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Comandos importantes do Linux

No documento SUSE Linux. 02/21/2006 Inicialização. (páginas 116-127)

Parte 2 Noções básicas

3.3 Comandos importantes do Linux

Esta seção oferece uma visão geral dos comandos mais importantes do sistema SUSE LINUX. Existem muitos comandos além dos relacionados neste capítulo. Junto com os comandos individuais, são relacionados parâmetros e, quando apropriado, é apresentado o exemplo de um típico aplicativo. Para saber mais sobre os vários comandos, use as páginas de manual, acessadas commanseguidas pelo nome do comando, por exemplo,man ls.

Nas páginas de manual, desloque-se para cima e para baixo com PgUp e PgDn .

Desloque-se entre o início e o fim do documento com Home e End . Conclua esta

exibição pressionando Q . Aprenda mais sobre o próprio comandomancomman

man.

Na visão geral a seguir, os elementos do comando individual são gravados em estilos de fonte diferentes. O comando e suas opções obrigatórias são sempre impressos como

opção de comando. Especificações ou parâmetros que não são obrigatórios estão

entre[colchetes].

Ajuste as configurações de acordo com as suas necessidades. Não faz sentido escrever

ls filese não há um arquivo chamadofile. Em geral, você pode combinar vários

parâmetros; por exemplo, ao gravarls -laem vez dels -l -a.

3.3.1 Comandos de arquivo

A seção a seguir lista os comandos mais importantes para o gerenciamento de arquivos. Ela abrange desde a administração geral dos arquivos até a manipulação das ACLs (Access Control Lists - Listas de Controle de Acesso) do sistema de arquivos.

Administração de arquivos

ls [opções] [arquivos]

Se você executar o comandolssem nenhum parâmetro adicional, o programa relacionará resumidamente o conteúdo do diretório atual.

-l

-a

Exibe arquivos ocultos

cp [opções] destino da fonte

Copia o arquivofontepara odestino. -i

Aguarda a confirmação, se necessário, antes que um arquivodestinoseja sobrescrito

-r

Copia recursivamente (inclui subdiretórios)

mv [opções] destino da fonte

Copia o arquivofontepara odestinoe depois apaga ofonteoriginal. -b

Cria uma cópia de backup do arquivofonteantes do deslocamento -i

Aguarda a confirmação, se necessário, antes que umarquivo de destino

seja sobrescrito

rm [opções] arquivos

Remove os arquivos especificados do sistema de arquivos. Os diretórios não são removidos porrm, a menos que a opção-rseja usada.

-r

Apaga subdiretórios existentes

-i

Aguarda confirmação antes de apagar cada arquivo.

ln [opções] fonte destino

Cria um link interno defonteparadestino. Normalmente, um link como esse aponta diretamente parafonteno mesmo sistema de arquivos. Entretanto, seln

for executado com a opção-s, ele criará um link simbólico que apontará apenas para o diretório no qual o arquivofonteestá localizado, permitindo vincular sistemas de arquivos.

-s

Cria um link simbólico

cd [opções] [diretório]

Muda o diretório atual. O comandocdsem parâmetros muda para o diretório pessoal do usuário.

mkdir [opções] diretório

Cria um novo diretório.

rmdir [opções] diretório

Apaga o diretório especificado, se ele já estiver vazio.

chown [opções] nome de usuário[:[grupo]] arquivos

Transfere a propriedade de um arquivo para o usuário com o nome de usuário especificado.

-R

Muda arquivos e diretórios em todos os subdiretórios

chgrp [opções] nome de grupo arquivos

Transfere a propriedade do grupo de determinadoarquivopara o grupo com o nome especificado. O proprietário do arquivo só pode mudar a propriedade do grupo se for membro tanto do grupo atual quanto do novo grupo.

chmod [opções] modo arquivos

Muda as permissões de acesso.

