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Empreendedor X Administrador e suas contribuições para o sucesso do negócio Disponível em:

2. PLANEJAMENTO TRIBUTÁRIO: CONCEITOS E OBJETIVOS

2.1. Importâncias do planejamento tributário

2.2.4. Como optar pelo regime tributário adequado?

A escolha do regime tributário em qualquer tipo de negócio é muito importante tanto para os empreendedores que vão começar seu negócio como para aqueles que já estão a algum tempo no mercado, pois é esta opção que define o quanto de impostos serão pagos durante o ano, esta escolha poder levar a sobrecarga tributária e até mesmo a problemas com os órgãos fiscalizadores como a Receita Federal, Estadual e outros. Para fazer a opção, é preciso considerar aspectos importantes expostos a seguir.

As pessoas jurídicas que desejarem optar pelo LUCRO REAL precisam também conhecer as características deste regime de pagamento de impostos sobre o lucro, pois, o lucro Real é o lucro líquido do período, apurado segundo os critérios do regime e com observância das normas das legislações comercial e societária, ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas pela legislação do Imposto de Renda. De acordo com www.previsa.com.br/regime-tributario-sera-que-minha- empresa-esta-no-mais-adequado?, o lucro real,

é o regime tributário que qualquer empresa pode optar, porém, normalmente é adotado por empresas de grande porte e com reduzidas margens de lucro. Recebe esse nome pois para o cálculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social utiliza como base o lucro apurado em balanço pela contabilidade. Com relação ao PIS e COFINS nesse regime, o cálculo é feito sobre as receitas (1,65% para o PIS e 7,6% para o COFINS), mas é possível obter credito de algumas despesas (Regime não cumulativo). Sendo assim a vantagem desse regime seria em momentos onde a empresa tem grandes despesas, que resultam em pouco lucro ou em prejuízo, pagando assim valores menores de imposto.

Com relação às vantagens da escolha do regime de lucro real para o recolhimento de tributos “uma delas é que ele é o único regime de tributação que permite o gozo dos diversos incentivos fiscais estabelecidos pela legislação do Imposto de Renda” (SOUZA; PAVÃO, 2012, p. 6). Sendo assim, o Lucro Real é o lucro líquido do período, apurado com observância das normas das legislações

comercial e societária, ajustado pelas adições, exclusões ou compensações prescritas pela legislação do Imposto de Renda.

O outro regime que as empresas podem optar é o do LUCRO

PRESUMIDO, que segundo www.previsa.com.br/regime-tributario-sera-que-minha-

empresa-esta-no-mais-adequado?,

é o regime tributário onde o valor do lucro é presumido através da aplicação de alíquotas para o cálculo de Imposto de renda e Contribuição Social. Com relação ao PIS e COFINS as alíquotas são menores que no lucro real (0,65% para o PIS e 3% para o COFINS), porém, não se pode tomar crédito sobre suas despesas (Regime Cumulativo). O principal impedimento para se optar por esse regime é o faturamento que não pode exceder 78 milhões no ano.

Este regime tem suas vantagens e desvantagens para as empresas que o adota, pois a lógica aponta seus prós e contras em aspecto como a burocracia para a sua aplicação. Deve-se considerar que o processo de presumir, por mais seguro que seja, quando se trata de economia, não há como garantir totalmente a possibilidade de alcançar metas.

A tributação com base no lucro presumido é, sempre, uma opção. O contribuinte, nos casos em que a lei faculta o seu acesso a esse regime, pode ingressar a qualquer momento e pode sair se desejar e se for obrigado. De fato, existem duas espécies de normas que restringem o acesso a esse regime a certas pessoas jurídicas. Algumas pessoas jurídicas estão impedidas de optar por esse regime em virtude da atividade que desempenham como é o caso típico das instituições financeiras. (ANDRADE FILHO, 2012, p. 586).

As pessoas jurídicas que desejarem optar pelo SIMPLES NACIONAL devem entender que se trata de um regime tributário que costuma ser mais vantajoso pelas suas alíquotas dinâmicas/ progressivas que geram menos impostos quando se tem uma receita menor e à medida que esta receita aumenta paga-se o valor proporcional a apuração do faturamento.

O Simples Nacional está demonstrando que é possível a gestão e a atuação integrada entre a Receita Federal do Brasil, os Estados e Municípios, representando um verdadeiro exemplo de federalismo. Além de significar uma verdadeira reforma tributária para as microempresas e empresas de pequeno porte, o Simples Nacional está apontando caminhos para a reforma tributária das demais empresas, a partir da nossa experiência. (SANTIAGO, 2011, p. 3).

Outro fator positivo é o fato de ser simples e menos burocrática a apuração dos impostos, basta gerar uma única guia que corresponde aos diversos impostos que devem recolhidos. Para Ramos (2016, p. 1),

outro benefício trazido para as microempresas e empresas de pequeno porte é que elas são dispensadas da entrega da apresentação da DCTF (Declaração de Débitos e Créditos de Tributos Federais) e do DACON (Demonstrativo de Apuração das Contribuições Federais). As empresas sem movimento há mais de três anos poderão solicitar a baixa nos registros dos órgãos públicos federais, estaduais e municipais, independentemente do pagamento de débitos tributários, taxas ou multas devidas pelo atraso na entrega das respectivas declarações nesses períodos.

