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COM SEUS ESTUDOS E PLANOS, UMA NOVA LIÇÃO A CADA DIA

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CÂMPUS LONDRINA • 10 ANOS CÂMPUS LONDRINA • 10 ANOS

O londrinense Marlon Pegoraro de Moraes comemora o intercâmbio que o levou à Austrália e lhe permitiu aprimorar os estudos. Felipe veio de Manaus, criou laços e agora pensa em ficar trabalhando na região. João Vitor deixou o Tocantins para se encantar com Londrina e a qualidade da UTFPR. O paraibano Jeferson se divide entre o trabalho nos Correios e o curso à noite. Bruno não teme desafios e já foi estudar na França e Estados Unidos, enquanto Larissa e Pedro Henrique dividem muito mais que a paixão pela Engenharia Ambiental e os estudos em Portugal. Rodolpho, aos 67 anos, já lutou contra a ditadura e hoje prega um mundo mais saudável.

Estes são alguns dos mais de 1.700 rostos que compõem o perfil do corpo discente da UTFPR de Londrina. Um perfil multifacetado, heterogêneo, de origens, idades e sonhos diferentes. De gente que cursa sua primeira graduação ou busca se especializar em um ramo do conhecimento com o qual já tem afinidade. De gente que vive da bolsa de um intercâmbio ou que trabalha para sustentar seus estudos longe da família e dos amigos de infância. Todos com muitos planos para a vida e a carreira.

A “cara” do estudante da UTFPR é um desenho com muitas cores e expectativas de vida. Marlon Pegoraro de Moraes tem 25 anos. Trabalhava como professor de inglês, mas ainda sonhava com uma graduação. Sua outra afinidade era a Química e, como já estava em um bom cargo na escola, optou pela Licenciatura nessa matéria. “Sempre quis dar aula”, conta Marlon. Ele entrou no Câmpus Londrina no segundo semestre de 2012 através do ENEM e já vislumbrava participar do programa Ciências Sem Frontei- ras. Atingiu os requisitos mínimos – tinha boas notas e o inglês já fluente – e em outubro de 2014 partiu para Perth, na Austrália, onde estudou na Curtin University.

Começou pelo curso de Escrita Acadêmica, em que buscava alcançar a nota A+ para entrar no curso de Educação. Conseguiu e, após os três meses de curso, fez mais seis de Educação, período em que aprendeu sobre métodos e técnicas de ensino. No segundo semestre de 2015, foi estudar Química. “Tive o contato desde o começo com muitos equipamentos para o ensino”, diz. Depois, Marlon foi fazer estágio e já sabia que sua área era a pedagógica e não a indústria. Ingressou em um projeto de educação inclusiva da universidade, onde ensinava conceitos ambientais e de sus- tentabilidade a alunos de famílias carentes. “O principal objetivo era incluir pessoas que poderiam abandonar a educação, ou porque tinham que trabalhar, ou por uso de drogas.” Marlon diz que não teria como seu intercâmbio ter sido melhor. “Aprimorei ainda mais meu inglês, tive contato com novos equipamentos e fiz essa troca com os alunos, que me deram experiências para projetos futuros.” O modo como a educação é tratada na Austrália foi o que mais encantou o estudante, que termina a faculdade no final de 2017. Ele enaltece os professores da UTFPR. “São pessoas muito capacitadas, que acabaram de terminar o doutorado. Passam muita coisa para a gente”, declara. “A base de Química aqui é excelente. Acho que a faculdade está no caminho certo.” “NA AUSTRÁLIA, APRIMOREI

MEU INGLÊS, TIVE CONTATO COM NOVOS EQUIPAMENTOS E OBTIVE EXPERIÊNCIA PARA PROJETOS FUTUROS” (Marlon Pegoraro de Moraes)

É um processo em que se amplia a participação de todos os estudantes nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade dos alunos, com uma abordagem humanística e democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades. Tem como metas o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.

