pois só se usa o hífen com o prefixo “contra” se ele vier seguido de h ou a. A forma “reverem” está inadequada, pois há conector e, portanto, o correto seria “revirem”, condizente com o futuro do subjuntivo do verbo rever. Em D, não há desvios gramaticais, a mesóclise, junto ao verbo realizar, é facultativa.
02. Assinale a alternativa que NÃO apresenta incorreção. a) As sessões de pôsteres organizar-se-ão em um
formato interativo e analizar- se-ão pesquisas e/ ou a implementação e aplicação das metodologias ativas de aprendizagem na educação básica ou superior.
b) Considerando-se a inter-relação entre conhecimento e informação, poder-se- á considerar, despretensiosamente, que adentramos a Era da Revolução Pedagógica
c) Procedeu-se, à época, o reassentamento das famílias de agricultores afetados pela construção da represa
d) Quanto à suas fotografias, não se lembrava de haver mencionado-as em nenhuma dos encontros a que estivera presente.
Em A, estão grafadas incorretamente as palavras “sessões” e” analizar-se-ão” sendo as formas corretas “seções” (departamento, parte de um conjunto) e “analisar-se-ão”. Em B, não há desvios gramaticais. O verbo “adentrar” é transitivo direto, portanto a construção “adentramos a era da revolução pedagógica” está em conformidade com as prescrições gramaticais. Em C, o verbo “proceder”
com sentido iniciar, é transitivo indireto. Logo, o correto seria “procedeu-se ao reassentamento das famílias. Em D, a crase empregada antes de “suas” está inadequada , pois não se usa crase antes da palavra plural. A forma “mencionando-as” está inadequada, pois não se usa ênclise com particípio. Ainda, a construção “nenhuma dos encontros” apresenta erro de flexão de gênero e, por fim, a expressão “ a que estivera presente” apresenta erro de regência, sendo correto “em que estivera presente”.
03. Tendo em conta o padrão culto escrito, assinale a alternativa CORRETA.
a) Solicitamos-lhe que se observem rigorosamente os critérios para formatação dos textos a serem encaminhados a esta editora
b) Quanto à última proposta mencionada, a empresa já havia recusado-a em outra oportunidade c) O autor alude a um tempo onde a energia
elétrica era novidade e não havia entre os eletrodomésticos muito mais que um rádio
d) As reinvindicações dos grevistas, que mantiveram a paralização, foram encaminhadas ao Governador do Estado ainda ontem.
Em A, não há desvio gramatical. Em B, a forma “recusado-a” está em desacordo com a norma culta, pois não se usa ênclise com particípio (forma correta – “já a havia recusado” ou “ já havia a recusado”). Em C, o conector “onde” foi usado com indicação de tempo. O correto seria o uso de “em que” ou “no qual”, pois o pronome relativo “onde” só pode
ser usado para fazer referência a lugar. Em D os vocábulos “reinvidicações “ e “paralização”. (Formas corretas: reivindicações e paralisação).
04. Abriu a boca. E lembrou-se. Gritou e mergulhou numa touceira. Ouviu o assobio da seta varando a folhagem: a dor.”
É correto afirmar que, nessa frase, o número de palavras polissílabas é:
a) apenas uma palavra. b) duas palavras.
c) três palavras. d) quatro palavras
Resposta: A
Na frase apresentada, apenas uma palavra é polissílaba, ou seja, apresenta quatro ou mais de quatro sílabas. A palavra polissílaba é “assobio”.
05. Uma palavra foi grafada de maneira INCORRETA. Assinale a opção em que isso ocorreu:
a) Esclarecimento, analisar, quis, pretensão. b) Extensão, economizar, dosar, resolução. c) Empecílio, despensa, espectador, escasso. d) Espessura, disenteria, desprezo, exceção.
Resposta: C
Apenas uma palavra foi grafada de modo incorreto entre as palavras apresentadas na questão. A palavra “empecílio”, constante na letra C, é grafada com “lh” emprecilho.
06.
I. O que se afirma é que a prisão dos dois veio ________ clamores da população, que desejava vê-los na cadeia. (de encontro aos / ao encontro
dos)
II. No caso do mal de Alzheimer, que é a principal doença da memória, os neurônios vão sendo destruídos ________ a enfermidade avança. (na medida em que / à medida que) Assinale a alternativa que preencha corretamente as lacunas das frases acima, na ordem em que ocorrem, utilizando uma das expressões que se encontram entre parênteses.
a) de encontro aos – à medida que b) ao encontro dos – à medida que c) ao encontro dos – na medida em que d) de encontro aos – na medida em que
Resposta: B
A expressão “de encontro a “ indica oposição, divergência; já a expressão “ao encontro de” sugere semelhança, associação. No contexto, a forma correta seria ao encontro dos clamores da população, pois a ideia é de associação. A expressão “à medida que” indica proporcionalidade, ao passo que a expressão “na medida em que” indica causa. No contexto, o correto é o uso de “à medida que”, pois o agravamento da enfermidade é proporcional ao tempo da doença.
07. Todos os itens apresentam erro quanto ao emprego dos porquês, exceto:
a) A razão por quê viajei explico depois.
b) Desconheço o por que de semelhante atitude. c) Não é fácil o emprego do porquê.
d) O teu por que me aborrece.
