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A pesquisa foi realizada no período de 1 de fevereiro a 14 de junho de 2016, sendo dividida em 3 unidades. As duas primeiras unidades, que compreendem o período de 1 de fevereiro a 11 de maio de 2016 foram lecionadas por meio da aula expositiva. Na terceira unidade, que compreende o período de 12 de maio a 14 de junho de 2016, utilizou-se do PBL, que inicialmente seria lecionado em 8 aulas, porém no decorrer da aplicação, os discentes julgaram necessário que fosse acrescentada 1 aula, totalizando 9 aulas, de modo que o fluxo de aulas ficou conforme a Figura 5:

Figura 4: Fluxo de aulas.

Fonte: organizado pela autora.

Nesta questão, as regras para aplicação do PBL deixavam claro que a formação dos grupos seria de no máximo 5 pessoas e seria por afinidade; os componentes deveriam escolher um líder e um relator e os participantes poderiam excluir qualquer componente caso este não estivesse trabalhando como o grupo espera. Se isto acontecesse, o integrante excluído poderia se integrar a outra equipe que o aceitasse. Se ninguém o aceitasse, o aluno faria o trabalho sozinho (Apêndice B).

Assinale-se que cada aula teve duração em torno de 1 hora e 40 minutos. A primeira, aconteceu em uma sala com projetor para a exposição de slides, em que se expôs a metodologia PBL, apresentando-se também o cronograma de atividades e o papel de cada participante (Apêndice B), houve a formação dos grupos de trabalho e a escolha dos líderes e secretários de cada grupo, que aconteceu por escolha dos membros dos próprios grupos. Antes da primeira aula, os discentes haviam sido informados que trabalhariam com problemas de empresas reais que eles tivessem acesso, então os mesmos, procuraram empresas que pudessem trabalhar. Ainda na primeira aula, os grupos informaram quais empresas foram escolhidas. Formaram-se 4 grupos com 5 componentes, e 1 grupo com 4 componentes, totalizando 24 discentes. Três grupos ficaram responsáveis por levantar problemas no restaurante da Associação dos Professores da UFRN (APURN), um grupo escolheu trabalhar

Aula 1

. Aula expositiva; . Formação dos grupos.

Aula 2

. Levantamento do contexto da empresa para formular o problema; Aula 3 . Visita técnica às empresas. Aula 4 . Levantamento de hipóteses e questões de aprendizagem. Aula 5

. Livre para pesquisa. Aula 6 . Sessão tutorial.

Aula 7

. Livre para pesquisa e finalização dos relatórios. Aula 8 . Socialização dos resultados e entrega dos relatórios. Aula 9 . Autoavaliação e avaliação pelos pares.

com a cooperativa de crédito Credsuper, e outro grupo demonstrou a intenção de trabalhar com o Restaurante Palhoça da Colina.

A segunda aula foi realizada no laboratório de informática para que os discentes pudessem levantar as questões a serem feitas na visita técnica às empresas selecionadas e auxiliasse no processo de elaboração do problema a ser solucionado. Nesta aula, cada grupo ficou responsável por entregar as perguntas a serem feitas às entidades.

Na terceira aula, foi realizada a visita técnica às empresas, quatro grupos visitaram a APURN, pois o grupo que escolheu o Restaurante Palhoça da Colina não teve acesso à empresa, por causa da dificuldade de locomoção e distância do local, apesar disso, o grupo realizou o trabalho com a entidade, obtendo informações diretamente com sua proprietária, a qual fez parte do grupo de trabalho. E, um dos grupos fez a visita técnica a Cooperativa de Crédito Credsuper. A visita a APURN foi acompanhada pela tutora (pesquisadora), e pela orientadora da pesquisa. Os discentes foram divididos em grupos para que pudessem visualizar e levantar informações com os funcionários acerca dos setores operacional, administrativo, de estoques e financeiro da entidade. Os grupos conversaram com diversos funcionários para que pudessem levantar os problemas da empresa. Uma parte dos alunos conversou com a vice-diretora da instituição, e outra parte foi encaminhada para a cozinha e estoques. Na cozinha, só puderam entrar 4 alunos por questões de segurança, portanto, um aluno de cada grupo foi designado a entrar neste local. Posteriormente, todos foram direcionados ao setor administrativo da empresa onde puderam fazer perguntas a duas funcionárias da empresa, essencialmente sobre a parte financeira. Os administradores disponibilizaram o livro Razão e a Demonstração de Resultados do ano de 2015, já que esses demonstrativos não estavam disponíveis na página da organização.

