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T ROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

COM INSTABILIDADE

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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Diagnóstico Suspeita de TEP num doente COM INSTABILIDADE HEMODINÂMICA Ecocardiografia à cabeceira

Disfunção do VD?

SIM Não

Procurar outras causas de instabilidade

Angio-TC

É suficiente para iniciar

reperfusãono doente instável

Angio-TC disponível e fazível?

Quando é que não é fazível?

Condição do doente é tão crítica que só permite testes de cabeceira

Não

TRATAR COMO TEP DE ALTO-RISCO Sim POSITIVA Quando estiver estável para confirmar o diagnóstico

Suporte hemodinâmico e respiratório

Reperfusão primária (1ª linha: Fibrinólise)

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

Diagnóstico

1º Avaliar a probabilidade clínica de TEP Score de Wells ou Geneva

Prob. baixa-intermédia/

TEP improvável Prob. alta/ TEP provável

D-DÍMEROS ANGIO-TC

Negativos Positivos

Exclui TEP

Negativos Positivo

TEP confirmada

Suspeita de TEP num doente SEM INSTABILIDADE HEMODINÂMICA

Anticoagulação

Exclui TEP

Não medir D-dímeros se alta prob. clínica!

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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Diagnóstico Score de Wells

T3ECH T – TEV prévio T – Taquicardia T – Tumor E – Edema unilateral MI C – Cirurgia/ Imobilização H – Hemoptises

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

Diagnóstico Score de Geneva

Os dois scores estão igualmente validados e recomendados pela ESC

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

Diagnóstico

D-dímeros Produto de degradação da fibrina

Prob. baixa/intermédia + D-dímeros negativos Permite EXCLUIR TEP ↑↑ VPN

= TVP

Prob. alta D-dímeros não permitem tirar conclusões

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

49 49 Diagnóstico Angio-TC torácica Vantagens:

ü Excelente resolução espacial

ü Alto VPN (> 99%)

ü Permite detetar diagnósticos diferenciais

SE NORMAL àEXCLUI DIAGNÓSTICO DE TEP

Exame de imagem de 1ª linha

Contraindicações (relativas):

ü Alergia ao contraste iodado

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

Diagnóstico

Cintigrafia de ventilação/perfusão (V/Q) Pode ser considerado em 1ª linha se:

ü Insuf. Renal grave (TFG <30 ml/min)

ü Alergia ao contraste iodado

Cintigrafia pulmonar de ELEVADA PROBABILIDADE de TEP:

2 ou mais defeitos de perfusão segmentares na presença de ventilação normal

NORMAL BAIXA / INTERMÉDIAPROBABILIDADE PROBABILIDADE ALTA

EXCLUI TEP Não informativa 90-100% capacidade diagnóstica se probabilidade clínica MODERADA /

ELEVADA

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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Diagnóstico

Ecocardiografia transtorácica (ETT)

Pouco fiável para diagnóstico: a maioria dos doentes com TEP tem ecocardiografia normal. Muito útil para DDx com EAM, tamponamento e disseção da aorta.

Sinais de TEP na Eco:

ü Trombo visualizado nas artérias pulmonares (raro!)

ü Disfunção do VD

ü Sinal de McConnell – hipocinésia da parede livre do VD + movimento normal/hipercinesia do apex do VD

ETT é PARTICULARMENTE ÚTIL em DOENTES QUE SE APRESENTEM COM COMPROMISSO HEMODINÂMICO

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

Estratificação do risco

1º Estratificação inicial Com base na presença de INSTABILIDADE HEMODINÂMICA

ü Se instabilidade hemodinâmica à ALTO-RISCO

2º Se hemodinamicamente estável Estratificar em risco baixo ou intermédio

ü PESI III-V ou sPESI ≥1 à RISCO INTERMÉDIO ü Sinais de disfunção VD

ü ↑ troponina (ou Pép. Natriuréticos)

Se ambos + à Risco intermédio-alto

Se 1 ou nenhum + à Risco intermédio-baixo

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

Estratificação do risco

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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Tratamento TEP DE ALTO-RISCO = COM INSTABILIDADE HEMODINÂMICA

