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Lavra na Plataforma Continental

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Ao instituir a parcela de 5%, houve nítida intenção do legislador de beneficiar os municípios com instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural. Esta parcela, que corresponde a 0,5% (meio por cento) do valor da produção, é dividida, em partes iguais, entre os municípios beneficiários.

No que diz respeito à parcela acima de 5%, o legislador se preocupou com os municípios afetados pelas operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural, deixando a cargo da ANP definir o critério de rateio entre os beneficiários.

Por razões de coerência, as instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural e os respectivos municípios são os mesmos, tanto na distribuição da parcela de 5% quanto na distribui-ção da parcela acima de 5%. Os critérios de rateio, todavia, são diferentes.

No que diz respeito ao gás natural, face à inexistência momentânea no País de instalações utilizadas para amarração ou atracação de embarcações que operam com Gás Natural Liqüefeito – GNL ou com Gás Natural Comprimido – GNC, apenas as instalações terrestres coletoras de gás natural atendem à provisão legal e se qualificam como instalações de embarque e desembarque de gás natural.

A Figura 43 mostra os fluxos do petróleo e do gás natural desde a sua retirada do poço até a entrega na refinaria ou no city gate, conforme o caso. São apresentados, em seguida, exemplos brasileiros para os diversos tipos de instalações.

Uma vez conceituado o que são as instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural, a Figura 44 apresenta os municípios brasileiros que se enquadram nos critérios comentados, com efeitos a partir de 1º de Janeiro de 2002, suas instalações e a origem do petróleo e/ou do gás natural que recebem.

É importante ter presente que a origem do petróleo e do gás natural, caracterizada pela produção em terra ou na plataforma continental, é fator preponderante para o rateio das parcelas de 5% e acima de 5% , conforme será demonstrado nos exemplos que seguem.

No que se refere à parcela de 5%, conforme se depreende do exame da Figura 44, 15 municípios irão ratear entre si, em partes iguais, a parcela dos royalties destinada aos municípios com instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural, correspondente a 10% dos 5% do valor da produção na plataforma continental brasileira. No caso da produção em terra, este rateio se dará entre 57 municípios.

No que se refere à parcela acima de 5%, aplica-se o conceito de município pertencente à zona de influência da instalação, constante da Portaria ANP nº 29/2001. A referida portaria estabelece que os municípios afetados pelas operações de embarque e desembarque de petróleo e gás natural são aqueles onde se localizam as instalações de embarque e desembarque (primários) e, em se tratando de instalações em meio aquático, aqueles situados no entorno da instalação (secundários).

Figura 43 – Fluxo do petróleo e do gás natural

versus

Instalações Monobóia Quadro de Bóias Cais acostável Pier de Atracação Atracação de navios para movimentação do petróleo Desembarque de petróleo Embarque de petróleo (EXEMPLOS 3)

Estação de bombeamento de petróleo Elevar a pressão de fluxo para permitir o escoamento Estação Intermediária de Bombeio de Guaratuba-PR

Bombeamento Rebombeamento

Estação de tratamento de petróleo Separar o petróleo da água Tratamento químico Tratamento térmico Decantação Armazenamento Bombeamento Descarte ETO de Guamaré ETO de Dom João Estação de tratamento de efluentes Purificar efluentes para descarte Tratamento químico Tratamento térmico Decantação Armazenamento Bombeamento Descarte ETE de Guamaré ETE de Cabiúnas

Estação Coletora ou ponto de coleta Processamento primário do petróleo e gás Testes de produção Separação Medição Purificação Tratamento Armazenamento Bombeamento Descarte Todas as estações coletoras dos campos ou plataformas (EXEMPLOS 1)

Estação ou parque de armazenamento de petróleo Armazenamento Decantanção Bombeamento

Receber, armazenar e transferir petróleo (EXEMPLOS 2)

Satélites ou manifolds Racionalizar o sistema de coleta da produção Testes de produção Medição Limpeza de linhas Todos os satélites de produção existentes entre os poços e as estações coletoras ou plataformas

Poço Comunicar o reservatório com a superfície Completação Canhoneio Estimulação Produção Injeção Todos os poços existentes

Exemplos de instalações atuais Monobóia Quadro de Bóias Cais acostável Pier de Atracação Atracação de navios para movimentação de gás natural Desembarque e embarque de gás natural comprimido ou de gás natural liquefeito Não existe atualmente no Brasil

Estação de compressão de gás natural Elevar a pressão de fluxo para permitir o escoamento Estaçõesde Compressão intermediárias (e.x.:Candeias-BA), paragáslift (e.x.:Pirambu) ouacopladasàs UPGN´s (EXEMPLOS6)

