10.1. Os diretores devem comentar sobre:
a) Condições financeiras e patrimoniais gerais
No ano de 2013, o EBITDA ajustado totalizou R$1.806 milhões, apresentando um crescimento de 159,3% quando comparado ao ano de 2012, que foi de R$697 milhões. Isso se deve principalmente, ao melhor desempenho em todas as unidades de negócios, destacando-se o maior volume de vendas das unidades de Siderurgia e de Mineração.
No ano de 2012, o EBITDA ajustado totalizou R$697 milhões, apresentando um decréscimo de 46% quando comparado ao ano de 2011, que foi de R$1.290 milhões, em função, principalmente, da redução do lucro bruto, com menores preços e mix desfavorável de vendas na Siderurgia.
No ano de 2011, o EBITDA totalizou R$1.290 milhões e apresentou decréscimo de 52,3% quando comparado ao ano de 2010, devido principalmente ao aumento de preços das principais matérias-primas, menor volume de vendas pela siderurgia e queda no preço médio no mercado interno.
Os diretores entendem que as condições financeiras e patrimoniais da Companhia são suficientes para cumprir as suas obrigações de curto e médio prazo.
A diretoria entende que a atual estrutura de capital, mensurada principalmente pela relação dívida líquida sobre patrimônio líquido, apresenta hoje níveis conservadores de alavancagem, quais sejam:
Em reais mil
R$ mil 2013 2012 2011
Dívida líquida 3.434.018 3.410.464 3.926.559 Patrimônio líquido 18.833.945 18.513.073 19.014.205 Nível de alavancagem 18,2% 18,4% 20,61%
O endividamento líquido ao final dos exercícios de 2011, e 2012 e 2013 era de R$3,9 bilhões, R$3,4 bilhões e R$3,4 bilhões respectivamente. A relação entre dívida líquida e EBITDA ajustado era 1,9 vezes em dezembro 2013, 4,9 vezes em 31 de dezembro de 2012 e 3,1 vez em 31 de dezembro de 2011, demonstrando uma melhoria expressiva em razão do aumento do Ebitda.
i. Hipóteses de resgate
O estatuto social da Companhia não contém disposição a respeito, devendo ser observadas as disposições da Lei das Sociedades por Ações.
ii. Fórmula de cálculo do valor de resgate
Em caso de resgate, a Companhia adotará fórmula, observadas as disposições legais.
c) Capacidade de pagamento em relação aos compromissos financeiros assumidos
Em 31/12/2013, a Companhia possuía um caixa de R$ 3,4 bilhões (R$4,7 bilhões em 31/12/2012 e R$5,1 bilhões em 31/12/2011). Sua dívida apresenta um prazo médio de 3 anos em 2013 (6 anos em 2012 e 4 anos 2011). A concentração da dívida no curto prazo em 31/12/2013 é de 19,6% do total da dívida (20% em 2012 e 13% em 2011).
2.539 857 922 753 999 311 670 18 7 930 499 420 517 291 631 4 2 0 Caixa 2014 2015 2016 2017 2018 2019 2020 a partir de 2021 Moeda Local Moeda Estrangeira
1.356 3.469 1.342 1.290 942 675 21 7 1.270
Duração da Dídida R$: 35 meses US$: 34 meses
Perfil da Dívida - Consolidado
A Companhia possui capacidade financeira e linhas de crédito para renovar suas dívidas alongando os prazos de pagamento se necessário. As projeções financeiras internas suportam o pagamento da dívida contraída.
d) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não-circulantes utilizadas
A Companhia possui uma política de manutenção de um caixa mínimo para assegurar um nível de liquidez de acordo com suas operações. Os financiamentos são contratados considerando a projeção de geração de caixa futuro e o plano de investimentos definidos pela Administração. A política de financiamento visa evitar necessidades urgentes de recursos e aproveitar condições vantajosas de mercado na captação de recursos financeiros.
e) Fontes de financiamento para capital de giro e para investimentos em ativos não circulantes que pretende utilizar para cobertura de deficiências de liquidez
Conforme descrito no item acima, a política da Companhia é a manutenção de um nível de caixa confortável, associado a um perfil de vencimentos adequado e à contratação de financiamentos de longo prazo. Adicionalmente, a Companhia possui
f) Níveis de endividamento e as características de tais dívidas, descrevendo ainda:
i. Contratos de empréstimo e financiamento relevantes
Em 31/12/2013, as Empresas Usiminas possuíam as seguintes operações de financiamentos relevantes:
1) Contrato de empréstimo da Usiminas com o BNDES no valor de R$493,4 milhões com a finalidade de financiar a construção do Laminador de Tiras a Quente nº 2 de Cubatão com vencimento em 15/01/2016.