O parâmetromodotem três partes:grupo,acessoetipo de acesso. O

grupoaceita os seguintes caracteres:

u user g group o others

Otipo de acessoé controlado pelas seguintes opções: r ler w gravar x

execute – executando arquivos ou mudando para o diretório s

Setuid bit – o aplicativo ou programa é iniciado como se ele tivesse sido pelo proprietário do arquivo

Uma opção é usar um código numérico. Os quatro dígitos do código são compostos pela soma dos valores 4, 2 e 1 – o resultado decimal de uma máscara binária. O primeiro dígito define o set user ID (SUID) (4), o set group ID (2) e os bits sticky (1). O segundo dígito define as permissões do proprietário do arquivo. O terceiro dígito define as permissões dos membros do grupo e o último define as permissões para todos os usuários. A permissão de leitura é definida com 4, a permissão de gravação com 2 e a permissão para execução de um arquivo com 1. O proprietário do arquivo recebe um 6 ou 7 para arquivos executáveis.

gzip [parâmetros] arquivos

Este programa compacta o conteúdo dos arquivos usando algoritmos matemáticos complexos. Os arquivos compactados dessa forma recebem a extensão.gze precisam ser descompactados antes de serem usados. Para compactar vários arquivos ou até mesmo diretórios inteiros, use o comandotar.

-d

Descompacta os arquivos gzip compactados para que eles retornem ao seu tamanho original e possam ser processados normalmente (como o comando

gunzip)

tar opções arquivar arquivos

tarcoloca um ou mais arquivos em um arquivo. A compactação é opcional. O comandotaré bastante complexo, com diversas opções disponíveis. As opções usadas mais freqüentemente são:

-f

Grava a saída em um arquivo, e não na tela, como geralmente é o caso

-c

Cria um novo arquivo tar

-r

Adiciona arquivos a um arquivo existente

-t

Apresenta a saída do conteúdo de um arquivo

-u

Adiciona arquivos, mas somente se eles forem mais novos que os arquivos já existentes no arquivo

-x

Descompacta arquivos de um arquivo (extração)

-z

Compacta o arquivo resultante comgzip -j

Compacta o arquivo resultante combzip2 -v

Relaciona os arquivos processados

Os arquivos criados pelo comandotarterminam com.tar. Se o arquivo tar também tiver sido compactado com o comandogzip, a extensão será.tgzou

.tar.gz. Se ele tiver sido compactado com o comandobzip2, a extensão será

.tar.bz2. Exemplos de aplicativos podem ser encontrados na Seção 3.1.5,

“Pacotes e compactação de dados” (p 100).

locate padrões

Este comando só estará disponível se você tiver instalado o pacote

findutils-locate. O comandolocatepode localizar o diretório em que

um arquivo específico se encontra. Se desejar, use curingas para especificar nomes de arquivo. O programa é muito rápido, pois usa um banco de dados especificamente criado para esse propósito (em vez de pesquisar todo o sistema de arquivos). Entretanto, esse fato também resulta em uma grande desvantagem: o comando

locate é incapaz de localizar os arquivos criados após a última atualização do banco de dados. O banco de dados pode ser gerado porrootcomupdatedb.

updatedb [opções]

Este comando atualiza o banco de dados usado porlocate. Para incluir arquivos em todos os diretórios existentes, execute o programa comoroot. Também é viável colocá-lo em segundo plano acrescentando um&; assim você poderá continuar a trabalhar na mesma linha de comando (updatedb &). Esse comando geralmente é executado como uma tarefa cron diária (consultecron.daily).

find [opções]

Comfind, procure um arquivo em determinado diretório. O primeiro argumento especifica o diretório no qual deve-se iniciar a pesquisa. A opção-namedeve ser seguida por uma string de pesquisa que também pode incluir curingas.

Diferentemente do comandolocate, que usa um banco de dados, ofindexplora o diretório.

Comandos para acessar o conteúdo do arquivo

file [opções] [arquivos]

Comfile, verifique o conteúdo dos arquivos especificados. -z

Tenta ver o conteúdo dos arquivos compactados.

cat [opções] arquivos

O comandocatexibe o conteúdo de um arquivo imprimindo o conteúdo inteiro na tela, sem interrupção.

