• Nenhum resultado encontrado

Combate ao racimo nas escolas: a quem cabe essa luta?

5. CAPÍTULO V – DISCUSSÃO

5.6. Combate ao racimo nas escolas: a quem cabe essa luta?

Gomes (2005) argumenta que, para muitos educadores, a tarefa de discutir as relações raciais não cabe ao sistema educacional, sendo geralmente atribuída à militância do Movimento Negro, aos sociólogos e antropólogos, o que velaria a crença de que, à escola, cabe apenas o papel de transmitir conteúdos. O presente estudo encontrou alguns resultados diferentes, pois os professores o atribuíram também, à autoridades, órgãos e grupos que, hierarquicamente, estão ligados ao sistema educacional.

A partir dos discursos apresentados, pode-se dizer que, para os professores, de uma forma geral, a implementação de ações de combate à situações semelhantes à relatada pela pesquisa é uma tarefa conjunta, que não cabe apenas ao professor. Foi prioritário a atribuição deste papel às autoridades governamentais e aos órgãos diretamente ligados à Educação, como visto nas classes 4, 3 e 2 que representam 63,3% do total do corpus. Cabe ainda a todos que compõe o ambiente escolar, como a

114

comunidade e a família, tal como indicado no discurso que compôs a Classe 1. Destaca- se também a atribuição àqueles que são alvo de discriminação.

Observa-se, pelos termos presentes nos discursos apresentados, um posicionamento de certo distanciamento e passividade diante da questão. Ao afirmar que cabe ao governo e secretarias ligadas ao sistema educacional a tarefa de implementar ações de combate ao racismo nas escolas, fica implícito o papel do professor como executor de leis e medidas previamente elaboradas. Esse posicionamento cria um paradoxo com o discurso apresentado na questão anterior. Se cabe ao professor a tarefa de executar as ações implementadas pelas autoridades do sistema educacional e se isso é feito sem a participação dos educadores em sua elaboração, o resultado são medidas que não representam estes últimos e que não são executadas de modo a produzir os resultados a que se propôs.

Esse distanciamento é também verificado nos discursos que atribuem aos alvos da discriminação a tarefa de exigir a efetividade das ações implementadas. Assim como ao atribuir essa tarefa ao Movimento Negro, o combate ao racismo torna-se papel apenas daqueles que o vivenciam, eximindo a responsabilidade dos demais, inclusive dos que o manifestam.

Uma maior aproximação é verificada nos discursos que atribuem esse papel à escola e aos grupos mais envolvidos, presentes e ativos no ambiente onde os professores atuam, tais como os membros da comunidade escolar e a família dos alunos. Como destaca Gomes (2002), não se pode dizer que o desinteresse pela temática é comum a todos os educadores visto que têm aumentado o número de docentes envolvidos na criação de estratégias de combate ao racismo na educação. Ainda que esse discurso tenha sido reunido em uma classe percentualmente maior quando comparada às demais classes de forma individual, a semelhança dos discursos verificados nas outras classes

115

apontam para o predomínio de um discurso que distancia o professor do papel de implementar tais ações.

Essa dicotomia aproximação/distanciamento emergiu também quando os professores foram questionados sobre um envolvimento pessoal com a situação descrita pela pesquisa.

A partir dos segmentos de texto que compuseram cada uma das classes formadas, observam-se dois diferentes posicionamentos no discurso dos professores. Por um lado, foram reunidos nas classes 6, 2 e 4, que representam 55,7% do total do

corpus, o discurso daqueles que não se sentem pessoalmente envolvidos, seja por o

preconceito ser algo que atinge a todos de uma forma geral ou por não acreditarem na existência de preconceito de cunho racial em nosso país, o qual seria motivado, na verdade, por diferenças econômicas. Por outro lado, as classes 5, 1 e 3, que representam 44,2% do total do corpus, reúnem o discurso dos que se sentem pessoalmente envolvidos, por serem educadores e por acreditarem que é papel do educador o trato com situações de racismo nas escolas.

Ao negar a existência de preconceito racial no país, o professor se distancia da mesma, assim como ao atribuí-lo como um problema de todos, não envolvendo nenhum indivíduo de forma pessoal pela sua ocorrência, tão pouco os professores.

