inseto, pode-se supor que os adultos são agentes polinizadores ocasionais. Por fim, a família Staphylinidae é a segunda maior família de Coleoptera, porém foram encontrados 4 indivíduos dessa ordem, sendo que os hábitos alimentares dessa família são carnívoros, detritívoros e também fitófagos, visto que ao esperar a presa sobre as folhas esses insetos se alimentam de pólen, o que acarreta na polinização.
Os indivíduos da ordem Lepidoptera são indicadores biológicos para monitoramento da diversidade, integridade de paisagens e para o uso sustentável de recursos naturais. Conforme Duarte et al. (2012), os insetos da família Hesperiidae são bons indicadores de regularidade e abundância de recursos florais e, por conseguinte, polinizadores eficazes considerando que a presença de algumas espécies pode fornecer indícios sobre a saúde geral do ambiente em questão. Desse modo, apesar haver dois representantes dessa família na coleção, pode-se supor que o ambiente não sofreu perturbações severas.
De acordo com Locarelli (2006), há 160 espécies polinizadoras de Hymenoptera, 14 espécies de Coleoptera, 12 de Lepidoptera e 5 de Diptera que ocorrem no Brasil (Apêndice A), visto que essa lista traz informações acerca dos polinizadores, incluindo também vertebrados. Para Hymenoptera, as famílias Megachilidae, Halictidae, Vespidae, ApidaeAgaonidae, Andrenidae, Colletidae, Crabronidae, Formicidae, Leucospidae, Masaridae e Sphecidae foram as que apareceram nessa lista; já para Coleoptera, Anthicidae e Nitidulidae, Scarabidae, Chrysomelidae e Curculionidae são as famílias que foram listadas; para Lepidoptera, são as famílias Papilionidae, Sphingidae, Pieridae e Nymphalidae as mencionadas na lista; para Diptera, Forcipomyiinae, Calliphoridae, Syrphidae e Muscidae foram as famílias listadas. Comparando os resultados desse estudo com os de Locarelli (2006), houve famílias que não aparecem na lista mas que são reconhecidamente polinizadores, como Lycidae, Staphylinidae e Cerambycidae (Coleoptera); Saturnidae e Hesperiidae (Lepidoptera); e Bombylidae (Diptera). Considerando que essa lista foi publicada em 2006 e que abrangeu todo o território nacional, é possível que as famílias tidas como polinizadoras mas que não apareceram na lista não
tenham ocorrência abrangente, o que se aplica aos indivíduos das famílias que figuram na lista e que não foram encontradas na Colônia de Férias, pois ou não existem em Campos do Jordão ou então não foram coletados, ou se foram, não foi possível identificá-los.
Conforme Almeida (1998), os insetos devem ser preparados e armazenados adequadamente para que as suas partes não sejam danificadas, sendo necessários cuidados especiais no processo de alfinetagem, que deve ser feito com alfinetes entomológicos e a inserção deste deve ser feita no tórax do inseto, pois é a parte mais resistente do corpo e assim a perfuração é minimizada e podem-se preservar estruturas importantes para a identificação. Alguns espécimes não foram passíveis de serem identificados devido a sua montagem, que foi feita de modo incorreto, fator que pode ter influenciado os resultados obtidos. Segundo Silveira et al. (2010), a coleta de organismos e a conservação adequada desses são fatores essenciais para se realizar um levantamento faunístico de forma eficiente, ou seja, a escolha da metodologia norteia o bom andamento do processo.
Para aumentar o tamanho amostral seria necessário um maior número de coletas que devem coincidir com as diferentes estações do ano, pois fatores como luminosidade, temperatura e precipitação são importantes ecologicamente em um ambiente terrestre. Conforme Barbosa (2006), em Campos do Jordão a temperatura média temperatura média é 14,8º enquanto que a máxima é de aproximadamente 20,9º 9; os períodos mais chuvosos em Campos do Jordão vão de novembro a janeiro (fig. 5). De acordo com Gullan e Cranston (2008), a maioria dos insetos são pecilotérmicos, isto é, possuem temperatura corporal que varia com a temperatura ambiental; desse modo, uma mudança na temperatura poderá acelerar ou reduzir o metabolismo de um inseto e consequentemente interferir na sua taxa de desenvolvimento. Odum (1988) afirma que o fotoperiodismo confere aos insetos um tipo de controle de nascimento, considerando que os dias longos típicos do final da primavera e início do verão são decisórios para o desenvolvimento dos insetos. Como as coletas ocorreram comumente no começo do outono (março/abril) ou no final do inverno e início da primavera (setembro), as baixas temperaturas do ambiente podem ser a causa de se ter encontrado um número reduzido de insetos.