-n

Numera a saída na margem esquerda

less [opções] arquivos

Este comando pode ser usado para procurar o conteúdo do arquivo especificado. Role meia página para cima ou para baixo PgUp e PgDn ou uma página inteira

para baixo com a barra de espaço. Vá para o início ou fim do arquivo usando Home

grep [opções] string de pesquisa arquivos

O comando grep procura uma string de pesquisa específica nos arquivos especificados. Se a string de pesquisa for encontrada, o comando exibirá a linha na qualsearchstringfoi encontrada com o nome do arquivo.

-i

Ignorar maiúsculas/minúsculas

-H

Exibe apenas os nomes dos respectivos arquivos, mas não as linhas de texto

-n

Adicionalmente, exibe os números das linhas nas quais encontrou uma ocorrência

-l

Relaciona apenas os arquivos nos quaissearchstringnão ocorre

diff [opções] arquivo1 arquivo2

O comandodiffcompara o conteúdo de dois arquivos. A saída produzida pelo programa relaciona todas as linhas que não são correspondentes. Esse comando é freqüentemente usado por programadores que só precisam enviar suas alterações de programa, e não o código-fonte inteiro.

-q

Informa apenas se os dois arquivos são diferentes

-u

Produz um diff “unificado”, que torna a saída mais legível

Sistemas de arquivos

mount [opções] [dispositivo] ponto de montagem

Este comando pode ser usado para montar qualquer mídia de dados, como discos rígidos, unidades de CD-ROM e outras unidades, em um diretório do sistema de arquivos do Linux.

-r

-t filesystem

Especifica o sistema de arquivos; normalmenteext2para discos rígidos do Linux,msdospara mídia do MS-DOS,vfatpara o sistema de arquivos do Windows eiso9660para CDs.

Para discos rígidos não definidos no arquivo/etc/fstab, também deve ser especificado o tipo de dispositivo. Nesse caso, apenasrootpode montá-lo. Se o sistema de arquivos também tiver de ser montado por outros usuários, digite a opçãousuáriona linha adequada no arquivo/etc/fstab(separado por vírgulas) e grave essa mudança. Mais informações estão disponíveis na página de manualmount(1).

umount [opções] ponto de montagem

Este comando desmonta uma unidade montada no sistema de arquivos. Para evitar a perda de dados, execute o comando antes de retirar uma mídia de dados removível da sua unidade. Normalmente, apenasroottem permissão para executar os comandosmounteumount. Para que outros usuários possam executar esses comandos, edite o arquivo/etc/fstabpara especificar a opçãousuáriopara a respectiva unidade.

3.3.2 Comandos do sistema

As seções a seguir relacionam alguns dos comandos mais importantes necessários para a recuperação de informações do sistema e o controle de rede e processos.

Informações do sistema

df [opções] [diretório]

O comandodf(disk free), quando usado sem opções, exibe informações sobre o espaço total em disco, o espaço em disco atualmente em uso e o espaço livre em todos as unidades montadas. Se um diretório for especificado, as informações se limitarão à unidade na qual o diretório está localizado.

-h

Mostra o número de blocos ocupados em gigabytes, megabytes ou quilobytes – em formato legível

-T

du [opções] [caminho]

Este comando, quando executado sem nenhum parâmetro, mostra o espaço total em disco ocupado pelos arquivos e subdiretórios no diretório.

-a

Exibe o tamanho de cada arquivo individual

-h

Saída em forma legível

-s

Exibe apenas o tamanho total calculado

free [opções]

O comandofreeexibe informações sobre o uso de RAM e de espaço de troca, mostrando a quantidade total e usada nas duas categorias. Consulte a Seção “O comando free” (Capítulo 10, Recursos especiais do SUSE Linux, ↑Referência) para obter mais informações.

