, que a Inglaterra voltasse, quernão, aos pagamentos
em
especie; não haviacom
tudo, cer-tamente indicações que 0 oiro erabaixamenteavaliadoem
nossopadrão monetário de 1para15, antesde1821.,quando
ademanda
Ingleza começou.O
facto de con-comitânciaem
acontecimentos não he reputadocomo
provasufficientedeagenciaeffectiva5mas huma
grande denuinda por oiro ehum
augmentadu valor relativo parao oiro, sendocircunstancias coevas, eem
accordocom
o principio universalmente admittido, quehum
novo, ou repentino
augmento
dedemanda
fará subir os preços, parece nutural e razoavel aillação, de que a
demanda
'Ingleza por oiro foi a causadasubida do séu valorem
relido áprata.Mr.
Baring crê «não ha duvida que quando este paiz (Inglaterra) voltou aos pagamentosem
especie,
soppondo que nós carecíamos de 15 a 20 milhões de libras d’oiro, por expmplo, e quenesta extensão havia
huma demanda
no resto domundo
por oiro, o oiro por esta circunstancia tevehum
augmentado valor. »Mr. Tooke
admitte, que primeiro elle coincidio nesta opinião,mas
subsequentemente elle estava incli-nadoapôrem
questão« estapresumpção,que naminha
ópinl&o foimui
.geraleapressadamenteadmittida»prrn-—
48 KKLATOatO DA COMMISSÃO
cipalmente rio fundamento queosupprimento deprata tem actualmentecrescido
—
conclusão que não he sanc-cionada por documentoalgum
aulhentico doconheci-mento
daCommissão,
eem
discordânciacom
oseffeitos usuaesproduzidospelasrevoluções, esanguináriasguer-ras civis
,
em
qualquer paiz, sobre a quantidade total de sua principal producçào, oucommodidade
paraex-portação.
O
producto annual do oiro para acunhagem
, e para as manufacturas, não seavaliaem
mais dedois milhões de libras sterlinas, seja que a Inglaterra re-queresse dasnações estrangeiras 20, 15, ou ainda*10 milhões delibras, amagnitudedestasomma
nãopoderia deixardeterhuma
influenciaimportantesobre o valor re-lativodosmetaes preciosos. Seaquantidade aggregada dooiroe prata, usadoscomo moeda,
fosse introcavel, asuspensão ou reassumpçãodospagamentosem
espeeie, por qualquer grande nação, influiriasobre os preçosdamoeda
exclusivamente e apenas perlubaria ligeira ou.temporariamenteo valor relativodos mèlaes;
mas quando
hebem
conhecidoqueosmetaespreciosos sãocompradosem
vastasquantidades para outros (duetos que. nãosãomoeda
, parecerazoavel concluir
, que
huma
repentinademanda
por oiro,como moeda,
equivalenteaeinco, oito, ou dezannos do inteiro producto dasminas domundo, devem
necessariamente,em
competênciacom
ademanda
para asmanufacturas, fazersubiro seu vaT lorem
relação aprata.Mesmo
se fosseclaramente de-monstrado (oquese podequestionar)queaaltanooiro 'em
1821,tem
sidoconstantemenle mantida desdeentão, aCommissão
nãoestá disposta a admittirque esta cir-cunstancia controvertesse suaposição, porque
o
vfecuo— J
SOBRE OS CüííHOS DEOIRO DAtíNlIo. 49 creado por
Lum immenso
saquesobre as outras nações não podeserexpeditamente cheio.O
mercadoem
barras de Inglaterratem
sido mais fluctuante do que se poderia esperar, seaalta fosseo resultadodoaugmento
de despeza na producção do oiro.As
quotaçõesque temos, fornecem o seguinte re-sultado,1821)
1822
>
valormedio
relativo, 1deoiropor15,92 deprata.1823
1824 18251826
1827;1828'^dito dito dito 1deoiropor 15,75 dita 1829 dito dito dito 1deoiropor 15,94 dita 1830 dito dito dito 1deoiropor 15,78 dita
Mas
admittindo a incerteza da estimação ou pre-dicçõesem
quanto aopresenteoufuturo total do sup-primento dos metaes preciosos respectivamente, podenem menos
nãoser irrelevanteaobservação, quecomo
a exploração de iSfcas minas de grandesesperanças se tornão logo matéria de notoriedade* e a experiencia universaltem
estabelecido ofacto, que minas ha muitotempo
, eprofundamente trabalhadas, se tornãomenos
productivas, pode francamente concluir-se, que ototal 4aprata annnalmente fornecidonãovai
em
augmento•,em
tanto que deoutra parte, temospositiva evidenciado
rápido crescimento(mesmo
ja aestar seguros,não coiíiparativamenteem
grande escalla)em
nosso proprio paiz, na producção do oirode minas representadasser valormediorelativo, 1deoiropor 15,65 deprata.7
50
KELATOIUODA
COMMISSÃOde grande extensão territorial, e de