Na quarta aula, foi solicitada a elaboração do problema de trabalho, que deveria ser contextualizado de acordo com a visita técnica realizada, os discentes também levantaram as hipóteses e questões de aprendizagem (o que não se sabia e foi necessário pesquisar). Na quinta aula os alunos ficaram livres para que pudessem pesquisar individualmente acerca das questões de aprendizagem.

Na sexta aula foi realizada a sessão tutorial, em que os alunos puderam compartilhar com os demais componentes de seus grupos, o que tinham pesquisado individualmente, e tirar suas dúvidas com a tutora. A sétima aula foi solicitada pelos alunos, pois ela não estava no planejamento inicial da aplicação do PBL, porém os alunos acharam necessário ter esse tempo livre para pesquisa, finalização dos relatórios e elaboração da apresentação dos resultados.

A oitava aula, ocorreu em sala de aula, com projetor, para que se pudesse socializar os resultados de cada grupo de pesquisa. Cada grupo teve cerca de 15 minutos para a socialização. Os grupos entregaram os relatórios e apresentaram seus resultados por meio de slides. Esta aula durou cerca de 2 horas, pois alguns grupos ultrapassaram o tempo determinado.

Na nona e última aula, os alunos fizeram a autoavaliação e a avaliação pelos pares, atribuindo notas de 0 a 10 a si mesmos, e aos componentes de seu grupo com relação ao desenvolvimento de competências no processo de aplicação do PBL.

Nessa perspectiva, a coleta de dados qualitativos foi realizada por meio da observação participante (conversas, fotografias e anotações pessoais – Apêndice C) e de um questionário elaborado pela pesquisadora (Apêndice A), baseado nos trabalhos de Neves (2006), Sousa (2011) e Martins (2013), que é dividido em duas partes, a primeira foi composta pela autoavaliação e avaliação pelos pares, sendo coletados os dados quantitativos, e a segunda parte foi elaborada com sete questões.

Desta forma, a autoavaliação e avaliação pelos pares tem o intuito de coletar o desenvolvimento de competências no ponto de vista dos discentes, em que os alunos avaliaram atribuindo notas de 0 a 10 a si mesmos e aos demais membros de sua equipe para cada competência proposta. Assim, formou-se o constructo desta pesquisa que está no Quadro 7.

Quadro 7: Constructo de competências e referências.

Constructo Variáveis Autores

Competências

Capacidade de trabalhar em equipe Hassall et al. (2005); Ribeiro (2010).

Ética Wood (2006).

Comprometimento Martins (2013). Gestão do tempo Hassall et al.(2005).

Reconhecer diferentes pontos de vista Siriwardane, Low e Blietz (2015). Planejamento Machado et al. (2010). Colaboração Savery (2006); Ribeiro (2010). Comunicação oral e escrita Bots, Groenland, e Swagerman (2009).

Siriwardane (2015).

Capacidade de resolver problemas Araújo, Caldo e Cavalcanti (2014). Defender seu ponto de vista Hassall et al.(2005).

Iniciativa Wood (2006). Flexibilidade Machado et al. (2010).

Fonte: organizado pela autora.

Em suma, para a tabulação e análise de dados quantitativos se utilizou das planilhas eletrônicas do Microsoft Office Excel® e o do SPSS 17 (StatisticalPackage for the Social

Sciences). Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva, e do teste de média

aritmética para avaliar se os valores coletados pela autoavaliação correspondem com a média das notas atribuídas pelos seus colegas de equipe. Utilizou-se também, o teste comparativo de média: t-student para verificar se existem diferenças significativas entre as médias da autoavaliação e avaliação pelos pares.

Os dados qualitativos que estão na segunda parte do questionário (Apêndice A) foram submetidos à análise de conteúdo. Mozzato e Grzybovski (2011) afirmam que a análise de conteúdo vem se consolidando e ganhando legitimidade como técnica de análise de dados qualitativos no campo das Ciências Sociais. Para Bardin (2006), esse tipo de análise é um conjunto de técnicas que analisa as comunicações utilizando procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens.

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