Purificação Compressores Odorização

Unidade de tratamento de gás natural Separar o gás natural da água, CO , enxofre, nitrogênio

2 Separação Resfriamento Absorção Adsorção Regeneração Odorização (EXEMPLOS 5)

Unidade de processamento de gás natural ou condensado Separação de componentes do gás natural Separação Resfriamento Absorção Adsorção Regeneração Odorização As UPGN´s (EXEMPLOS 6)

Estação Coletora ou ponto de coleta Processamento primário do petróleo e gás Testes de produção Separação Medição Purificação Tratamento Armazenamento Compressão Descarte Todas as estações coletoras dos campos ou plataformas (idem EXEMPLOS 1)

Estação ou parque de armazenamento de gás natural Armazenamento Compressão Odorização

Receber, armazenar e transferir gás natural comprimido ou liquefeito Não existe atualmente no Brasil (ex.: GNL)

Satélites ou manifolds Racionalizar o sistema de coleta da produção Testes de produção Medição Limpeza de linhas Todos os satélites e manifolds de produção existentes entre os poços e as estações coletoras ou plataformas

Poço Comunicar o reservatório com a superfície Completação Canhoneio Estimulação Produção Injeção Todos os poços existentes

Exemplos de instalações atuais

INSTALAÇÕES DE PETRÓLEO INSTALAÇÕES DE GÁS NATURAL

Refinarias Separação Tratamento Resfriamento Absorção Adsorção Regeneração Craqueamento Descarte (EXEMPLOS 4)

Refinar o petróleo Entrega do gás às Cias EstaduaisCity-gate Medição Controle de pressão (EXEMPLOS 7)

Tipo de Instalação Objetivo da Instalação Atividades principais Tipo de Instalação Objetivo da Instalação Atividades principais Instalações de embarque e desembarque de petróleo e gás

Instalações de embarque e desembarque Capítulo 12

Guia dos Royalties do Petróleo e do Gás Natural

EXEMPLOS 1

Alagoas (Maceió, Coruripe, Marechal Deodoro e São Miguel dos Campos), Amazonas (Coarí), Bahia (São Francisco do Conde, Alagoinhas, Araçás, Candeias, Caravelas, Cardeal da Silva, Catu, Entre Rios, Esplanada, Itanagra, Mata de São João, Pojuca, São Sebastião do Passé e Teodoro Sampaio), Ceará (Aracati e Icapuí), Espírito Santo (Conceição da Barra, Linhares e São Mateus), Rio de Janei-ro (Macaé), Rio Grande do Norte (Açu, Alto do Rodrigues, Apodi, Areia Branca, Caraúbas, Carnaubais, Felipe Guerra, Gov. Dix-Sept Rosado, Guamaré, Macau, Mossoró, Pendências, Porto do Mangue, Serra do Mel e Upanema), Sergipe (Aracaju, Brejo Grande, Carmópolis, Divina Pasto-ra, General Maynard, Japaratuba, Laranjeiras, Maruim, Pirambu, Riachuelo, Rosário do Catete, São Cristóvão, Siriri e Sto. Amaro das Brotas).

EXEMPLOS 2

Maceió – AL (Parque de armazenamento do cáis acostável), Coarí – AM (Parque de armazenamento), Catu – BA (Parque Recife), São Francisco do Conde – BA (Parque São Paulo), São Sebastião do Passé – BA (Parque São Sebastião), Linhares – ES (Estação de Lagoa Parda), São Mateus – ES (Estação de São Mateus), Macaé – RJ (Estação de Cabiúnas), Alto do Rodrigues – RN (NUARG), Guamaré – RN (NUGUAM), Mossoró – RN (NUPROM), Aracaju – SE (NUCAT) e Carmópolis – SE (Estação de Bonsucesso).

EXEMPLOS 3

Maceió – AL (Cáis acostável), Coarí – AM (Píer fluvial), Manaus – AM (Píer fluvial), Madre de Deus – BA (Píer), Fortaleza – CE (Píer), Linhares – ES (Quadro de bóias), Angra dos Reis – RJ (Píer), Rio de Janeiro – RJ (Píer), Guamaré – RN (Quadro de bóias), Rio Grande – RS (Píer lacustre), Tramandaí – RS (Monobóias), São Francisco do Sul – SC (Monobóia), São Sebastião – SP (Píer) e Aracaju – SE (Quadro de bóias).