-b Saída em bytes -k Saída em quilobytes -m Saída em megabytes date [opções]

Este simples programa exibe a hora atual do sistema. Se ele for executado como

root, também poderá ser usado para mudar a hora do sistema. Detalhes sobre o programa estão disponíveis na página de manual date(1).

Processos

top [opções]

topoferece uma visão geral rápida dos processos em execução. Pressione H para acessar uma página que explica resumidamente as opções principais para

ps [opções] [ID do processo]

Se for executado sem opções, este comando exibirá uma tabela de todos os seus próprios programas ou processos – aqueles que você tiver iniciado. As opções para o comando não são precedidas de hífen.

aux

Exibe uma lista detalhada de todos os processos, independentemente do proprietário

kill [opções] ID do processo

Infelizmente, às vezes, um programa não pode ser concluído de forma normal. Na maioria dos casos, você ainda poderá interromper um programa fora de controle ao executar o comandokill, especificando o ID do respectivo processo (consulte

topeps). Okillenvia um sinal TERM que instrui o programa a se autodesligar. Se isso não ajudar, o seguinte parâmetro poderá ser usado:

-9

Envia um sinal KILL em vez de um sinal TERM, na maioria dos casos encerrando o processo especificado

killall [opções] nome do processo

Este comando assemelha-se aokill, mas usa o nome do processo (em vez do ID do processo) como um argumento, eliminando todos os processos com esse nome.

Rede

ping [opções] nome do host ou endereço IP

O comandopingé a ferramenta padrão usada para testar a funcionalidade básica das redes TCP/IP. Ele envia um pequeno pacote de dados para o host de destino solicitando uma resposta imediata. Se isso funcionar, opingexibirá uma mensagem que indica que o link da rede está basicamente funcionando.

-c número

Determina o número total de pacotes a serem enviados e é concluído logo depois que os pacotes são despachados (por padrão, não há limitação definida).

-f

flood ping: envia o máximo possível de pacotes de dados; um método comum, reservado pararootpara o teste de redes

-i value

Especifica o intervalo entre dois pacotes de dados em segundos (padrão: um segundo)

nslookup

O sistema de nomes de domínio soluciona nomes de domínio para endereços IP. Com essa ferramenta, envie consultas para os servidores de nomes (servidores DNS).

telnet [opções] nome do host ou endereço IP [porta]

Na realidade, Telnet é um protocolo de Internet que permite trabalhar em hosts remotos de uma rede. Também é o nome de um programa do Linux que usa esse protocolo para habilitar operações em computadores remotos.

ATENÇÃO

Não use telnet em uma rede que esteja suscetível a “invasões” de terceiros. Especialmente na Internet, use os métodos de transferência criptografada, comossh, para evitar que uma senha seja usada indevidamente (consulte a página de manual sobressh).

Diversos

passwd [opções] [nome de usuário]

Os usuários podem mudar suas próprias senhas, quando quiserem, com este comando. O administradorrootpode usar o comando para mudar a senha de qualquer usuário no sistema.

su [opções] [nome de usuário]

O comandosupossibilita o login com outro nome de usuário em uma sessão em execução. Especifique um nome de usuário e a senha correspondente. A senha não é necessária noroot, pois orooté autorizado a assumir a identidade de qualquer usuário. Ao usar o comando sem especificar um nome de usuário, você deve informar a senharoote mudar o superusuário (root).

-

halt [opções]

Para evitar a perda de dados, você sempre deve usar esse programa para desligar o sistema.

reboot [opções]

Igual ahalt, exceto pelo fato de que o sistema efetua uma reinicialização imediata.

clear

Este comando limpa a área visível do console. Não tem opções.

3.3.3 Mais informações

Existem muitos comandos além dos relacionados neste capítulo. Para obter informações sobre outros comandos ou obter informações mais detalhadas, é recomendável ler a publicação de O'Reilly, Linux in a Nutshell.

No documento SUSE Linux. 02/21/2006 Inicialização. (páginas 116-127)

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