Dentre os que se declaram pessoalmente envolvidos, é interessante destacar que o fazem por se sentirem comprometidos, por serem educadores, a tratar todos os seus alunos de forma igualitária e contribuindo para que não haja, também, entre os alunos, situações de discriminação entre eles.

116

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente estudo se propôs a observar as relações raciais na escola a partir da ótica dos professores. Nesse percurso, foi observada uma série de resistências provocadas pela temática, em uma dinâmica semelhante a que é verificada na população brasileira em geral quando questões relacionadas ao preconceito, à discriminação e ao racismo vêm à tona.

Os professores apresentaram certa rejeição à temática, expressa na recusa em participar do estudo e respaldada na negação da existência de preconceito racial no país e em seu local de trabalho. Entre os participantes, houve uma tendência a reconhecer a influência do preconceito racial quando em referência ao contexto das escolas em geral, mas uma negação de sua existência ou influência no ambiente escolar onde atuam.

Quanto a possíveis medidas com vistas à modificação do quadro de racismo verificado nas escolas, foi observado um posicionamento que parece se opor ao princípio que rege as ações afirmativas implementadas com vistas a minimizar as desigualdades raciais presentes em diferentes espaços sociais, como o sistema educacional. Enquanto nestas a cor da pele constitui critério de inclusão, o discurso dos professores sugere, como uma medida a ser adotada, uma menor ênfase atribuída à cor da pele.

Em relação aos responsáveis pela implementação dessas medidas, não se pode dizer que os professores não a atribuem a si, contudo, foi observado certo distanciamento desse papel ao atribuí-lo, prioritariamente, aos órgãos hierarquicamente superiores que compõe o sistema educacional. A implementação de ações somente pelo governo e secretarias de educação sem um maior envolvimento dos professores pode levar à promulgação de medidas que não os representam, resultando em determinações

117

que, muitas vezes, não são cumpridas pelos docentes ou são executadas de forma distorcida.

Não se pode negar a importância que possuem os professores na tarefa de superação do racismo nas escolas e para isso, é fundamental uma formação específica para lidar com a temática do preconceito e do racismo em suas práticas de ensino e em seu relacionamento com os alunos. Para que essa formação possa resultar em ações efetivas, um primeiro passo pode ser considerar o modo como os próprios professores vêem o racismo nas escolas.

Em sua experiência de formação para o trato com as relações raciais de líderes sindicais, Bento (2002), procura observar as reações dos participantes e atuar sobre elas. Em discussões sobre o racismo, observa a autora, as pessoas esperam deparar-se com uma situação que se encontra na sociedade, mas que não a envolvem diretamente ou a instituição da qual fazem parte. A temática pode levar a reações tais como a negação do preconceito e da discriminação, a dúvida diante dos dados apresentados, a isenção do branco, além da culpabilização dos negros pela discriminação que sofrem visto que eles mesmos se discriminam. A partir das reações manifestadas pelos participantes e da visão destes quanto ao racismo nos sindicatos, são promovidos planos de ação elaborados pelos mesmos com o propósito de pensar sobre possíveis ações antirracistas.

Iniciar a formação de professores a partir de seus discursos e reações frente ao racismo nas escolas poderá converter-se em ações com as quais haja um maior envolvimento, resultando em práticas mais efetivas de combate ao racismo nas escolas.

Com vistas a obter uma visão mais ampla quanto o racismo nas escolas na ótica dos professores, pretende-se, em estudos posteriores, ampliar a amostra, sobretudo à docentes de instituições particulares e buscar uma compreensão mais profunda sobre

118

influência das variáveis caracterizadoras dos participantes, tais como idade, cor da pele, nível e escolaridade nos discursos que apresentam.

Pretende-se ainda submeter os dados produzidos às demais possibilidades de análise textual oferecidas pelo software IRAMUTEQ, o que poderá contribuir para o desenvolvimento deste programa que ainda encontra-se em fase experimental.

