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COLETA, PR´ E-TRATAMENTO E CARACTERIZA¸ C˜ AO DE AMOSTRAS

Foram coletadas folhas de Ora-Pro-Nobis, totalmente expandidas, com nervura central entre 8 e 12 cm, ´ıntegras ou n˜ao, em ramos dos quatro quadrantes, em diferentes alturas, independente das condi¸c˜oes clim´aticas, de duas plantas localizadas nas dependˆencias da Univer- sidade Federal da Fronteira Sul - cˆampus Realeza/PR. As Figuras 11ae 11bapresentam as plantas utilizadas neste estudo, estas est˜ao localizadas - respectivamente - na horta comunit´aria do programa de extens˜ao do Coletivo Permabio (25o47’21,6”S ; 53o31’41,9”O) e no espa¸co

destinado a plantas de interesse veterin´ario (25o47’18,8”S ; 53o31’34,8”O). Figura 11 – Exemplares de Ora-pro-nobis utilizados neste estudo.

(a) Horta comunit´aria PERMABIO (b) Canteiro com plantas de interesse veterin´ario

Fonte: Autoria pr´opria (2019).

As coletas ocorreram no per´ıodo entre as 07:30 e as 09:00 (hor´ario oficial de Bras´ılia), com dura¸c˜ao m´ınima de 30 minutos; m´axima, 50 minutos,entre os meses de Janeiro e Maio de 2019. A cada processo de coleta, 50 a 200 folhas foram colhidas, divididas igualmente entre as plantas. O n´umero de folhas variou de acordo com o quantitativo necess´ario para o processo a ser realizado. Ao final deste processo as folhas eram misturadas e higienizadas.

Considerou-se como folhas totalmente expandidas aquelas que n˜ao apresentassem tons marrons em sua superf´ıcie, colora¸c˜ao caracter´ıstica de folhas em brotamento e/ou forma¸c˜ao (Figura 12). O comprimento da nervura central foi determinado com base nos valores m´edios dos comprimentos encontrados por Tofanelli e Resende (2011) e indicado para colheita por

Botrel et al. (2017), e utilizado como fator de acep¸c˜ao de amostra, com fim de padronizar as folhas utilizadas ao longo do estudo, reduzindo a diferen¸ca entre estas.

Figura 12 – Exemplos de folhas Ora-pro-nobis n˜ao totalmente expandidas.

Fonte: Autoria pr´opria (2019).

Optou-se pelo aceite de folhas n˜ao ´ıntegras, pois nos locais onde encontram-se as plantas utilizadas neste estudo, n˜ao h´a manejo ou tratamento de pragas bem definido, sendo recorrente o ataque de diferentes insetos e animais as culturas presentes nestes, al´em de que, por vezes, folhas ´ıntegras tinham sua completude afetada (quebra, furos ou rasgos), durante o pr´e-tratamento.

Para retirada de quaisquer sujidades e outras impurezas externas, as folhas coletadas, com ou sem pec´ıolo, sem espinhos axilares e bainha, eram enxaguadas com ´agua destilada, imersas em solu¸c˜ao de hipoclorito de s´odio (250 µLL) pelo per´ıodo de 15 minutos, enxaguadas com ´agua destilada novamente e, por fim, o excesso de ´agua na superf´ıcie retirado com papel toalha. Almeida et al.(2014) utilizaram metodologia semelhante para higieniza¸c˜ao de folhas de Ora-Pro-Nobis em estudo para caracteriza¸c˜ao qu´ımica.