2) Limite de Crédito da Usiminas com o BNDES no valor de R$2,0 bilhões, disponível para saque até 2021 para utilização em projetos diversos em Ipatinga, Cubatão e nas subsidiárias.
3) Contrato de empréstimo da Usiminas com o KFW no valor de EUR27,8 milhões com vencimento em 2015, que tem a finalidade de financiar a construção de um lingotamento contínuo em Cubatão.
4) Contrato de empréstimo da Usiminas com o JBIC e bancos comerciais japoneses no valor de US$100,0 milhões com vencimento em 2016, para financiamento da construção da Central Termelétrica de Ipatinga.
5) Contrato de empréstimo da Usiminas com o JBIC e bancos comerciais japoneses no valor de US$240,0 milhões com vencimento em 2017, para financiamento da construção de uma coqueria em Ipatinga.
6) Contrato de empréstimo da Usiminas com o JBIC e bancos comerciais japoneses no valor de US$550,0 milhões com vencimento em 2018, com objetivo de financiar a construção do Laminador de Tiras a Quente nº 2 de Cubatão.
7) Pré-Pagamento de Exportação da Usiminas com o Credit Suisse no valor de US$70,0 milhões com vencimento em 2014, para exportação de produtos siderúrgicos.
8) Pré-Pagamento de Exportação da Usiminas com um sindicato de bancos no valor de US$600,0 milhões com vencimento em 2015, para exportação de produtos siderúrgicos. Foi liquidado antecipadamente em março/2013.
9) Nota de Crédito de Exportação com o Banco do Brasil no valor de R$300,0 milhões com vencimento em 2013, para capital de giro.
10) Nota de Crédito de Exportação com o Banco do Brasil no valor de R$1,0 bilhão com vencimento em 2018, para capital de giro.
11) Nota de Crédito de Exportação com o Banco do Brasil no valor de R$1,0 bilhão com vencimento em 2015, para capital de giro.
milhões com vencimento em 2016, para capital de giro.
13) Nota de Crédito de Exportação com o Bradesco no valor de R$49,0 milhões com vencimento em 2017, para capital de giro. Foi liquidado antecipadamente em agosto/2013.
14) Emissão de Eurobonds através da subsidiária Cosipa Commercial no valor de US$200,0 milhões com vencimento em 2016, com a finalidade de cumprir os diversos planos de investimentos da companhia.
15) Emissão de Eurobonds através da subsidiária Usiminas Commercial no valor de US$400,0 milhões, vencimento em 2018, com a finalidade de cumprir os diversos planos de investimentos da companhia.
16) Contrato de empréstimo da subsidiária Unigal com o JBIC e bancos comerciais japoneses no valor de US$140,0 milhões com vencimento em 2018, para financiar a construção da linha nº 2 de HDG da Unigal.
17) Contrato de empréstimo da Usiminas com o BNDES no valor de R$318,5 milhões com a finalidade de financiar a construção do Laminador de Tiras a Quente nº 2 de Cubatão.
18) Emissão de debêntures da Usiminas no valor de R$1,0 bilhão com vencimento em 2019, com a finalidade de cumprir os diversos planos de investimentos da companhia.
ii. Outras relações de longo prazo com instituições financeiras
Em 25 de março de 2013, a Administração decidiu cancelar a linha de crédito rotativo (Revolving Credit Facility), contratado em 28 de julho de 2011, cujo valor total era de US$750,0 milhões e período de vigência de 5 anos.
iii. Grau de subordinação entre as dívidas
Em 31/12/2013, a Companhia possui apenas uma dívida subordinada, sendo ela a emissão de debêntures no valor de R$1,0 bilhão com vencimento em 2019, conforme item nº 19 relacionado no subitem f.i acima.