119

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Albuquerque, F.J.S. (2009a). PRODUTO 1. Documento aprofundando a análise dos resultados da Pesquisa Nacional Diversidade na Escola em suas três dimensões – atitudes, intenção comportamental e Bullying – por temas: gênero, orientação sexual, deficiência, territorialidade, raça/etnia, socioeconômico e diferenças geracionais. Brasília: Ministério da Educação: Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Mensagem recebida por [email protected] em 31 maio. 2012. Albuquerque, F.J.S. (2009b) PRODUTO 2. Documento consolidando a análise dos cursos de formação continuada de professores implementados pela SECAD (cursos de Educação da relações Étnico-Raciais e de Educação para direitos Humanos). Brasília: Ministério da Educação: Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Mensagem recebida por [email protected] em 31 maio. 2012. Allport, G.W. (1954). The nature of prejudice. Cambridge. MA, Addison-Wesley. Araújo, J.Z. O negro na dramaturgia, um caso exemplar da decadência do mito da democracia racial brasileira. Revista Estudos Feministas, 16 (3), 979-985. Recuperado

em 24 outubro, 2011, de

http://www.scielo.br/scielophp?script=sci_arttext&pid=S0104026X2008000300016 &lng=e&nrm=iso

Baibich, T. M. (2002). Os Flintstones e o preconceito na escola. Educar, Curitiba, n. 19, p. 111-129. Editora da UFPR.

Bairon, S. (2011). A persistência do grande outro cromático-racista na publicidade brasileira. In: O negro nos espaços publicitários brasileiros: perspectivas

contemporâneas em diálogo. Batista, L.L. e Leite, F. (Orgs.). São Paulo: Escola de

Comunicações e Artes/USP: Coordenadoria dos Assuntos da População Negra. Pp. 41- 46.

Bento, M.A.S. (2002). Branquitude: o lado oculto do discurso sobre o negro. In:

Psicologia social do racismo – estudos sobre branquitude e branqueamento no Brasil.

Carone, I. & Bento, M.A.S. (Orgs.) Petrópolis, RJ: Vozes. Pp.147-162.

Bonilla-Silva, E. (2010). Racism without racists – Color-blind racism & racial inequality in contemporary America. Rowman & Littlefield Publishers, INC.

Camargo, B. V. & Justus, A.M. (2013a). Iramuteq: um software gratuito para análise de dados textuais. Temas em Psicologia, 21(2), 513-518. Recuperado em 16 agosto, 2013, de http://pepsic.bvsalud.org/pdf/tp/v21n2/v21n2a16.pdf

Camargo, B. V. & Justus, A.M. (2013b). Tutorial para uso do software de análise

textual IRAMUTEQ. Laboratório de Psicologia Social da Comunicação e Cognição –

LACCOS. Universidade Federal de Santa Catarina. Recuperado em 16 agosto, 2013, de http://www.iramuteq.org/documentation/fichiers/tutoriel-en-portugais

120

Camino, L., Silva, P., Machado, A. & Pereira, C. (2001). A face oculta do racismo no Brasil: uma análise psicossociológica. Revista de Psicologia Política, 1, 13-36.

Recuperado em 01 dezembro, 2011, de

http://www.fafich.ufmg.br/~psicopol/pdfv1r1/Leoncio.pdf

Carvalho, I. (2003). Jornalista causa revolta ao afirmar que médicas de Cuba “tem cara de empregada doméstica”. Revista Fórum. Recuperado em 17 setembro, 2013, de http://revistaforum.com.br/blog/2013/08/jornalista-causa-revolta-ao-afirmar-que-

medicas-de-cuba-tem-cara-de-empregada-domestica/

Cavalleiro, E.S. (1998). Do silêncio do lar ao silêncio escolar: racismo, preconceito e

discriminação na educação infantil. 240f. Dissertação (Mestrado em Educação).

Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo. Recuperado em 29 setembro, 2011, de xa.yimg.com/kq/groups/19003918/1691636777/name/TESE

Cavalleiro, E.S. (2000). Discursos e práticas racistas na educação infantil: a produção da submissão social e do fracasso escolar. Educação, racismo e antirracismo. Novos Toques, 4.

