Seguramente, diz
um
escriplor moderno, todas as industrias temsua utilidade;
todas concorrem para o;
bem
da.humanidade; todas se auxilião, todasse susíen-tão e se vivificão mutuamente; mas, quandose quer considerabas na.ordem. mes-mo* de sua importância especial, não resta duvida de que d.primeiro lugar pfer-tençe de pleno direito.A
agricultura.Não
é unicamente por causadp grandenu-mero
de braços que ella occupa; é sobretudo por causa do fim a quetendenves seus esforços- E’. a agricqltura.que provê ásmais imperiosas das necessidades da existênciahumana
; que fornece às populaçõesos meiosdesdbsístencia-.de:
que
rôOpodem
prescindir ; que lhes fornecetambém
amor
partedas matérias primas^ as qdàes"‘convertidas ém- prodiíctós' fabris, ás preservão de soffrimentoS tã‘ò fatáescbráo áfome: '
, . *
•-tN?festa 'província é a agricultura á principal, a maisgenerálisadá’ a"mâiá
'p.tó-düctrvai das industrias.
Dfcymesnm
demuito pouco tempo a introducção dàsTa^bricaS/feposto que se
aagmèàtêm
dearino-em anuo, aindanaòpodem
apresentar-sècomo
rivaes d’aquella industria.. ::Médrou.a píihcipio-a.culturá.dácanna; que hoje
tem
déütfhãdo, e que;n5b’p6de còmpetircom
a prQducçãodo'cáfé.Bem
que a natureza'dós-prodüetos-d eéfá ánl-tin»seja-de-um-‘caractermr&tofentre o fabril eo ügriA^odáViá-segtfiiWb*^^
siftQ^afgerab.consideràl-a-héèãfesíte capitulo-.
’ ’ ' 1 ,r
, -GljouBicipioonde mais nofâvebnenteísecultivada
canweí
èé: prepárü:'òó.
,-3th--
4
<Ml«I»OS0-:‘.Fki8''.<>ttlroàotraarifeipios ;de serraabaixo-£
tàbiberb ’ésse;é glfeèrõ^iacipfdrdflláydttmviporque<ameéessidadei de.aprováitüti
-
32—
i$spectivos proprietários.
Mas
no proprio municipio deCampos
e no de S. João da Barra, onde se tem ndoptado os melhoramentos modernos quenosoutros paiíes auxiliào a industria saccharina, a producção não émuita animadora, já pela pragaquedeha !<;
nposacUa
pirte tern perseguidoos canaviaes, já porque osassucaread’alli exportados são inferiores aos de producção estrangeira, e
mesmo
até mei)o»procurados do que os do nortedo império.
Todos os favores que a província podia fazer,já os fez a este
ramo
da lavoura.Isentou-o de imposições e deu prêmios para aperfeiçoamento das fabricas. V. ex*
encontrará na legislação provincial provas d'esta
minha
proposição.No
relatorio d este anuo mencionei que sobre representação da camaro deCam-pos sollicitou-sedo governo geral auxilio para melhoramento da producção do
as-sucar, e que o snr. ministro do império, não podendo desde logo satisfazer a esse pedido,
mandou
no emtanto que se colhessem dos fazendeiros dos municípios sac-charinos informações que pudessem orientar a administração paraquando
hou-vessede tomar
uma
providencia no sentido da dita representação. Foi incumbido o secretariod'esta-província de colligir essas informações e de apresentarUm
tra-balho
com
as bases que d’ahi pudesse tirar?mas
informou-me depois, que os es-clarecimentos que tin.ião sido ministrados erão incompletos, e nãopodiào servir paraum
estudo reflectidoesatisfatório. Ficouporém
de oceupar-se d’esta questão e de procurartodos os dados que julgassenecessáriospara o trabalho que lhe fôra commettido.O
genero importante de nossa lavoura é,como
eujá disse, o café. Basta quev. ex.* attenda ao que exptiz quando tratei da renda provincial, para ficar conven-cido dessa verdade.
Não
somente a plantüção do café vai-se generalisando,como também
setem
adoptado importantes melhoramentos no seu plantio, tratamento, colheita e dés-polpação.O
snr. conselheiro Pedreira, noseu relatorio do annopassado, expoz essesme-lhoramentos por
modo
queme
poupauma
noticia mais circumstanciada.Ó
chá, o algodão herbáceo, cuja semente nosveio dos Estados Unidose vários outros productos, darão para o futuro grandes lucros,
quando
fícommuniçação
forem mais perfeitas e as despezas de transportemeuo
Muitos municípios, que poderião abastecer a capital
do
impériode vario$|tos e por preços mais moderados do que os actuaes do mercado, não
o
fa^inpe-los excessivos gastos de conducção.
Tem-se
suscitado algumas questões do domínio da economiapolíticaemrêla£ãoá nossa industria agrícola, taes
como
a creação de fazendasnçrmaes por contado governo e de instituições de credito territorial.A
primeira d'estas questões não pode. deixar de ser encarada poruma
face que lhe é desfavorável,,evem
a ser ad©
:<jK>uco cuidado que setoma
era tudo oque não afifeeta o interesse particulair equê só se administra por conta doestado. Quantoá segunda
tem
encontrado-na nossa legislação hypothecaria, na constituiçãode
nossa,propriedadeterritorial*
—
33-nas protelações do nosso processo executivo obstáculos,
sem
cuja remoçãonaddse
pode fazer.§ ll-FABP.IL
Temos
tido duas classes de estabelecimentos industriaes naprovincia ; os par-ticulares que se temfundado e mantidosem
auxilio directo do governo, e aquelles que tem tido favores pecuniários dos cofres públicos.Dos
primeiros podem-se apontar os seguintes:
1.
