Ambiental na Billings
6. Como usar o composto:
• Para plantar árvores, fazer canteiros de horta, em vasos de flores, em jardins.
Mas são os resíduos orgânicos (restos de vegetais e animais, como os oriundos do preparo de alimen- tos e das podas de jardins, por exemplo) que representam a maior parcela dos resíduos domiciliares gerados. No Brasil, cerca de 60% dos resíduos coletados é de resíduos orgânicos (CEMPRE). As soluções que podem ser adotadas para minimizar este tipo de resíduo são: primeiro, a redução do desperdício na hora de comprar e preparar os alimentos; segundo, a realização da compostagem como forma de tratar os resíduos gerados. A compostagem é uma técnica baseada no processo natural de decomposição de materiais orgânicos, que tem como produto final um composto rico em húmus e nutrientes minerais utilizado para melhorar as condições do solo e o desenvolvimento das plantas.
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Sugestão de atividades:
Por que o Saneamento é Básico?
Desafio
Compreender o conceito de saneamento ambiental e as medidas necessárias para sua implantação é uma ótima oportunidade de entender sua importância para uma vida saudável, contextualizando a partir do local e de situações concretas a importância da implantação da coleta regular e seletiva de resíduos sólidos, a implantação de estruturas de tratamento e distribuição de água, os sistemas de afastamento e tratamento de esgotos e a dre- nagem de águas pluviais para a salubridade e melhoria da qualidade ambiental e de vida da população.
Diagnosticando a salubridade de onde vivo
O diagnóstico pode direcionar-se para a análise de diferentes escalas dependendo dos objetivos defini- dos pelo grupo. Desde analisar a escola ou a casa, o quarteirão, o bairro e até a cidade. O grupo poderá ser dividido em equipes que serão responsáveis por temas diversos. Uma equipe pode diagnosticar a situação dos resíduos sólidos, outra o abastecimento de água, outra a drenagem de águas pluviais e outras duas a coleta e tratamento de esgotos.
O diagnóstico em pequenas escalas pode ser feito por meio de um questionário aplicado à família, comunidade escolar ou moradores do bairro dependendo do recorte territorial (SMA/ CEA, 2008c).
Caracterização do bairro, escola, residência:
1. No local existe coleta regular de lixo? O lixo orgânico, rejeitos e recicláveis são recolhidos separadamen- te? Qual a quantidade de cada tipo de resíduo gerado? Existe alguma ação feita ou em andamento para melhorar essa situação?
2. No local existe coleta e tratamento ou coleta e afastamento de esgoto? Para onde é destinado o esgoto (ETE, corpo d`’água, fossa, etc.)? Existe alguma ação feita ou em andamento para melhorar essa situação? 3. No local existe rede de abastecimento de água? De onde vem essa água consumida (poços, ETAs, capta-
ção irregular, etc.)? Existe alguma ação feita ou em andamento para melhorar essa situação?
4. No local existe rede de drenagem da água da chuva? Para onde a água da chuva é direcionada? No local existem problemas de enchentes? Existe alguma ação feita ou em andamento para melhorar essa situação?
A análise da situação do município pode ser feita a partir de dados como número de habitantes, por- centagem de cobertura da rede de abastecimento de água e de recolhimento e tratamento de esgoto. Esses dados podem ser obtidos em sites de institutos de pesquisa como o IBGE (http://www.ibge. gov.br) ou a SEADE (http://www.seade.gov.br) ou ainda nos sites da Prefeitura do Município. Levantar dados de séries históricas também pode ser bastante interessante para comparar a situação atual com a de tempos anterio- res e até projetar previsões futuras. Se a equipe achar necessário poderá procurar as secretarias responsáveis pelas informações e propor entrevistar os técnicos.
Analisando e compartilhando os resultados
Os diferentes grupos podem apresentar seus dados através de gráficos (tipo pizza, coluna, linhas) com- parando as áreas com e sem infraestrutura de saneamento ambiental, as diferentes quantidades geradas e recolhidas de resíduos/ efluentes e o consumo e a qualidade da água por cada região estudada.
A partir dos dados pode-se discutir o que eles significam em relação à saúde da população que vive na área estudada e também a diferença dos investimentos em infraestrutura dentro da mesma cidade. Algumas perguntas podem ajudar a nortear a discussão como: os lugares que apresentam melhor rede de água também apresentam a
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melhor infraestrutura de saneamento ambiental? Usando dados sobre saúde em geral, e especificamente em relação à doenças de veiculação hídrica, as regiões com menos infraestrutura abrigam uma população menos saudável? Por que determinadas áreas têm mais infraestrutura que outras (se este aspecto for observado)?
Idéias para atividades
Através dos dados coletados pode-se pensar em ações de intervenção dentro da escola, estimulando o grupo a intervir no que cabe a cada cidadão colaborar com a melhoria da qualidade ambiental do lugar onde vive/ convive.
Pode ser feito um levantamento de dados específico para a escola, levantando quantidades de resíduos gerados, de água consumida e os principais problemas ligados à essa questão. A partir destes dados pode-se pensar em intervenções. Algumas idéias são campanhas para redução, reutilização e reciclagem de resíduos sólidos (coleta seletiva, compostagem, reaproveitamento de materiais, aproveitamento integral dos alimentos da merenda, etc) ou consumo de água (redução do consumo e do desperdício, mecanismo de aproveitamento da água da chuva, possibilidades de reuso de água).
Pode-se avaliar a efetividade das ações de intervenção levantando-se os mesmos dados de tempos em tem- pos, assim os alunos poderão entender a importância do trabalho contínuo e também mensurar a mudança de postura em relação ao problema, através da análise de dados físicos que são mais fáceis de quantificar.
Outra idéia é mobilizar a comunidade escolar para uma feira de trocas solidárias, onde cada um leva o que não usa mais e pode trocar por outras coisas, diminuindo a quantidade de resíduos gerados e do consumo através da renovação do uso de coisas já usadas por outra pessoa.
Conhecendo e aprofundando o tema
A Política Nacional de Saneamento Básico (Lei Federal n° 11.445/ 2007) estabelece as diretrize na- cionais para o saneamento básico. Os princípios fundamentais são a universalização do acesso a esse serviço; o saneamento realizado de forma adequada à promoção da saúde pública e proteção do meio ambiente; a disponibilidade de serviços de drenagem e manejo das águas pluviais nas áreas urbanas; a adoção de tecno- logias que levem em conta peculiaridades locais e também a articulação desta Política com outras como as de combate e erradicação da pobreza e demais de melhoria da qualidade sócio-ambiental.
A política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei Federal nº 12.305/2010) regulamenta os tipos e des- tinos que os resíduos devem ter. Ela foi um marco para a organização da gestão dos resíduos sólidos em diferentes esferas, determinando o papel de cada ator envolvido. Aspectos relevantes são: o reconhecimento da importância da inclusão dos catadores no processo de coleta seletiva e a obrigatoriedade das indústrias recolherem (logística reversa) e destinarem, de forma adequada, os resíduos daquilo que produzem, depois da sua utilização pelo consumidor.
Sugestão para continuidade da atividade
Para compreender melhor a Política Nacional de Resíduos Sólidos, o grupo pode pesquisar na Lei quais as classes e destinos dos resíduos gerados nos seguintes locais: casa na cidade, casa em área rural, indústria, hospital, construção civil e limpeza pública. Depois de saber para onde vai cada tipo de resíduo, pesquisar o porquê deste diferente tratamento e como fazer para diminuir o impacto de cada tipo de resíduo gerado, em relação à quantidade e tratamento.