Há também vantagens sobre as licitações, o Simples Nacional determina que os governos estaduais, municipais e federais são obrigados a destinar uma parcela das licitações públicas para as pequenas e médias empresas da maioria dos setores comerciais. Segundo Ramos, (2016, p. 3),

o ingresso no Simples Nacional é realizado a partir do enquadramento na definição de microempresa ou empresa de pequeno porte, do cumprimento dos requisitos previstos na legislação e da formalização da opção pelo Simples Nacional. Os optantes pelo regime anterior à nova lei migrarão automaticamente para o novo sistema, desde quer não possuam restrições e débitos na Receita Federal. A adesão ao Simples Nacional é facultativa, e, depois de realizada, poderá ser excluída, entretanto é obrigatoriamente válida para todo o ano-calendário.

Para optar por este regime, as microempresas e empresas de pequeno porte devem estar enquadradas na faixa de faturamento permitida pelo regime, saber em qual faixa de faturamento mensal ficam para depois saber qual alíquota de impostos recolher. Também é preciso observar os ramos de atividades permitidos para tal enquadramento. O Simples Nacional por suas características e atualizações contínuas pode considerado o mais funcional dentre os três regimes.

Ao tratar do assunto da pesquisa que enfoca regimes tributários, é necessário citar a questão do Microempreendedor Individual (MEI), para qual o teto de faturamento passará de R$ 60 mil para R$ 81 mil. O MEI entrou, efetivamente, para reduzir a informalidade de mão de obra no Brasil e tem proporcionado condições a pequenos empreendedores para iniciar seus negócios saindo da informalidade.

No momento podem se inscrever como micro empreendedor individual os empreendedores informais ou não, que faturam até R$ 60 mil por ano e que possuem no máximo um funcionário. Geralmente se enquadram no MEI cabeleireiros, fotógrafos, pequenos comerciantes, pedreiros, donos de lanchonetes e outros., desde que não tenham participação em outra sociedade. Os benefícios são vários, o empreendedor individual pode contar com o recolhimento para aposentadoria e auxílio-doença, além da possibilidade de participar de licitações públicas.

Sendo assim, para escolher o melhor regime, além de conhecer os requisitos de cada um é preciso enquadrar-se no escolhido e para isto é necessário analisar a condição da empresa, seu porte e suas tendências, assim como as de mercado para chegar à conclusão de qual deles será o melhor.

2.2.5. Importâncias do planejamento tributário na gestão empresarial

Ao tratar da gestão de empresas, é preciso considerar que o administrador tem o dever moral e a obrigação de zelar pela redução de custos e despesas inerentes a atividade explorada pela organização que está sob sua responsabilidade administrativa. Sendo assim, tem a responsabilidade de zelar também para que haja um planejamento tributário de forma lícita e preventiva. Para que isso ocorra, os dirigentes empresariais precisam buscar soluções dentro da lei para permanecer no mercado competitivo. A Lei das Sociedades Anônimas orienta que:

o administrador da companhia deve empregar, no exercício de suas funções, o cuidado e diligência que todo homem ativo e probo costuma empregar na administração de seus próprios negócios. [e que] deve exercer as atribuições que a lei e o estatuto lhe conferem para lograr os fins e no interesse da companhia (LEI 6.404/76, ART. 153 e 154).

A necessidade administrativa de diminuir gastos por meio de um planejamento tributário não deve ser confundida com sonegação fiscal, pois planejar é escolher entre duas ou mais opções lícitas, aquela que possa trazer melhores resultados para o empreendimento. Sonegar é o oposto, é utilizar-se de meios ilegais para deixar de recolher tributos devidos, o que caracteriza a fraude, a

simulação ou a dissimulação. Nesta visão, tal atitude é considerada como omissão dolosa com o propósito de impedir ou retardar a obrigação fiscal.

A sobrevivência de uma empresa depende de uma boa gestão e a tributação é um dos fatores de grande impacto no sucesso ou insucesso da atividade explorada, eis aí a importância do planejamento tributário na gestão empresarial.

Cabe ao gestor as responsabilidades de analise da relação custo/beneficio para a empresa, escolhendo as medidas viáveis, de acordo à classificação da empresa, se de pequeno, médio ou grande porte. Nessa visão, o planejamento tributário é o único que pode resultar em real economia para as empresas na questão do pagamento de tributos, sem a preocupação com posteriores complicações com o Fisco. Porém, para isso ocorra de forma satisfatória, é indispensável que ela tenha uma contabilidade fidedigna capaz de seguir as normas e princípios contábeis estabelecidos pela legislação contábeil em vigor.

3. Conclusões

O estudo sobre planejamento tributário com enfoque nas suas importâncias na gestão empresarial esclarece a respeito das oportunidades que existem para empresas quanto as posibilidades de escolha entre os regimes tributários existentes no país. Trata de um assunto complexo e minucioso, mas indispensável para a sustentabilidade financeira da empresa.

As diferenças entre um regime e outro podem significar a possibilidade da continuidade ou não da empresa no mercado, mas é preciso levar em conta que ambos possuem vantagens e desvantagens, realidade que exige profisisonais preparados para analisar a melhor opção em cada caso.

Quanto a importancia do planejamento tributário na gestão empresarial, destaca-se que toda atividade exige conhecimentos, não será possível sucesso na gestão quando algo falhar, principalmente em pontos que acarretam perdas maiores, como o caso da tributação, que além de perdas, gera outros problemas ligados às questões legais da empresa perante o governo. Sendo assim, muito se tem a

estudar sobre o tema, pois todo estudo contribui com novas ideias e novas conquistas.

REFERÊNCIAS

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