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2.3.2 Comparação e Seleção

No documento Improving the use of interactive systems (páginas 38-41)

Por estes modelos serem bastante úteis ao desenvolvimento de sistemas interativos, devido ao suporte oferecido, quer ao processo de design quer ao de avaliação dos mesmos, é cada vez maior o interesse em ferramentas que tornem mais fácil a sua conceção e permitam aos designers construírem-nos da forma mais explícita possível [52]. Só desta forma é que poderão ser retirados todos os benefícios da sua (re)utilização. Essas ferramentas são capazes de produzir representações dos vários aspetos do modelo de tarefas que podem depois ser manipuladas por outros sistemas (por exemplo, através de representações baseadas em XML) [57]. Principalmente quando se trata de modelos de tarefas grandes e complexos, a sua gestão será mais fácil quanto mais recursos a ferramenta de suporte for capaz de oferecer [52].

Como já foi referido anteriormente, os modelos de tarefas servirão de base para alcançar o objetivo deste trabalho, definição de uma metodologia de suporte à utilização de sistemas interativos. Daí ter surgido a necessidade de optar por uma notação para ser utilizada no decorrer do projeto. E o primeiro requisito procurado foi a existência de uma ferramenta que desse suporte à notação a utilizar. Desde então centrei-me principalmente nas duas notações abordadas anteriormente: a HAMSTERS e a CTT, isto porque além de oferecerem ferramentas de apoio à criação e edição de modelos de tarefas, ambas fazem uso de representações hierárquicas dos modelos [43] e estão entre as notações mais reconhecidas e consequentemente mais utilizadas pela comunidade de IHC [41], havendo mais material disponível para quem se está a introduzir na área.

2.3 - Modelação de Tarefas 27 Aí foi uma questão de perceber os prós e contras de cada notação e respetiva ferramenta, os quais se apresentam resumidos imediatamente abaixo. Relativamente à notação/ferramenta HAMSTERS destaco os seguintes pontos [4][53][55]:

É open source;

 É uma notação mais precisa e mais forte do que a CTT;

 Lida tanto com casos de estudo pequenos (laboratório) como reais (empresas);

 Requer muito pouco tempo de aprendizagem;

 É inspirada em notações existentes, aproveitando as vantagens de todas elas;

 Os ícones são facilmente percetíveis;

 Os operadores temporais são anexados ao nó pai;

 É possível adicionar condições associadas à execução de tarefas;

 Permite representar o fluxo de informações entre as tarefas;

 A ferramenta permite simular a execução de cenários.

De seguida, no que à notação CTT (e ferramenta CTTE) diz respeito, apresentam-se as principais características [43][11][50][56]:

 É a abordagem mais comum para a análise/modelação de tarefas;

 É amplamente utilizada, quer a nível universitário quer industrial;

 É flexível e expressiva;

 Oferece uma representação compacta e de fácil compreensão;

 É possível especificar vários atributos das tarefas, nomeadamente, nome, plataforma, objetos e o tempo de execução estimado;

 Permite construir um modelo a partir da seleção de informação relevante da descrição (textual) informal de um use case/cenário [67];

 A ferramenta suporta tarefas simultâneas e cooperativas (tarefas que devem ser executadas por dois ou mais utilizadores [58]), cálculo de métricas, avaliação do desempenho de tarefas e simulação interativa;

 Suporta a decomposição de tarefas em vários diagramas que comunicam, através de tarefas colaborativas [52];

 Os testes seguem a utilização prevista do sistema.

Tendo em conta toda a informação recolhida e os pontos realçados anteriormente, aliados a uma pequena fase de experiência com as duas ferramentas, foi necessário tomar uma decisão. Esta recaiu sobre a notação ConcurTaskTrees. Nesta destaca-se a sua capacidade de expressão na modelação de sistemas interativos [41]. Depois, para além da principal ferramenta de suporte à notação, a CTTE, existe também uma outra complementar, a MARIAE (Model-based lAnguage foR Interactive Applications Environment [60]). Esta, apesar de estar mais focada na descrição de interfaces de utilizador (a nível abstrato e concreto) e na geração destas a partir de modelos de tarefas, suporta também a análise de modelos CTT [60], e uma série de funcionalidades relacionadas com a animação de modelos de tarefas, que serão úteis numa fase mais adiantada deste trabalho. Entre essas destacam-se a existência de um simulador de tarefas e a possibilidade de extração das simulações sob o formato XML. Também é de realçar o facto de terem sido detetadas falhas de coerência no funcionamento do simulador da ferramenta HAMSTERS. Assim sendo, todos estes fatores contribuíram para a tomada de decisão.

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3 - Especificação da Abordagem

Como já foi referido anteriormente, os modelos de tarefas servirão de base para alcançar o objetivo deste trabalho – a definição de uma abordagem de suporte à utilização de sistemas interativos. Isto porque eles representam as tarefas que o utilizador deve realizar para atingir o seu objetivo, descrevendo a lógica da camada interativa das aplicações, ou seja, permitem identificar as interações entre o utilizador e o dispositivo e descrever como essas devem ser realizadas.

Assim, devido à existência de várias notações a este nível, que oferecem diferentes formas de representar os modelos de tarefas, foi necessário optar por aquela que melhor pudesse contribuir para o objetivo do trabalho. Tudo isso está explicitado acima, no ponto 2.3.2 - Comparação e Seleção. A partir da tomada de decisão o foco passou a estar apenas na notação CTT (e respetiva ferramenta de suporte, CTTE). Um dos fatores apresentados para a escolha desta notação foi o facto dos modelos de tarefas serem representados numa estrutura hierárquica. Isso facilita o processo de conceção do modelo e, acima de tudo, torna mais intuitiva a sua análise e compreensão.

Prosseguindo para a apresentação da abordagem seguida, esta pode ser dividida em quatro etapas fundamentais, as quais consistem em:

1. Extração da informação relevante do Modelo de Tarefas (nome das tarefas, ficheiros de imagem associados, etc.);

2. Extração, a partir do Cenário de Simulação, da indicação da ordem de execução das tarefas;

3. Geração da Script de Automatização a partir das informações obtidas em 1 e 2; e 4. Criação da Interface (de Simplificação/de Ajuda), através da qual o utilizador dá a ordem

de execução das scripts.

A principal questão para garantir uma adaptação dos sistemas interativos aos utilizadores passa pela criação automática de scripts de automatização, a partir de modelos de tarefas e de cenários. Nesta secção é apresentada uma descrição detalhada de cada etapa da abordagem. Primeiramente apresenta-se o processo de enriquecimento dos modelos de tarefas, bem como as regras a seguir para este ser corretamente aplicado. Em segundo lugar é dado ênfase ao modo de obtenção dos cenários que complementam o modelo anterior. Segue-se a explicação do processo de transformação dos modelos de tarefas e cenários em scripts de automatização. Por último encontram-se descritos os passos necessários para a criação de interfaces simplificadas que permitem ao utilizador final interagir com os sistemas interativos, mediante a ação das scripts.

No documento Improving the use of interactive systems (páginas 38-41)