35,04 com energia elétrica. Esse custo mensal per capita foi multiplicado pelo número de funcionários envolvidos em cada modalidade licitatória e pelo número de meses do período em análise, o que representou um desembolso de R$ 14.777,50 para o Pregão Eletrônico, R$ 21.193,10 para o Pregão Presencial, R$ 31.957, 84 para a Tomada de Preços e R$
16.819,92 no Convite;
j) telefone: baseando-se nos dados apresentados pelos fornecedores, tem-se um custo total de R$ 3.097,24 de telefone no Pregão Eletrônico, R$
4.441,89 no Pregão Presencial, R$ 6.698,09 na Tomada de Preços e R$
3.525,31 no Convite;
Tabela 15 – Custo Telefônico (2005 - 2010) Modalidade
Gasto mensal médio per capita
Nº de funcionários envolvidos
Nº de meses
Custo total Pregão
Eletrônico 7,34 5,857142857 72 3.097,24
Pregão
Presencial 8,4 4.441,89
Tomada de
Preços 12,66666667 6.698,09
Convite 6,666666667 3.525,31
Fonte: Questionário aplicado com os fornecedores
k) internet: mensurou-se o custo com Internet através do gasto médio mensal dos fornecedores, que é de R$ 342,50. Esse valor foi multiplicado pelo número de horas despendidas pelos funcionários no Pregão Eletrônico e pelos 72 meses analisados, o que resultou em um custo de R$ 729,04 para o Pregão Eletrônico. Para as demais modalidades licitatórias o uso da internet não representa uma variável que afete diretamente no seu custo total.
Desde a adoção do Pregão Eletrônico no ano de 2005, obteve-se uma economia média nos custos processuais de 49,38%. Ao comparar o custo processual envolvido na Modalidade Pregão Eletrônico com o custo processual do Convite, conclui-se que o Pregão Eletrônico gerou uma economia de 18,68%, o que representa um percentual satisfatório e que ratifica a preferência pela utilização do Pregão Eletrônico em relação ao Convite. As principais variáveis que corroboraram para esse percentual economizado foram:
a) o gasto com a mão-de-obra na realização da convalidação jurídica do edital na modalidade Convite: em virtude da convalidação do edital de Convite despender 3 horas para a conclusão e o Pregão Eletrônico incorrer em apenas 2 horas, há uma economia de aproximadamente 34,44% na convalidação do edital de Pregão Eletrônico em relação ao edital de Convite;
b) realização da abertura da licitação: enquanto que no Convite são alocados três funcionários do DAS para compor a Comissão Especial da Licitação, exigindo 1 hora e 10 minutos de cada um desses funcionários, no Pregão Eletrônico são necessários apenas 50 minutos para proceder a abertura da disputa e somente incorre-se no custo da mão-de-obra do Pregoeiro.
Nessa tarefa, o Pregão Eletrônico apresentou uma economia de 68,57%
quando comparado ao Convite;
c) análise técnica: a análise técnica da modalidade Convite representa um valor 25% maior que a mesma tarefa no Pregão Eletrônico, em decorrência do Pregão Eletrônico demandar menos tempo do responsável técnico do que o Convite;
d) número de funcionários envolvidos: como na execução de um processo na modalidade Convite são necessários 11 colaboradores, e na modalidade Pregão Eletrônico são 10 colaboradores envolvidos, existe um desembolso monetário em torno de 9,09% a menos no Pregão Eletrônico com o consumo de energia elétrica e serviços telefônicos;
e) espaço físico ocupado pelo funcionário: em decorrência da modalidade Convite realizar a sessão de abertura das propostas a Sala de Licitações, os funcionários da Comissão Especial da Licitação ocupam um espaço maior, acarretando num custo total com espaço físico ocupado pelo
funcionário 13,37% acima do custo incidente no Pregão Eletrônico, que não necessita de sala específica para realizar a licitação.
