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1 INTRODUÇÃO 25 1.1 Objetivos

4.1 DELINEAMENTO DA PESQUISA

4.1.3 Coleta e registro de dados

O instrumento escolhido para desenvolver a coleta de dados foi o questionário. Esta técnica é constituída por uma série ordenada de perguntas, que são respondidas sem a presença do pesquisador. O instrumento pode contemplar perguntas abertas e fechadas, sendo passível de tratamento estatístico. Suas maiores vantagens consistem em, atingir número maior de pessoas simultaneamente, obter respostas mais rápidas e precisas, acarretar menor risco de distorção pela

Profissionais de competência gerencial Profissionais de competência fiscalizatória Faixa etária n (%) n (%) De 20 a 30 anos 3 (10,7) 31(27,4) De 31 a 40 anos 12(42,9) 56(49,6) De 41 a 50 anos 8(28,6) 18(15,9) De 51 a 60 anos 5(17,8) 6(5,3) Mais de 60 anos - 1(0,9) Resposta em Branco - 1(0,9) Sexo n (%) n (%) Feminino 25 (89,3) 97(85,9) Masculino 3(10,7) 15(13,2) Resposta em Branco - 1(0,9)

Tempo que atua no Coren n (%) n (%)

Menos de 1 ano 1 (3,6) 21(18,6) De 1 a 5 anos 10(35,7) 48(42,4) De 6 a 10 anos 12(42,9) 35(31,0) De 11 a 15 anos 4(14,3) 7(6,1) De 16 a 20 anos - 2(1,8) Mais de 20 anos 1 (3,5) - Formação n (%) n (%) Especialização 23(82,1) 90(79,6) Mestrado 7(25,0) 17(15,0) Doutorado 1(3,5) 3(2,6) Resposta em Branco 1(3,5) 9(7,9)

influência do pesquisador e o participante da pesquisa sente-se mais seguro quanto ao anonimato (DYNIEWICZ, 2009; MARCONI, LAKATOS, 2010).

Para a coleta de dados, utilizou-se um questionário (Apêndice A) construído pelas próprias autoras, sendo as perguntas elaboradas com base em estudo anterior (Silveira, 2011), que abordou questões relacionadas ao cotidiano laboral dos fiscais do Conselho de Enfermagem do Estado de Santa Catarina. Para fundamentar as questões elaboradas recorreu-se ao código de ética dos profissionais de enfermagem e a Lei 7.498/1986, que regulamenta o exercício profissional de enfermagem no país. Destaca-se que a ideia de estruturar um instrumento para coleta de dados ocorreu pelo fato da temática não ser explorada no meio científico, não sendo possível acessar um instrumento que contemplasse o objeto do estudo.

O instrumento foi desenvolvido a partir de perguntas abertas e fechadas totalizando nove questões, as quais foram elaboradas considerando-se:

• As características profissionais e pessoais dos participantes; • As situações nas quais o profissional não respeitou/adotou o

código de ética, a lei do exercício profissional e/ou as resoluções instituídas pelo Cofen na relação com os profissionais de competência gerencial e fiscalizatória. Estes foram mensurados mediante a frequência com que foram vivenciadas as situações e os profissionais envolvidos; • Os elementos identificados como mais importantes para

respaldar a conduta/ação dos participantes, bem como os conceitos de honestidade, compromisso, bom senso, responsabilidade, imparcialidade, sigilo, respeito, deveres profissionais, entre outros. Estes foram mensurados mediante a frequência com que os participantes recorrem a estes elementos;

• As questões vivenciadas durante o processo de trabalho como a falta de padronização, as barreiras institucionais, a falta de diálogo, as condições de trabalho insuficientes, a falta de conhecimento e a falta de capacitação/atualização. Estes foram mensurados mediante a frequência com que foram vivenciadas as situações;

• As etapas envolvidas no processo de tomada de decisão, considerando suas atribuições, os valores implicados e os

problemas éticos vivenciados. Estes foram tratados por meio da Análise Textual Discursiva;

• Enfim, buscou-se quantificar as causas do sofrimento moral dos participantes. Destaca-se que está pergunta foi dividida em dois momentos: primeiramente, as situações apresentadas no instrumento foram mensuradas mediante a frequência e a intensidade em que os participantes reconheciam as causas; numa segunda etapa, os participantes poderiam citar até três situações onde identificam a causa do SM, uma vez que, tiveram o mesmo tratamento estatístico.

As perguntas quantitativas foram operacionalizadas por meio de uma escala Likert de cinco pontos. Para as questões de frequência utilizou-se 1 para "nunca", 2 para "raramente", 3 para "algumas vezes", 4 para "muitas vezes", e 5 para "sempre". Já para quantificar a intensidade as referências foram alteradas, gerando os seguintes valores: 1 para "nenhuma intensidade", 2 para "pouca intensidade", 3 para "intenso", 4 para "muito intenso", e 5 para "máxima intensidade". A escala permite mensurar a realidade sobre o objeto em estudo. Segundo a literatura, o ponto chave para aplicar a escala é saber identificar o número adequado de itens, se eles serão verbais ou numéricos e de fácil compreensão para os participantes do estudo. Optou-se por uma escala de 5 pontos pelo nível de confiabilidade e por ser identificada como mais fácil e veloz no uso (DALMORO, VIEIRA, 2013)

Por não se tratar de estudo metodológico, não foram desenvolvidas todas as etapas de um processo de validação de instrumento, com vistas às generalizações. No entanto, não se desprezando a necessidade de assegurar condições de aplicabilidade e confiabilidade, buscou-se garantir a validade de face, de modo a verificar adequação das questões do instrumento de coleta de dados quanto à forma e linguagem em relação ao objetivo. Assim, o instrumento foi submetido a três peritos, professores e pesquisadores com experiência na temática estudada, sendo considerado validado após os ajustes sugeridos, conforme definição de validade aparente (face

validity) (PASQUALIS, 2007). O roteiro enviado aos peritos encontra-

se no Apêndice B.

Os dados foram coletados no período de novembro de 2013 a novembro de 2014. Esse momento da trajetória metodológica foi dividido em três etapas:

A primeira etapa da coleta foi presencial, após aprovação do Cofen, durante o 6o Seminário Nacional de Fiscalização do Exercício

Profissional de Enfermagem, onde ocorreu a divulgação da pesquisa e a distribuição dos instrumentos impressos, retornados para a pesquisadora ao final do evento.

A etapa seguinte se deu através do envio do questionário por meio de um link eletrônico (online e gratuito – através do pacote de aplicativos Google Docs™), usando o e-mail pessoal dos profissionais (disponibilizados pelos conselhos de enfermagem) e também o e-mail dos departamentos de fiscalização. Ao clicar no link eletrônico presente na mensagem enviada aos participantes, os mesmos eram direcionados a uma página da web, onde constava o Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE). A manifestação do consentimento foi condição essencial para a abertura das demais páginas do questionário. O TCLE enviado aos profissionais de competência gerencial e fiscalizatória pode ser visto no Apêndice C.

Na terceira etapa, optou-se por uma estratégia adicional, o envio por correio dos instrumentos em meio físico, juntamente com uma carta explicativa sobre o contexto e importância da pesquisa (Apêndice D), endereçados para os locais de trabalho.