4. Controle de Concorrência em Ambientes Dinâmicos
4.2 Ambiente Computacional Dinâmico
4.3.9 Comparativo entre os modelos de gerenciamento de transação em ambientes
Diferentes modelos para tratar o controle de concorrência em ambientes móveis são propostos na literatura. Como foi apresentado, alguns tem o foco em topologias de rede com estação base. Nesses, o gerenciador da transação está localizado na estação base, que geralmente é uma máquina com mais recursos que uma unidade móvel, estando conectada a uma rede de alta velocidade. Por outro lado, existem também propostas para ambientes dinâmicos. Como estas redes têm configuração dinâmica, qualquer uma das unidades móveis pode gerenciar uma transação móvel. A Tabela 4.2 apresenta um resumo dessas características nos modelos apresentados.
Tabela 4.2 : Coordenação dos modelos de transação móvel
Modelo Coordenação Topologia
MDSTPM Estação base Infra-estruturada
Modelo de Transação
Kangaroo – KT coordenação muda de acordo com Estação base, porém a o movimento da unidade móvel
Infra-estruturada
V-lock Estação Base Infra-estruturada
CAPÍTULO 4. CONTROLE DE CONCORRÊNCIA EM AMBIENTES DINÂMICOS
46
Pré-escrita Estação base Infra-estruturada
PRO-MOTION Estação base Infra-estruturada
Serializabilidade
Semântica em MDBC Unidade móvel Dinâmica
Gerenciamento de transações em redes
MANET em tempo-real Unidade móvel Dinâmica
Para garantir a autonomia dos sistemas de bancos de dados locais, a maior parte dos modelos de controle de concorrência em ambientes móveis define um critério de corretude global e um protocolo de controle de concorrência para criar escalonamentos globais corretos, enquanto que os sistemas locais estão livres para utilizar o controle de concorrência implementado pelo seu SGBD. Nas tabelas 4.3 e 4.4, são apresentados os resumos dos protocolos de controle de concorrência e do critério de corretude, respectivamente, utilizados para sincronizar as transações móveis.
Tabela 4.3: Controle de concorrência em ambientes móveis
Modelo Controle de Concorrência
MDSTPM 2PL restrito
Modelo de Transação Kangaroo – KT
Não define um modelo de concorrência global, confia nos controles dos SGBDs locais.
V-lock Baseado no 2PL, mas em um esquema de
bloqueio distribuído e hierárquico Pré-serialização Baseado no Grafo Parcial de Serialização
Global– PGSG
Pré-escrita Um algoritmo para transações móveis baseado
em Bloqueio
PRO-MOTION Definido no compact, específico para a
aplicação Serializabilidade Semântica em
MDBC
Dois protocolos foram especificados: um baseado em bloqueio e outro baseado no grafo de serializabilidade semântica.
Gerenciamento de transações em
redes MANET em tempo-real Teste de grafo de serialização
Nos protocolos apresentados para controle de concorrência das transações em ambientes móveis tradicionais e dinâmicos, alguns deles utilizam conhecimento semântico da transação, como por exemplo, o modelo PRO-MOTION, que tem como principal desvantagem a solicitação para o usuário das regras para garantir escalonamentos corretos, o que aumenta a complexidade desse modelo para o usuário final. Em outros modelos, como o modelo de serializabilidade semântica, a semântica da transação é utilizada de maneira automática pelo sistema, sem a interferência do usuário, uma vez que a informação semântica utilizada divide uma transação em unidades semânticas, de acordo com a localização dos dados. Por outro lado, o modelo
CAPÍTULO 4. CONTROLE DE CONCORRÊNCIA EM AMBIENTES DINÂMICOS 47 MDSTPM utiliza apenas informações referentes à sintaxe da transação para sincronizar as operações concorrentes das transações. A Tabela 4.5 mostra um resumo dessas informações dos protocolos apresentados.
Tabela 4.4: Critério de Corretude dos Modelos Transacionais em ambientes móveis
Modelo Critério de Corretude Global
MDSTPM serializabilidade Modelo de Transação Kangaroo –
KT Não especificado
V-lock serializabilidade Pré-serialização serializabilidade
Pré-escrita serializabilidade
PRO-MOTION Definido no compact, específico para a
aplicação Serializabilidade Semântica em
MDBC Serializabilidade semântica
Gerenciamento de transações em
redes MANET em tempo-real serializabilidade
Tabela 4.5: Modelos de Transação Móvel
Modelo Conhecimento Semântico
MDSTPM Não utiliza
Modelo de Transação Kangaroo – KT Não utiliza
V-lock Gerado a partir do SSM
Pré-serialização Não utiliza
Pré-escrita Não utiliza
PRO-MOTION Informado pelo usuário
Serializabilidade Semântica em MDBC Gerado pelo sistema Gerenciamento de transações em redes
MANET em tempo-real Não utiliza
A maior parte dos modelos de gerenciamento de transações para ambientes de computação móvel apresentados na literatura considera que as transações nesse ambiente, têm característica de transação de longa duração. O único modelo que trabalha com transações, levando em consideração características de aplicações em tempo real, é o de gerenciamento de transações em redes MANET em tempo-real.
CAPÍTULO 4. CONTROLE DE CONCORRÊNCIA EM AMBIENTES DINÂMICOS
______________________________________________________________________
Capítulo 5
Escalonador Inteligente de
Transações – EIT
______________________________________________________________________5.1 Introdução
Como apresentado nos capítulos anteriores, um sistema de banco de dados, seja ele centralizado, distribuído ou móvel, deve controlar a execução concorrente das transações para garantir que o estado do banco de dados permaneça consistente. O componente responsável por sincronizar as operações das transações é o escalonador, através dos protocolos de controle de concorrência. Os protocolos de controle de concorrência podem ter comportamento agressivo ou conservador.
Esse capítulo tem como objetivo apresentar o EIT, um escalonador inteligente de transações, com comportamento híbrido (agressivo ou conservador), descrevendo sua arquitetura e seus componentes. Todos os aspectos que envolveram a especificação do escalonador EIT para garantir a geração de escalonamentos corretos, com diferentes critérios de corretude e em um ambiente dinâmico de banco de dados, tal como uma MDBC, são descritos.
Esse capítulo está dividido nas seguintes seções: 5.2, uma visão geral sobre os sistemas especialistas baseados em lógica fuzzy é apresentada; 5.3, onde se descreve todos os aspectos que envolvem o EIT, desta forma, seu componente Analisador com suas funções é especificado, o componente Escalonador é descrito, como também o seu comportamento durante todo o período de tempo de sua execução, incluindo o critério de corretude de serializabilidade convencional e serializabilidade semântica e o EIT em ambientes dinâmicos; 5.4, a recuperação a falhas com o EIT é discutida; e por fim, 5.5, onde se apresenta uma comparação entre o EIT e outras propostas encontradas na literatura.