Para avaliar as caracter´ısticas e propor¸c˜oes das folhas coletadas, ap´os cada higieniza¸c˜ao, realizou-se a amostragem de ao menos 21 folhas (n ≥ 21) de Ora-Pro-Nobis, das quais, com aux´ılio de um paqu´ımetro mecˆanico da marca MARBERG s´erie 530 com precis˜ao de 0,05 mm e erro instrumental m´aximo de 0,02 mm (conforme norma JIS B7507), eram medidos comprimento, largura e espessura. A planilha utilizada para registro dessas informa¸c˜oes pode ser visualizada no ApˆendiceA.1

A determina¸c˜ao do tamanho m´ınimo da amostras (nmin) ocorreu pela Equa¸c˜ao (45),

conforme proposto por Barbetta (2010).

nmin =

t2γ∗ ˆσ2 E2

0

Onde: (tγ) representa um valor tabelado da distribui¸c˜ao t de Student, no n´ıvel de

confian¸ca desejado; ˆσ, a variˆancia do comprimento de folhas coletadas em analise pr´evia, e; (E0), o erro amostral m´aximo tolerado.

Quando destinadas ao estudo do processo de dessor¸c˜ao, as folhas amostradas eram embaladas a v´acuo (Figura 13), em embalagem pl´astica de polietileno e nylon, e armazenadas em cˆamara fria (com temperatura entre 6 e 10oC), at´e o momento do transporte ao local onde o experimento foi realizado, para preservar ao m´aximo as caracter´ısticas das folhas in natura, minimizando a perda de massa e outras altera¸c˜oes. Nestes casos, a massa total da amostra foi registrada, antes do envase e ap´os a abertura das embalagens, bem como o hor´ario nas quais estes ocorriam. A verifica¸c˜ao destas massas teve o objetivo de constatar poss´ıveis varia¸c˜oes causadas pela perda de umidade das folhas. Para o envase a v´acuo, utilizou-se uma seladora a v´acuo de bico, modelo SV 460M da Sulpack (Figura 14a); para o armazenamento, cˆamara fria da marca Cozil, modelo RVC-2100-3P, com 1820 L de capacidade interna (Figura 14b).

Figura 13 – Exemplo de folhas de Ora-pro-nobis embaladas a v´acuo.

Figura 14 – Equipamentos utilizados para armazenamento de amostras in natura.

(a) Seladora a v´acuo de bico Sulpack - SV 460 - (b) Cˆamara fria Cozil - RVC-2100-3P

Fonte: Autoria pr´opria (2019).

Ap´os estes procedimentos, as folhas coletadas foram porcionadas, ou n˜ao, de acordo com os processos aos quais seriam destinadas, recebendo tratamentos espec´ıficos, conforme ser´a descrito nas pr´oximas se¸c˜oes.

3.1.1 Determina¸c˜ao do Teor de Umidade

A cada coleta, procedeu-se tamb´em com a determina¸c˜ao do teor de umidade das folhas de Ora-pro-nobis in natura pelo m´etodo em estufa a 105oC, conforme a metodologia

proposta por INSTITUTO ADOLFO LUTZ (2008).

O teor de umidade (%U) das folhas in natura foi determinado atrav´es daEqua¸c˜ao (46), utilizando: de 10 a 20g de amostra; Estufa de secagem e esteriliza¸c˜ao, com circula¸c˜ao natural de ar (Figura 15a), da marca SOLAB, modelo SL-100, com controle de temperatura por microprocessador digital e sensor de temperatura PT 100, sem termostato de seguran¸ca, circula¸c˜ao de ar por convec¸c˜ao natural, e capacidade interna para 100 L.

%U = m0− mf m0

∗ 100 (46)

Onde m0 e mf representam - respectivamente - as massas (em g) da amostra no

in´ıcio e ao final da an´alise.

Sempre que necess´ario, a quantifica¸c˜ao das massas era realizada atrav´es de balan¸ca anal´ıtica da marca Shimadzu, modelo AUY220 com precis˜ao de 10−4g (Figura 15b).

Figura 15 – Equipamentos utilizados na caracteriza¸c˜ao bromatol´ogica.

(a) Estufa SOLAB - SL-100 (b) Balan¸ca Shimadzu - AUY220

Fonte: Autoria pr´opria (2019).

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