EXEMPLOS 4

Manaus – AM (REMAN), São Francisco do Conde – BA (RLAM), Fortaleza – CE (LUBNOR), Betim – MG (REGAP), Araucária – PR (REPAR), São Mateus – PR (SIX), Duque de Caxias – RJ (REDUC), Canoas – RS (REFAP), Capuava – SP (RECAP), Paulínia – SP (REPLAN), Cubatão – SP (RPBC), Rio de Janeiro – RJ (Refinaria de Manguinhos), Rio Grande – RS (Refinaria Ipiranga) e São José dos Campos – SP (REVAP)

EXEMPLOS 5

São Miguel dos Campos – AL (Estação de Furado - Desidratação), Guamaré – RN (Unidade de Dessulfurização do NUGUAM) e Carmópolis – SE (Unidade de Dessulfurização).

EXEMPLOS 6

Coarí – AM (UPGN do Pólo Arara), São Francisco do Conde – BA (UPGN do Núcleo Candeias), Pojuca – BA (UPGN do Núcleo Santiago), Fortaleza – CE (LUBNOR), Linhares – ES (UPGN de Lagoa Parda), Duque de Caxias – RJ (REDUC), Macaé – RJ (Estação de Cabiúnas), Guamaré – RN (NUGUAM), Aracaju – SE (UPGN de Atalaia – NUCAT), Carmópolis – SE (UPGN de Carmópolis) e Cubatão – SP (RPBC).

EXEMPLOS 7

Alagoas (Maceió, Marechal Deodoro e Santa Luzia do Norte), Bahia (Camaçari e Simões Filho), Ceará (Aracati), Espírito Santo (Aracruz, Serra e Vitória), Minas Gerais (Betim e Juiz de Fora), Paraíba (Santa Rita), Pernambuco (Cabo, Goiana, Igarassu, Jaboatão, Paulista e Recife), Rio de Janeiro (Macaé, Duque de caxias, Barra Mansa, Japerí, Piraí e Volta Redonda), Rio Grande do Norte (Guamaré, Ielmo Marinho e Macaíba), São Paulo (Cubatão, Mauá, São José dos Campos, Lorena, Pindamonhangaba e Suzano) e Segipe (Aracaju, Laranjeiras e Nossa Senhora do Socorro).

Figura 44 - Municípios com instalações de embarque e desembarque de petróleo e/ou

São Miguel dos Campos-AL X X

Coarí-AM X X X X

São Francisco do Conde-BA X X X X

São Sebastião do Passé-BA X X X

Teodoro Sampaio-BA X X

Alto do Rodrigues-RN X X X

Apodi-RN X X

Areia Branca-RN X X

Caraúbas-RN X X

Carnaubais-RN X X

Felipe Guerra-RN X X

Gov. Dix Sept Rosado-RN X X

Guamaré-RN X X X X X

São Francisco do Sul-SC X X X

Aracaju-SE X X X X

Sto. Amaro das Brotas-SE X X

São Sebastião-SP X X X

TOTAL 53 13 12 57 15

Origem do Petróleo e/ou do Gás Natural MUNICÍPIOS Estação Coletora ou

Ponto de Coleta Estação ou Parque de

Armazen. de Petróleo Terminal Marítimo/

Fluvial/Lacustre APLICAÇÃO DOS CRITÉRIOS PROPOSTOS

Instalações de embarque e desembarque Capítulo 12

Guia dos Royalties do Petróleo e do Gás Natural

Figura 45 – Municípios afetados pelos terminais marítimos

Figura 46 – Municípios afetados pelos terminais fluviais de Coari - AM e Manaus - AM

Cais Acostável Píer Quadro de Bóias Píer Píer

Maceió-AL Madre de Deus-BA Linhares-ES Angra dos Reis-RJ Rio de Janeiro-RJ

Marechal Deodoro-AL Salvador-BA Aracruz-ES Mangaratiba-RJ Magé-RJ

Paripueira-AL Candeias-BA São Mateus-ES Parati-RJ Niterói-RJ

São Francisco do Conde-BA São Gonçalo-RJ

Santo Amaro-BA Duque de Caxias-RJ

Monobóia Monobóia Quadro de Bóias Píer

Guamaré-RN Tramandaí-RS São Francisco do Sul-SC Aracaju-SE São Sebastião-SP

Galinhos-RN Imbe-RS Itapoã-SC Barra dos Coqueiros-SE Ilhabela-SP

Macau-RN Cidreira-RS Balneário Barra do Sul-SC Itaporanga da Ajuda-SE Caraguatatuba-SP Bertioga-SP Primário - recebe 40%

Secundários - rateio em partes iguais dos 60% restantes

Municípios atravessados ou às margens do Rio Amazonas, situados a jusante dos píeres fluviais de Coari-AM e Manaus-AM

CÓDIGO

(1) A jusante (secundários) apenas do píer fluvial COARI-AM

(2) A jusante (secundários) dos píeres fluviais de COARI-AM e MANAUS-AM N