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Como estamos localmente cuidando dos Recursos Hídricos

ANEXO I Estudo de Caso – II Maurício Trevisan

4.3 Como estamos localmente cuidando dos Recursos Hídricos

Hoje, após o passar de todos estes anos, estamos enfrentando problemas semelhantes de falta de água, problemas estes vivido pelos egípcios e outros povos, como já fora citado anteriormente embora hoje tenhamos as tecnologias que anteriormente não dispúnhamos, o grande vilão da história é a falta de cuidados com a redução de poluentes, relacionados com o crescimento desordenado da população urbana, atividades agrícolas, e o aumento a intensificação das atividades nas bacias hidrográficas.

Conforme página 271 do livro ” Águas Doces no Brasil”, 1999, o Dr. Ivanildo Hespanhol apud Tomaz (2001, p.65), salienta que a escassez de água do Brasil não esta somente nas regiões áridas e semi-áridas.” As bacias como a do Alto Tietê, tem uma

população superior a 15 milhões de habitantes e um dos maiores complexos industriais do mundo e apresenta recurso hídrico insuficiente para atender a demanda excessivamente elevada”... Portanto apresenta uma escassez de água mesmo sendo um local não árido.

Transporte de superfície alterado Degradação da qualidade da água Diminuição dos Recursos hídricos Perda da diversidade biológica Perturbação e deterioração da pesca Desaparecimento dos ecossistemas e da biota Acidificação Eutrofização Contaminação tóxica Declínio do nível da água Aumento do material em suspensão Uso excessívo de águas Uso excessivo do solo,

desmatamento, agricultura não sustentável

Industrialização Aumento de população, consequência da

economia global

Fonte: ILEC (Kira, 1993; apud Tundisi, 2005, p.49)

Figura 4.3 - Principais problemas e processos relacionados com a contaminação de águas de superfície (rios, lagos e represas).

A grande emissão de poluentes na atmosfera como, gases dióxido de enxofre e óxidos de nitrogênio, partículas sólidas, líquidos em suspensão e material biológico provocam alterações e causam impactos catastróficos ao meio ambiente, e consequentemente grande dano a saúde humana. Se não bastassem estes problemas nas cidades o que vemos é um total descaso com os Recursos Hídricos principalmente com a água doce, onde é mais rentável instalar hidrômetros do que canalização e tratamento de esgotos, conforme se pode constatar na tabela 4.5, a situação da cidade de Santa Maria – RS, e em 2009 o escritório da Companhia Rio-grandense de Saneamentos - CORSAN, foi o de maior rentabilidade do Estado do Rio Grande do Sul, conforme site www.corsan.org.br comprovando o que foi mencionado acima.

Tabela 4.5 - Indicadores 2007 - Serviço de Esgoto do Município de Santa Maria - RS

Descrição Valor (R$) Percentual (%) Medida

Tarifa Média (R$/m³) 1,85 - -

Índices de atendimento Urbano - 46,56 -

Índice total de atendido - 44,09 -

Volume coletado (1.000m³/ano) 8.032

Volume tratado (1.000m³/ano) 8.010

Extensão da Rede (km) 241

Fonte: SNIS - 2007

Clarke et al.( 2005, p. 57) Quantidades microscópicas de produtos químicos na água potável podem se depositar no organismo e produzir efeitos devastadores na saúde.

Diante do agravo do problema será necessário o emprego de uma quantia maior de produtos químicos, tecnologia e energia para purificar a água que bebemos, e decorrente destes fatores o custo de comercialização do produto é maior.

Outros vilões que devemos mencionar são os desmatamentos, queimadas, lixões urbanos, conforme figuras de número 4.4 e 4.5, que causam uma agressão a natureza e aos reservatórios de água contribuindo ainda mais com os poluentes lançados pelas chaminés das indústrias, todos estes problemas contribuem em muito para o agravamento do efeito estufa, que é causado pelo acumulo de CO2 e CH4 na atmosfera, esse aumento ocorre devido ao ar

estar saturado, ou seja, são produzidos mais gases poluentes do que a natureza pode assimilar, Dias (2004, p. 15) e com isso o grande prejudicado é o meio ambiente, devido à contaminação

dos mananciais, e em consequência o extermínio das nascentes provocando a desertificando o solo.

Fonte da Imagem: Grupo Escoteiro Boca do Monte – 2007

Figura 4.4 - Fotos do Lixão de Santa Maria – 2007

Fonte da Imagem: Grupo Escoteiro Boca do Monte – 2007

Fonte da Imagem: Grupo Escoteiro Boca do Monte – 2007

Figura 4.6 - Fotos do Lixão de Santa Maria, área próxima do lixão - 2007

Para Dias (2004, p.11), ao se aumentar o consumo (bens e serviços), aumenta-se a pressão sobre os recursos naturais, ou seja, necessita-se mais água, mais matérias-primas, mais eletricidade, mais combustível, mais solos férteis, com isso cresce a degradação ambiental, em todas as suas formas. Perde-se então a qualidade de vida.

Com toda esta agressão são necessários altos investimentos para reverter o processo de degradação ambiental, como purificar a água, tornando-a apropriada para a ingestão humana.

Decorrente de todos estes fatores é necessário o emprego de altas tecnologias e grande quantidade de produtos, emprego de energia e mão de obra e com emprego de todo este processo de beneficiamento da água, é que em nossas casas recebemos um produto de alto custo que pagamos para tê-la em nossas torneiras e de boa qualidade, e não podemos conceber que simplesmente seja descartada em vasos sanitários, onde esta água poderia ser substituída pela água da chuva.

Com a construção de grandes obras no passado, já mencionado anteriormente, constata-se elevado número de mão de obra para promover formas alternativas de

armazenamento da água, tanto para consumo, ou para facilitador meio de transporte e abastecimento.

Hoje, os investimentos financeiros são astronômicos em vista da promoção de alternativas para a população ter acesso a um produto que para nos brasileiros que temos em grande quantidade não damos muita importância, somente quando falta em nossas torneiras.

O Banco mundial ira investir mais de U$ 800 bilhões, para amenizar a falta de água em determinadas regiões do Planeta, e aqui no Brasil o próprio governo tem em média a nível nacional um desperdiço de água tratada em torno de 40,7% (SNIS 2008), somente em Santa Maria o desperdício com perda de distribuição chega a 45,34% (SNIS 2007).

Na figura 4.7, pode-se constatar conforme SNIS (2007), a perda de faturamento por parte das empresas prestadoras de serviço de saneamento, esta perda comprova a falta de conservação dos equipamentos. No estado do Paraná, constata-se um excelente exemplo onde o índice de parda esta dentro do aceitável a nível mundial que é abaixo de 20%.

Rio Grande Itaquí

Quaraí Alegrete

Santa Maria

Santa Cruz do Sul

Guaíba

Região Metropolitana Porto Alegre

Além do alto custo financeiro, existe o alto custo pago com vidas perdidas e o custo de tratamento com doenças causadas pela falta e contaminação agressiva das águas, conforme será visto no próximo parágrafo.

4.4 Problemas ambientais que estão se agravando em decorrência da poluição e falta de