Resposta: C
Em A, o vocábulo “por quê” não deveria receber acento gráfico, pois está no interior do período (forma correta – “por que”). Em B, o vocábulo “por que” deveria ser grafado junto e com acento, pois se trata de um substantivo (forma correta – “por quê”). Em C o vocábulo “porque” foi grafado adequadamente por se tratar de um substantivo. Em D, o vocábulo “por que” foi grafado indevidamente, pois se trata de um substantivo (forma correta – “porquê).
08. A palavra ensolarada tem o mesmo processo de formação da palavra: a) enclausurada b) inspirada c) esperada d) fotografia e) aguardente
Resposta: A
A palavra “ensolarada” foi formada por parassíntese, o que ocorre também em “enclausurada”. Em B, a palavra inspirada foi formada por derivação sufixal. Em C, a palavra esperada foi formada por derivação sufixal. Em D, a palavra fotografia foi formada por composição por justaposição. Em E, a palavra aguardente foi formada por composição aglutinação.
09. No período “Avistou o pai, que caminhava para a lavoura”, a palavra “que” classifica-se morfologicamente como:
a) conjunção subordinativa integrante. b) conjunção subordinativa final. c) pronome relativo.
d) partícula expletiva.
e) conjunção subordinativa causal.
Resposta: B
O vocábulo “que” retoma o substantivo “pai” e introduz oração subordinada adjetiva explicativa. Portanto, trata-se de um pronome relativo.
10. “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava para ser mãe”, a oração subordinada é:
a) subordinada substantiva objetiva indireta b) subordinada substantiva completiva nominal c) subordinada substantiva predicativa
d) coordenada sindética conclusiva e) coordenada sindética explicativa
Resposta: B
Na frase apresentada, a oração em destaque completa o substantivo abstrato “certeza”. Trata-se, portanto, de uma oração subordinada substantiva completiva nominal.
11. A frase em que o complemento verbal destacado não admite a sua substituição pelo pronome pessoal oblíquo átono lhe é:
a) Após o acordo, o diretor pagou aos funcionários o salário.
b) Ele continuava desolado, pois não assistiu ao debate.
c) Alguém informará o valor ao vencedor do prêmio.
d) Entregou o parecer ao gerente para que fosse reavaliado.
e) Contaria a verdade ao rapaz, se pudesse.
Resposta: B
O pronome obliquo átono “lhe” substitui termos preposicionados. No entanto, os verbos “assistir” no sentido de ver, “aspirar”, no sentido de desejar, não admitem o pronome “lhe”, mesmo sendo transitivo indiretos. Nessa situação, usam-se as formas sinônimas “a ele” e variações. Em B, portanto, o correto seria assistiu a ele, sendo, por isso, a resposta. Nas demais frases, o uso do lhe é adequado.
12. “...que olhava cada coisa à sua volta...”
“...que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório.”
Quanto às classes de palavras, os elementos destacados nas passagens acima são, respectivamente:
a) conjunção e pronome relativo b) pronome indefinido e conjunção c) pronome relativo e advérbio d) preposição e conjunção
Resposta: A
Na primeira frase, o vocábulo “que” não retoma termos e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta. Trata-se portanto de uma conjunção integrante. Na segunda frase, o vocábulo “que” retoma o substantivo “pessoa” e introduz oração subordinada adjetiva restritiva, sendo, portanto, um pronome relativo.
13. A palavra se é conjunção subordinativa integrante (por introduzir oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das orações seguintes?
Escolha uma:
a) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
b) Ele se morria de ciúmes pelo patrão. c) Precisa-se de pedreiros.
d) Não sei se o vinho está bom.(e) O aluno fez-se passar por doutor
Resposta: E
Em A, o vocábulo “se” indica reflexão, sendo um pronome reflexivo com objeto direto. Em B, o vocábulo “se” também indica reflexão, mas funciona como objeto indireto do verbo “arrogar”. Em C, há uma construção com verbo causativo (fazer). Nesse contexto, o pronome “se” com valor reflexivo, exerce função sintática de sujeito. Em D, o pronome “se” funciona como índice de determinação do sujeito, pois o verbo precisar é transitivo indireto. Gabarito: letra E. A conjunção “se” introduz oração subordinada substantiva direta, sendo, portanto, uma conjunção integrante.
14. O SE é pronome apassivador em: a) Precisa-se de uma secretária. b) Proibiram-se as aulas.
c) Assim se vai ao fim do mundo.
d) Nada conseguiria, se não fosse esforçado. e) Eles se propuseram um acordo
Resposta: B
Em A, a partícula “se” funciona como índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo precisar é transitivo indireto. Em B, a partícula se é um pronome apassivador, pois o verbo proibir é transitivo direto (as aulas foram proibidas). Em C, a partícula se funciona como índice de indeterminação do sujeito, pois o verbo ir é intransitivo. Em D, o vocábulo se é uma conjunção condicional. Em E, a partícula se é um pronome recíproco.
15. O item em que a palavra não está corretamente classificada quanto ao seu processo de formação é:
a) ataque - derivação regressiva b) fornalha - derivação por sufixação c) acorrentar - derivação parassintética d) casebre - derivação imprópria
Resposta: E
A palavra “casebre” foi formada por derivação sufixal. Derivação imprópria é um processo em que a palavra não sofre acréscimos de afixos, apenas a classe de palavra sofre alteração. Nas demais alternativas, não houve erro na indicação do processo de formação.