huma
aparência animadora e fructifera.Depois de
huma
attenta consideração das circuns-tancias connexascom
a altaou
subida dooiro, as pos-siveiscontingências, e osprospectos
em
quanto aptotal do supprimento, aCommissão
he de opiniãoque sua presente avaliação relativa no commercio não he pro-vável manter-se; eportanto nãopodem recommendar
aadopção do valor proposto, e de1 de oiro por 15,9 de prata.Sea
Commissão
estivessebem
persuadida que a alta seria permanente, não mudaria isso seus senti-mentosem
respeito á inexperiencia de determinarpara o oirohum
preço mais alto do que aquelle que cor*-responde aomedio no mundo
commercial.Quando
cu-nhos circularão livremente nos Estados Unidos, pratacompôz
a principal parte da currencia,em
todos os temposellaformouhuma
grande porção denossosfundosem
espeeie:nossaunidademoeda
foi fundada sobre o valorcomputado dodollarHespanhol de prata.Estetem sempresido a actualouimplícitamedidados contractos.Prata he a
moeda
aque estamos fg|£tuados, e he ge-ralmente fallando, amoeda
do Commercio.A
conveni-ência publica e mercantil unindo-se a favor da pratacomo
cunho, parece que seria altamente injudicioso arriscar a perda de nossa prata
, porelevar o valordo oiro
mesmo
ao seu preçomedio
no Commercioj»A Commissão,
finalmente, he de opinião que a razão proposta pelo Secretario do Thesouro, deide
oiro por 15,6^5,de prata, heomaximum
limiteaqueo.valordo oiropode?er elevado,
com
odevidorespeito ,ap interesse capital—
apreservaçãodcnossa pratai^mo
SOBRE OS CUNHOS DEOIRO DAUNlIo. 51 a baseda circulação
—
.A
Coramissãonãotem
perdido devista asjustaspretençõesdenossos,proprios mineiros de oiro; e agora procederá a mostrar que a decisão contrahuma
alta avaliaçãonão he demodo algum
in-juriosa a seus interesses.Mr.
Crawfordem
seu muito estimado relatorio so-bre currencia, faz a seguinte sensivel e importante observação: « se papel se pode fazer circular, inde-pendente de seuemprego
na transmissão de fundos,
oiro e prata serão exportadosna
mesma
extensão. Se papel forrecebido eempregado geralmenlecomo
omeio de comprase vendas, e especialmente se ellehe emit-tldoem
bilhetes de pequenas denominações a totali-dade de especie, que será exportada, crescerá ápro_
porçãodo papel
em
circulação. Se estaposiçãohe cor-recta, opoderdo Congressoseráinsufficientepara reter porçãoalguma
considerável de oiro ou prata nos Es-tadosUnidos^»Estas opiniões são tão decisivas
em
quantoá inu-tilidade das regulações legislativas,
com
vistas de collocaremanter cunhos deoiro e pratanacirculação geral,queaCodSissão
confirmaráa sua exactidão pela convincente, senãoinfallivel,provadenossa própria ex-periencia.Pode
affirmar-se que nossa currencikno tempoem
que
adoplamos a Constituição, era quasi" inteiramente ,composta de cunhos de oiro e de prata, o banco daAmerica
do Norteestavaem
operação,mas
suas notas não parecehaverem
tidomuitacirculação.Em
1791, foi instituido o primeiro banco dos Estados Unidos;porém
presume-se quesuas emissõesnem
forãomuito gra*desnem
talvezcom
o intento dc seremdestade-52 KELÀTORIO DA COMMISSÃO
nominação quepassa facilmentea larga circulação pois que o General Hamilton, queprojectou estainstituição, eradeopinião
, que «
hum
banco de circulaçãohe de-sejável antescomo hum
auxiliar á, do quecomo hum
substituto por, aquella dos metaes preciosos.» Crê-se que até ao^anno de 1800, cunhosconstituião amassa dacirculação, e erão o principalinstrumento usadopara effectuarcompras de
menor
importância.Notas do Banco erão raramente vistas aoSul dePotomac,
ou ao Oeste das montanhas> e havendo tido provavelmentehuma
restricta circulação nointerior de cada Estado, nãohe inverosimil que o povo dos EstadosUnidos, até este periodo (os bancos sendo
mui
poucos e distantespara serviremcomo
depositos geraes) gozasse da vantagem de «usarhuma
ou outra especiede cunhos, conforme a conveniênciaougosto.»
Subsequentemente crescerãoBancos
em
rapida suc-cessão; a confiança econveniência publicafacilitárãoa emissão de suas notas5 e bilhetes deBanco mui
breve expulsárão oscunhos de óiro e pratade cadacanal de circulação,queadenominaçãodas notas eraadaptadaa encher.