°
—
A fundição de ferro da Pontada Árèa.*—E’ sita n’estacapital epertence aocommendador
Irineu Evangelista de Souza. Conta nove annos de existenciay e n'esse periodo tem prestadogrande auxilio aocommercio, á lavoura, ás fabricas e àadministração, construindo barcos e caldeiras de vapor, machinismos, peças deartilharia, pontes de ferro, tubos paraos encanamentos públicos, &c.
Occupa um
pessoaldemais
de 450 indivíduos, sendo jáuma
quarta parte de nacionaes.2.
°
— A
fabrica de fiar e tecer algodãoem
SantoAleixo.—
Está assentada no ínunicipiodeMagé
e pertence auma
companhia dos Estados Unidos,dirigida por Luiz Moran.Começou
a trabalharem
1849, e tem tomadoum
desenvolvimento notável. Occupa mais de ICO operárioslivres, sendoum
decimo de nacionaes.•
5.°
—
A fundiçãoeestaleiro deAlexandre Davidson,em
Campos.—
Seu proprie-tário, alêm deoutros objectos,tem
construído vapores para anavegação do Para-hyba, para a qual obteveda assembléa provincialum
privilegio pelo decreto n.585
de 17 de outubro de 1851.No
livro dos contractos encontrará v. ex.*0dè?
dè maio de 1852 que regulou o goso d’aquelle privilegio.
4
.0— A
fabrica de fundição do inglez Roberto.—
E’também
situadaemCam-pos.e conta 18 annos de existência.
Tem
muitasencommendas
sempre.0
estabelecimento occupa6operarioslivreSe 7 escravos. .
v «5.0
_
4 fabrica de- fundição e mechanismo deJohnMac
Tavesch.— F
oi estabe-lecidaem
Campos, e apesar de maismoderna
do que as outras, vai pro^edifidoconsideravelmente. . ; .mí
Consta por
em
'quanto o seu pessoal de 10 operários livres, inclusive5
naeiô^naes.
Occupa também
7 escravos.6
.0_
4 fabrica degas.—
Foimontada
pelo suisso Perret Gentil, namargêm
direita do Parahyba,
no
município de Campos. . . _ . i ^'
Occupa
20 operários, entre livres e captivos. ? . . ..../
•7.* 4 de tecer algodão a ponto de meia.
— Começou
a funccionar, ern Petro-polis> a2 de dezembro de 1852.Emprega
entre operários Ihnres interoésmVâifSç^sos mais de 50. . • " *
‘
' •’
V
t
Tem
aindapouoo
desenvoWimétitOi 1 1 * • - í.1 •-
318.0
—
/I fabrica dc papel— Nio
sei se |'i esti funecionnndo. Seu proprietário é o dr. Gnpnnema, que na sua illustraçm <!á fiança de serhem
succediilo. porque eâtudou o» últimos processosemandou
viruma
d>s melhores machinas de fabricar papel, construída por engenheiros abalisados de 1’aris.9
,o A fabrica de produclos rhimicos d' esta capital—
Pertence a AntonicxSalustiano de ('.astro, que arrematou a üluminação a gaz d’esta cidade.
Os
seus produetos são procurados no mercado.Tenho
tido sempre boas infor-mações do estado da lúbrica citada.J0.°
—
As salinas de Luiz Lcndberg.—
Este estabelecimento foi fundado emrCabo
Frio,em
18tõ, poraquelle estrangeiro, que era entãoum homem
pobre, eque por seu trabalho e zelo o pôde levar ao ponto
em
que ora se acha, consti-tuindoum
importante patrimônio, quepor sua morte passou a seus herdeiros.Alêm
d’estcs estabelecimentos, ha muitos outros de serrar madeira, fazer cal, tijolos c loiça, e duas pequenas fabricas de fazer cerveja, ern Pelropolis.Passando aos estabelecimentos auxiliados pelo governo, direi a v. cx.a que
ne-nhum
delles fui feliz, restando hoje apenas ura.que tem lutado fortemente, e que,sem
o auxilio que ainda ultimamente lhe deu a assembleia provincial, já leria des-apparecidotambém.
Ern i
845
e.ncorporou-seuma
companhia para estabeleceruma
salinaem Cabo
Frio nas margens da lagoaAramama.
Pela lei n.409
de 28de maiode tS-iO con-cederão-se-lhe tres loterias ; e por contractocom
o governo se lhe adiantarão di-nheiros.,Mas
apesar de tudo isto, depois de muitas despezas, a companhia se dis-solveu, tendoporem
pago completamente asquantiasquea província lhe adiantara.-E’bem
conhecida a historia deuma
fabrica de extrahir azeite e oleos de diver-sas sementes do pniz, paraa qual alei n.248
de 18 de rnaiu de 181-1 concedeu 4loterias a titulo de empréstimo, das quaes recebeu o empresário barão de Klein-sorgen.-duas até 1845, cujo reembolso lhe foi perdoado pela lei n. 4-72 de 30 de
abril de 1849, porque a fabrica não medrou.
Finalmente o estabelecimento seropedico de Itaguahy, o unico auxiliado pela província que ainda não morreu, e a respeito do qual v. ex.a úchará nosrelatórios
da presidência informações completas., dependehojeda encorporação de
uma
com-panhia que o mantenha, visto que seu empresário não o póde fazer., não obstante se acharbem montado
aquelleestabelecimento e prometterum
fiTturo vantajoso.Para facilitar a encorporação d’essa companhia, tenho feito todos os esforços,
não só