A distribuição e a abundância de espécies corroboram a importância dos fatores abióticos no desenvolvimento dos insetos porque diferentes fatores podem resultar em competição, predação ou parasitismo devido a disponibilidade de recursos que influem nas interações dos organismos com o habitat, como por exemplo, a disponibilidade de alimento e o clima.
A introdução de espécies exóticas como medidas de mitigação para as ações antrópicas têm causado danos à biodiversidade e, segundo Ganem (2011), a Mata Atlântica é o bioma brasileiro mais afetado pela ação humana, visto a interferência que ocorre desde o período colonial até os dias atuais, indo da exploração do pau-brasil, passando pelos ciclos do ouro da cana-de-açúcar e do café, e chegando a industrialização e urbanização, tendo em vista áreas de Mata Atlântica que deram lugar à ocupação, o que acarretou na redução de sua vegetação natural.
Dentre as ameaças à diversidade, pode-se citar as mudanças climáticas, poluição do ar e da água, desertificação, erosão, caça predatória, no entanto, o desmatamento é considerado a principal ameaça para a extinção de espécies e perda de biodiversidade, o que é corroborado pela destruição dos remanescentes de Mata Atlântica que se acentuou nas últimas três décadas. Em contrapartida, a inclusão de espécies exóticas visa compensar a diminuição das espécies endêmicas no âmbito econômico, pois muitas espécies vegetais são comumente usadas para o consumo humano, como é o caso de espécies arbóreas cuja madeira é o principal produto. O ramo da silvicultura tem se expandido, visto que o reflorestamento da Floresta Ombrófila Mista Alto-Montana tem sido monitorado já que árvores do gênero Pinus, conhecidas popularmente como pinheiros, tem sido plantadas em substituição da nativa Araucaria angustifolia, pois essas espécies vegetais fornecem madeira e outros recursos de importância econômica.
A escolha de Pinus para substituir Araucaria deve-se a sua facilidade de plantio, e, segundo Gurevitch et al. (2009), os pinheiros são comumente encontrados em solos muito pobres em nutrientes e que estão sujeitos a queimadas frequentes, o que é característico das áreas remanescentes da Mata Atlântica. As árvores de Pinus florescem antes das suas folhas, o que favorece a anemofilia, pois o vento pode transportar grãos de pólen a grandes distâncias. Desse modo, Pinus compete desigualmente com outras espécies vegetais anemófilas ou que necessitam de
agentes polinizadores bióticos, tais como os insetos, o que pode refletir em uma menor diversidade desses organismos.
As áreas de coletas eram próximas a trilhas, com interferência humana direta, e, portanto, antropizadas. Dessa forma, este trabalho representa uma amostragem inicial da entomofauna polinizadora da Colônia de Férias Mackenzie.
5. Conclusão
O objetivo desse estudo foi identificar a entomofauna polinizadora presente na Colônia de Férias Mackenzie em Campos do Jordão. Os representantes encontrados para a ordem Coleoptera foram indivíduos das famílias Scarabidae, Chrysomelidae, Curculionidae, Lycidae, Staphylinidae e Cerambycidae; para a ordem Hymenoptera, as famílias Megachilidae, Halictidae, Vespidae e Apidae foram as encontradas na Colônia de Férias; já para Lepidoptera, as famílias Sphingidae, Pieridae, Nymphalidae, Saturnidae, e Hesperiidae foram os representantes polinizadores; e para a ordem Diptera, os indivíduos polinizadores pertencem as famílias Syrphidae, Muscidae e Bombylidae. É notório o maior número de indivíduos polinizadores da ordem Coleoptera, especialmente indivíduos das famílias Chrysomelidae e Curculionidae que foram as mais representativas e que se sobressaiu se comparado aos indivíduos das demais ordens.
São necessários estudos periódicos, cujo esforço de coleta leve em consideração as diferenças sazonais, época de floração, disponibilidade de recursos florais, além do uso de diferentes tipos de armadilhas, com diferentes atrativos que devem ser específicos para indivíduos de cada ordem, a fim de verificar a distribuição e abundância das espécies que compõem a entomofauna polinizadora da localidade estudada, sendo que a metodologia utilizada pode ser adequada para outras localidades e possibilitar um comparativo entre uma área preservada com uma área fragmentada. Assim sendo, esse trabalho consiste em um estudo inicial que ao ser complementado pode ser utilizado como ferramenta para estratégias de conservação e preservação.