Não
obstante esta extensiv^J^bstituiçãode pa-pelem
lugarde cunhos, oiro eprata circulárãoparcial-mente
atéáguerra.Não
seconhece correctamente quan-docomeçou
aemissãodenotasabaixodecincodollars;mas
presumindoque poucasdestadominação forão emit-tidas antes da guerra, heevidentequehuma
conside-rávelsomma
de oiro e prata era necessária á publica conveniência, e sendo necessária, não ha duvida que era possuida. Notasdos Bancoslocaes, geralmente,
não
circulãolivrementefora dos limitesde seuEstado5eo pçimeiroBancodos EstadosUnidos não tendo emitidoSOBRE OS GUHHOS DEOIRO DA TJHlÃO. 53 bilhetes de
menor
denominação que dezdollars,as des-pezasem
viagens,eoutros objectos dedistante desem-bolço, creárãohuma
consideráveldemanda
poroiro ou prata,em
tantoquea vasta variedadede menores des-pezas do quecinco dollars,devem
terretido na circu-laçãohuma
largasomma
dedollarsHesponhoes,ou Ame-ricanos.He huma
razoavel emoderada
estimativa suppor quehuma
população de sete milhões emeio de habi-tantes,em
1811, requeria, para os objectos notados, nãomenos
do quesete ou oito milhões de cunhos de oiro e prata, alémdas partes integrantes dehum
dol-lar precisascomo
troco. Dollars deprataerãonecessa-. riosna circulação
, porquenão havianada queossub- .
stituisse,eo oiro eraprovavelmentemaisabundante do que o indispensável para a publica conveniência,sendo o metal sobre-avaliado elle era
sem
duvida dadopelos bancosem
pagamentosem ordem
aembaraçar a ex-portação da prata, ou a realisarhum
lucro na venda desta.A
dissolução do Banco dos Estados Unidos occa-sionouhum
grandeaugmento
deinstituiçõeslocaes, suc-cedeodepois aa^pra
. forão suspensos os pagamentosem
especie, e todoo paiz foiinundado denotasdesdehuma
decima sexta partedehum
dollars paracima,até a inteiraexclusão dos metaes preciosos.Depois que osbancosvoltárão aos pagamentos
em
especie, a prata continuou a ser occasionalmente
em demanda
para exportaçãocom hum
prêmio.O
oirosendo consequentemente ometal mais barato,compoz huma
considerável porção dosfundos
em
especie, e elle era o padrão, edadoem
pagamento pelosBancosem
pre-ferencia áprata, atéao anno de 1821, que ademan-54 RELATÓRIO DA COMMISsXo
daIngleza começou.
Desde
estetempo o oiro tem de-sapparecido inleiramente da circulação, etambém
das abobedas dos Bancos.A
reassumpçãodospagamentosem
especie não fez restaurar anossa circulação ao pé
em
que se achavaem
1811. Notas de cinco dollarstem
sidoconslartlemente emittidas pelo presente Banco dos Estados Unidos, e notas dehum,
dois, e tresdollars circulàoem huma
grande maioria dos Estados,com
exclusão da prata, exceptocomo
tróco.Esta breve exposição mostra as progressivas alte-rações
em
nossa currencia de cunhos a notasdo Banco, tornando-sefinalmenteem huma
circulaçãodepapel (rea-lisavel á vontadeem
especie) enenhum cunho
acima das partes fraccionarias dehum
dollar; resultado que illustrae verifica a asserçãodeMr.
Crawford que«se papelforrecebido eempregado
geralmentecomo
omeio dascompras, e especialmente se for usadoem
bilhetes de pequenas denominações, será impraticável reter porçãoalguma
considerável de oiro ou prata nos Es-tados Unidos»•O
correr dos negocios queinevitavel-mente produzem
este effeito entende-se muitobem,
e seexplica facilmente.As
vantagens gozahum
banco sobrehum
individuo particular que pededinheiro em-prestado, ou tomadinheiros ajuro, nasce dehuma
tal confiançaem
suasolidezque induz odeposito pela segu-rançadaguardadosfundosdesobradaCommunidade
,e a recepção desuas notascomo
moeda. Sãoestasasfontes,do
lucroalémdo
uso doseu capital, e destas a prin-cipal consisteusualmenteem
suas emissões.Os
bancosnão só gozão dos fundos de sobra dasociedade, eforne-cem
o meio circulante,mas
cada pagamento e receita de magnitude he feito por sua agencia.A
inteiraSOBRE 09 ClíHHOS DE OIRO Xfk
ENUO,
55 currencia dos EstadosUnidosestá d^slemodo
constan-temente entrando paraosBancos, e dahi sahindooutra vez para a geral circulação.Se o
ganho
destas instituições depende material-mente da emissão do seu papel, he por ventura na-tural, he razoa vel, esperar que ellas queirão jamais deboa vontade fazerpagamentos
em moeda
? Sea moe-danão he muito procuradaaemissão desuasnotas for-tificasuasabobedas, e aspõecm huma
altitudede apro-veitarcom
facilidade a primeira empresa utilem
negocio. Se a
moeda
estáem
francademanda
, o de-sejoderealisar grandes lucrosnãoàs fará guardarsuas espeçies lanlo quanto a prudência aulhorise, eobri-* gal-as a olhar
com
sollicitudepara a sua emissão?Não
he obvio que o seu interesse apresenta constantementehuma
forte propensão e desejo deevitar odesembolço das espeçies?Não
temos nós todos experimentados, e ouvidoa reluctanciacom
queosBancos pagãocom
moe-da ou cunhos ?E
não hebem
sabido, que