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2. TECNOLOGIAS DA INFORMAÇÃO PARA A COLABORAÇÃO E

2.2 COMPARTILHAMENTO E COLABORAÇÃO

2.2.1 Compartilhamento do conhecimento

Ao buscar o significado para compartilhamento – o que? e como ocorre? Tonet e Paz (2006) afirmam que há registros na literatura que o compartilhamento é um processo, um repasse, uma transferência ou disseminação de um conhecimento. As evidencias de sua pesquisa quanto ao compartilhamento do conhecimento estão sintetizadas no Quadro 4.

QUADRO 4 – CARACTERÍSTICAS E BARREIRAS NO COMPARTILHAMENTO DO CONHECIMENTO

Barreiras Característica Autor e Ano

Requer uma linguagem comum entre as pessoas

Permuta de conhecimento e está relacionada com inúmeras variáveis – entre outras o vocabulário e contexto.

Sveiby (1998)

Constituído de diferentes estágios, cada um com suas dificuldades próprias.

A falta de motivação gera atitudes de procrastinação, rejeição, sabotagem, passividade, aceitação na implementação e no uso do conhecimento compartilhado

Depende da capacidade de absorção do destinatário Subjetividade por requer entendimento de

relevância das informações, ideias, sugestões e experiências organizacional dos

Gera sensação de perda do poder Goman (2002)

Baixa capacidade de acomodação e ameaça à autoimagem

Compartilhar conhecimento no trabalho, os indivíduos precisam justificar em público as suas crenças

FONTE: Adaptado de Tonet e Paz (2006)

Na tentativa de um consenso sobre compartilhamento e colaboração Rourke et al.

(2001), no seu trabalho sobre a metodologia de análise de codificação e contagem, apontam para a fragilidade dessa temática no campo da investigação. Há deficiência na replicação, confiabilidade e objetividade que precisa ser melhorado entre os investigadores. A ideia principal da colaboração de pesquisa é expressa por Chan et al. (2006), que abordam ideias sobre proposições de unir forças e ideias imediatamente para elevar a qualidade das pesquisas ao mesmo tempo, a ideia deles se centra que se tem maiores resultados trabalhando em colaboração.

O compartilhamento da informação na Web tem em comum o envolvimento de uma comunidade de usuários que utilizam dados compartilhados em redes de distribuição de conteúdo, troca de arquivos peer-to-peer (ponto a ponto), sistemas de arquivos distribuídos e bases de dados. Em cada caso, o desempenho global do sistema pode ser melhorado de forma

significativa pela primeira identificação e, em seguida, explorando a estrutura de dados de padrões de acesso da comunidade. (IAMNITCHI et al., 2011).

Destaca-se, nesse caso, que o compartilhamento de arquivos se baseia em computadores que formam redes para permitir a transferência de dados. Cada computador (ou nó) pode concordar (permitir) em compartilhar arquivos e software que facilitam aos usuários procurar e baixar arquivos de outros computadores na rede. Nós individuais (pontos de acesso) são chamados de clientes, se eles pedem informações, os servidores teriam que satisfazer as solicitações (OBERHOLZER-GEE, 2010).

Compartilhar num mundo globalizado com um maior rendimento de acesso e com custo mais baixo de armazenamento é uma demanda crescente. A perspectiva de compartilhar informação pode influir em três perspectivas dos usuários: recuperação rápida definida pelo usuário, disponibilidade e gerenciamento de arquivos baseado em proprietário, e perspectiva dos operadores de um sistema: flexibilidade na colocação de bytes, ou seja, o conteúdo informacional satisfaz expressamente esse propósito. (ANDO, 2013)

Raffay et al. (2012) em seus trabalhos apresentam a importância dos dados no processo de pesquisa e os potenciais benefícios para as comunidades compartilharem dados de pesquisa, ressaltam a evolução da publicação científica, especialmente a sua abertura e a variedade de suas formas emergentes. E nos principais resultados de seus trabalhos sobre o compartilhamento são a concepção e criação de uma estrutura de dados e uma plataforma correspondente para compartilhar o aprendizado e o ensino. Nessas pesquisas, os autores afirmam que esses resultados dão à comunidade uma maneira de acessar, compartilhar, analisar e visualizar aprender e ensinar.

Mithas et al (2013) apontam mudanças nos diferentes âmbitos das organizações sejam governamentais ou privadas, em especial em relação a forma de gerenciamento estimulada pelas atividades colaborativas em rede. Existe pelo menos três tipos de redes colaborativas: as redes colaborativas nas organizações (Collaborative Networks of Organizations - CNO), as redes nacionais de pesquisa e educação (National Research and education Network - NREN) e as redes colaborativas governamentais (Collaborative Digital Government ou Collaborative E-Goverment). Neste estudo faz-se uma análise especial do caso dos Sistemas Federados.