Chagas, L.C. & França, D.X. (2010). Racismo, preconceito e trajetória escolar de

crianças negras e brancas: a realidade de Sergipe. IV Colóquio Internacional

Educação e Contemporaneidade. Recuperado em 15 agosto, 2013, de http://www.educonufs.com.br/ivcoloquio/cdcoloquio/eixo_11/e11-36.pdf

Chaves, E.S. Nina Rodrigues: sua interpretação do evolucionismo social e da psicologia das massas nos primórdios da psicologia social brasileira. Psicologia em estudo, 8(2),

29-37. Recuperado em 27 junho, 2011, de

http://www.scielo.br/pdf/%0D/pe/v8n2/v8n2a03.pdf

Costa, H. (2007). Hierarquias brasileiras: A abolição da escravatura e as teorias do

racismo científico. Recuperado em 16 junho, 2013, de http://www.escravidaoeliberdade.com.br/site/im

ages/textos3/hilton%20costa.pdf

D‟adesky, J. (2005). A mídia como reflexo da exclusão e depreciação do negro. In:_________. Pluralismo étnico e multi-culturalismo: racismos e antirracismos no Brasil. Rio de Janeiro: Pallas. Pp. 87-118.

França, D.X. & Monteiro, M.B. (2013). Social norms and the expression of prejudice: The development of aversive racism in childhood. European Journal of Social

Psychology, 43, 263–271. Recuperado em 13 agosto, 2013, de http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/

ejsp.1965/abstract

França, D.X. (no prelo). A Escola e Atitudes Raciais: o papel do professor na promoção

da identidade positiva em crianças. Mensagem recebida por [email protected]

121

Fernandes, F., Pereira, J.B.B. & Nogueira, O (2006). A questão racial brasileira vista por três professores. REVISTA USP, (68), 168-179. Recuperado em 9 fevereiro, 2013, de http://www.usp.br/revistausp/68/14-florestan-joao-oracy.pdf

Ferreira, R.F. & Camargo, A.M. (2011). As relações cotidianas e a construção da identidade negra. Psicologia: ciência e profissão, 31(2), 374-389. Recuperado em 22 maio, 2013, de http://www.scielo.br/pdf/pcp/v31n2/v31n2a13.pdf

Guimarães. A.S.A. (1999). Racismo e Antirracismo no Brasil. São Paulo: Editora 34. Guimarães. A.S.A. (2004). Preconceito de cor e racismo no Brasil. Revista de

Antropologia, 47(1), 9- 43. Recuperado em 15 junho, 2013, de http://www.scielo.br/pdf/ra/v47n1/a01v47n1.

pdf

Guimarães. A.S.A. (2006). Depois da democracia racial. Tempo social, revista de

sociologia da USP, 18(2), 269-287. Recuperado em 15 junho, 2013, de

http://www.scielo.br/pdf/ts/v18n2/a14v18n2.pdf.

Gomes, N.L. (2002). Educação e Identidade Negra. Aletria: Revista de Estudos de

Literatura, 38-47. Recuperado em 18 maio, 2013, de http://www.letras.ufmg.br/poslit/

Gomes, N.L. (2005). Educação e relações raciais: refletindo sobre algumas estratégias de atuação. Superando o racismo na escola. Munanga, K. (Org.). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Pp. 143- 154.

Gomes, J.J.B. (2007). A recepção do instituto da ação afirmativa pelo direito constitucional brasileiro. In. Santos, S.A. (Org.). Ações Afirmativas e Combate ao

Racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO. Pp. 48-82.

Gomes, N. L. (2010). A questão racial na escola: desafios colocados pela implementação da Lei 10.639/03. In: Moreira, A.F.,Candau, V. M. (Orgs.).

Multiculturalismo: diferenças culturais e práticas pedagógicas. 4.ed. Petrópolis, RJ:

Vozes. Pp. 67-88.

Henriques, R. & Cavalleiro, E. (2007). Educação e Políticas Públicas Afirmativas: elementos da agenda do Ministério da Educação. In. Santos, S.A. (Org.). Ações

Afirmativas e Combate ao Racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação:

UNESCO. Pp: 209-224.

Itani, A. (1998). Vivendo o preconceito em sala de aula. In. Aquino, J.G. (Org.).

Diferenças e preconceito na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo:

Summus.

Jaccoud, L. & Theodoro, M. (2007). Raça e Educação: os limites das políticas universalistas. In. Santos, S.A. (Org.). Ações Afirmativas e Combate ao Racismo nas

122

Moehlecke, S. (2009). As políticas de diversidade na educação no governo Lula.

