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6.1 COMPARATIVO ENTRE AS ABORDAGENS

6.1.1 Comparativo dos resultados do modelo de planejamento

Ilustram-se na Tabela 27 os resultados de ambas abordagens apresentadas para o Ce- nário C1. Elencam-se o volume total planejado, as violações agrupadas nos totais de máximo e mínimo (e.g. Violações Físicas = Violação da Capacidade + Violação de Estoque Zero), número total de reversões, possibilidades de interfaces proibidas, utilização média dos dutos, quantida- des de estocagem intermediária e degradação. Na referida tabela, aponta-se na execução em 3 fases uma redução na quantidade total movimentada de 80890 u.v, mantendo-se as mesmas vio- lações físicas e de estoques min/max da abordagem em 1 fase. Já as violações de estoques metas mínimo/máximo, visto que essas variáveis não foram minimizadas a partir da Fase 2, tiveram um aumento considerável. A taxa média de utilização dos dutos (controlada na Fase 2) reduziu de 38,6% para 31,88% refletindo na diminuição da quantidade total movimentada. Destaca-se a diminuição na quantidade de reversões planejadas de 6 para 3 (quantidade mínima de reversões que ocorrerão durante o scheduling). Entretanto, o número de interfaces proibidas aumentou de

2 para 5. Esse aumento foi considerado aceitável pois o planejamento sinaliza a possibilidade de interfaces, diferentemente do número de reversões que é uma implicação de ocorrência mínima para a solução final. Optou-se por maior liberdade nas operações de degradação, objetivando evitar violações de estoques na solução final, assim, a quantidade total foi de 9671 u.v para 63818 u.v. Por fim, as quantidades de estocagem intermediária foram reduzidas da abordagem em 1 fase para a nova abordagem proposta. Ressalta-se que os resultados apresentados são para os mesmos pesos das Tabelas 10 e 20, dessa forma, os valores foram definidos para atender de maneira geral todos os cenários. Caso desejasse-se algum controle específico para determinado cenário, os pesos deveriam ser alterados. Portanto, escolheu-se para base de comparação o Ce- nário C1, dessa forma, os valores dos parâmetros para esse cenário são encontrados em anexo (Anexo A - planejamento em 1 fase; Anexo B - planejamento em 3 fases).

Tabela 27: Comparação das quantidades planejadas para o cenário C1 entre as abordagens em 1 fase e 3 fases

Resultado 1 Fase 3 Fases

Volume Movimentado (u.v) 2622540 2519500

Violações Físicas (u.v) 0 0

Violação Estoque Min/Max (u.v) 32163 32163

Violação Meta Min/Max (u.v) 331700 804480

Reversões (unidades) 6 3

Interfaces Proibidas (unidades) 2 5

Utilização Média (%) 38,6 31,88

Estoque Intermediário Total (u.v) 637230 556340

Degradação Total (u.v) 9671 63818

Para os demais cenários, ilustram-se através de gráficos os dados planejados em ambas abordagens estudadas no presente trabalho. Os referidos dados exibidos nas tabelas das Seções 4.4 e 5.3 são sumarizados e, da mesma forma que apresentados na Tabela 27, exibidos lado a lado para cada cenário.

Apresentam-se na Figura 17 a comparação das quantidades totais planejadas. Destaca- se redução na quantidade global planejada na abordagem em 3 Fases. Consequentemente, atende-se a demanda movimentando menos durante o horizonte de programação e, portanto, os estoques podem terminar em níveis mais baixos na solução final. Tal controle é reflexo da diminuição das taxas de utilização dos dutos, liberdade de interfaces entre produtos, entre ou- tros fatores que proporcionaram melhor distribuição nos dutos nas fases seguintes de solução do scheduling.

Em adição, ilustram-se na Figura 18 as taxas médias de utilização planejadas dos 30 dutos para ambas abordagens de planejamento. Dutos foram planejados para serem melhor uti- lizados, possibilitando, por consequência, interfaces adicionais e inutilização de alguns dutos. Dessa maneira, a abordagem em 3 fases resultou na redução da média de utilização para to- dos os cenários (7% a 9%) e, assim, montantes reduzidos de movimentações foram planejados. Ressalta-se que as taxas de utilização podem ser alteradas no decorrer dos modelos subsequen- tes da solução completa, portanto, porcentagens muito elevadas além de sinalizar possíveis gargalos podem dificultar ou até mesmo infactibilizar as etapas seguintes da estratégia de de- composição.

Figura 17: Comparação das quantidades totais programadas para cada cenário entre as aborda- gens

Figura 18: Taxa média de utilização dos dutos por cenário para ambas abordagens: 1 Fase e 3 Fases.

Exibem-se na Figura 19 as quantidades de rotas planejadas pelo modelo de planeja- mento, em 1 Fase e em 3 Fases, que utilizam dutos em sentidos opostos, caracterizando, assim,

a quantidade mínima de operações de reversões que ocorrerão durante o scheduling. Reduziu-se consideravelmente esse número na abordagem em 3 Fases (de 30% a 60%).

Figura 19: Número de reversões por cenário para ambas abordagens: 1 Fase e 3 Fases.

Minimizam-se na Fase 2 as quantidades de ocorrências das variáveis binárias referentes a reversões e interfaces proibidas, bem como trata-se a taxa de utilização dos dutos. Com a alta prioridade de minimização do número de reversões e a redistribuição dos volumes por menos dutos, diminuindo a taxa média de utilização, elevou-se o número de possibilidades de interfaces proibidas na abordagem em 3 Fases. Observa-se na Figura 20 o referido aumento. No Cenário C1 o aumento foi de 3 unidades, no C6 de 4 unidades, no C7 de 2 unidades e nos demais 1 unidade.

Figura 20: Número de possibilidades de interfaces proibidas por cenário para ambas aborda- gens: 1 Fase e 3 Fases.

Apresentam-se na Figura 21 a comparação das quantidades totais planejadas para de- gradação entre ambas abordagens. Degradações são operações indesejadas, entretanto, quando

para evitar problemas de violações de capacidade física e falta de produto são necessárias. Por- tanto, certa liberdade com o devido controle dessa operação facilita o escoamento durante o scheduling e pode evitar problemas. Ilustram-se na Figura 21 as quantidades de cada cenário em ambas abordagens. Ocorreram, no geral, pequenos aumentos na abordagem em 3 Fases, en- tretanto, para o Cenário 4, em que uma quantidade muito elevada era degradada houve diminui- ção, no Cenário 3 a quantidade dobrou, enquanto nos demais cenários, nos quais as quantidades eram muito baixas, elevaram-se os montantes. Ou seja, evidencia-se um maior equilíbrio nessas quantidades, resultando-se na diminuição no cenário em que a quantidade era muito elevada e proporcionando certa liberdade com o aumento onde as ocorrências eram muito baixas.

Figura 21: Comparação das quantidades planejadas para degradação entre ambas abordagens.

Ilustram-se na Figura 22 as quantidades totais de estocagem intermediária para ambas abordagens. Junto da minimização das degradações, a estocagem intermediária é minimizada na função objetivo da Fase 3 e observa-se a diminuição considerável dessa operação na abordagem em 3 Fases.

Figura 22: planejamento da tancagem intermediária nos cenários para ambas abordagens: 1 Fase e 3 Fases.