Comparando os custos despendidos do processo na modalidade Pregão Eletrônico com àqueles da Tomada de Preços, obtém-se uma economia processual no Pregão Eletrônico de 63,17%, valor extremamente representativo que evidencia uma melhora considerável no sistema de compras governamental. Contribuíram para a geração desse percentual de economia, as seguintes variáveis:
a) consumo de folhas de papel A-4: às vezes, são licitados na modalidade Tomada de Preços objetos que exigem maior quantidade de folhas para correta instrumentação do processo, o que reflete no custo total do consumo das folhas de papel A-4 e de toner, que é 42,36% superior ao custo do consumo dessas mesmas folhas na modalidade Pregão Eletrônico;
b) elaboração do edital: a modalidade Tomada de Preços apresentou um custo total com mão de obra destinada à elaboração do edital de 31,43%
superior à execução da mesma tarefa na modalidade Pregão Eletrônico, em virtude de demandar mais tempo na elaboração do edital;
c) análise jurídica: enquanto que no Pregão Eletrônico são despendidas 4 horas para efetuar a análise jurídica, na Tomada de Preços são necessárias 6 horas e 30 minutos, acarretando em um custo total com a mão-de-obra da análise jurídica, 38,46% acima do custo da análise jurídica da modalidade Pregão Eletrônico;
d) convalidação jurídica: em razão de licitar objetos que possuem maior grau de complexidade, a tarefa de realizar a convalidação jurídica da licitação na modalidade Tomada de Preços demanda mais tempo do que a modalidade Pregão Eletrônico, apresentando um custo da mão-de-obra com a convalidação jurídica 34,44% superior ao custo desta mesma variável na modalidade Pregão Eletrônico;
e) realização da abertura da licitação: enquanto que na Tomada de Preços são alocados três funcionários do DAS para compor a Comissão Especial da Licitação, exigindo 1 hora e 10 minutos de cada um desses funcionários, no Pregão Eletrônico são necessários apenas 50 minutos para proceder a abertura da disputa e somente incorre-se no custo da
mão-de-obra do Pregoeiro. Nessa tarefa, o Pregão Eletrônico apresentou uma economia de 68,57% em comparação à Tomada de Preços;
f) análise técnica: o custo incorrido com a análise técnica na modalidade Tomada de Preços é o dobro do custo incorrido no Pregão Eletrônico;
g) análise contábil: considerando que o Pregoeiro da CEEE-GT, que é contador, já realiza a análise contábil no momento em que recebe a documentação solicitada e que esse valor já está incluso no custo da sua mão-de-obra, há uma economia de R$ 98,24 no custo do Pregão Eletrônico. No entanto, a modalidade Tomada de Preços incorre neste custo separadamente, em virtude de ter que encaminhar o expediente interno da licitação para a Divisão Contábil que realiza essa análise;
h) número de funcionários envolvidos: a Tomada de Preços despende a mão-de-obra de 12 funcionários, o que representa um custo total com serviços telefônicos e energia elétrica de 16,67% acima do custo com esses itens que o Pregão Eletrônico arca;
i) espaço físico ocupado pelos funcionários: o Pregão Eletrônico economiza 20,28% de custos relativos a espaços físicos destinados à realização de abertura de licitação, já que necessita, nesta fase, apenas do computador e do Pregoeiro designado, inversamente à necessidade da Tomada de Preços, que precisa de uma sala específica.
Em relação ao Pregão Presencial, o Pregão Eletrônico gerou uma economia processual de aproximadamente 66,30%, percentual extremamente significativo para empresas que atuam em qualquer setor e esfera, mas, principalmente, para empresas estatais que comumente não adotam alternativas para racionalizar os custos. Além disso, esse percentual representativo de economia gerada pelo Pregão Eletrônico em comparação ao Pregão Presencial, pode indicar a substituição das licitações na modalidade Pregão Presencial pelo Pregão Eletrônico, já que ambas licitam os mesmos tipos de materiais e o Pregão Presencial possui um alto custo processual.
Dentre as variáveis que colaboraram para a obtenção de economia tão substancial, constam:
a) consumo de folhas de papel A-4: o Pregão Presencial apresentou um custo total com folhas de papel A-4 52,42% acima do custo de mesmo
item no Pregão Eletrônico, em consequência do agrupamento de vários lotes de materiais em um único Pregão Presencial;
b) convalidação jurídica: a convalidação jurídica de edital na modalidade Pregão Presencial demanda 4 horas de mão-de-obra, representando um custo total com convalidação jurídica 49,83% superior ao custo despendido nesta mesma tarefa no Pregão Eletrônico. A configuração das exigências do Pregão Presencial requer demoradas análises;
c) realização da abertura da licitação: além de ser um procedimento que demanda considerável quantidade de horas de trabalho, a abertura da licitação na modalidade Pregão Presencial é realizada somente pelos funcionários pertencentes à Comissão Permanente de Licitação que, possuem um custo de mão de obra elevada pelo fato de perceberem função gratificada. O custo total com a realização da abertura da licitação na modalidade Pregão Presencial representa um valor 88,10% superior à sua realização através de Pregão Eletrônico;
d) análise técnica: geralmente os materiais licitados na modalidade Pregão Presencial possuem elevado valor agregado tais como, transformadores e chaves seccionadoras, por isso demanda muitas horas para realizar a análise técnica desses materiais, representando um custo 50% acima da análise técnica do Pregão Eletrônico;
e) número de funcionários: o Pregão Presencial necessita da mão-de-obra de 12 funcionários, o que significa um custo com serviços telefônicos e energia elétrica de 16,67% acima do custo com esses na modalidade Pregão Eletrônico;
f) espaço físico ocupado pela mão-de-obra: as licitações na modalidade Pregão Presencial são realizadas no Auditório do prédio A, acarretando na ocupação de um espaço maior pelos funcionários e em um custo com este espaço 21,57% acima do custo do espaço ocupado pelo Pregão Eletrônico.
No Gráfico 9 se visualiza o custo unitário processual de cada modalidade estudada, no qual fica evidenciado o alto custo processual das demais modalidades em relação ao Pregão Eletrônico.
Gráfico 9 – Custo Unitário Processual das Modalidades estudadas Fonte: Levantamento