Cadernos de Pesquisa. 39 (137), 461-487. Recuperado em 13 outubro, 2013, de

http://www.scielo.br/pdf/cp/v39n137/v39n137a08.pdf

Lima, M. E. O., & Vala, J. (2004). As novas formas de expressão do preconceito e do racismo. Estudos de Psicologia (Natal), 9(3), 401-411. Recuperado em 8 dezembro,

2011, de

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413294X2004000300002&ln g=en&nrm=iso

Lima, Márcia (2010). Desigualdades raciais e políticas públicas – ações afirmativas no governo Lula. Novos Estudos. 87(2). Recuperado em 13 outubro, 2013, de http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0101-33002010000200005&script=sci_arttext Lima, M.E.O. (2011). Preconceito. In. Camino & cols.(Orgs.) Psicologia Social: Temas

e Teorias. Brasília: Technopolotik. Pp. 589-640.

Lispector, C. (1995). A Hora da Estrela (23a ed.). Rio de Janeiro: Francisco Alves. Nascimento, A.S. (2006). Categorias censitárias brasileiras: raça e cor em questão.

Espaço Plural ,7(15). Recuperado em 27 junho, 2011, de http://e-

revista.unioeste.br/index.php/espacoplural/article/viewArticle/1443

Oliveira, L. F. & Lins, M. R. F. (2008). Memórias e imagens desestabilizadoras para a (re)educação das relações étnico-raciais. Revista Teias. 9(17), 70-78, Recuperado em 5

dezembro, 2012, de

http://periodicos.proped.pro.br/index.php?journal=revistateias&Page=arti cle&op=viewpath[]=244&path[]=0

Oriá, R. (2011). O negro na historiografia didática: imagens, identidades e representações. Textos de História. Revista do Programa de Pós-graduação em

História da UnB. Brasília, 4 (2). Recuperado em 5 dezembro, 2012,

http://seer.bce.unb.br/index.php/textos/article/view/5 790/4798.

Pereira, C., Torres, A.R.R. & Almeida, S.T. (2003). Um estudo do preconceito na perspectiva das representações sociais: análise da influência de um discurso justificador da discriminação no preconceito racial. Psicologia: Reflexão e Crítica, 16(1), 95-107. Recuperado em 8 dezembro, 2011, de http://www.scielo.br/pdf/prc/v16n1/16801.pdf. Pereira, C.R., & Vala, J. (2011). A legitimação da discriminação em diferentes contextos normativos. In. Techio, E.M. & Lima, M.E.O. (Orgs). Cultura e produção

das diferenças: estereótipos e preconceito no Brasil, Espanha e Portugal. Brasília:

Technopolotik.

Pereira, J.B.B. (2001). Diversidade, racismo e educação. Revista USP, (50), 169-177.

Recuperado em 12 outubro, 2013, de

123

Pereira, M.E., Paim, A., Mata Filho, V. & Dantas, G. (2011). Estereótipos e preconceitos nas inserções publicitárias difundidas no horário nobre da televisão baiana. In. O negro nos espaços publicitários brasileiros: perspectivas contemporâneas em

diálogo. Batista, L.L. & Leite, F. (Orgs). São Paulo: Escola de Comunicação e

Artes/USP: Coordenadoria dos Assuntos da População Negra. Pp. 87-104.

Perez, C. (2011). Condições antropossemióticas do negro na publicidade contemporânea. In: O negro nos espaços publicitários brasileiros: perspectivas

contemporâneas em diálogo. Batista, L.L. e Leite, F. (Orgs.). São Paulo: Escola de

Comunicações e Artes/USP: Coordenadoria dos Assuntos da População Negra, 2011. Pp. 61-84.

Piovesan, F. (2007). Ações afirmativas sob a perspectiva dos direitos humanos. In. Santos, S.A. (Org.). Ações Afirmativas e Combate ao Racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO. Pp: 35-45.