ü Garantir SUPORTE HEMODINÂMICO

ü Iniciar anticoagulação com HNF IV

ü Terapêutica de reperfusão:

ü Se fibrinólise contraindicada/ falhou:

ü Embolectomia cirúrgica

ü Tratamento percutâneo por cateter

Fibrinólise 1ª linha

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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Tratamento TEP DE RISCO BAIXO E INTERMÉDIO Anticoagulação 1ª linha

Parentérica AVK NOAC

HBPM (enoxaparina), Fondaparinux, HNF (reservado para doente HD instável ou IR grave) Varfarina

Rivaroxabano, apixabano, dabigatrano, edoxabano 3 estratégias possíveis...

1) Parentérica (HNF, HBPM, fondaparinux) como ponte para varfarina (INR alvo 2-3)

2) Parentérica 5 dias com switch para NOAC (dabigatrano ou edoxabano)

3) NOAC (rivaroxabano, apixabano) ab initio Se probabilidade clínica alta ou intermédia, iniciar a anticoagulação enquanto o workup diagnóstico está a decorrer

TROMBOEMBOLISMO VENOSO (TVP E TEP)

Tratamento Situações particulares

Neoplasia ativa

Grávidas

HBPM sc nos 1ºs 6 meses. Alternativas: Edoxabano ou Rivaroxabano (na ausência de cancro GI)

- Quanto tempo? Indefinidamente OU até cura do cancro

HBPM (NOAC e varfarina estão contraindicados!)

SAF Varfarina Contraindicações dos NOACs:1. Insuf Renal grave

2. Gravidez e lactação 3. SAF

TROMBOEMBOLISMO VENOSO (TVP E TEP)

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Tratamento Durante quanto tempo?

Depende da presença de fatores de risco reversíveis para TEV recorrente

TVP provocada/ fator de risco major reversível

Neoplasia ativa

Não provocada ou SAF

SÓ 3 meses

Indefinidamente OU até cura do cancro

Indefinidamente (tendo em conta o risco-benefício)

TEV que ocorre durante voo de longa duração é considerada

não provocada

TROMBOEMBOLISMO VENOSO (TVP E TEP)

Tratamento Durante quanto tempo?

Quem deve fazer anticoagulação PARA SEMPRE (segundo ESC):

1. TEV recorrente (≥ 1 ep prévio de TVP ou TEP) não relacionado com fator de risco major transitório ou reversível

2. SAF à com Varfarina!

3. 1º ep de TEP sem fator de risco identificável

4. 1º ep de TEP + fator de risco persistente

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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Tratamento

Filtros da veia cava inferior

Objetivo: Prevenir coágulos venosos de atingir a circulação pulmonar

Indicações:

ü Se contraindicação ABSOLUTA para anticoagulação

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

Tratamento

Basicamente, risco intermédio ou alto à INTERNAR

Risco alto Risco

intermédio-alto Risco intermédio-baixo Risco baixo

Reperfusão

primária AnticoagulaçãoMonitorização

Se deterioração, considerar reperfusão de resgate

Anticoagulação.

Internar. Alta precoce se possível.Anticoagulação. Tratamento em casa.

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

Prognóstico

MAIORIA dos DOENTES ALGUNS DOENTES Recupera patência do leito arterial

pulmonar em poucos meses Trombo persistente e organizado

HIPERTENSÃO PULMONAR por TROMBOEMBOLISMO CRÓNICO

TROMBOEMBOLISMO PULMONAR (TEP)

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Testar para trombofilias

Quem testar?

Trombofilia hereditária + 1º ep de TEP na ausência de fator de risco reversíviel à Anticoagular indefinidamente Controverso

ü Episódio de TEV em idade jovem

ü História familiar de TEV

ü TEV recorrente

ü TEV em locais “atípicos” (porta, hepáticas, mesentética, cerebral)

ü História de necrose cutânea induzida pela varfarina (défice de proteínas C)

Hereditárias e SAF

Não testar sob anticoagulação! (mínimo 2 semanas após parar anticoagulação)

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