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Marlon Pegoraro de Moraes, de Londrina: “A base da Química aqui é excelente. Acho que a faculdade está no caminho certo”

Felipe Barros Laraz, de Manaus para o curso Engenharia de Materiais: “Pretendo ser um profissional que não fica acomodado, que tenta se adequar a qualquer meio”

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É o que também pensa Felipe Barros Laraz, 22 anos, que veio de Manaus para estudar Engenharia de Materiais na UTFPR de Londrina. Ele estudava na Universidade Federal do Amazonas e logo no começo da graduação entrou para a iniciação científica com o professor Lucas Berti. O docente veio trabalhar no câmpus londrinense e, para continuar o projeto, Felipe veio também. “Eu já enca- minhava algumas pesquisas para ele. Vi que tinha o edital de transferência, e vim para cá“, conta. O projeto era na área de materiais cerâmicos, a grande paixão de Felipe. Ele diz que a tradição do Paraná nesta área também contribuiu para sua vinda, já que no Amazonas é forte a produção com poliméricos e fibras. “Vi que tinha um polo industrial em Ponta Grossa, e Londrina é bem mais perto. Pretendo ser um engenheiro que não fica acomodado, que tenta se adequar a qualquer meio”, afirma o amazonense. “Quando terminar a faculdade, vou para onde tiver emprego.”

Hoje, Felipe está desenvolvendo um projeto com outro professor, Carlos Eduardo Cava, na área de nanotecnologia, mas que também utiliza materiais cerâmicos. Ele diz que não se arrepende de ter cruzado o País atrás de novos horizontes. “Estou feliz aqui, pretendo concluir o curso e quem sabe trabalhar na região. Criei laços com os professores.” Para Felipe, o Câmpus Londrina é muito promissor e tem ótimos professores – e lembra que o curso é reconhecido pelo MEC com nota má- xima: 5. Ele apenas gostaria de ter mais contato com a prática durante o período de universidade. “Aqui não tem tanta indústria como São Carlos, por exemplo, e as empresas não têm tanto interesse em pegar estagiários. Fica mais fácil para quem está se formando.”

O mais difícil na adaptação, segundo o jovem, foi a comida. Felipe sente falta da farinha de mandioca de sua terra, segundo ele, bem mais torrada e crocante. Outra diferença é o clima. “Lá, 40 graus é normal. O mínimo é de uns 24 graus.” Apesar disso, se adaptou bem à cidade e ao ambiente universitário. Felipe, além dos estudos, está animado também com sua nova missão: ele está na chapa eleita para assumir o Centro Acadêmico de Engenharia de Materiais.

Assim como Felipe Laraz, outros estudantes vêm de longe para realizar os seus so- nhos. Natural da cidade de Gurupi, no Tocantins, João Vitor dos Santos, 18 anos, já sabia que queria fazer Engenharia Mecânica quando foi prestar o ENEM. A intenção, porém, era uma vaga na Universidade Federal de Goiás (UFG), pela proximidade. Após algumas pesquisas, João Vitor decidiu vir para o Sul ou Sudeste, onde, na sua opinião, o engenheiro tem maior campo de atuação. “Achei melhor o Sul e escolhi o Paraná, que está mais próximo. Londrina fica no Norte do Estado, é perto de São Paulo e Curitiba. Está muito bem localizada”, explica. Além disso, outro fator primordial pesou em sua decisão: “Ouvi falar muito bem da UTFPR”. O estudante chegou em janeiro deste ano e já tem a certeza de que está no curso Criada pela Lei Federal 4.069-A, de 12 de

junho de 1962, a instituição instalou-se três anos depois, em 17 de janeiro de 1965, 39 anos após a desativação da Universidade de Manáos. Recebeu a denominação de Universidade Federal do Amazonas por disposição da Lei nº. 10.468, de 20 de junho

de 2002. É constituída atualmente por 18 unidades de ensino, entre institutos e faculdades, e reúne mais de 20 mil alunos.

“ESTOU FELIZ AQUI, PRETENDO CONCLUIR O CURSO E QUEM SABE TRABALHAR NA REGIÃO. CRIEI LAÇOS COM OS PROFESSORES” (Felipe Barros Laraz)

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