Pinto, R. P. (1987). A representação do negro em livros didáticos de leitura. Cadernos

de Pesquisa, (63). Recuperado em 28 setembro, 2011, de http://educa.fcc.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S010015741987000400018&l ng=es&nrm=iso

Pinto, R.P. (1999). Diferenças étnico-raciais e formação do professor. Cadernos de

Pesquisa, (108). Recuperado em 28 setembro, 2011, http://www.scielo.br/pdf/cp/n108/a09n108.pdf

Sant‟ana, A. O. (2005). História e conceitos básicos sobre o racismo e seus derivados. In: Superando o racismo na escola. Munanga, K. (Org.). Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade.

Santos, R. (2010). A Lei Nº 10639/03: entre práticas e políticas curriculares. In:

História & Ensino, 16 (1). Recuperado em 4 junho, 2013 de http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/

histensino/article/view/11598

Silva, A. C. (2000). As transformações e os determinantes da representação social do negro no livro didático. In: Programa A cor da Bahia. Educação, racismo e

antirracismo. Salvador: Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Faculdade

de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, n.4.

Silva, A. C. (2001). Desconstruindo a discriminação do negro no livro didático. Salvador: EDUFBA, 102p.

Ribeiro, M. S. P. (2001). O romper do silêncio: história e memória na trajetória escolar

e profissional dos docentes afrodescendentes das Universidades Públicas do Estado de São Paulo. 187f. Tese (Doutorado em Educação). Faculdade de Educação, Universidade

de São Paulo, São Paulo. Recuperado em 31 agosto, 2011, de http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/48/48133/tde-03072003-15463. php

124

Rosemberg, F; Bazilli, C; Silva, P. V. B. (2003). Racismo em livros didáticos brasileiros e seu combate: uma revisão da literatura. Educação e Pesquisa, 29 (1).

Recuperado em 28 setembro, 2011, de

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517- 97022003000100010&lng=en&nrm=iso

Sales Jr., R. (2006). Democracia racial: o não-dito racista. Tempo Social, revista de sociologia da USP, 18(2), 229-258. Recuperado em 15 junho, 2013, de http://www.scielo.br/pdf/ts/v18n2/a12v18n2.pdf

Silva, A. C. (1987). Estereótipos e preconceitos em relação ao negro no livro de comunicação e expressão de 1º grau – nível 1. Cadernos de Pesquisa, (63). Recuperado em 28 setembro, 2011, de http://educa.fcc.org.br/pdf/cp/n63/n63a20.pdf

Silva., A.C. (2005). A desconstrução da discriminação no livro didático. In: Munanga, K. (Org.). Superando o Racismo na Escola. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade. Pp. 21-43.

Silva Jr., H. (2002). Discriminação racial nas escolas: entre a lei e as práticas sociais.

Brasília: UNESCO. Recuperado em 8 setembro, 2010, de

http://www.fef.br/biblioteca/arquiv os/data/Discrimina_racial.pdf

Silvério, V.R. Ações Afirmativas e Diversidade Étnico-Racial. In. Santos, S.A. (Org.).

Ações Afirmativas e Combate ao Racismo nas Américas. Brasília: Ministério da

Educação: UNESCO. Pp: 83-101.

Telles, E. E. (2003). Racismo à brasileira: uma nova perspectiva sociológica. Rio de Janeiro: Relume Dumará, 2003. 347p.

Valente, A.L. (2005). Ação afirmativa, relações raciais e educação básica. Revista

Brasileira de Educação, (28), 62-76. Recuperado em 15 junho, 2013, de

http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n28/a06n28.pdf

Valverde, D.O. & Stocco, L. (2009). Notas para a interpretação das desigualdades raciais na educação. Estudos Feministas, 17(3): 909-920. Recuperado em 14 outubro, 2013, de http://www.scielo.br/pdf/ref/v17n3/v17n3a19.pdf

Vieira Jr., R.J.A. (2007). Rumo ao Multiculturalismo: a adoção compulsória de ações afirmativas pelo Estado brasileiro como reparação dos danos atuais sofridos pela população negra. In. Santos, S.A. (Org.). Ações Afirmativas e Combate ao Racismo nas

125

ANEXO A. Questionário.

UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA

NÚCLEO DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA EM PSICOLOGIA SOCIAL

MESTRADO EM PSICOLOGIA SOCIAL

INSTRUÇÃO

A presente pesquisa tem o propósito de observar o posicionamento dos professores

Documentos relacionados