A tendência mundial, com o fenômeno da globalização, motiva a criação de um espaço comum entre as Instituições de Ensino Superior (IES) para promover parcerias entre professores, alunos, cursos, pesquisa e inovação em Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC). O Século XXI tem estimulado a criação de redes de colaboração e federação (MARTINS, 2012) para investigação o uso das tecnologias entre as universidades e

centros de estudos no mundo todo. As Redes Federadas reúnem e aproximam Universidades em diferentes projetos, e investigadores da Pedagogia com know how no desenvolvimento e uso de tecnologias aplicadas a educação. Além da experiência em programas de formação continuada e na disseminação desses conhecimentos com pesquisadores de áreas interdisciplinares.

A sociedade, os negócios e a tecnologia mudam rapidamente, é por isso que a percepção do aprendizado tem que ser mudada para manter o ritmo frente ao ambiente competitivo. Destacamos a Gestão de Conhecimento (GC) (XU; BERNARD, 2013; OOI, 2014) que trata de criar, armazenar e compartilhar informação valiosa dentro das comunidades de pessoas ou empresas com necessidades e interesses comuns. E a Internet que torna possível esse fluxo de dados e informação para gerar conhecimento nos interessados.

(ROSENBERG, 2000).

Prensky (2001), afirma que o surgimento das Tecnologias de Informação e comunicação – TICs – (SADORSKY, 2012; BIZIRGIANNI; PUCER, 2014) possibilitou livre acesso à informação a uma geração nova de aprendizes, os “nativos digitais”. Esses aprendizes pensam e processam informações de maneira fundamentalmente diferente de seus antecessores, devido à contínua exposição aos meios digitais. Lebrun (2002), Legros, De Pembroke e Talbi (2002) e Baudrit (2007) concluem que nos últimos anos as formas de ensinar têm evoluindo rapidamente com a utilização das TICs, já que estão introduzindo mudanças profundas na área de formação e na maneira de ensinar e aprender.

O uso da tecnologia facilita a criação do ambiente de aprendizagem (KORHONEN;

LINNANMÄKI; AUNIO, 2014) com possibilidades no processo educacional. E esse tipo de ambiente auxilia o processo de ensino, indo ao encontro dos princípios discutidos sobre

“Como as pessoas aprendem” (BRANSDSFORD; BROWN; COCKING; 2007). Em especial, pelo fato de que as pessoas possuem cada vez menos tempo para aprender é por isso que precisam de um ritmo mais veloz do aprendizado. O cenário do aprendizado está mudando rápido e continuamente. Agora a estratégia é a de capturar o conhecimento de modo que possa ser acessado instantaneamente e compartilhado. A forma de se fazer isso é por meio da tecnologia (ROSENBERG, 2000).

Os Sistemas Federados são uma ferramenta de compartilhamento de recursos pedagógicos que facilitam o ensino aprendizagem, favorecendo o desenvolvimento e qualidade na educação. Também visa mostrar como é a estrutura dos Sistemas federados, seus componentes e definições (CEBRIAN, 2013).

Lave e Wenger (1991) relacionam o compartilhamento com a aprendizagem, por não ser apenas um fenômeno individual, mas também coletivo, que ocorre em um contexto de participação social. Ou seja, as pessoas aprendem organizando-se nas comunidades sociais as quais pertencem. Assim, a aprendizagem mediada por ambientes virtuais em sistemas federados, permite que, por meio dos recursos da digitalização, fontes de informações e conhecimentos possam ser criadas, socializadas e utilizadas (ROLF; STEIL, 2014). Os conteúdos podem ser apresentados de forma hipertextual, mixada, multimídia e com recursos de simulações. Estes fazem uso de sistemas colaborativos para apoiar o trabalho em grupo e a colaboração (NICOLATI-DA-COSTA; PIMENTEL, 2011).

Nesses ambientes Kemczinski (2005) alerta para a possibilidade da criação e da organização de conteúdos e o desenvolvimento de interações entre pessoas mediante a integração de múltiplas mídias e recursos. Esses sistemas possuem duas dimensões: a pedagógica que considera o tipo de interação que o ambiente permite; b) a tecnológica que aborda os elementos técnicos que facilitam a comunicação entre os usuários, incluindo o ambiente de aprendizagem (KEMCZINSKI, 2000).

Silva, Café e Catapan (2010) afirmam que a educação tem seu papel transformador e as estratégias de ensino e aprendizagem se modificaram para atender às novas demandas educativas. Como exemplo tem-se os repositórios educacionais alinhando a perspectiva de aprendizagem aberta e colaborativa para estimular a autonomia e a emancipação do aluno (DOCTOR; RAMACHANDRAN, 2008). Esses ambientes com suas plataformas possibilitam a disseminação da informação de forma real e duradoura, permitindo sua recuperação em qualquer momento e, no tempo desejado.

O compartilhamento pode gerar ou não a colaboração, porém esta última tem um papel importante para a construção do conhecimento. A aprendizagem colaborativa descreve uma variedade de práticas educativas em que as interações entre os pares constituem o fator mais importante na aprendizagem (DILLENBOURG et al., 2009).

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